<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208</id><updated>2011-11-29T18:57:59.763Z</updated><category term='alfaiataria'/><category term='ensino'/><category term='máquinas de costura'/><category term='condecoração'/><category term='museu'/><category term='touradas'/><category term='extinção'/><category term='modistas'/><category term='encontro nacional'/><category term='poema'/><category term='utensílios'/><category term='homenagem'/><category term='casacas'/><category term='alfaiate'/><category term='congresso mundial'/><category term='encontro nacional&#x9;alfaiates'/><category term='alfaiates'/><category term='tecidos'/><category term='foto'/><category term='vestuário por medida'/><category term='reportagem'/><category term='cultura'/><category term='confraria'/><category term='história'/><category term='video'/><category term='tradição'/><category term='opinião'/><category term='lojas'/><category term='costureiras'/><category term='entrevista'/><category term='cultura.tradição'/><category term='monumento'/><category term='artigo'/><title type='text'>Blog dos Alfaiates</title><subtitle type='html'>Dedicado a todos os Alfaiates.
(Artistas em vias de extinção)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>aranha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00614273519437472175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>84</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-7689605516104065528</id><published>2011-11-23T10:41:00.001Z</published><updated>2011-11-23T11:47:20.512Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='extinção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tradição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiataria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='costureiras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiate'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Loureiro e Nogueira - O alfaiate «quase por imposição»</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;O ofício de alfaiate surgiu «quase por imposição». Sem colégios&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-29dYIHSb1ws/TszI0TVjgiI/AAAAAAAAAeU/g2j6osPykoI/s1600/thumb+%25281%2529.aspx" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://1.bp.blogspot.com/-29dYIHSb1ws/TszI0TVjgiI/AAAAAAAAAeU/g2j6osPykoI/s200/thumb+%25281%2529.aspx" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;para prosseguir os estudos em Benavila, Alentejo, João Ribeiro escolheu a prática do corte e costura para ganhar a vida. Em Lisboa fez-se mestre e, há 20 anos, estabeleceu-se por conta própria na Alfaiataria Loureiro e Nogueira. Com astúcia e rigor manteve os clientes que trouxe do local onde anteriormente trabalhava e soube renovar a clientela. Aos 62 anos lamenta que a profissão em Portugal não seja tão reconhecida como outrora.&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na rua há o burburinho de quem aguarda vez para entrar num dos elevadores mais emblemáticos de Lisboa. O elevador de Santa Justa foi desenhado pelo engenheiro português Raoul Mesnier du Ponsard. O ascensor que liga a Baixa pombalina ao Bairro Alto funciona desde 1902 e atrai todos os dias milhares de turistas&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-GfnZH3SMtE0/TszJOZYcNfI/AAAAAAAAAec/5gP-sGwxIsc/s1600/loureiroenogueira002.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://2.bp.blogspot.com/-GfnZH3SMtE0/TszJOZYcNfI/AAAAAAAAAec/5gP-sGwxIsc/s200/loureiroenogueira002.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;No número 79, 1º andar, da rua com o mesmo nome do elevador, indiferente ao burburinho da cidade, João Ribeiro exerce profissão antiga: é alfaiate. De origem alentejana, conta que «na terra, Benavila, concelho de Avis, não havia colégios, nada para estudar. Tinha pois de escolher uma profissão. Foi quase por imposição porque não havia muito por onde escolher». Foi assim que ainda em Avis, João Ribeiro começou a dar os primeiros passos no ofício de «cortar e coser. Hoje gosto muito do que faço», sublinha.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os alfaiates eram tidos em grande consideração. A profissão era exigente e, por isso, reconhecida pela sociedade. Com instrumentos simples, tesoura, régua, giz, exigia-se, contudo, ao alfaiate que tivesse bons conhecimentos de geometria e aritmética.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;João Ribeiro gosta de adicionar um pouco de «sorte» a estes factores. Na Alfaiataria Loureiro e Nogueira, que gere desde 1992, comenta, espreitando por cima dos óculos, suportados na ponta do nariz: «Quando vim para Lisboa, estive em algumas casas. Aquela onde estive mais tempo, 29 anos, foi na Alfaiataria David, na Rua de São Nicolau. O senhor David era judeu e homem com muita visão para o negócio. Foi aí que aprendi praticamente tudo. Tive sorte».&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;«O senhor David tinha visão de negócio. Antes mesmo do pronto-a-vestir existir em todo o lado, ele já tinha algumas peças à venda, como camisas, pólos, gravatas. Estava preparado para este avanço. Era um visionário. E isto foi o que sustentou a alfaiataria. As encomendas de roupa por medida diminuíram. Eu estive na Alfaiataria David até ela praticamente fechar portas. Saí e pouco tempo depois aquilo encerrou, já o senhor David havia falecido há alguns anos», explica João Ribeiro.&lt;img src="file:///C:/Users/Victor/Desktop/Loureiro%20e%20Nogueira%20-%20O%20alfaiate%20%C2%ABquase%20por%20imposi%C3%A7%C3%A3o%C2%BB_files/loureiroenogueira003.JPG" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A Alfaiataria Loureiro e Nogueira foi fundada em 1930, as quotas&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-q2oYMDOiV6A/TszJwEcT2RI/AAAAAAAAAek/7YpBUc1v4zQ/s1600/loureiroenogueira003.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://2.bp.blogspot.com/-q2oYMDOiV6A/TszJwEcT2RI/AAAAAAAAAek/7YpBUc1v4zQ/s200/loureiroenogueira003.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;do espaço foram cedidas a vários alfaiates e, em 1992, chegaram&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;às mãos do alentejano João Ribeiro. O espaço pequeno mantém-se igual.&amp;nbsp;Uma pequena sala, com um cabide para pendurar chapéus e sobretudos,&amp;nbsp;acolhe o cliente após subir as escadas de madeira votadas, quase,&amp;nbsp;ao abandono. O prédio há muito que vê os habitantes partirem para &amp;nbsp;outras casas, mais modernas, e afastadas do centro histórico da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O chão e os móveis são de madeira. Contrastam com as paredes brancas. Uma habitação pequena alberga a mesa para marcar roupa, e manequins vestidos com casacos, calças, sobretudos. Peças de roupa feitas com preceito e por medida que aguardam os donos. &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;«Tenho clientes que fazem 10, 12 fatos por ano. Há pessoas que têm mania da roupa. Fazem porque gostam. Os tecidos vêm sobretudo de Itália e Inglaterra, a indústria cá desapareceu e o que há não tem muita qualidade, mau acabamento», diz o alfaiate. &lt;br /&gt;Alguns tecidos estão expostos numa prateleira logo que entramos no atelier Loureiro e Nogueira. No centro da sala, está a mesa para desenhar. Com o giz, João Ribeiro faz uns rabiscos num casaco que, para um leigo no ofício, parece estar concluído».&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O alfaiate apressa-se a explicar: «O cliente veio há pouco provar o casaco. Estava já concluído. Mas ele quer que fique um pouco mais cintado. É isso que estou a fazer. Faço o desenho do que deve ser retirado e dou às costureiras para elas retirarem o excesso».&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GE1h4EcL9tI/TszS_54JKbI/AAAAAAAAAes/dg1DH9tdcMI/s1600/loureiroenogueira004.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://3.bp.blogspot.com/-GE1h4EcL9tI/TszS_54JKbI/AAAAAAAAAes/dg1DH9tdcMI/s200/loureiroenogueira004.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Costureiras hoje são duas, que trabalham numa pequena sala. Dividem o espaço com máquinas de costura e ferros. «Já tenho ferros eléctrico, mas uso pouco. Quando é para entregar a roupa, já o trabalho final uso sempre o ferro a carvão. É pesado e leva o tecido para onde nós queremos», comenta João, piscando o olho, em jeito de quem acaba de confessar um pequeno truque do ofício.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entre os clientes gosta de referir, Mário Soares, o político. «Vestiu-o durante toda a sua presidência», comenta. Mas na carteira de fregueses, há outro, mais anónimo, que João Ribeiro gosta sempre de citar, ainda que sem nomes.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;«O senhor Teixeira, o alfaiate que aqui estava queria reformar-se e propôs-me que eu comprasse as quotas. Mas eu não tinha dinheiro e a banca não emprestava como hoje. Então pedi emprestado a um cliente meu na casa David. Sai então desta alfaiataria e, claro, trouxe a clientela atrás. Há 20 anos quando me estabeleci aqui, eu tinha a clientela toda na mão. As pessoas vão atrás do profissional. E foi assim que me estabeleci por conta própria».&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Num ofício em vias de extinção, João Ribeiro conta como renovou a carteira de clientes. «Os clientes eram todos velhotes e percebi que tinha de renovar a clientela. Foi então que fiz facilidade de pagamento. A única vez que isso aconteceu na minha casa. Aos jovens que estavam a iniciar a carreira, permiti-lhes que pagassem em duas ou três vezes. Hoje estão todos bem empregados e pagam a pronto. Mas assim consegui rejuvenescer os meus clientes», afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 62 anos, João Ribeiro confessa ter disposição para trabalhar mais alguns anos e conclui que «gostava de ter quem lhe seguisse os passos. Poucos são os que procuram a actividade e os que querem seguir o ofício vão para fora onde o ofício é mais reconhecido».&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Sara Pelicano&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.cafeportugal.net/" style="background-color: white; color: #6131bd; font-family: Georgia, Times, serif; font-size: 14px; font-weight: bold; line-height: 22px; text-align: left;"&gt;Café Portugal&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-7689605516104065528?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/7689605516104065528/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=7689605516104065528&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/7689605516104065528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/7689605516104065528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2011/11/loureiro-e-nogueira-o-alfaiate-quase.html' title='Loureiro e Nogueira - O alfaiate «quase por imposição»'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-29dYIHSb1ws/TszI0TVjgiI/AAAAAAAAAeU/g2j6osPykoI/s72-c/thumb+%25281%2529.aspx' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-7516698276010864010</id><published>2011-11-21T10:37:00.001Z</published><updated>2011-11-21T10:47:43.230Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='foto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tradição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiataria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiate'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>O Alfaiate</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-hAFGnvaAqJ8/TsoqD4r2g5I/AAAAAAAAAeM/jvQid4TcBT0/s1600/Sr.+Gon%25C3%25A7alves+por+Diogo+Martins.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="425" src="http://2.bp.blogspot.com/-hAFGnvaAqJ8/TsoqD4r2g5I/AAAAAAAAAeM/jvQid4TcBT0/s640/Sr.+Gon%25C3%25A7alves+por+Diogo+Martins.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="" id="result_box" lang="pt"&gt;&lt;span class="hps"&gt;Esta é&lt;/span&gt; &lt;span class="hps"&gt;uma pessoa incrível&lt;/span&gt; &lt;span class="hps"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span class="hps"&gt;Ele&lt;/span&gt; &lt;span class="hps"&gt;é o mais antigo&lt;/span&gt; &lt;span class="hps"&gt;alfaiate de&lt;/span&gt; &lt;span class="hps"&gt;Amarante&lt;/span&gt;&lt;span class=""&gt;, Portugal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span class="hps"&gt;Com&lt;/span&gt; &lt;span class="hps"&gt;Oitenta&lt;/span&gt; e o&lt;span class="hps"&gt;ito&lt;/span&gt; &lt;span class="hps"&gt;anos&lt;/span&gt; &lt;span class="hps"&gt;o Sr.&lt;/span&gt; &lt;span class="hps"&gt;Gonçalves&lt;/span&gt;&lt;span class=""&gt;, avô&lt;/span&gt; &lt;span class="hps"&gt;de Ana,&lt;/span&gt; &lt;span class="hps"&gt;ama seu trabalho&lt;/span&gt; &lt;span class="hps"&gt;e acorda&lt;/span&gt; &lt;span class="hps"&gt;todos os dias às&lt;/span&gt; &lt;span class="hps"&gt;6:00&lt;/span&gt; &lt;span class="hps"&gt;para ir ao seu&lt;/span&gt; &lt;span class="hps"&gt;local de trabalho&lt;/span&gt; &lt;span class="hps"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span class="hps"&gt;Foi muito&lt;/span&gt; &lt;span class="hps"&gt;bom falar&lt;/span&gt; &lt;span class="hps"&gt;com ele&lt;/span&gt; &lt;span class="hps"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_941508046"&gt;&lt;span class="" id="result_box" lang="pt"&gt;&lt;span class="hps"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/quarenta/"&gt;&lt;b&gt;Diogo Martins&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-7516698276010864010?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/7516698276010864010/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=7516698276010864010&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/7516698276010864010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/7516698276010864010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2011/11/o-alfaiate.html' title='O Alfaiate'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-hAFGnvaAqJ8/TsoqD4r2g5I/AAAAAAAAAeM/jvQid4TcBT0/s72-c/Sr.+Gon%25C3%25A7alves+por+Diogo+Martins.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-3515605687879134645</id><published>2011-11-21T09:32:00.001Z</published><updated>2011-11-23T11:49:21.328Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiataria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura.tradição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiate'/><title type='text'>José Augusto o alfaiate dos diplomatas</title><content type='html'>&lt;b style="font-size: x-large;"&gt;Em Lisboa, em plena baixa pombalina, José Augusto assegura o funcionamento da Alfaiataria Ernesto Martins, fundada em 1940. Entre os clientes, muitos ilustres que procuram o corte firme e certo do alfaiate e a distinção do espaço. A alfaiataria é ampla, com sala de recepção onde se escolhem tecidos, sala de provas e oficina de trabalho.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 13px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-align: center; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="background-color: white; color: #333333; font-family: inherit; font-size: 13px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-align: center; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div&gt;&lt;img align="left" alt="" border="1" height="220" hspace="10" src="http://www.cafeportugal.net/resources/3/image/alfaiate002.JPG" style="background-color: white; color: #333333; font-size: 11px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; margin: 10px; orphans: 2; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;" vspace="10" width="147" /&gt;Um pedaço de tecido, sem forma. Em cima do tecido está um molde recortado em papel. Num primeiro olhar percebemos que reproduz o formato de uma perna. José Augusto segura o giz na mão. Com segurança e rapidez faz uns traços no tecido, contornando o pedaço de papel. No tecido, o desenho copia a forma que vimos, primeiro, no papel. «Isto é o molde de um cliente. Quando se faz o desenho dá-se sempre uma folga para os ajustes», conta José Augusto, alfaiate desde os 12 anos.&lt;br /&gt;A Alfaiataria Ernesto Martins foi fundada em 1940 pelo alfaiate com o mesmo nome. José Augusto, natural de São João da Pesqueira, distrito de Viseu, chegou aqui depois de passar pela tropa. Seguiram-se anos de aprendizagem, de infinitas horas debruçado sobre os tecidos, os moldes, os cortes, os remates finais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em 1993 José Augusto adquiriu o espaço. Hoje, a alfaiataria lisboeta, na Rua da Conceição, porta número 7, mantém-se com a elegância de sempre.&lt;br /&gt;Os móveis de madeira expõem alguns fatos já terminados. Móveis que arrumam também muitas amostras de tecidos. Tudo meticulosamente disposto e pronto para receber os ilustres clientes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Nomes não posso adiantar, mas a nossa clientela é essencialmente constituída por embaixadores, corpo diplomático, políticos», diz José Augusto com vincado orgulho. O anfitrião na arte do corte e costura acrescenta ainda: «Há um ministro da actualidade que a primeira vez que aqui entrou foi pela mão do pai para fazer o fato da primeira comunhão. Ainda hoje cá vem. O pai vinha e avô também». Uma sucessão de gerações em busca da mão firme de José Augusto para o corte e costura. A alfaiataria localizada num primeiro andar tem uma sala de recepção. Aqui, uma mesa de madeira maciça suporta os mostruários dos tecidos. «São todos importados. Portugal não tem fazendas de excelente qualidade. Usamos sedas, algodão, lã», diz José Augusto.&lt;/div&gt;&lt;h3 style="background-color: white;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit; font-variant: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; font-style: italic;"&gt;&lt;img align="left" alt="" border="1" height="220" hspace="10" src="http://www.cafeportugal.net/resources/3/image/alfaiate003.JPG" style="background-color: white; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; margin: 10px; orphans: 2; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;" vspace="10" width="147" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Por seu turno, a sala de provas, ampla, abre-se para uma janela que permite espreitar a rua da baixa pombalina. Jorra a luz natural. «Temos estes dois espelhos grandes, colocados frente a frente e giratórios. Permitem que o cliente veja frente e costas sem ter de torcer o pescoço».&lt;br /&gt;Avançamos através de um corredor estreito. Está «forrado» de caixas. Dentro destas, parte da matéria-prima do alfaiate: linhas e botões. Chegamos à sala de trabalho. Um espaço grande, com mesa de corte, tábuas de passar a ferro e máquinas de costura. Neste espaço, José Augusto conta com a ajuda de três costureiras, uma delas sua esposa. «Algumas estão aqui há 40 anos», diz José Augusto. Noutros tempos, contudo, trabalhavam aqui 30 pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;«O que mais gosto de fazer é a casaca, aquela com as asas de grilo, cortada à frente. É usada normalmente pelos maestros. Eu costumo fazer para o corpo diplomático, embaixadores. Outra peça que também me apraz é o fraque. Está cheio de pormenores», diz José Augusto, enquanto estica um tecido escuro. Coloca o molde de papel por cima e com o giz marca no tecido o desenho do molde.Noutros casos, para desenhar o modelo do fato recorre-se ao esquadro e régua. Nos utensílios do alfaiate junta-se a tesoura, o ferro, as linhas de alinhavar e coser, botões. «Continuo a passar as roupas com ferro a carvão. É mais pesado e faz melhor os vincos», explica o anfitrião.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit; font-variant: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br style="background-color: white; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;" /&gt;&lt;br style="background-color: white; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;" /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;img align="right" alt="" border="1" height="220" hspace="10" src="http://www.cafeportugal.net/resources/3/files/artigos/image/alfaiate004.JPG" style="background-color: white; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; margin: 10px; orphans: 2; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;" vspace="10" width="147" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Um saber fazer fundado numa tradição milenar, como atesta a história. O termo «alfaiate» tem origem na expressão árabe Al-Kaiat. O verbo khata significa coser. Já do latim, herdámos a expressão sarcir, que diz respeito à técnica de remendar um tecido roto com outro pedaço de tecido semelhante. Sarcir advém do verbo sarcire, que significa coser. Entre nós, uma das referências mais antigas do ofício de alfaiate remonta ao século XII. Na época, o alfaiate gozava de grande prestígio no reino de Portugal, especialmente entre os judeus. Um ofício ancestral que José Augusto já ensinou a alguns jovens. Todos saíram da alfaiataria. «A grande maioria não seguiu a profissão. Vive-se deste ofício, mas ganhar dinheiro não posso dizer que se ganhe. Eu já estou reformado, continuo a trabalhar por gosto, mas também por necessidade», explica.&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Sara Pelicano&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="background-color: white;"&gt;&lt;a href="http://www.cafeportugal.net/" style="background-color: white; color: #6131bd; font-family: Georgia, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: left;"&gt;Café Portugal&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-3515605687879134645?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/3515605687879134645/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=3515605687879134645&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/3515605687879134645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/3515605687879134645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2011/11/jose-augusto-o-alfaiate-dos-diplomatas.html' title='José Augusto o alfaiate dos diplomatas'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-5211276241608272496</id><published>2011-11-08T22:48:00.002Z</published><updated>2011-11-23T11:50:08.367Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiataria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='costureiras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiate'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Lisboa - A «janela indiscreta» do alfaiate Brito</title><content type='html'>&lt;h3&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Faltavam 11 dias para a «Revolução dos Cravos» de 1974. Facto que o alentejano Francisco Brito não poderia antecipar. Na altura comprava a alfaiataria onde já trabalhava, em pleno Rossio. Sem o saber adquiria uma janela com vista para um dos palcos da Revolução. Indiferente, Francisco continuou a marcar os tecidos com giz, a cortar e a coser. Passados 37 anos, o alfaiate mantém viva a sua arte no mesmo local.&lt;/h3&gt;&lt;div class="t9" style="text-align: justify; vertical-align: top;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="t9" style="text-align: justify; vertical-align: top;"&gt;&amp;nbsp;É do corte e costura que Francisco Sabino Brito faz arte e profissão desde os tempos da meninice, quando os horizontes eram alentejanos, os de Almodôvar. Aos 17 anos, Francisco parte para Lisboa onde o seu percurso de alfaiate havia de se cruzar com uma janela cobiçada.&lt;/div&gt;&lt;div class="t11Article"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img align="left" alt="" border="1" height="134" hspace="10" src="http://www.cafeportugal.net/resources/3/image/alfaiatebrito002.JPG" vspace="10" width="200" /&gt;«Comecei na actividade como aprendiz, aos 14 anos, ainda em Almodôvar. Naquela altura aprendiam-se ofícios como o de alfaiate, sapateiro ou carpinteiro», conta Francisco Sabino Brito na sua alfaiataria, a mesma onde se iniciou ao vir para Lisboa. «Cheguei à capital aos 17 anos. Depois, aos 20 fui para a tropa. Regressei aqui e a 14 de Abril de 1974 comprei a casa ao meu patrão. Isto 11 dias antes da Revolução», diz o alfaiate. &lt;br /&gt;O número 93 da Praça D. Pedro IV (Rossio) tem vista privilegiada para a rua através da pequena janela da sala de corte e costura. A morada da Alfaiataria Brito ganha, assim, uma vista privilegiada para uma das mais cosmopolitas praças de Lisboa. Onde hoje há carros em buliço, turistas descontraídos e esplanadas de pendor estival, outrora anteciparam-se algumas movimentações para o dia que marcaria no calendário da História a «Revolução dos Cravos». &lt;br /&gt;Francisco Brito, 61 anos carregados de genica, baixa o tom de voz quando refere a data da compra e as movimentações em torno da dita janela. Passados 37 anos sobre o fim do regime salazarista, Francisco sussurra quando remete as palavras para esse passado.&lt;br /&gt;Na época a sorte como alfaiate esteve do seu lado, refere Francisco Brito. «No quarto onde vivia quando cheguei a Lisboa, morava também um alfaiate. Ele tinha a par do seu emprego, uma carteira de clientes. À noite no quarto ia costurando&lt;img align="right" alt="" border="1" height="134" hspace="10" src="http://www.cafeportugal.net/resources/3/image/alfaiatebrito004.JPG" vspace="10" width="200" /&gt; os fatos, ajudado por algumas costureiras. E ensinou-me muita coisa. Eu aprendia de noite e de dia. Isto fez com que chegasse a oficial muito rapidamente», explica Francisco Brito.&lt;br /&gt;De aprendiz de alfaiataria, Francisco completou a sua passagem a oficial. O topo da carreira viria mais tarde como contra-mestre, «aquele que apenas corta». Um percurso rápido feito entre paredes caiadas de branco, onde a luz da rua entra pela única janela, aquela que dá vista para o Rossio.&lt;br /&gt;A conversa faz-se na sala de espera, pequena. Aqui o cliente aguarda a sua vez, ocupando o tempo, provavelmente, com um dos inúmeros catálogos com amostras de tecido.&lt;br /&gt;Da famosa janela, chega o burburinho da rua. Há quem apregoe a sorte contida numa fracção da lotaria. Há quem ponha a conversa em dia numa esplanada. Francisco Brito confessa que não gostava da fama da sua janela noutros tempos. «Nunca deixava vir aqui ninguém, sobretudo se era dia de muitas movimentações», conta, retomando o tom sussurrado. &lt;br /&gt;«Houve, contudo, um dia que apareceu aqui uma moça sueca, com uma perna engessada. Pediu para fazer uma filmagem. Hesitei, mas ao ver o estado da moça e o esforço que terá feito para subir as escadas deixei-a entrar. Passou todo o dia na janela a filmar», pormenoriza o alfaiate.&lt;br /&gt;Enquanto a «moça sueca» filmava a Praça do Rossio na década de 1970, Francisco Brito e os nove funcionários que naquela altura empregava, estendiam o tecido sobre a mesa. Gestos que se repetem hoje. Giz branco e mão certeira para desenhar o formato da roupa com o auxílio de uma régua e esquadro. A tesoura, grande e afiada, retira o excedente de tecido. As costureiras, com máquinas de coser e à mão, unem o restante e a roupa ganha forma.&lt;img align="right" alt="" border="1" height="134" hspace="10" src="http://www.cafeportugal.net/resources/3/image/alfaiatebrito003.JPG" vspace="10" width="200" /&gt;&lt;br /&gt;No terceiro andar da Alfaiataria Brito, não há corredores. Da sala de espera a porta abre-se, dando imediatamente acesso à sala de provas. Um espaço rectangular com o espelho e um manequim para colocar os casacos. &lt;br /&gt;«É aqui que um alfaiate mostra o que vale», adianta Francisco no espaço pequeno, abrigo das vaidades dos clientes. «Um bom alfaiate é aquele que faz bons ajustes. Repare, posso fazer um casaco de medida de peito 48, com um molde de 52, porque é aqui, quando o cliente prova, que ajusto», diz, entusiasmado.&lt;br /&gt;«O corpo das pessoas varia muito, há uns que têm a barriga para fora, outros para dentro. Há ajustes nas mangas, muita coisa», conclui. &lt;br /&gt;Uma das portas da sala de provas dá por fim acesso ao espaço de trabalho. Aqui, há máquinas de coser, tábuas de passar a ferro, pedaços de tecido caídos no chão, roupa alinhavada à espera da costureira. Há a famosa janela. &lt;br /&gt;«Tenho clientes diversos. Há curiosamente uma geração nova com 30 a 35 anos que gosta de ter os seus fatos por medida. Tenho também muitos clientes de Angola. Neste caso, por exemplo, já tenho os moldes previamente feitos. Muitas &lt;img align="left" alt="" border="1" height="200" hspace="10" src="http://www.cafeportugal.net/resources/3/image/alfaiatebrito005.JPG" vspace="10" width="134" /&gt;vezes os clientes ligam e dizem: ‘quero um fato desta e da outra forma’. Estou aí no dia X. E eu faço. Quando eles chegam é experimentar, acertar pormenores e levar». &lt;br /&gt;A confecção de fatos por medida, à distância, é possível porque Francisco tem moldes de todos os clientes. «Quando o cliente aqui vem pela primeira vez tiro, com uma fita métrica, as medidas de peito, anca, ombros, altura, tudo. Depois faço moldes em tecido». Este método de trabalho possibilita que o cliente faça encomendas. «E depois se aparecer aqui um cliente com medidas semelhantes é mais rápido, porque, cá está, o segredo vem depois na prova», acrescenta.&lt;br /&gt;Hoje, Francisco conta com a ajuda de três costureiras, que alternam entre si. «Já ninguém procura o ofício. Isto é artesanal e demora a aprender», confessa. &lt;br /&gt;Em média um cliente compra quatro a cinco fatos por ano, feitos com o preceito de mãos portuguesas que trabalham tecidos estrangeiros, sobretudo italianos. «Repare, uma pessoa vem aqui e paga a mão-de-obra que claro não é barata porque tudo isto é artesanal, não vai agora empregar o dinheiro numa fazenda ruim e as portuguesas estão muito más», remata o alfaiate.&lt;br /&gt;As fibras não entram nesta casa. Francisco diz que «trabalha lã com caxemira, seda». A última tarefa na alfaiataria é o passar a ferro. Neste ponto, Francisco Brito mantém igualmente as tradições. O ferro é aquecido com carvão, «porque deixa o fato muito melhor», confessa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="t11Article"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="t11Article"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Sara Pelicano&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.cafeportugal.net/"&gt;Café Portugal&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-5211276241608272496?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/5211276241608272496/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=5211276241608272496&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/5211276241608272496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/5211276241608272496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2011/11/lisboa-janela-indiscreta-do-alfaiate.html' title='Lisboa - A «janela indiscreta» do alfaiate Brito'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-8325586441356315386</id><published>2011-10-24T09:34:00.000+01:00</published><updated>2011-10-25T09:15:37.953+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reportagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='entrevista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='extinção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tradição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiataria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='costureiras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiate'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>A arte que resiste</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-1262e3f70b293e94" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v1.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3D1262e3f70b293e94%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330340199%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D37A8010AF8005B7159A762577029025AA18A9580.53528E089D1AEC02E0885A3EBC5CF3BD84EA0F7F%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D1262e3f70b293e94%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DwjxInfl9uBZlM2mUyf-VIjVFCno&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v1.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3D1262e3f70b293e94%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330340199%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D37A8010AF8005B7159A762577029025AA18A9580.53528E089D1AEC02E0885A3EBC5CF3BD84EA0F7F%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D1262e3f70b293e94%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DwjxInfl9uBZlM2mUyf-VIjVFCno&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-8325586441356315386?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/8325586441356315386/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=8325586441356315386&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/8325586441356315386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/8325586441356315386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2011/10/arte-que-resiste.html' title='A arte que resiste'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-2075821020235389360</id><published>2011-10-13T16:57:00.000+01:00</published><updated>2011-11-23T11:50:45.610Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ensino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura.tradição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='costureiras'/><title type='text'>Ensino</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span lang="pt-PT" style="text-align: -webkit-auto; text-indent: 48px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span lang="pt-PT" style="text-align: -webkit-auto; text-indent: 48px;"&gt;Apósalguns anos de estagnação no ensino da Alfaiataria, surgiu aoportunidade de darmos um curso prático de ponto e prova de alfaiatea convite&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT" style="text-align: -webkit-auto; text-indent: 48px;"&gt; da Escola de Moda do Porto(GUDI). Com esta iniciativa pretendemos não só formar jovens eprofissionais da área de moda, em manualidades quase extintas nonosso pais, como também dar nova vida ao trabalho por medida,através do ensino  da arte que celebramos todos os dias. Nestaapresentação fica o convite a que se juntem a nós, num movimentoao qual daremos certamente nova dimensão tanto em Portugal como noexterior. As inscrições já estão abertas e terá inicio dia 5 deNovembro de 2011. O custo mensal é de €150 com a duração de 6meses. Para inscrições e mais informações podem contactar dasseguintes formas:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;. Ayr&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;esGonçalo - +351 914 471 671&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div lang="pt-PT" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;. Paulo Rodrigues - +351916 774 287  &lt;/div&gt;&lt;div lang="pt-PT" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;. labdisartoria@gmail.com&lt;/div&gt;&lt;div lang="pt-PT" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div lang="pt-PT" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div lang="pt-PT" style="margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-182mGnKCo9k/TpcG3Ax1QKI/AAAAAAAAAdk/oCWvvgJ_gNw/s1600/flyer+do+curso.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://1.bp.blogspot.com/-182mGnKCo9k/TpcG3Ax1QKI/AAAAAAAAAdk/oCWvvgJ_gNw/s640/flyer+do+curso.jpg" width="307" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-2075821020235389360?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/2075821020235389360/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=2075821020235389360&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/2075821020235389360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/2075821020235389360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2011/10/ensino.html' title='Ensino'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-182mGnKCo9k/TpcG3Ax1QKI/AAAAAAAAAdk/oCWvvgJ_gNw/s72-c/flyer+do+curso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-5277741544568405833</id><published>2011-10-04T13:25:00.000+01:00</published><updated>2011-10-04T13:30:42.195+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='foto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homenagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'>Homenagem</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-OOr4_tSqqgo/Tor6iWtcKKI/AAAAAAAAAdg/KJbFxLxjrCQ/s1600/DSC_0003.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="424" src="http://2.bp.blogspot.com/-OOr4_tSqqgo/Tor6iWtcKKI/AAAAAAAAAdg/KJbFxLxjrCQ/s640/DSC_0003.JPG" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'lucida grande',tahoma,verdana,arial,sans-serif; font-size: small; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="messageBody translationEligibleUserMessage"&gt;Não posso prestar uma homenagem pública ao meu mestre por tudo o que ele me ensinou, posso no entanto continuar por muitos anos a sua linha, o seu preceito, a sua arte. Vou sentir muito a sua falta Sr. Fernando Gonçalves.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'lucida grande',tahoma,verdana,arial,sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=100001115181623" style="color: #3b5998; cursor: pointer; text-decoration: none;"&gt;João Paulo Rodrigues&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'lucida grande',tahoma,verdana,arial,sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="messageBody translationEligibleUserMessage"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-5277741544568405833?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/5277741544568405833/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=5277741544568405833&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/5277741544568405833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/5277741544568405833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2011/10/homenagem.html' title='Homenagem'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-OOr4_tSqqgo/Tor6iWtcKKI/AAAAAAAAAdg/KJbFxLxjrCQ/s72-c/DSC_0003.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-1000859257121383180</id><published>2011-09-02T13:53:00.004+01:00</published><updated>2011-09-25T22:45:05.387+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura.tradição'/><title type='text'>Em tempos modernos ainda existe tradição</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-hjmeWizsG-o/Tn-d7m_GSfI/AAAAAAAAAdc/WayN-1AJqMg/s1600/0000024067.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;b&gt;&lt;img border="0" height="358" src="http://1.bp.blogspot.com/-hjmeWizsG-o/Tn-d7m_GSfI/AAAAAAAAAdc/WayN-1AJqMg/s640/0000024067.jpg" width="640" /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Longe vão os tempos em que ir ao alfaiate era um hábito comum a todos os  homens, que procuravam nestes artistas verdadeiras obras de arte que se  adaptassem na perfeição ao seu corpo. Para os mais novos, a geração dos  centros comerciais e das grandes superfícies, este tema pode causar  algum espanto mas acima de tudo uma dúvida: ainda existem alfaiates? A  resposta é sim, existem! São mais escassos que antigamente e muitos vêem  os seus negócios ameaçados pela indústria comercial e pelas novas  tecnologias de corte e costura que se desenvolveram e continuam a  desenvolver, mas alguns sobrevivem, principalmente em Lisboa e no Porto.&lt;br /&gt;A  alfaiataria nasceu no Renascimento, quando a roupa deixou de ter como  única função esconder o corpo para passar a dar destaque aos seus  contornos. Foi nesta altura que ganharam importância os mestres  alfaiates.&lt;br /&gt;O &lt;b&gt;i&lt;/b&gt; encontrou alguns daqueles que resistiram ao  fabrico de roupa em série e fornecem ao seu cliente um produto  personalizado, adaptado ao seu estilo e ao seu corpo. Procurado  essencialmente por homens de classe média-alta, o fato - calças e blazer  - continua a ser a peça mais pedida. No entanto, a maior parte dos  alfaiates tem maior oferta que antigamente. Camisas, gravatas e até  sapatos fazem parte daquilo que têm à disposição das pessoas que os  procuram.&lt;br /&gt;Apesar de, por tradição, ser uma arte geralmente mais  procurada por homens, alguns alfaiates também oferecem roupas para  mulheres e crianças. Há ainda quem faça fardas, trajes e bordados a  pedido do cliente.&lt;br /&gt;Talvez por ser um serviço personalizado e por a  maior parte das casas utilizar tecidos de primeira qualidade, o serviço  destes profissionais não sai barato, podendo os preços chegar aos  milhares de euros. Também por essa razão as pessoas que os procuram são  sobretudo homens de famílias ricas e importantes, políticos e  empresários com os mais altos cargos.&lt;br /&gt;Se é uma pessoa que gosta  de tradição e ainda não se rendeu totalmente à moda em série, se gosta  de serviços personalizado e de qualidade, siga os conselhos do&lt;b&gt; i&lt;/b&gt; e contacte uma destas casas. Com certeza não se vai arrepender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1 A. GONÇALVES ALFAIATES&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;Onde: Porto. Rua Galeria de Paris&lt;br /&gt;Características: Estabelecida no Porto desde 1973, aposta numa confecção 100% natural.&lt;br /&gt;Tem como objectivo conservar uma cultura de bom gosto, perfeição e respeito pela tradição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2 AVELINO&amp;nbsp;e CARLOS FERREIRA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;Onde: Viseu. Av. Emídio Navarro&lt;br /&gt;Características:  Trabalham há cerca de 50 anos, utilizando as técnicas mais avançadas e  tecidos de alta qualidade. É o cliente que escolhe o tecido e determina o  estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3 ROSA &amp;amp; TEIXEIRA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;Onde: Lisboa. Av. da Liberdade&lt;br /&gt;Características:  Uma das casas mais antigas de Lisboa, tem acompanhado a evolução da  moda sem perder a sua personalidade particular. Confecção conhecida e  valorizada internacionalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;4 ALEXANDRE ALFAIATE&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;Onde: Porto. Praça Coronel Pacheco &lt;br /&gt;Características: Casa que conta já com 80 anos. Clientes maioritariamente de classe média-alta. Cada fato ronda os 900 euros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;5 NUNES CORREA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;Onde: Lisboa. Rua Augusta&lt;br /&gt;Características: Fundada em 1856. Oferece produtos a preços acessíveis e competitivos. Também produz sapatos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;6 ALFAIATARIA RIBATEJO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;Onde: Santarém. Rua Alexandre Herculano&lt;br /&gt;Características:  Desde 1950 que procura distinguir-se pela oferta de produtos de grande  qualidade. Faz fardamentos, trajes, fatos por medida e bordados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;7 AUGUSTO SALDANHA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;Onde: Porto. Rua Trindade Coelho &lt;br /&gt;Características: Alfaiate há 45&amp;nbsp; anos, veste clientes de classe média-alta. É ele que faz os fatos de Paulo Portas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joana Refoios Martins&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ionline.pt/conteudo/146152-em-tempos-modernos-ainda-existe-tradicao"&gt;In Jornal I &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-1000859257121383180?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/1000859257121383180/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=1000859257121383180&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/1000859257121383180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/1000859257121383180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2011/09/em-tempos-modernos-ainda-existe.html' title='Em tempos modernos ainda existe tradição'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-hjmeWizsG-o/Tn-d7m_GSfI/AAAAAAAAAdc/WayN-1AJqMg/s72-c/0000024067.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-7145293046731902711</id><published>2011-08-26T09:40:00.000+01:00</published><updated>2011-08-26T09:40:13.054+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='museu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>O alfaiate</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-5zPUECe21SM/TldaLG8asXI/AAAAAAAAAdQ/CkOqpEYhuc4/s1600/alfaiate.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-5zPUECe21SM/TldaLG8asXI/AAAAAAAAAdQ/CkOqpEYhuc4/s320/alfaiate.jpg" width="246" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Um dos últimos trabalhos do italiano &lt;b&gt;Giovanni Battista Moroni &lt;/b&gt;(1520/4 - 1579), &lt;i&gt;Il Tagliapanni&lt;/i&gt; foi pintado entre 1565 e 1570 e é, na minha opinião, uma das joias do acervo da &lt;a class="link-corpo" href="http://www.nationalgallery.org.uk/" target="_blank"&gt;National Gallery&lt;/a&gt;.  A beleza do modelo fica ainda mais marcante pela posição da cabeça e  pelo jeito como ele encara o espectador. Nunca tinha ouvido falar em  Moroni até dar de cara com essa tela em um dos passeios pelo museu. Um  gênio do retrato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&amp;nbsp; blog &lt;a href="http://spacemelato.blogspot.com/"&gt;SpaceMelato &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h1 class="title"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://spacemelato.blogspot.com/"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-7145293046731902711?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/7145293046731902711/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=7145293046731902711&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/7145293046731902711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/7145293046731902711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2011/08/o-alfaiate.html' title='O alfaiate'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-5zPUECe21SM/TldaLG8asXI/AAAAAAAAAdQ/CkOqpEYhuc4/s72-c/alfaiate.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-8990580220560886501</id><published>2011-08-01T18:31:00.007+01:00</published><updated>2011-08-10T23:20:14.968+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='congresso mundial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tradição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='costureiras'/><title type='text'>34° Congresso Mundial de Mestres Alfaiates</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-GHX1-glOW-s/Tjbbl2rES2I/AAAAAAAAAdM/ZCPcuosZmMw/s1600/sarti.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-GHX1-glOW-s/Tjbbl2rES2I/AAAAAAAAAdM/ZCPcuosZmMw/s1600/sarti.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="long_text" id="result_box"&gt;&lt;span style="background-color: white;" title="il “34° Congresso Mondiale dei Maestri Sarti”"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp; "34 º Congresso Mundial&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="long_text" id="result_box"&gt;&lt;span style="background-color: white;" title="il “34° Congresso Mondiale dei Maestri Sarti”"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; de Mestre Alfaiates" &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="long_text" id="result_box"&gt;&lt;span style="background-color: white;" title="il “34° Congresso Mondiale dei Maestri Sarti”"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="long_text" id="result_box"&gt;&lt;span style="background-color: white;" title="il “34° Congresso Mondiale dei Maestri Sarti”"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white;" title="Dal 5 al 9 di agosto 2011 Roma diventerà la Capitale della Sartoria Mondiale."&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="long_text" id="result_box"&gt;&lt;span style="background-color: white;" title="Dal 5 al 9 di agosto 2011 Roma diventerà la Capitale della Sartoria Mondiale."&gt;De 5 a 09 de Agosto de 2011, Roma&amp;nbsp; torna-se a Capital da Alfaiataria Mundial. &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white;" title="I Maestri Sarti di tutto il mondo si sono dati appuntamento a Roma per il loro Congresso Mondiale, che dal 1910 si svolge ogni due anni in diverse città del mondo, unite nella loro diversità da una importante storia e presenza sartoriale"&gt;Os  mestres alfaiates de todo o mundo reúnem-se em Roma para o seu  Congresso Mundial, que desde 1910 se realiza a cada dois anos em  diferentes cidades ao redor do mundo, unidos na sua diversidade,  adaptando uma história rica.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white;" title="Roma el'Italia rispondono pienamente a queste caratteristiche, con le migliaia di laboratori sartoriali sparsi sull'intero territorio nazionale, di cui la Capitale rappresenta il cuore pulsante per la sua maggiore rappresentanza la sua storia, il grande prestigio acquisito e la presenza delle più importanti"&gt;Roma  e Itália respondem plenamente a essas características, com milhares de  oficinas de costura espalhadas por todo o país, cuja capital é o coração,  batendo por causa de maior representação da sua história,  grande prestígio adquirido e presença nas mais importantes &lt;/span&gt;&lt;span title="istituzioni settoriali."&gt;instituições sectoriais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="long_text" id="result_box"&gt;&lt;span title="istituzioni settoriali."&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white;" title="Congresso che coincide anche con la Presidenza della Federazione Mondiale dei Maestri Sarti affidata all'italiano Mario Napolitano."&gt;Congresso,  que também coincide com a presidência da Federação Mundial de mestres  alfaiates confiada ao italiano Mario Napolitano. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white;" title="Il Comitato promotore del Congresso è formato dalla CNA Federmoda, dall'Accademia Nazionale dei Sartori e dalla Federazione Mondiale dei Maestri Sarti, le quali rappresentano l'eccellenza dell'Artigianato Sartoriale e hanno come primo loro compito quello di tutelare e tramandare questo antico e nobile"&gt;A  comissão organizadora do Congresso é formada pela Federmoda CNA, pela  Academia Nacional de Alfaiates e Costureiras e Federação &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="long_text" id="result_box"&gt;&lt;span style="background-color: white;" title="Il Comitato promotore del Congresso è formato dalla CNA Federmoda, dall'Accademia Nazionale dei Sartori e dalla Federazione Mondiale dei Maestri Sarti, le quali rappresentano l'eccellenza dell'Artigianato Sartoriale e hanno come primo loro compito quello di tutelare e tramandare questo antico e nobile"&gt;Mundial &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="long_text" id="result_box"&gt;&lt;span style="background-color: white;" title="Il Comitato promotore del Congresso è formato dalla CNA Federmoda, dall'Accademia Nazionale dei Sartori e dalla Federazione Mondiale dei Maestri Sarti, le quali rappresentano l'eccellenza dell'Artigianato Sartoriale e hanno come primo loro compito quello di tutelare e tramandare questo antico e nobile"&gt; de Mestres Alfaiates, que representa&amp;nbsp; a excelência da Alfaiataria e têm como  primeiro dever&amp;nbsp; proteger e transmitir este antigo e nobre &lt;/span&gt;&lt;span title="mestiere alle nuove generazioni."&gt;ofício para as gerações futuras. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span title="Il 34° Congresso Mondiale dei Maestri Sarti ha un calendario molto impegnativo e in via di ulteriore definizione."&gt;O 34 º Congresso Mundial de Alfaiates Mestre tem uma agenda muito exigente. &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white;" title="Le massime Autorità nazionali e locali daranno il loro benvenuto agli oltre 400 Maestri Sarti che arriveranno a Roma da tutto il mondo."&gt;As  autoridades máximas nacionais e locais estarão presentes para dar as boas-vindas mais de  400 mestres alfaiates, que chegarão a Roma, de todo o mundo. &lt;/span&gt;&lt;span title="Questi i paesi che a oggi hanno confermato la loro partecipazione: Belgio, Danimarca, Finlandia, Germania, Giappone,Malesia, Olanda, Portogallo, Svezia, Svizzera, Tailandia."&gt;Estes  países já confirmaram sua participação: Bélgica, Dinamarca, Finlândia,  Alemanha, Japão, Malásia, Países Baixos, Portugal, Suécia, Suíça,  Tailândia.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="long_text" id="result_box"&gt;&lt;span title="Questi i paesi che a oggi hanno confermato la loro partecipazione: Belgio, Danimarca, Finlandia, Germania, Giappone,Malesia, Olanda, Portogallo, Svezia, Svizzera, Tailandia."&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span title="1910-2010: Storia del Congresso Mondiale dei Maestri Sarti"&gt;&lt;b&gt;1910-2010: História do Congresso Mundial de Mestres Alfaiates&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="long_text" id="result_box"&gt;&lt;span title="1910-2010: Storia del Congresso Mondiale dei Maestri Sarti"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white;" title="Il Congresso Mondiale dei Maestri Sarti è un evento prestigioso che si svolge con l'attiva partecipazione di sarti artigiani provenienti da tutto il mondo."&gt;O Congresso  Mundial de Mestres Alfaiates&amp;nbsp; é um evento de prestígio que ocorre com a  participação activa dos alfaiates, artesãos de todo o mundo. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span title="La sua prima edizione ha avuto luogo a Bruxelles nel lontano 1910 con la partecipazione di 250 maestri sarti di ben 15 diverse nazioni."&gt;A sua  primeira edição teve lugar em Bruxelas, em 1910, com a  participação de 250 mestres alfaiates de&amp;nbsp; 15 países diferentes. &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white;" title="Durante il congresso è stato istituito il comitato esecutivo internazionale della Federazione Mondiale dei Maestri Sarti, presieduto dal fondatore Jacques Frickx, eletto presidente della Federazione, ed è stata stabilita la cadenza biennale del Congresso, che tuttavia nei primi anni non è stata rispettata a causa della"&gt;Durante  o congresso foi criado o Comité Executivo da Federação Internacional  de&amp;nbsp; Mestres Alfaiates, presidido pelo seu fundador, Jacques Frickx,  presidente eleito da Federação, e é estabelecida a cadência de dois anos para cada Congresso; no entanto, nos primeiros anos não foi cumprida por causa  da&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span title="1ª guerra mondiale e della generale recessione economica che ne è conseguita."&gt; 1ª Guerra Mundial e a recessão económica geral que resultou. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white;" title="I successivi appuntamenti sono stati a Parigi nel 1937, con la presenza di un centinaio di sarti, a Zurigo nel 1939 ea Londra nel 1950, dove si è svolto il quarto Congresso Mondiale dei Maestri Sarti."&gt;As  nomeações &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="long_text" id="result_box"&gt;&lt;span style="background-color: white;" title="I successivi appuntamenti sono stati a Parigi nel 1937, con la presenza di un centinaio di sarti, a Zurigo nel 1939 ea Londra nel 1950, dove si è svolto il quarto Congresso Mondiale dei Maestri Sarti."&gt;seguintes &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="long_text" id="result_box"&gt;&lt;span style="background-color: white;" title="I successivi appuntamenti sono stati a Parigi nel 1937, con la presenza di un centinaio di sarti, a Zurigo nel 1939 ea Londra nel 1950, dove si è svolto il quarto Congresso Mondiale dei Maestri Sarti."&gt;foram Paris em 1937, com a presença de centenas  de alfaiates em Zurique em 1939 e Londres em 1950, onde ocorreu o 4º  Congresso Mundial de Mestres Alfaiates. &lt;/span&gt;&lt;span title="Da questo momento in poi il Congresso ha proseguito il suo percorso durante gli anni seguendo la cadenza biennale stabilita nel corso della sua prima edizione, riscuotendo sempre più successi e mantenendo un ruolo fondamentale nel panorama degli eventi che vedono coinvolta la sartoria internazionale."&gt;A  partir desse momento, o Congresso continuou seu caminho seguindo a bienal estabelecida durante o seu primeiro ano, recolhendo sempre mais sucesso e  mantendo um papel fundamental no panorama de eventos envolvendo o mundo  da alfaiataria. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white;" title="Durante gli anni le bellissime città che hanno ospitato il Congresso sono diventate per l'occasione crocevia di moda e cultura, fornendo un magnifico sfondo scenografico alle passerelle dalle quali si sono potute ammirare creazioni di alta fattura sartoriale, creazioni uniche, realizzate da maestri sarti provenienti"&gt;Durante&amp;nbsp; a realização, as belas cidades que já sediaram o Congresso tornaram-se a  ocasião para a encruzilhada de moda e cultura, proporcionando um  magnífico pano de fundo para a pista onde foi possível admirar as  criações de alfaiataria de elevada categoria, criações únicas, feitas por  mestres alfaiates &lt;/span&gt;&lt;span title="dai vari paesi, ciascuno con il proprio bagaglio culturale, uniti nella loro diversità da uno dei mestieri più antichi del mondo."&gt;de vários países, cada um com a sua cultura, unidos na sua diversidade a partir de uma das mais antigas profissões do mundo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="long_text" id="result_box"&gt;&lt;span title="dai vari paesi, ciascuno con il proprio bagaglio culturale, uniti nella loro diversità da uno dei mestieri più antichi del mondo."&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span title="Ufficio Stampa per il Comitato promotore:"&gt;Gabinete de Imprensa para a comissão organizadora: &lt;/span&gt;&lt;span title="Flavia Salinetti per la ROMAE srl"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="long_text" id="result_box"&gt;&lt;span title="Flavia Salinetti per la ROMAE srl"&gt;Flavia Salinetto para Roma srl &lt;/span&gt;&lt;span title="tel."&gt;tel. &lt;/span&gt;&lt;span title="339.4838869 mail: flavia.salinetti@inwind.it"&gt;339.4838869&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="long_text" id="result_box"&gt;&lt;span title="339.4838869 mail: flavia.salinetti@inwind.it"&gt;e-mail: @ flavia.salinetti inwind.it &lt;/span&gt;&lt;span title="Francesco Caruso Litrico"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="long_text" id="result_box"&gt;&lt;span title="Francesco Caruso Litrico"&gt;Francesco Caruso Litrico &lt;/span&gt;&lt;span title="tel."&gt;tel. &lt;/span&gt;&lt;span title="3334682892 mail: fralit@alice.it"&gt;3334682892 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="long_text" id="result_box"&gt;&lt;span title="3334682892 mail: fralit@alice.it"&gt;e-mail: fralit@alice.it&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="long_text" id="result_box"&gt;&lt;span title="3334682892 mail: fralit@alice.it"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white;" title="Sito del Congresso: www.wfmt2011.org"&gt;Congresso website: www.wfmt2011.org &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span title="Organizzazione del Congresso"&gt;Organização do Congresso &lt;/span&gt;&lt;span title="ROMAE srl, Via Cicerone 49 – 00193 Roma"&gt;Roma Srl, Via Cicerone 49-00193 Roma &lt;/span&gt;&lt;span title="Tel. 06.96526644 Fax 06.97255730"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="long_text" id="result_box"&gt;&lt;span title="Tel. 06.96526644 Fax 06.97255730"&gt;Tel Fax 06.96526644 06.97255730&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="long_text" id="result_box"&gt;&lt;span title="Tel. 06.96526644 Fax 06.97255730"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white;" title="mail: romae@ferrettistudio.com"&gt;E-mail: romae@ferrettistudio.com &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-8990580220560886501?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/8990580220560886501/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=8990580220560886501&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/8990580220560886501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/8990580220560886501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2011/08/34-congresso-mundial-de-mestres.html' title='34° Congresso Mundial de Mestres Alfaiates'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-GHX1-glOW-s/Tjbbl2rES2I/AAAAAAAAAdM/ZCPcuosZmMw/s72-c/sarti.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-5471074187939970436</id><published>2011-07-29T14:37:00.003+01:00</published><updated>2011-07-29T15:18:06.556+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='entrevista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'>Ayres Gonçalo – Nova Iorque</title><content type='html'>&lt;b&gt;O sonho de se tornar um grande alfaiate levou-o a trocar o Porto  por Madrid, mas foi em Londres que aprimorou a sua arte e passou a  integrar o restrito clube dos que ostentam o selo de qualidade de Savile  Row. Agora está em Nova Iorque, mas já ganhou o mundo.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-m3Tx_8vnBIM/TjK24LdrhHI/AAAAAAAAAdI/_pLg9_JkCHE/s1600/Ayres.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="427" src="http://2.bp.blogspot.com/-m3Tx_8vnBIM/TjK24LdrhHI/AAAAAAAAAdI/_pLg9_JkCHE/s640/Ayres.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Muitos e-mails depois – e ainda com os fusos horários trocados –, esta  entrevista realizou-se durante uma breve passagem de Ayres Gonçalo por  Portugal, em trânsito entre os Estados Unidos, onde vive desde finais de  2010, e Hong Kong. Ayres, que faz questão de colocar o sobrenome à  frente do nome próprio, pertence à terceira geração de alfaiates de uma  família do Porto com tradição e reputação na matéria. O interesse “pelos  trapos”, mesmo que tenha sonhado a certa altura com ser jogador de  futebol ou piloto de Fórmula 1, chegou-lhe cedo. Aos 16 anos, depois das  aulas, já ajudava o avô com as provas e as vendas: “Aprendi com o meu  avô toda a parte teórica de alfaiataria. Ainda hoje, e apesar dos seus  82 anos, lhe ligo quando tenho dúvidas”. Foi também com essa idade, 16  anos, que recebeu as primeiras encomendas dos seus amigos.&lt;br /&gt;Chegado à idade  adulta, e mais do que certo da sua opção de vida, sentiu necessidade de  ir além na sua arte e perseguiu o sonho em Madrid. Foi, todavia, em  Savile Row, a rua londrina onde se alinham as mais prestigiadas casas de  alta alfaiataria do mundo, que ganhou técnica e conhecimentos para voar  mais alto. Ser finalista do concurso Golden Shears, em 2008, ou ter  feito um fato para o príncipe Carlos deu-lhe visibilidade, mas é o  diploma da Savile Row Bespoke Association que o coloca entre a fina flor  dos alfaiates, que, doravante, lhe vai servir de passaporte no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;UP – Quando é que sentiu a necessidade de deixar o Porto e ganhar o mundo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;AG – Por volta dos 21 anos comecei a sentir que necessitava de aprender  mais. Só conhecia a técnica do meu avô e queria muito conhecer outros  alfaiates e outros estilos. Resolvi ir estudar alfaiataria em Madrid, na  Escuela Superior de Sastreria da Sociedad de Sastres de España. Ali  tirei o meu curso de corte e, ao mesmo tempo, trabalhava no mais  prestigiado alfaiate espanhol (Pedro Muñoz), na Calle Serrano. Em  Madrid, ouvi falar de Savile Row, e a partir desse momento não descansei  enquanto não vi com os meus próprios olhos a realidade da rua mais  prestigiante do mundo quando se fala de fatos por medida. Uma vez na  capital britânica, a Gieves and Hawkes deu-me a possibilidade de  trabalhar três meses à experiência. Aos 24 anos estava a trabalhar com a  melhor equipa de alfaiates do mundo e demorei a acordar para a  realidade. Nos primeiros tempos, nem queria acreditar que os fatos  feitos por mim eram vendidos ao cliente por um mínimo de £3600 (cerca de  €4170)!&lt;br /&gt;&lt;b&gt;UP – Savile Row ainda é “a” escola?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;AG – Além de ter tido a oportunidade de trabalhar na Gieves and Hawkes,  tive a sorte de ter o melhor de todos os mestres — foi o mesmo do  Alexander McQueen. Aprendi uma técnica mais exigente e detalhada, uma  técnica fabulosa que vou aplicar para o resto da vida! Definitivamente  Savile Row é o sonho para qualquer jovem que pretenda ser alfaiate.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;UP – O que é isso de ser alfaiate nos dias de hoje, em que tudo parece girar à volta dos designers e das marcas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;AG – É algo de extraordinário, mas é uma arte em vias de extinção. E é  pena. Talvez porque o mediatismo de um designer de moda é muito maior do  que o do alfaiate… Já o meu mestre dizia “toda a gente quer ser  famosa”, mas o que os jovens designers não sabem é que é muito mais cool  ser alfaiate (risos)!&lt;br /&gt;&lt;b&gt;UP – O fato que fez para o príncipe Carlos trouxe-lhe notoriedade, ou não?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;AG – Sou apreciador dos fatos assertoados. O príncipe Charles também.  Recordo que quando o recebemos no ateliê da Gieves and Hawkes, eu tremi  descontroladamente durante uma hora! Sempre sonhei em fazer-lhe um fato,  mas, sinceramente, nunca pensei que tal pudesse acontecer. Quando um  dia de manhã cheguei ao ateliê e em cima da minha mesa estava um fato  para ser executado com o nome do príncipe Charles, saí do atelier para  cair na real e só regressei no dia seguinte. Tinha, na altura, acabado  de fazer 28 anos.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;UP – É maior a pressão quando se faz um fato para alguém tão conhecido?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;AG – Não tem a ver com a fama do cliente. Dá-me maior gozo trabalhar  para alguém que dê o devido valor a um fato feito inteiramente à mão; a  um fato feito com amor. O príncipe Charles, independentemente de ser  príncipe, é uma pessoa que dá valor à arte de alfaiataria. O Lapo Elkaan  ou o Luca Rubinacci são outros dois exemplos – não foi por acaso que o  Tom Ford considerou Lapo Elkaan “The most stylish man in the world”.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;UP – É uma questão de estilo ou de moda?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;AG – Não sigo as tendências de moda, para ser sincero. Nem sei o que  está na moda. A moda de Londres é uma, a de São Paulo, de Milão, de  Tóquio ou de Nova Iorque são outras. Sigo estilo, observo quem tem  estilo. Alguém disse um dia: “Há gente que veste Prada e parece que vai  de Zara e há gente que veste Zara e parece que vai de Prada”. Aplico  estilo no meu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;UP – Quem é hoje o cliente que vai ao alfaiate?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;AG – São homens e mulheres (também há mulheres que vão ao alfaiate fazer  blazers) das classes alta e média-alta. Pessoas que foram educadas  pelos pais a ir ao alfaiate, a dar valor ao fato feito pelo alfaiate. Em  Nova Iorque, na loja onde trabalho, temos muitos clientes jovens, o que  revela uma mudança curiosa de hábitos num país que não possui uma  tradição de alfaiataria.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;UP – E porquê trocar a tradição e prestígio de Savile Row por Nova Iorque?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;AG – Fiquei quatro anos em Savile Row, mas em finais de 2010, aos 29  anos, surgiu a oportunidade de mudar para Nova Iorque e não pensei duas  vezes. Vim descobrir um mundo novo, uma cidade nova e não estou  arrependido. Tenho saudades de Savile Row e de todos os colegas e amigos  que deixei para trás, mas o sonho comanda a vida e em Londres já não  estava a sonhar… Além disso, estava a precisar de ver um pouco de sol!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;b&gt;João Miguel Simões&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;UP Magazine da TAP.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-5471074187939970436?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/5471074187939970436/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=5471074187939970436&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/5471074187939970436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/5471074187939970436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2011/07/ayres-goncalo-nova-iorque.html' title='Ayres Gonçalo – Nova Iorque'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-m3Tx_8vnBIM/TjK24LdrhHI/AAAAAAAAAdI/_pLg9_JkCHE/s72-c/Ayres.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-6313805059435453466</id><published>2011-07-26T10:52:00.003+01:00</published><updated>2011-07-26T22:34:12.510+01:00</updated><title type='text'>Loja de sanduíches vai substituir alfaiataria Piccadilly no Chiado</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4uNitiKkeWM/Ti6M92pH6XI/AAAAAAAAAdA/IJmOSQ86N8M/s1600/get+image+00.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="444" src="http://4.bp.blogspot.com/-4uNitiKkeWM/Ti6M92pH6XI/AAAAAAAAAdA/IJmOSQ86N8M/s640/get+image+00.png" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Proprietários de casa quase centenária passam a atender clientes em atelier a poucos metros do antigo espaço&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A antiga alfaiataria Piccadilly, no Chiado, em Lisboa, fechou as portas há cerca de um mês, e vai ser substituída por uma loja de uma cadeia de sanduíches.&lt;br /&gt;Constrangimentos financeiros levaram os proprietários a aceitar a indemnização proposta pelo senhorio, um fundo imobiliário do banco Millenium, para se irem embora. A loja encerrou, mas o negócio continua por perto: com menos de metade dos empregados, a Piccadilly atende agora a clientela num primeiro andar da Rua Anchieta, situado no mesmo prédio da livraria Bertrand, onde a alfaiataria funcionou desde 1924.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TuwaYSrCqz0/Ti6NUAgr_AI/AAAAAAAAAdE/CyPXaEmdmkA/s1600/get+image+01.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-TuwaYSrCqz0/Ti6NUAgr_AI/AAAAAAAAAdE/CyPXaEmdmkA/s400/get+image+01.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;"O senhorio foi-nos pressionando para sairmos, alegando que precisava do espaço para colocar um elevador para o condomínio de habitação que está a ser instalado nos andares de cima. E também para abrir um hall de entrada para o prédio", conta uma das proprietárias da Piccadilly, Teresa Mendonça. "Infelizmente, afinal o que vai para lá é uma Companhia das Sandes". Uma publicação da Câmara de Lisboa dedicada aos estabelecimentos históricos da capital conta que a Piccadilly vestiu membros de governos de vários cantos do mundo: "Aprumou políticos, diplomatas e artistas e teve acesso a alguns segredos de Estado".&lt;br /&gt;O escritor Aquilino Ribeiro, por exemplo, era aqui conhecido por ter os bolsos sempre deformados, pelo excesso de coisas que metia lá dentro. Mário Soares e Jorge Sampaio também estiveram entre os clientes da casa, que hoje cobra entre 1800 e 2000 euros por um fato. Se é caro? "Já inclui limpeza a seco e passagem a ferro durante todo o período de vida da peça", frisa Teresa Mendonça. "E há pessoas que continuam com o fato impecável 20 anos depois de ele ter sido confeccionado à mão".&lt;br /&gt;O corte da alfaiataria, clássico, distingue-se pelo estilo inglês, justo ao corpo. "A nossa principal clientela pertence à aristocracia", descreve a proprietária.&lt;br /&gt;Muito do mobiliário de madeira da loja foi levado para o atelier da Rua Anchieta, tal como a grande placa preta com letras douradas com o seu nome. "A antiga loja tem uns tectos lindíssimos em abóbada. Não sei o que lhes vai acontecer", refere Teresa Mendonça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Henriques&lt;br /&gt;In Publico&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-6313805059435453466?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/6313805059435453466/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=6313805059435453466&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/6313805059435453466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/6313805059435453466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2011/07/loja-de-sanduiches-vai-substituir.html' title='Loja de sanduíches vai substituir alfaiataria Piccadilly no Chiado'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-4uNitiKkeWM/Ti6M92pH6XI/AAAAAAAAAdA/IJmOSQ86N8M/s72-c/get+image+00.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-180988958668996225</id><published>2011-06-04T00:19:00.002+01:00</published><updated>2011-06-20T22:42:00.033+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='encontro nacional&#x9;alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='encontro nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Uma centena de Mestres Alfaiates em Mangualde</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-439Dyi2ZfK0/TelpLYFpfcI/AAAAAAAAAc4/_bZ847HNgT4/s1600/ALFAIATES1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://1.bp.blogspot.com/-439Dyi2ZfK0/TelpLYFpfcI/AAAAAAAAAc4/_bZ847HNgT4/s640/ALFAIATES1.jpg" width="504" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No passado Domingo (29 de Maio), Mangualde foi a cidade anfitriã do  XXII Encontro Nacional de Mestres Alfaiates. No encontro participaram  uma centena de mestres, oriundos de todo o país, que foram recebidos  pelo Presidente da Autarquia Mangualdense, João Azevedo, pelas 9h00, no  Salão Nobre. O evento foi organizado pela Comissão de Alfaiates de  Mangualde, com o apoio da Câmara Municipal de Mangualde. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-wI6OJY3Tap4/Teloub00rQI/AAAAAAAAAc0/9Gsi1JcoKsg/s1600/ALFAIATES3a.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-wI6OJY3Tap4/Teloub00rQI/AAAAAAAAAc0/9Gsi1JcoKsg/s1600/ALFAIATES3a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Para o edil mangualdense, este «foi um momento importante para o  concelho e foi com muito orgulho que Mangualde foi eleito para a  realização deste encontro anual». É importante «não deixar esta arte  morrer, é fundamental valorizar a mão-de-obra portuguesa e todos aqueles  que lutam diariamente por manter viva esta arte. O nosso tecido  produtivo precisa desta qualidade e destes profissionais», sublinhou  ainda João Azevedo.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-5GS-5xD7cIo/TelqUqXDnkI/AAAAAAAAAc8/MxwJoV1-gXQ/s1600/ALFAIATES2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://3.bp.blogspot.com/-5GS-5xD7cIo/TelqUqXDnkI/AAAAAAAAAc8/MxwJoV1-gXQ/s320/ALFAIATES2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Pelas 10h30 teve lugar uma visita à Adega de Mangualde e pelas 12h30,  na Igreja Matriz, realizou-se a Missa Solene pelo Senhor Cónego Seixas.  O almoço comemorativo decorreu pelas 14h00, no Restaurante Casa do  Ermitão, e contou com a actuação da Tuna de Santiago de Cassurrães e do  Rancho Folclórico da Associação Mangualde de Azurara. O encerramento,  com entrega de diplomas, realizou-se pelas 18h00.&lt;br /&gt;Foi um momento de confraternização e de troca de experiências, que se  realiza anualmente numa região diferente e conta com a presença de  profissionais oriundos de todo o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: &lt;a href="http://viseumais.com/viseu/?author=2" title="Posts de ViseuMais"&gt;ViseuMais&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-180988958668996225?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/180988958668996225/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=180988958668996225&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/180988958668996225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/180988958668996225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2011/06/uma-centena-de-mestres-alfaiates-em.html' title='Uma centena de Mestres Alfaiates em Mangualde'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-439Dyi2ZfK0/TelpLYFpfcI/AAAAAAAAAc4/_bZ847HNgT4/s72-c/ALFAIATES1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-3445007563595230100</id><published>2011-05-29T21:26:00.002+01:00</published><updated>2011-05-29T21:37:36.679+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='entrevista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'>Paulo Portas divulga o seu alfaiate</title><content type='html'>&lt;iframe frameborder="0" height="225" src="http://player.vimeo.com/video/24318170?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/24318170"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-3445007563595230100?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/3445007563595230100/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=3445007563595230100&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/3445007563595230100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/3445007563595230100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2011/05/paulo-portas-divulga-o-seu-alfaiate.html' title='Paulo Portas divulga o seu alfaiate'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-7706862759560234225</id><published>2011-05-28T22:42:00.005+01:00</published><updated>2011-06-04T00:35:57.220+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='foto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='entrevista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='extinção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'>Os alfaiates do Porto ainda cortam na casaca</title><content type='html'>&lt;div style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Coser, entretelar ou enchumaçar ainda são termos comuns na Invicta. Se  acha que a alfaiataria já deu o que tinha a dar, continue a ler este  artigo. Alexandre Ferreira, Victor Gonçalves e Augusto Saldanha são o  exemplo vivo de que a arte ainda vive. A Praça esteve à conversa com  estes 3 alfaiates portuenses e descobriu que há mesmo quem não prescinda  dos seus serviços.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-uI4tgBTxD8A/TeFlqIxkRPI/AAAAAAAAAcs/hqFhO4iVcUk/s1600/Alexandre5_LP-200x300.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-uI4tgBTxD8A/TeFlqIxkRPI/AAAAAAAAAcs/hqFhO4iVcUk/s1600/Alexandre5_LP-200x300.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;Alexandre tem 77 anos. &lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Alexandre Alfaiate&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A &lt;a class="external" href="http://locais.porto24.pt/compras/alexandre-alfaiate/"&gt;Alexandre Alfaiate&lt;/a&gt;  já faz história na Praça Coronel Pacheco há 80 anos, mas só desde 1962 é  que pertence a Alexandre Ferreira. O rapazito que aprendeu a dar os  primeiros pontos numa alfaiataria da vila de Mesão Frio aventurou-se com  13 anos na Invicta e acabou por herdar, anos mais tarde e por algumas  patacas, o negócio do patrão.&lt;br /&gt;A vida “mudou sempre para melhor” e, hoje, Alexandre, com 77 anos,  tem clientes de classe média-alta que já são amigos e que, como não  sentem a crise, continuam a bater-lhe à porta.&lt;br /&gt;Com fatos acima dos 900 euros, não é qualquer um que tem um &lt;i&gt;smoking&lt;/i&gt;  com a etiqueta do Alexandre. “Estou agora a fazer um fato que vai  chegar aos 3.500 euros, em pura caxemira. É para uma pessoa muito  conceituada cá no Porto”. E o preço nem é assim esticado porque o fato  dura muito, mas “o toque é maravilhoso”, explica Alexandre.&lt;br /&gt;“Isto não é como a confecção em que é sempre a mesma coisa e as máquinas é que fazem tudo… é muito difícil”, realça o alfaiate.&lt;br /&gt;E a verdade é que para além do toque ou da forma como “a obra assenta  no corpo”, a verdade é que os alfaiates respeitam os tecidos. Não  havendo colagem da tela interior, como nas confecções, o fato mantém as  condições de ventilação.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-lcYVb1Xb9s8/TeFmkvbq26I/AAAAAAAAAcw/7z-u_6TqmLc/s1600/Saldanha4_LP-300x225.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-lcYVb1Xb9s8/TeFmkvbq26I/AAAAAAAAAcw/7z-u_6TqmLc/s1600/Saldanha4_LP-300x225.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;Augusto Saldanha é o alfaiate da Rua Trindade Coelho.&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Augusto Saldanha&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="external" href="http://locais.porto24.pt/compras/augusto-saldanha/"&gt;A oficina de Augusto Saldanha&lt;/a&gt; esconde-se num primeiro andar aconchegado da Rua Trindade Coelho. Com 60 anos, Saldanha, como é conhecido, é alfaiate há 45.&lt;br /&gt;Aprendeu com o irmão o que tinha para aprender, mas foi no Porto que  se tornou artista e se apaixonou pela arte. Dos clientes de classe  média-baixa passou para os clientes da média-alta e agora sente-se  realizado. “Tenho clientes que vestem o meu fato como uma peça de arte”,  conta.&lt;br /&gt;Veste os Pessanha, os Sotto-Mayor, os Portela e outras figuras da  cidade, mas o que o deixa verdadeiramente orgulhoso é Paulo Portas, que  apelida de “seu manequim”.Saldanha não fala em preços, mas diz que só não sente a crise porque  mudou a clientela. “O meu cliente antigo não tem poder de compra. Hoje,  um caixa de um banco não pode fazer aqui um fato, não tem possibilidades  económicas”.&lt;br /&gt;Para Saldanha, os clientes são amigos que fazem do seu gabinete de provas “um confessionário”, afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;A. Gonçalves&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Alfaiate há 42 anos, estabeleceu-se na antiga oficina do pai, na Rua  Galeria de Paris, e foi ganhando os seus próprios clientes, também  oriundos da classe média-alta. Mas Victor Gonçalves não veste amigos. “A  relação com os clientes é uma relação profissional. Muitas vezes, roça a  amizade, da parte deles para mim”, afirma. E a consideração que eles  têm com este alfaiate, é das coisas que mais o orgulha.&lt;br /&gt;&lt;a class="external" href="http://locais.porto24.pt/compras/a-goncalves/"&gt;Na A. Gonçalves&lt;/a&gt;,  já&amp;nbsp; lhe pediram de tudo, desde “um vermelho muito vivo” a casacos com  os bolsos para trás, com capuz de frade ou com um chapéu de pescador. Os  clientes, às vezes, “obrigam a inventar um bocadinho”, o que não seria  possível numa confecção artesanal.&lt;br /&gt;Mas qualquer fato, mais estranho ou mais comum, leva a sua marca.  “Todos nós podemos fazer a mesma coisa, que nunca será igual. A marca  fundamental que fica menos perceptível é o estilo de cada um”.&lt;br /&gt;E Victor é o único dos 3 alfaiates que diz sentir a crise. “Comparando  o que fizemos em outras alturas com o momento actual, sim. Os clientes  não desapareceram, mas se antes fazia 6 calças por estação, agora faz  3″.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E afinal, que futuro para o alfaiate?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Saldanha acredita que “o alfaiate nunca vai acabar. Acabaram muitos e os bons ficaram” mas Victor já não é tão optimista.&lt;br /&gt;Só há 2 coisas que estes 3 alfaiates têm em comum: têm todos muito  trabalho e nenhum deles tem a quem passar o testemunho. Um facto  incompreensível, porque a arte parece ser cada vez mais procurada por  jovens e, como diz o senhor Saldanha, actualmente, “é o filho que traz o  pai”.&lt;br /&gt;Em altura de crise económica, o investimento seria favorável. Fica o conselho, para não deixar morrer a arte – e a oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;Outras alfaiatarias&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;Alfaiataria Santos&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;Rua de José Falcão, 80, 4050 – Porto. Tel.: 222 052 410. ‎&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;Aires Carneiro Silva&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;Rua Anselmo Braanc 48,4º-D, 4000 – Porto. Tel.: 225 360 001. ‎&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;Rosa&amp;amp;Teixeira SA&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;Avenida Boavista 3523 – loja 1, 4100-139 Porto. Tel.: 220 440 845.&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;Alfaiataria Queiroga&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;Rua Bonjardim 1133, 1º-E, 4000-133 Porto. Tel.: 225 505 441.&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;Alfaiataria Saldanha Lda&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;Rua 31 Janeiro 63,1º, 4000-543 Porto. Tel.: 222 008 823.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://praca.porto24.pt/"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;In Porto 24 &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Por &lt;a href="http://praca.porto24.pt/author/liliana/" title="Posts de Liliana Pinho"&gt;Liliana Pinho&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Fotos: Liliana Pinho &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-7706862759560234225?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/7706862759560234225/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=7706862759560234225&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/7706862759560234225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/7706862759560234225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2011/05/os-alfaiates-do-porto-ainda-cortam-na.html' title='Os alfaiates do Porto ainda cortam na casaca'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-uI4tgBTxD8A/TeFlqIxkRPI/AAAAAAAAAcs/hqFhO4iVcUk/s72-c/Alexandre5_LP-200x300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-5369224832911036850</id><published>2011-05-21T20:45:00.001+01:00</published><updated>2011-05-21T20:47:49.493+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='utensílios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Utensílios do alfaiate</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;u&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Agulha e Dedal&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;O dedal de alfaiate é aberto no topo, e é usado para arrastar a agulha com a polpa do dedo grande, ao contrário do dedal de bordadeira, que se usa para empurrar o rabo da agulha com a parte de cima do dedo, como acontece, por exemplo, no bordar em bastidor. Aos aprendizes de alfaiate atava-se o dedo grande ao pulso para ganharem o jeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;i&gt;Alfineteira&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Espécie de pulseira com uma almofada onde se espetam os alfinetes, que se coloca no pulso do alfaiate para fazer a prova.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Cabeço&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Pedaço de madeira com o formato de meia circunferência com mais ou menos 40 cm de diâmetro e 7 cm de espessura que serve para abrir a costura da cuada (costura da calça que vai da carcela ao meio de trás, na linha da cintura).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Chapo&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Tiras de tecido, dobradas e atadas na ponta de maneira a fazer uma pega, que se embebem em água para humedecer a zona onde se vai dar a ferro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Ferro de engomar&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Costuma-se dizer que o ferro é meio costureiro, pois é indispensável na confecção de uma peça de vestuário. É usado, com a ajuda do cabeço e da mona, para dar forma ao tecido, que deve estar humedecido. Os alfaiates de hoje em dia continuam a preferir o antigo ferro eléctrico, por ser mais pesado do que o actual ferro a vapor. Na primeira metade do séc. XX usava-se o ferro a carvão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Fita métrica&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Instrumento de medição de material flexível que normalmente se apresenta de um lado em centímetros e&lt;br /&gt;do outro em polegadas (medida inglesa).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Giz&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;O giz de alfaiate serve para riscar a peça no tecido com as indicações de corte e fazer as correcções nas provas. Paraafiar o giz há um utensílio próprio designado por afiador de giz, uma caixa de madeira com lâminas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Linha de alinhavar&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;A linha de alinhavar é usada no ponto de alinhavar ou ponto adiante, para pôr em prova a obra, porque parte mais facilmente do que o fio de seda e é mais visível no tecido. Podem ser reutilizadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;Medidor de gancho&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Objecto usado pelos alfaiates para tirar a medida do gancho ao chão, ou medida de entre pernas, das&lt;br /&gt;senhoras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Monas ou Chongas e Cavalete ou Régua Inglesa&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Auxiliam a passar a ferro partes específicas das peças de vestuário. A mona ou chonga é uma almofada cheia de tecido ou serrim, rígida, com o tamanho de um dorso, que se coloca por baixo das frentes do casaco para se passar a ferro, ou almofada de mão a que se pode também chamar luva, que se usa para dar o jeito à gola&lt;br /&gt;e aos ombros do casaco. O cavalete também designado por régua inglesa, utiliza-se para passar a ferro as mangas do casaco e tem uma base em madeira acolchoada e revestida a tecido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Régua de escalas e Esquadro&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Instrumentos de medição, tradicionalmente em madeira, utilizados em conjunto para tirar paralelas. As réguas&lt;br /&gt;apresentam as medições e as respectivas escalas em centímetros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Secador&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Espécie de palmatória em madeira que se utiliza para bater a parte da peça de vestuário que foi humedecida&lt;br /&gt;e dada a ferro, mas que ainda se encontra molhada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Tesoura de corte&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Tesoura de grande porte utilizada somente para cortar a peça de tecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revista Vestir nº 62&lt;br /&gt;CIVEC&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-5369224832911036850?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/5369224832911036850/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=5369224832911036850&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/5369224832911036850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/5369224832911036850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2011/05/utensilios-do-alfaiate.html' title='Utensílios do alfaiate'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-2450376341450836930</id><published>2011-05-20T00:04:00.000+01:00</published><updated>2011-05-20T00:04:18.046+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ensino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='extinção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>UM GUARDA-ROUPA FEITO À MÃO GUARDADO NO BAÚ DA MEMÓRIA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São idos os tempos que em Portugal, nem sempre pelas melhores razões, mas sempre com o melhor dos resultados que com apenas necessidade e engenho se manufacturava em contexto doméstico todo o vestuário do homem e da mulher portugueses. A reutilização e a transformação quase mágica de peças de vestuário em outras vestes, acessórios de roupa e elementos de decoração do lar, dá-nos uma larga experiência na arte de produção de roupa e afins, com as mais variadas técnicas de construção e materiais utilizados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A manufactura de peças de vestuário demarca-se do contexto doméstico quanto mais exigente for o corte ou&lt;br /&gt;manuseamento dos materiais. Sobretudo a roupa masculina carece em muitas situações de um mestre capaz&lt;br /&gt;de talhar à medida as muitas indumentárias que enchem o guarda-roupa do homem português de novecentos. O fato e as sobrevestes de um modo geral obrigam a um grande apuramento do corte de acordo com o corpo a vestir (estima-se que um fato leve 35000 pontos manuais) (1), assim como algum trajes regionais obrigam a um grande esforço no manuseamento dos materiais, como parece ser o caso da Capa d‘Honras de Miranda do Douro, uma veste de agasalho que, por levar tanto pano para a sua confecção, defende-se a ideia que será mais fácil aos alfaiates o seu manuseamento, por serem homens, usando técnicas, métodos e utensílios próprios.&lt;br /&gt;Para melhor responder a estas exigências e apurar o desenho das muitas indumentárias que preenchem o guarda-roupa masculino do séc. XX, é necessário facilitar os meios de transmissão de conhecimentos da arte, através de estruturas de ensino que possam dar a conhecer os métodos e técnicas específicas da alfaiataria usadas no país e no estrangeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Alfaiataria em Portugal&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Escolas de corte de vestuário masculino do século vinte&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se à alfaiataria diz respeito a manufactura de roupa masculina, isto não significa que seja toda a roupa masculina. Longe das grandes cidades, um alfaiate bastava para dar conta das encomendas de fatos dos homens de várias freguesias. Os trabalhadores rurais usavam raramente fato, alguns, os menos pobres, usavam o fato em situações muito formais como a ida às sortes ou as cerimónias sacramentais. As roupas do dia-a-dia destes trabalhadores eram manufacturadas desde as camisas e toda a roupa interior até às vestes de fora, calças, sobretudo, pelas mulheres da casa. Mais, as meias coloridas, feitas à mão com quatro ou cinco agulhas e outros atavios ou acessórios indispensáveis para levar o dia como o saquinho das moedas, do relógio ou do farnel, e o lenço de mão eram laborados pelas mulheres da casa.&lt;br /&gt;Na maioria dos casos, porque o ofício de alfaiate garantia um emprego “debaixo de telha”, as famílias colocavam o filho mais novo em oficinas de alfaiates, as crianças eram assim iniciadas na arte ainda antes dos dez anos de idade. Ao serviço dos mestres desempenhavam a função de &lt;i&gt;chegamiço &lt;/i&gt;(2) e permaneciam na oficina quase uma década até terem a responsabilidade de cortar e exercerem a função de contra-mestres.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos alfaiates do interior do país faziam serviço ao domicílio, deslocavam-se a casa dos senhores para tirar as medidas e fazer provas, passando lá o dia de trabalho em troca de dinheiro e comida. O ensino de manufactura de roupa masculina no séc. XX era ministrado inicialmente pelos sindicatos dos profissionais de alfaiates de Lisboa e Porto. Mas foi na década de trinta que se implementaram, nestas duas cidades, os organismos mais relevantes de ensino da arte de alfaiataria do país: A Academia de Corte Sistema Maguidal e a Academia Nacional de Corte, em Lisboa, e o Instituto Superior de Corte, no Porto. A Academia de Corte Sistema Maguidal, fundada em 1934 por Manuel Guilherme de Almeida, sobressai-se pelo método inovador de corte que implementou no ensino e para o qual editou um manual de corte designado Método de Corte Sistema Maguidal, que resultou de um método desenvolvido pelo mestre Maia (Augusto da Silva Paulet Maia), professor da arte na antiga Associação Fraternal da Classe dos Operários de Lisboa até 1917. O método consistia em obter as principais fracções proporcionais na intersecção e triangulação do quadrado formado pela medida de peito, o que tornava os traçados mais simples que os estrangeiros. Manuel Guilherme de Almeida sustentou o estudo com a elaboração de uma base geométrica a que chamou “Sistema Maguidal”, usando as primeiras letras dos seus nomes, a partir da qual se encontrou seis fracções da medida de peito e a adaptou a todas as peças de vestuário que integram o manual.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A Academia Maguidal editou durante 35 anos a Revista Vestir, uma revista de técnica e Moda para alfaiates, tendo sido cedida a patente em 1987 ao CIVEC – Centro de Formação Profissional da Indústria de Vestuário e Confecção.&lt;br /&gt;A Academia Nacional de Corte, em Lisboa, foi fundada por António Mendes Baptista, também fundador e proprietário de um outro periódico da área, a Revista Técnica de alfaiataria, com artigos especializados na arte da alfaiataria, com métodos e traçados de corte de roupa masculina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Instituto Superior de Corte foi fundado em 1939, por João Lázaro, no Porto, que aí ensinou o ofício de cortar roupa por medida com base numa forma de cálculo das proporções assente no princípio geométrico, que facilitava a obtenção da medida da cava. Desde sempre interessado no apuramento de um aparelho de medição que ajude na obtenção do desenho da cava em função da medida do indivíduo inventou alguns aparelhos de medição, como a couraça antropométrica, que por ser um instrumento caro o obrigou a pensar num outro, o cavímetro. Ainda a este propósito faz referência no seu tratado à graduantropometria, um sistema de medição desta vez da autoria de Henrique A. Garcia alfaiate de Tomar.&lt;br /&gt;Os cursos ministrados nas escolas de corte tinham a duração variável, dependendo do grau de especialização ou dos cursos, havendo mesmo cursos por correspondência, para os alfaiates do interior do país. Mas todos abordavam disciplinas como, a matemática, a antropometria, a geometria e a planimetria, a miologia e a osteologia a anatomia e a fisiologia.&lt;br /&gt;A alfaiataria, que é durante os três primeiros quartéis do séc. XX um ofício de grande reconhecimento, decai até quase à extinção de grande parte das peças de vestuário que aqui se mencionam, restando a confecção de fatos, essencialmente, sobretudos, trajo professoral e trajo magistral.&lt;br /&gt;As escolas de corte de roupa masculina fecham por falta de procura de clientes nas alfaiatarias, mas também por falta de alunos que queiram aprender o ofício.&lt;br /&gt;Se o ofício de alfaiate é, nos dias de hoje, uma prática quase extinta, como se sabe, é maior o risco de extinção nas regiões do interior do país e no Alentejo. São aí muitos os ex-alfaiates que recordam com saudade a época em que eram procurados para talharem à feição. E são alguns os que, para matar saudades do antigo ofício, se dedicam à construção de miniaturas de peças de vestuário, iguais às que antes confeccionavam à escala humana. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;De forma a e perpetuar a memória de uma prática (quase) extinta, bem como das suas técnicas e instrumentos, a autora e coordenadora do projecto Diana Regal, pela Colecção B, Associação Cultural, com a parceria financeira da ANIVEC/APIV e com a parceria científica do Museu Nacional do Traje, encontra-se em trabalho de concretização de A tesoura de Emmanuel Kant – Indumentárias da alfaiataria portuguesa.&lt;br /&gt;A tesoura de Emmanuel Kant – Indumentárias da alfaiataria portuguesa propõe-se como projecto de investigação de campo centrado na alfaiataria, como método artesanal de produção de roupa masculina por medida, do século vinte, dos grandes centros urbanos do país, Lisboa e Porto, e das regiões rurais, como o Alentejo, o Ribatejo e a Serra da Estrela.&lt;br /&gt;O projecto traduz-se na edição de um livro sobre a alfaiataria em Portugal, homenageando a arte e os seus mestres com identificação das peças de vestuário de alfaiate, usadas nos três primeiros quartéis do século XX, e numa exposição de 35 indumentárias a 1/3 da escala humana, que melhor representam o guarda-roupa do homem português desta época, com realização prevista para Outubro do presente ano. A exposição conta com a consultoria técnica do mestre alfaiate Armindo Bártolo e com o alfaiate João Virgílio, para a realização das indumentárias em miniatura.Conta ainda com participações escritas no livro de vários investigadores da área e com a colaboração de inúmeros alfaiates.&lt;br /&gt;O projecto teve já uma mostra de traje masculino do Alentejo, que reuniu 18 indumentárias em miniatura de trajo masculino das regiões do Alentejo e Ribatejo, realizadas pelo alfaiate alentejano João Virgílio.&lt;br /&gt;A exposição esteve patente ao público de 6 a 30 de Maio, na sede da Fundação Alentejo-Terra Mãe,&lt;br /&gt;em Évora.Um projecto Colecção B, em parceria com a ANIVEC/APIV e o Museu Nacional do Traje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(1) - Armindo Bártolo, mestre alfaiate de Lisboa.&lt;br /&gt;(2) - Termo usado para designar o aprendiz que se inicia na arte com a função de&lt;br /&gt;chegar os utensílios ao mestre, sob a ordem: chega-me isso!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Revista Vestir nº 62&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;CIVEC&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-2450376341450836930?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/2450376341450836930/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=2450376341450836930&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/2450376341450836930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/2450376341450836930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2011/05/um-guarda-roupa-feito-mao-guardado-no.html' title='UM GUARDA-ROUPA FEITO À MÃO GUARDADO NO BAÚ DA MEMÓRIA'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-3674120456793591738</id><published>2011-05-11T23:03:00.000+01:00</published><updated>2011-05-13T21:29:55.773+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='encontro nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'>XXII Encontro Nacional de Mestres Alfaiates</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8rE6boyt8-g/TcsHsaNMUII/AAAAAAAAAcc/xyNCgpHejJ8/s1600/Sem+t%25C3%25ADtulo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8rE6boyt8-g/TcsHsaNMUII/AAAAAAAAAcc/xyNCgpHejJ8/s1600/Sem+t%25C3%25ADtulo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8rE6boyt8-g/TcsHsaNMUII/AAAAAAAAAcc/xyNCgpHejJ8/s1600/Sem+t%25C3%25ADtulo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://2.bp.blogspot.com/-8rE6boyt8-g/TcsHsaNMUII/AAAAAAAAAcc/xyNCgpHejJ8/s640/Sem+t%25C3%25ADtulo.jpg" width="312" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-3674120456793591738?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/3674120456793591738/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=3674120456793591738&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/3674120456793591738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/3674120456793591738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2011/05/xxll-encontro-nacional-de-mestres.html' title='XXII Encontro Nacional de Mestres Alfaiates'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-8rE6boyt8-g/TcsHsaNMUII/AAAAAAAAAcc/xyNCgpHejJ8/s72-c/Sem+t%25C3%25ADtulo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-1474659023665825230</id><published>2011-02-07T14:10:00.003Z</published><updated>2011-02-07T22:21:29.814Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lojas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tradição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>ALFAIATES, ALFAIATARIAS E CAMISARIAS DA BAIXA E DO CHIADO - II</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TU_09k8o-7I/AAAAAAAAAb8/R96pdIUzw_w/s1600/5.jpg" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TU_wPnIGUYI/AAAAAAAAAbs/nEsWMOIY-9I/s1600/p.jpg" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="155" src="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TU_wPnIGUYI/AAAAAAAAAbs/nEsWMOIY-9I/s200/p.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;Brito Alfaiate - Francisco Sabino Brito&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;R. D. Antão de Almada 3, 3º e Praça D. Pedro IV 93, 3º&lt;br /&gt;Tel. 21 346 30 17&lt;br /&gt;O actual proprietário entrou como aprendiz por volta de 1960, tendo em 14/4/1974 adquirido o estabelecimento ao seu anterior proprietário, o Sr. Manuel Pina. A oficina, cuja janela tem vista para o Rossio fez com que no dia 25/4/1974 fosse disputada por jornalistas e curiosos para a obtenção de imagens. “Desta janela já foram filmadas várias películas cinematográficas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TU_ybBP0gnI/AAAAAAAAAbw/qkMCcW8Sy8Y/s1600/2.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TU_ybBP0gnI/AAAAAAAAAbw/qkMCcW8Sy8Y/s200/2.jpg" width="152" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ernesto Martins, Lda.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;R. da Conceição 107, 1º&lt;br /&gt;Tel. 21 346 32 61&lt;br /&gt;Fundado em 1940 por Ernesto Martins, a partir de 1993 passou para José Augusto, seu actual dono. Com mobiliário de madeira, instrumentos que memorizam a história desta profissão, aqui fazem-se unicamente fatos de homem, fraques, smokings, fatos de montar, utilizando fazendas inglesas e italianas. Actualmente, trabalham neste espaço quatro pessoas, mas no passado, “chegaram a ser trinta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TU_y-cej7eI/AAAAAAAAAb0/N7Upp0RnKoA/s1600/3.jpg" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="243" src="http://4.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TU_y-cej7eI/AAAAAAAAAb0/N7Upp0RnKoA/s320/3.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;Fritz&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;Camiseiros, Lda.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;R. da Assunção 42, 4º - Sala 25&lt;br /&gt;Tel. 21 346 34 42&lt;br /&gt;Fundado pelo Sr. Fritz, por volta dos anos 1960 transferiu-se para as mãos do Sr. José Batista dos Santos, seu actual proprietário, mestre na arte de fazer camisas, obtido através de um curso na Academia Maguidal. Especializado em fazer à mão&lt;br /&gt;camisas em algodão e popeline, de origem italiana, num elevado número de padrões, podendo levar um monograma pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TU_zu7-9fRI/AAAAAAAAAb4/qjk93m5Ut6A/s1600/4.png" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TU_zu7-9fRI/AAAAAAAAAb4/qjk93m5Ut6A/s200/4.png" width="140" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;João Bento Vicente &amp;amp; C.ª Lda.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;R. dos Remolares, 24 -26&lt;br /&gt;Tel. 21 346 38 73&lt;br /&gt;Fundada em 1897 por João Bento Vicente, bisavô dos actuais&lt;br /&gt;proprietários, o Sr. José Vicente e a D. Teresa Vicente Castilho, tendo passado pelas 4 gerações. Loja com aspecto cuidado, requinte nas fachadas e montras, ambiente agradável pelo mobiliário de madeira e a decoração, mantém as linhas iniciais e um estilo sóbrio, elegante e discreto. Alfaiataria com duas costureiras e um alfaiate, no futuro irá estender à produção de tailleurs para senhora. Além, dos fatos, podem encontrar-se camisas, gravatas, pólos e casacos, de entre outros acessórios para homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TU_09k8o-7I/AAAAAAAAAb8/R96pdIUzw_w/s1600/5.jpg" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="160" src="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TU_09k8o-7I/AAAAAAAAAb8/R96pdIUzw_w/s200/5.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;b&gt;Loureiro &amp;amp; Nogueira, Lda&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;R. de Santa Justa 79, 1º&lt;br /&gt;Tel. 21 342 44 65&lt;br /&gt;Fundada em 1930 foi adquirida em 1992 pelos seus&lt;br /&gt;actuais proprietários, o Sr. João Ribeiro e esposa, que se iniciou com11 anos, como aprendiz e ainda hoje acompanha as tendências da moda. Conta actualmente com dois trabalhadores mas chegaram a trabalhar 8 pessoas. È um espaço cuidado, bem ao estilo da actividade de alfaiataria - elegante, sóbria e correcta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TU_2hxEHavI/AAAAAAAAAcA/Pjct0Wm-K7c/s1600/5.png" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="164" src="http://4.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TU_2hxEHavI/AAAAAAAAAcA/Pjct0Wm-K7c/s200/5.png" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;Luis Pestana Alfaiates&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;R. da Misericórdia 33, 1º&lt;br /&gt;Tel. 21 045 30 11&lt;br /&gt;Fundada em 1926, aqui desde 1991, o seu actual proprietário, o Sr. Luis Pestana está ligado a esta arte desde o berço, já que seu pai, alfaiate, foi dono da Pestana e Brito, com quem iniciou a aprendizagem, depois foi para Inglaterra onde tirou o curso de alfaiate. O estabelecimento é de grande requinte e sofisticação, mobiliário de madeira, soalho coberto por uma bela carpete avermelhada, candeeiros e espelhos dando brilho ao conjunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TU_3Y0fWGkI/AAAAAAAAAcE/QXUvZByNWYE/s1600/6.jpg" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="252" src="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TU_3Y0fWGkI/AAAAAAAAAcE/QXUvZByNWYE/s320/6.jpg" style="cursor: move;" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;Alfaiataria Nunes Corrêa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;R. Augusta, 250&lt;br /&gt;Tel. 213 240 930&lt;br /&gt;www.nunescorrea.com&lt;br /&gt;Fundada em 1856 por Jacinto Nunes Correia, oriundo de família de algibebes. Continuou nos seus descendentes até 1957, altura em que passou para Mário Leão. Hoje é o seu neto que está à frente, seguindo uma modernização que vai do fabrico de sapatos, desde c.1950, até à loja virtual, sempre a vestir bem o homem - “estilo clássico, mas sempre com um apontamento da N. Corrêa”. Em 1919 migrou da rua de S. Julião para onde está hoje, mais tarde em 1974 foi alvo da remodelação que a caracteriza - loja bem decorada, forrada a painéis de madeira, ao estilo clássico, de fachada notável e na esquina uma placa comercial emoldurada por cantaria lavrada, que acaba por resgatar o tempo em que vestiam a Família Real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TU_5denrg6I/AAAAAAAAAcI/-ZVzFqk7YnY/s1600/7.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://4.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TU_5denrg6I/AAAAAAAAAcI/-ZVzFqk7YnY/s320/7.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Piccadilly Ldª - Alfaiates Mercadores&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;R. Garrett 69 - 71&lt;br /&gt;Tel. 21 342 67 21&lt;br /&gt;Abriu como Vitorino, Ferreira &amp;amp; Almeida Lª do outro lado da rua, no nº 58-60, pela mão de Benjamim Ferreira e continuou nos herdeiros até aos anos 1980-85, altura em que passou para a&lt;br /&gt;propriedade do sr. Manuel Mendonça, alfaiate da casa, e depois para os seus herdeiros. Mudou para o actual local em 1919 e em 1924 tomou o nome de Piccadilly. É o exemplo da alfaiataria inglesa em Lisboa: decoração emblemática, cartazes, tecidos,&lt;br /&gt;gravatas e corte - tudo à inglesa. Da remodelação dos anos 1960, o mobiliário é em madeira, a porta da rua em madeira clara. O painel em vidro espelhado, fundo preto, letras douradas mencionam “mercadores e alfaiates”. Hoje a equipe compõem-se de 1 mestre alfaiate, Joaquim Dias, há 30 anos na casa, 2 oficiais de alfaiate e 6 costureiras de alfaiate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TU_6U1EBcYI/AAAAAAAAAcM/rPxmeuSuYrg/s1600/8.png" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="166" src="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TU_6U1EBcYI/AAAAAAAAAcM/rPxmeuSuYrg/s200/8.png" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;Pitta - Camisaria Pitta &amp;amp; Cia. Lda.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;R. Augusta 195 - 197&lt;br /&gt;Tel. 21 342 75 26&lt;br /&gt;Fundada c.1887 na R. de S. Julião por A.M.Pitta, muda para o actual local em 1903. Foi fornecedor da Casa Real e hoje do PR.&lt;br /&gt;Em 1977 recria uma alfaiataria britânica, elegante e de bomgosto.&lt;br /&gt;A frontaria é trabalhada em madeira, com dois colarinhos esculpidos sobre as duas portas que dão passagem para a entrada, ladeada por duas montras bem iluminadas e atraentemente expostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TU_7OTcivWI/AAAAAAAAAcQ/krQ7CB7UlDQ/s1600/9.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TU_7OTcivWI/AAAAAAAAAcQ/krQ7CB7UlDQ/s200/9.jpg" width="147" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;Le Tailleur Moderne&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;R. Augusta, 213 -215&lt;br /&gt;Tel. 21 342 24 19&lt;br /&gt;“João B. Carneiro, Lda” é o nome da firma, fundada em 1907, mas&lt;br /&gt;desde 1975 até hoje os proprietários são Manuel Silva e esposa. O&lt;br /&gt;estabelecimento ocupa dois pisos: a loja e no piso superior o armazém,&lt;br /&gt;escritório e atelier. Fácil de identificar através de tabuletas, reclamos e&lt;br /&gt;uma vistosa montra, no interior, predominam as madeiras de aspecto&lt;br /&gt;clássico. É também com facilidade que se admiram expostas algumas&lt;br /&gt;peças que, fazem parte da história deste ramo. Presentemente, trabalham neste estabelecimento cinco pessoas. Tem sucursal na Av. Guerra Junqueiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© CML/GEO&lt;br /&gt;Dezembro 2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-1474659023665825230?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/1474659023665825230/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=1474659023665825230&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/1474659023665825230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/1474659023665825230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2011/02/alfaiates-alfaiatarias-e-camisarias-da_07.html' title='ALFAIATES, ALFAIATARIAS E CAMISARIAS DA BAIXA E DO CHIADO - II'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TU_wPnIGUYI/AAAAAAAAAbs/nEsWMOIY-9I/s72-c/p.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-460770943846008071</id><published>2011-02-07T13:02:00.001Z</published><updated>2011-02-07T14:13:45.988Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tradição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Alfaiates, Alfaiatarias e Camisarias da Baixa e Chiado - I</title><content type='html'>&lt;div align="justify" class="bodytext"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="bodytext"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TU_tF-m9mTI/AAAAAAAAAbg/xetRQa345dg/s1600/Alfaiates.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="163" src="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TU_tF-m9mTI/AAAAAAAAAbg/xetRQa345dg/s200/Alfaiates.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Mestres de alfaiataria, portadores de um “saber-fazer” que lhes confere a capacidade de transformar tecido em fatos únicos e ajustados a cada cliente. Tendencialmente, são homens com um percurso profissional&amp;nbsp;longo,&amp;nbsp;a&amp;nbsp;maioria começou a trabalhar aos&amp;nbsp;10/11 anos, pelo que facilmente se&amp;nbsp;depreende&amp;nbsp;que se&amp;nbsp;dedicam ao &lt;i&gt;mester&lt;/i&gt; há mais de meia centena de anos. Evidenciam destreza no pensamento e firmeza na mão, a mão que manuseia a tesoura, o giz ou a “chonga” (tábua própria para dar forma aos casacos). Falar com estes mestres é em certa medida viajar no tempo, talvez seja mais fácil de entender se olharmos para o alfaiate como uma profissão, ou “arte” conforme assumiram unanimemente, que tem atravessado séculos. Logo, impôs-se recuarmos ao tempo das &lt;i&gt;Corporações dos Ofícios Mecânicos&lt;/i&gt; e à instituição política e profissional que representava as várias corporações de artífices, a “Casa dos Vinte e Quatro”. Este organismo, instituído pelo Mestre de Aviz, deve o nome aos vinte e quatro homens, dois de cada ofício, com assento na Câmara. E se os “ofícios” foram mudando ao longo dos séculos, adaptando-se e ajustando-se às necessidades de uma cidade que&amp;nbsp;se foi transformando. A incorporação dos Alfaiates, enquanto ofício “à cabeça da corporação”, aconteceu já na primeira metade do século XVII, embora tenha sido na segunda metade do século seguinte (1767) que a “classe” tenha renovado o protagonismo, visto que foi eleito para presidente um alfaiate - Filipe Rodrigues de Campos. No entanto foi com a reforma de 1771 que esta corporação deu provas de flexibilidade, ao ter integrado os &lt;i&gt;algibebes&lt;/i&gt; (vendedores de fatos feitos), &lt;i&gt;calceteiros &lt;/i&gt;(faziam calças), &lt;i&gt;carapuceiros&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;bainheiros &lt;/i&gt;(faziam bainhas), estes últimos já numa reforma posterior, como ofícios “anexos”. Corporação venturosa, acalentada por dois santos: São Julião, rua onde foram “acommodados” por ordem do Conde de Oeiras,&amp;nbsp; e Nossa Senhora das Candeias - padroeira do &lt;i&gt;mester&lt;/i&gt;.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="bodytext"&gt;Os actuais 5 alfaiates, 3 alfaiatarias e 2 camisarias existentes sobrevivem, mais do que ao encerramento de muitas alfaiatarias, sobretudo depois de 1974, a uma mudança de costumes que se expressa no pronto-a-vestir. Mas à medida que a conversa vai correndo percebe-se que estes profissionais acabam por atribuir algumas características de ritualidade ao gesto de mandar fazer um fato.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="bodytext"&gt;A classe apesar de assentir que a profissão está longe do fulgor do passado, conseguiu fidelizar gerações e com alguma regularidade vão a feiras da especialidade, donde trazem novos aportes por forma a implementar um novo vigor ao sector, correspondendo assim às novas exigências do século XXI. Hoje, o cliente tanto pode chegar da esquina mais próxima, como de além fronteiras, onde o aumento de clientes angolanos e de S. Tomé e Príncipe tem vindo a ganhar expressão, conforme referiram alguns. Mas estes profissionais de trato polido estão aptos a atender desde o político, o embaixador, o gestor, o banqueiro ou o juiz, sendo que por norma o cliente tipo é de uma faixa etária mais madura e de uma classe social média-alta a alta. Em menor escala alguns jovens, geralmente os filhos dessa geração. Aliás, estes profissionais declararam que a renovação geracional tem vindo a ser benéfica e a constituir-se como um desafio, uma vez que estes clientes, igualmente exigentes na qualidade e no rigor, são tendencialmente adeptos de um modo de vestir mais informal, pelo que&amp;nbsp; têm “obrigado” alguns&amp;nbsp; alfaiates/alfaiatarias a&amp;nbsp; inovar e a (re)inventar. No entanto, e por outro lado, estes artífices não deixam de reconhecer que a linha clássica continua a ser uma constante, imprimindo assim intemporalidade à profissão, também no que&amp;nbsp;concerne aos instrumentos e ferramentas não há grandes alterações a registar. Apontaram apenas o ferro que deixou de ser a carvão, para ser eléctrico e mais recentemente de caldeira a vapor. Tal como subscreveram as palavras de João Ribeiro, da &lt;i&gt;Loureiro&lt;/i&gt; &amp;amp; &lt;i&gt;Nogueira&lt;/i&gt;, quando apontou a “aptidão, paciência e habilidade, e acima de tudo, ter gosto por aquilo que se faz” como os principais requisitos à profissão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="bodytext"&gt;Um parêntesis para recordar o ano de 1934, ano em que abriu a 1ª Escola de Alfaiates em Portugal, denominada &lt;i&gt;Maguidal&lt;/i&gt; - método e técnica, que ficou baptizado pelas iniciais do nome do seu criador, o alfaiate Manuel Guilherme de Almeida. Muitos foram os que se fizeram alfaiates com os ensinamentos desta Academia de corte, não obstante outros terem ido mais longe fazer a sua especialização, nomeadamente a Inglaterra, a qual a par com Itália, continua a ocupar lugar de cimeira no que tange ao aprovisionamento da matéria-prima, em particular as fazendas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="bodytext"&gt;Quanto às instalações, por norma em andar, são espaços tri-partidos constituídos pela sala de atendimento, o gabinete de provas e a oficina, onde, de um modo geral, o requinte casa com a sobriedade, num estilo clássico datado de meados do séc. XX. A terminar, assinala-se o sentimento manifestado pela classe: “há mais falta de continuadores, ou seja, de aprendizes interessados no ofício, do que de clientes”!&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="bodytext"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="bodytext"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="bodytext"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="bodytext"&gt;&lt;i&gt;Judite Lourenço Reis&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Guilherme Pereira&lt;/i&gt; com a colaboração de &lt;i&gt;André Guerreiro&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Deolinda Lourenço&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Luisa Siborro&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Manuela Paias&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Vítor Silvestre&lt;/i&gt; (ISCTE-IUL)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-460770943846008071?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/460770943846008071/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=460770943846008071&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/460770943846008071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/460770943846008071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2011/02/alfaiates-alfaiatarias-e-camisarias-da.html' title='Alfaiates, Alfaiatarias e Camisarias da Baixa e Chiado - I'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TU_tF-m9mTI/AAAAAAAAAbg/xetRQa345dg/s72-c/Alfaiates.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-416306771285975092</id><published>2011-02-07T11:29:00.001Z</published><updated>2011-02-07T11:32:50.908Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tradição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Um bom alfaiate</title><content type='html'>A profissão de alfaiate é das mais antigas do mundo. Desde os primórdios, esta profissão foi das mais importantes pela influência social dos que se apresentavam bem vestidos. &lt;br /&gt;Os alfaiates são profissionais que desenham, cortam, costuram e melhoram as roupas. Existem os que trabalham em lojas, fazem consertos, alargam ou ajustam as peças ao corpo do cliente, ou na confecção de figurinos para espectáculos. Existem ainda alfaiates que trabalham nas linhas de indústrias de confecção. Os alfaiates tradicionais têm o seu próprio atelier, trabalham como autónomos, atendendo clientes em casa ou costurando peças por encomenda.&lt;br /&gt;Para confeccionar ou consertar as roupas, os alfaiates tiram medidas ao cliente, traçam moldes e cortam o tecido segundo o molde, alinhavando depois as peças. Fazem uma prova no corpo do cliente e efectuam alguns ajustes. Por fim costuram e fazem o acabamento.&lt;br /&gt;Na maioria das vezes, os alfaiates recebem o tecido e o desenho do modelo, mas podem também fazer sugestões. &lt;br /&gt;Os alfaiates que são contratados por indústrias executam tarefas específicas na linha de produção. Na indústria de confecção, os alfaiates são normalmente responsáveis pela primeira adaptação das peças que entram na linha de produção em série. Já no comércio é comum o alfaiate fazer parte de uma equipa responsável pelos ajustes necessários a serem realizados nas peças de vestuário vendidas às lojas. &lt;br /&gt;O mercado de trabalho para os alfaiates é bastante competitivo. A automação e a concorrência dos produtos importados de boa qualidade e baixo preço, afectam a indústria de confecções, reflectindo-se esta situação no mercado de trabalho. &lt;br /&gt;Um bom alfaiate desenvolve normalmente uma clientela cativa, e são considerados consultores de moda, sugerindo e orientando os seus clientes no uso adequado de tecidos e cortes conforme a tendência de moda e características pessoais. &lt;br /&gt;Algumas características mais importantes de um bom alfaiate são: boa capacidade de visão, capacidade de comunicação, habilidade manual, interesse por moda, senso estético, concentração e atenção a detalhes.&lt;br /&gt;Para o exercício desta profissão não há exigência de formação profissional. Esta é uma das profissões onde a prática forma o mestre. É sempre recomendável a qualificação através de cursos e o uso de máquinas de costura e de acabamento. Alguns conhecimentos como desenho e informática são também necessários para os profissionais que optarem por trabalhar na indústria de confecção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.urbi.ubi.pt/"&gt;Urbietorbi&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="porEmail" href="mailto:cristina_souto89@hotmail.com"&gt;Cristina Souto&lt;/a&gt; e &lt;a class="porEmail" href="mailto:andreia.s.a.martins@hotmail.com"&gt;Andreia Martins&lt;/a&gt; e &lt;a class="porEmail" href="mailto:anac.gaspar@yahoo.com.br"&gt;Ana Gaspar&lt;/a&gt; e &lt;a class="porEmail" href="mailto:nilce_teixeira_cc@hotmail.com"&gt;Nilce Teixeira&lt;/a&gt; e &lt;a class="porEmail" href="mailto:eulalia_garciateixeira@hotmail.com"&gt;Eulália Garcia&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-416306771285975092?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/416306771285975092/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=416306771285975092&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/416306771285975092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/416306771285975092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2011/02/um-bom-alfaiate.html' title='Um bom alfaiate'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-2144393315646188164</id><published>2011-01-12T22:07:00.000Z</published><updated>2011-01-12T22:07:35.037Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tradição'/><title type='text'>Avelino e Carlos Ferreira - Alfaiates</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TS4kAFqXNcI/AAAAAAAAAbM/QMhjErovmjU/s1600/600x238.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="285" src="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TS4kAFqXNcI/AAAAAAAAAbM/QMhjErovmjU/s400/600x238.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;Avelino  Ferreira, de 66 anos, alfaiate há mais de 50 anos, encontrou no seu  filho, Carlos Ferreira, de 33 anos, um parceiro de qualidade na arte de  fazer fatos à medida. Carlos iniciou a profissão de alfaiate há apenas  cinco anos, na altura o pai alertou que “já era tarde para aprender”  ainda assim deu-lhe a possibilidade de tentar durante três meses à  experiência. Hoje, Avelino Ferreira reconhece; “foi uma grande surpresa,  nunca pensei que ele chegasse tão longe”. A boa relação entre pai e  filho é, sem dúvida, uma “mais-valia” para a alfaiataria, até porque a  faixa etária de clientes amplia;” fazemos fatos para todas as idades  contudo, antes o nosso público-alvo era de meia-idade em diante, desde  que o meu filho chegou estamos a conquistar os  mais jovens”, enaltece Avelino Ferreira. A alfaiataria dos Ferreira  orgulha-se de fazer todos os casacos “à mão”, inclusive os acabamentos o  que requer “muita paciência e dedicação”. Numa altura em que a situação  económica global não é, de todo, favorável, a alfaiataria não dá sinais  de crise, isto deve-se ao facto de trabalharem “essencialmente para a  classe média alta e alta”. O preço mínimo de um fato é de 400 euros; “o  que faz disparar o preço dos fatos é o tecido, o feitio é igual para  todos”, explica Carlos Ferreira. A alfaiataria confecciona 30 fatos por  ano e este ano não deve fugir à regra.&lt;br /&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Tvp&lt;br /&gt;&amp;nbsp;In Jornal do Centro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-2144393315646188164?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/2144393315646188164/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=2144393315646188164&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/2144393315646188164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/2144393315646188164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2011/01/avelino-e-carlos-ferreira-alfaiates.html' title='Avelino e Carlos Ferreira - Alfaiates'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TS4kAFqXNcI/AAAAAAAAAbM/QMhjErovmjU/s72-c/600x238.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-7971263239404560171</id><published>2010-11-23T20:54:00.002Z</published><updated>2010-11-23T22:11:50.328Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tradição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Baile dos Alfaiates</title><content type='html'>As festas do Corpo de Deus da cidade e concelho de Penafiel,&amp;nbsp;são conhecidas pelos seus contornos únicos no País!!!&lt;br /&gt;Um desses exemplos são os Baile dos&amp;nbsp;oficios, onde as profissões&amp;nbsp;desfilam  e encantam as multidões com os seus Bailes. Desde o baile dos  Ferreiros, Pedreiros,&amp;nbsp;Regateiras,&amp;nbsp;Alfaiates, Sapateiros, Pauzinhos,  Turcos,&amp;nbsp;entre outros.&lt;br /&gt;Actualmente recuperei o baile dos Pauzinhos.&lt;br /&gt;Mas até há bem pouco tempo realizava-se o Baile dos Alfaiates, que se  espera que nos próximos 2 anos, no máximo, volte as ruas, pois a Câmara  está a recuperar todos os&amp;nbsp;bailes.&lt;br /&gt;Fotos deste baile não existem&amp;nbsp; mas tenho&amp;nbsp;a encenação do baile:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Marchava o Baile, formado por duas alas, que fechava com os seguintes  figurantes: mestre, contra-mestre, dois rapazes, uma mulher puxando uma  mesa redonda para talhar e outra com flores&amp;nbsp;para distribuir aos  vereadores, aquando do desfile da Cavalhada, na véspera do Dia do Corpo  de Deus.&lt;br /&gt;Os alfaiates vestiam apuradinhos, chapéu&amp;nbsp;de palha na cabeça, fato preto e  colete branco, ao pescoço uma meada de algodão de alinhavar&amp;nbsp;e na lapela  uma flor. Na mão direita uma tesoura, a mão esquerda segurava uma  pequena cadeira do ofício.&lt;br /&gt;Os dois rapazes de fechar ala, vestiam calças, blusa e cobriam a cabeça  com um boné. No fim seguia um homem segurando&amp;nbsp;grande ramo de laranjeira  cheio de dourados pomos. A folhagem do ramo&amp;nbsp; encobria um grande aranhão  que descia pela vara quando o homem disparava um dispositivo&amp;nbsp;próprio do  baile, era chamada no baile de bicha aranha. o Mestre vestia de chapéu  alto, casaca, colete branco, calça prreta bem vincada, empunhando grande  tesoura,&amp;nbsp;apoiada no ombro como uma&amp;nbsp;espada, e que servia para talhar a  obra. O contra-mestre apresentava-se de chapéu de côco, fraque, colete  branco, calça bm vincada, ao pescoço uma fita de medida.&lt;br /&gt;Junto do Baile marcha a música, por contrabaixo, cornetim, trompa, trombone e barítono.&lt;br /&gt;Chegados&amp;nbsp;às ruas da cidade onde actuam,&amp;nbsp;começa o baile com os alfaiates a cantar com grandes gestos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ilustres Vereadores:&lt;br /&gt;D`alfaiates o bailado&lt;br /&gt;Vos trazemos aqui hoje;&lt;br /&gt;recebei-o com agrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É&amp;nbsp;popular esta festa;&lt;br /&gt;e recorda antigas eras;&lt;br /&gt;que ela muito agrade ao povo&lt;br /&gt;nós&amp;nbsp;desejamos deveras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mestre:&lt;br /&gt;oficiais meus briosos,&lt;br /&gt;assentar-vos já podeis!&lt;br /&gt;vou cortar-vos muita obra;&lt;br /&gt;é&amp;nbsp;útil que trabalheis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alfaiates: (refrão do baile)&lt;br /&gt;Vamos a isto rapazes!&lt;br /&gt;do trabalho deu a hora;&lt;br /&gt;toca a sentar que o mestre&lt;br /&gt;assim nos manda agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém for até Lisboa&lt;br /&gt;e a Santarém chegar!&lt;br /&gt;Que fuja que a feia&amp;nbsp;bicha&lt;br /&gt;anda a&amp;nbsp;todos assustar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram quarenta alfaiates,&lt;br /&gt;todos, todos em campanha&lt;br /&gt;com as tesouras em punho&lt;br /&gt;para matar uma&amp;nbsp;aranha!&lt;br /&gt;(fim do refrão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mestre:&lt;br /&gt;Rapaz! vai buscar o ferro&lt;br /&gt;ó rapaz anda depressa;&lt;br /&gt;que eu não quero garotices!&lt;br /&gt;trá-lo antes que arrefeça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alfaiates para o rapaz:&lt;br /&gt;Faze o que o mestre manda,&lt;br /&gt;sê diligente , procura;&lt;br /&gt;Verás como depois canta&lt;br /&gt;Recebendo a molhadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(cantam o refrão de novo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mestre para o contra-,mestre:&lt;br /&gt;Senhor contra-mestre vá;&lt;br /&gt;ver o que faz esse mono!&lt;br /&gt;Que esta obra ainda hoje&lt;br /&gt;tem d`ir pra casa do dono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;contramestre responde:&lt;br /&gt;O rapaz é um maroto;&lt;br /&gt;pois só anda no pião!&lt;br /&gt;Precisava que lhe desse&lt;br /&gt;nas orelhas um puxão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(de novo o refrão....)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contramestre:&lt;br /&gt;o rapaz aqui trago&lt;br /&gt;por uma orelha filado!&lt;br /&gt;o pião, em vez do ferro,&lt;br /&gt;é que o traz atarefado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;rapaz desculpa-se:&lt;br /&gt;o ferro já estava quente&lt;br /&gt;atirei com ele ao chão&lt;br /&gt;enquanto arrefecia!&lt;br /&gt;pus-me a jogar ao pião!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contramestre:&lt;br /&gt;o rapaz é um daninho&lt;br /&gt;ele é mesmo um jacaré!&lt;br /&gt;foi Às laranjas do vizinho;&lt;br /&gt;que grande garoto ele é!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alfaiates:&lt;br /&gt;Senhor mestre, senhor mestre,&lt;br /&gt;perdão ao delinquente;&lt;br /&gt;visto que o rapaz promete&lt;br /&gt;ser agora diligente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(cantam o refrão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente desce a bicha pela haste da laranjeira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mestre aflito:&lt;br /&gt;Meus oficiais às armas!&lt;br /&gt;que a bicha quer`nos saltar!&lt;br /&gt;agulhas, tesouras, tudo&lt;br /&gt;tratemos de a espatifar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alfaiates:&lt;br /&gt;Vamos a isto rapazes!&lt;br /&gt;contra aquela bicha feia!&lt;br /&gt;que o rapaz agora viu&lt;br /&gt;em cima da laranjeira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mestre ainda:&lt;br /&gt;sei que sois muito valentes&lt;br /&gt;meus oficiais queridos;&lt;br /&gt;na campanha nos mostrastes&lt;br /&gt;uns soldados destemidos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alfaiates:&lt;br /&gt;Tivemos enfim a glória!&lt;br /&gt;desta batalha vencer!&lt;br /&gt;sempre fomos corajosos!&lt;br /&gt;valentes até morrer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Finda assim o baile!!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiago Daniel Lopes&lt;br /&gt;tiagodaniel04@hotmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-7971263239404560171?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/7971263239404560171/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=7971263239404560171&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/7971263239404560171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/7971263239404560171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2010/11/baile-dos-alfaiates.html' title='Baile dos Alfaiates'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-6875393126631451537</id><published>2010-10-31T23:04:00.001Z</published><updated>2010-10-31T23:05:32.765Z</updated><title type='text'>Os Alfaiates Portugueses estão mais pobres</title><content type='html'>&lt;div class="post-header"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" height="286" src="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TMn2P1s6xHI/AAAAAAAAAbA/5Wx8icQaOw4/s400/1.JPG" style="margin-left: auto; margin-right: auto;" width="400" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Faleceu, no dia 2 de Setembro de 2010, o melhor Amigo dos Alfaiates&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CARLOS GODINHO era um Homem bom,  um grande Homem, com grande energia, alegre, divertido, simpático. Por  onde passava fazia rir, estava sempre contente, não sabia dizer não.  Amigo do Amigo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARLOS GODINHO fazia o que mais gostava, vender e cortar fazenda,  trabalhar pelos Alfaiates. Profissão que defendia com todas as suas  forças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 21 anos que organizava o Encontro dos Alfaiates, no último  fim-de-semana de Maio, com gosto e dedicação. Um Domingo bem passado  onde nos conhecíamos melhor, trocávamos ideias, contavam-se histórias,  defendia-se a profissão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isto, GODINHO juntava os Alfaiates da Cidade e da Aldeia, os ricos e  os pobres, os bons e os menos bons. Nesse dia éramos simplesmente  Alfaiates. Todos iguais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vais ficar no nosso coração  &lt;br /&gt;Obrigado Amigo e até sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos e Avelino Ferreira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-6875393126631451537?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/6875393126631451537/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=6875393126631451537&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/6875393126631451537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/6875393126631451537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2010/10/os-alfaiates-portugueses-estao-mais_31.html' title='Os Alfaiates Portugueses estão mais pobres'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TMn2P1s6xHI/AAAAAAAAAbA/5Wx8icQaOw4/s72-c/1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-1664390777459194567</id><published>2010-10-08T00:48:00.001+01:00</published><updated>2010-10-08T00:58:08.517+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='entrevista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'>Duas gerações de alfaiates</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="420" height="340" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-e5dec8fe9dfd39ed" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v21.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3De5dec8fe9dfd39ed%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330340199%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D35AD085B68B9E48EF095D91B1C5616B3CB423038.3934B16F7E790657D3C98C838EA44626B5008815%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3De5dec8fe9dfd39ed%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DX_bF6PSlRjRY5vsWNX7UjT7xc5M&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="420" height="340" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v21.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3De5dec8fe9dfd39ed%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330340199%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D35AD085B68B9E48EF095D91B1C5616B3CB423038.3934B16F7E790657D3C98C838EA44626B5008815%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3De5dec8fe9dfd39ed%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DX_bF6PSlRjRY5vsWNX7UjT7xc5M&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-1664390777459194567?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/1664390777459194567/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=1664390777459194567&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/1664390777459194567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/1664390777459194567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2010/10/duas-geracoes-de-alfaiates.html' title='Duas gerações de alfaiates'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-8401679842983513694</id><published>2010-10-01T21:57:00.001+01:00</published><updated>2010-10-02T00:10:48.535+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><title type='text'>A propósito de “Pronto-a-vestir” - A História por detrás das Estórias</title><content type='html'>Aqui há uns tempos, instado à regularização da minha situação tributária, desloquei-me a uma repartição de Finanças. Aí chegado, e enquanto aguardava a minha vez, entretive-me a fazer algo que raramente faço: a “olhar para os outros”, melhor dizendo, a observar a indumentária de cada um. E, meus amigos, que Carnaval! Desde camisas demasiado largas nos ombros a outras demasiado curtas nas mangas; desde calças três tamanhos acima a outras dois tamanhos abaixo; desde bainhas acima do tornozelo a outras a arrastar pelo chão; desde calças a apertarem a meio do cú a outras a fazerem fronteira com o peito; desde sapatos autênticas barcaças a sandálias a deixarem os dedos a bater no chão… Enfim, entre uns mais sujos e outros mais limpos, entre uns mais arranjados e outros com total falta de gosto, parecia eu que estava num circo do século XIX em pleno número de exibição de freaks e de mutantes, eu que por acaso nesse dia também estava de chinelos e com umas calças esgaçadas! …&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que verdadeiramente me chamou a atenção foi que, independentemente do asseio, das marcas, do gosto e do corpo de cada um, praticamente ninguém estava a usar roupa ajustada ao seu corpo, às suas “medidas”, parecendo todos contudo muito satisfeitos dentro das suas peças, algumas delas desconfio que bem caras. Ninguém estava a usar roupa de corte, muito menos de bom corte. Naquele microcosmo, só havia Pronto-a-vestir! E a percepção desta realidade, na qual nunca reparara - porque também eu pertenço á geração do pronto-a-vestir -, não só de repente se me tornou clara e luminosa, como ainda mais se acentuou quando me recordei de algumas fotografias do século XIX e da primeira metade do século XX, todas elas bem reveladoras de como nessa época as pessoas faziam questão de se apresentar em público com aprumo, com garbo, com roupa “á medida”, mandada fazer escrupulosamente e a preceito. E diga-se que não eram só os ricos a aparecer com esta elevação, porque também os mais humildes, nas suas obrigações sociais, apresentavam-se o mais impecavelmente vestidos possível, dando descanso, por um dia que fosse, aos seus tamancos, se não mesmo aos seus andrajos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendamo-nos. Aquilo para que eu chamo a atenção não é para a forma como cada um veste. Quanto a isso, nada tenho a dizer. Sou, por respeito à diferença, tolerante para com todas as modas, tendências, “tribos”. O que é surpreendente é como actualmente a maioria das pessoas veste mal, mesmo quando ostenta grandes marcas, parecendo, aliás, em muitos casos, que a roupa que usam foi roubada, ou, pelo menos, definitivamente não dimensionada/feita para o seu corpo. A razão já sabem qual é. Nos dias de hoje, praticamente todos nós vestimos do chamado pronto-a-vestir. São muito poucas as pessoas que ainda mandam fazer a roupa no alfaiate ou na costureira. Não só porque é mais dispendioso e também mais demorado, mas sobretudo porque para as gerações mais novas, nascidas nos últimos trinta, quarenta anos, a questão nem se coloca, não só pelas tendências actuais da moda e pelo estilo casual/desportivo hoje reinante - que tornam inconcebível o recurso a tal prática -, mas talvez, e até mais, porque com o tempo o hábito de ir “tirar as medidas” foi ficando “careta”, anquilosado e definitivamente arredado dos tempos modernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O facto é que até aos anos 50 o Pronto-a-vestir era algo pouco difundido e a maior parte das pessoas, que usava um estilo clássico, não tinha outra alternativa que não fosse recorrer primeiro às casas de tecidos e, de seguida, solicitar os serviços de um alfaiate, de uma costureira ou de uma modista. O Pronto-a-vestir e o seu imediatismo não existiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora a grande diferença entre estas duas modalidades de confecção é que na alfaiataria o cliente tira as medidas primeiro, e só mais tarde, após várias provas, é que vai buscar o fato, a camisa ou o vestido, desta forma adquirindo uma peça ajustada à sua silhueta, feita para si e a contar com as suas imperfeições; não para milhares de seres, imaginados ideal e proporcionalmente perfeitos. A massificação do Pronto-a-vestir é, aliás, traduzida em números, embora muitas vezes já nem isso se verifique, substituídos que foram entretanto por letras: S, M, L, XL. Dou-vos o meu exemplo. De blazer “visto” o 50! Por causa dos ombros. Porque, pelos braços, mais curtos, vestiria e o 48. De modo que quando compro um blazer já sei que tenho que comprar o 50, embora as mãos fiquem quase escondidas nas mangas do casaco. Contudo, se comprar antes o 48, já sei que pareço enfiado numa jaqueta de primeira comunhão. (Aqui descomplexadamente vos revelo o meu drama). De qualquer modo, sempre que questionado a tal respeito, afirmo peremptoriamente que o meu número é o 50!!. Mas é mesmo? Pelo que ainda agora disse o meu número deveria ser um 50 de ombros e um 48 de manga, mas isso não há em lado nenhum… só no alfaiate!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta difusão do Pronto-a-vestir várias consequências negativas advieram. Primeiro, o quase desaparecimento da alfaiataria. Depois, o menor aprumo mesmo da parte de quem ainda veste de forma clássica, porque também esses já não vestem roupa por medida; vão antes comprá-la à loja. Mas, sobretudo, a ditadura dramática dos números que, em última instancia, conduz muitas adolescentes a espirais de desequilíbrio, depressão, ansiedade e angústia, totalmente amedrontadas pela ideia de já não se conseguirem meter dentro do “seu” número, e receando a ilação obvia: - “que estão umas baleias!” Recordo a este propósito um anúncio televisivo recente em que uma jovem bastante ansiosa afirma-se preparada, parece-me que após uma dieta, a passar a “prova do botão”, porque, claro, aquele botão seria a final a prova da sua elegância. E pensar na frequência com que até há uns anos atrás as pessoas mandavam apertar ou alargar a sua roupa, num processo natural de ajustamento da roupa ao corpo e às suas metamorfoses…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como digo muitas vezes, a História não se repete, mas não deixa de laborar continuamente sobre reminiscências do passado. É muito curioso, talvez até inesperado, mas a alfaiataria está hoje de novo na moda, muito por iniciativa, pasme-se, das grandes Empresas de Pronto-a-vestir. Hão-de reparar, por exemplo, no final dos telejornais: entre as marcas que surgem a apoiar a produção encontramos por exemplo esta - Massimo Duti - Personal tailoring. Em muitas lojas da Dielmar, já se veêm modelos com este dístico - Alfaiataria por Medida. Nas lojas Mistic shirt, marca portuguesa com mais de 50 anos, lê-se nas montras esta informação: Fazemos camisas por medida. Insignes personalidades do nosso meio confessam que já só mandam fazer os seus fatos no Rosa &amp;amp; Teixeira – alfaiates. Não configura isto uma lenta mas segura recuperação de hábitos e tradições antigas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há cinco anos comprei um blazer que, apesar de ser o 50, me ficava um pouco largo. Não liguei. Resignei-me a usá-lo. Era o 50! Há meses, falando com uma pessoa de mais idade, sugeriu-me que o levasse a um alfaiate para o apertar. Pois bem, amigos, o blazer é outro, e eu próprio fiquei outro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Coutinho&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 9pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="mailto:paulodavidcoutinho@gmail.com"&gt;paulodavidcoutinho@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;In Jornal Beira Vouga&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-8401679842983513694?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/8401679842983513694/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=8401679842983513694&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/8401679842983513694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/8401679842983513694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2010/10/proposito-de-pronto-vestir-historia-por.html' title='A propósito de “Pronto-a-vestir” - A História por detrás das Estórias'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-8864000976405982260</id><published>2010-09-24T22:27:00.012+01:00</published><updated>2010-10-02T00:13:02.004+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reportagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'>Alfaiates não resistem à moda do pronto-a-vestir</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TJ0Wt1ZjcEI/AAAAAAAAAas/kxJSVtfnbGA/s1600/Victor0001_.jpg" /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TJ0Wt1ZjcEI/AAAAAAAAAas/kxJSVtfnbGA/s1600/Victor0001_.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: large;"&gt;Contam-se pelos dedos de uma mão os mestres com porta aberta na cidade.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quatro a cinco mestres de alfaiataria, dois em actividade regular, tentam resistir em Viseu, à crise ditada pela moda do pronto a vestir. Uma moda que ganhou novo fôlego a partir da década de setenta e que, aos poucos, vai obrigando muitos a fechar as portas por falta de clientela.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; "O Governo tem de aproveitar os artistas ainda no activo para incutir nos jovens o gosto por esta actividade. Uma tarefa que terá de passar pela atribuição de incentivos financeiros que viabilizem a planificação de acções de formação", sugere Avelino Ferreira, um dos alfaiates da cidade, que promete resistir enquanto as forças não o abandonarem.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Natural de Vale de Cambra, no distrito de Aveiro, Avelino Ferreira, 63 anos, passou quase toda a sua vida entre Portugal e Luanda (Angola), a confeccionar fatos por medida. Alturas houve, em anos recuados, em que chegou a produzir dez por mês. "Agora se fizer 20 por ano já é uma boa média", diz com tristeza.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;300 euros por fato&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Apesar da crise que afecta o sector, Avelino Ferreira consegue ver uma luz ao "fundo do túnel": "Tenho um filho, licenciado em Gestão de Empresas, que decidiu pôr o canudo de lado e abraçar esta belíssima profissão. Está em Londres a fazer formação", partilha com visível orgulho.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A exemplo de outros colegas, Avelino Ferreira acredita que os alfaiates ainda têm futuro. "Os fatos feitos por medida terão sempre mercado" garante o empresário, que elenca três segmentos de clientes fiéis: as pessoas que exigem qualidade no talho, na confecção, nos tecidos e acessórios; os que têm dificuldade em encontrar no pronto a vestir fatos que&amp;nbsp; lhes fique bem e os portadores de deficiência.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Um fato feito por medida podia custar, há algumas décadas, 300 escudos. " Hoje aquele dinheiro daria para comprar um botão. Um fato razoável não custa menos de 300 euros. E se o tecido for de muita qualidade pode ir aos mil euros e mais", declara Avelino Ferreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Centena e meia no país&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Avelino Ferreira calcula que o número de&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; alfaiates no activo não ultrapasse, actualmente,&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;a centena e meia em todo o país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Cerca de metade estarão hoje em Viseu,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; com as respectivas famílias, para participar no&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;XVIII Encontro dos Mestres Alfaiates.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Um momento de convívio, entre artesões&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; do mesmo ofício, e de troca de experiências sobre&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;os avanços no sector.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Um momento cultural no Museu de Grão Vasco,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; servirá de "aperitivo", para o almoço regional,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; num restaurante da periferia. "Somos poucos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Temos de estar unidos.Estes encontros ultrapassam,&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; de longe,&amp;nbsp; o mero convívio.Recordamos os&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;primeiros tempos da nossa profissão,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;as primeiras máquinas que compramos,&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;os clientes famosos que não prescindiam&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;- e muitos continuam a não prescindir-&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;do nosso trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Um fato feito à medida é garantia de bem vestir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Acredito que os bons velhos tempos&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; acabarão por regresssar", vaticina Avelino Ferreira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;Teresa Cardoso &lt;br /&gt;&amp;nbsp;in JN&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-8864000976405982260?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/8864000976405982260/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=8864000976405982260&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/8864000976405982260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/8864000976405982260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2010/09/alfaiates-nao-resistem-moda-do-pront-o.html' title='Alfaiates não resistem à moda do pronto-a-vestir'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TJ0Wt1ZjcEI/AAAAAAAAAas/kxJSVtfnbGA/s72-c/Victor0001_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-6020733835365658890</id><published>2010-09-21T23:16:00.002+01:00</published><updated>2010-10-02T00:14:17.263+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'>Simão "Alfaiate"  -  Santarém</title><content type='html'>&lt;object height="385" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ijtixSYfwc4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ijtixSYfwc4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-6020733835365658890?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/6020733835365658890/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=6020733835365658890&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/6020733835365658890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/6020733835365658890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2010/09/simao-alfaiate-santarem_21.html' title='Simão &quot;Alfaiate&quot;  -  Santarém'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-8388255030766070212</id><published>2010-09-20T10:16:00.008+01:00</published><updated>2010-09-21T22:21:24.096+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reportagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lojas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tradição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='costureiras'/><title type='text'>"O alfaiate é como o barbeiro. Se servir bem, é para a vida"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TJcnPtAHfYI/AAAAAAAAAak/uTJecl654Xs/s1600/0000208451.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 448px; height: 225px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TJcnPtAHfYI/AAAAAAAAAak/uTJecl654Xs/s400/0000208451.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5518923019097439618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Maria de Lurdes Almeida, braço direito do marido, Fernando Almeida, na alfaiataria de Aveiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;                                        &lt;!--container1 text--&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;img src="file:///C:/Users/Victor/AppData/Local/Temp/moz-screenshot.png" alt="" /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Diz-se que não há nada como um fato executado a partir de um modelo real. O i falou com os mestres nacionais na arte do corte e costura e tirou a prova de que estão cá para ficar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia é fácil encontrar&lt;strong&gt; fatos por medida&lt;/strong&gt; em lojas como a &lt;strong&gt;Massimo Dutti&lt;/strong&gt; ou a&lt;strong&gt; Hugo Boss&lt;/strong&gt;, mas se procura o real deal o melhor é ir à origem da confecção. Na década de 30 eram os &lt;strong&gt;alfaiates &lt;/strong&gt;os responsáveis pelo trajar clássico da alta roda nacional. Em 2010 são os filhos desses mesmos &lt;strong&gt;artesãos&lt;/strong&gt; a dar continuidade a uma arte em vias de extinção. A escassez de técnicos especializados é hoje o elefante na sala de qualquer &lt;strong&gt;ateliê&lt;/strong&gt;. São por isso os habitués (e jovens com sentido estético apurado) - que não abdicam de ter no armário peças únicas e personalizadas - que dão alento à sobrevivência do corte e costura por medida. "Quer um fato bem feito? Vá a um alfaiate!", diz João Teodósio, que sabe do que fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Milheiro Teodósio.&lt;/strong&gt; A falta de mão-de-obra contribuiu para o encerramento da alfaiataria com o mesmo nome. "Trabalho não falta, já não há é pessoal." Aos 73 anos está reformado, mas por "amor à profissão" - a única que conhece desde os 11 anos - mantém o ateliê em casa. A clientela, "homens nos 50 anos, porque a mocidade já não liga a estas coisas", é seleccionada, mas deixa saudades dos tempos em que bastava passar nos Pastéis de Belém, perguntar pelo "João alfaiate e toda a gente sabia onde era". João promete executar um fato clássico, "à antiga, feitinho à mão", em duas semanas. Mas só porque está sozinho, porque antes ele e a mulher, "a melhor costureira de Lisboa", eram a "dupla temível" da alfaiataria nacional. Rápidos, eficientes e perfeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Travessa de Santo António, 23, Lisboa;&lt;br /&gt;Tel: 213 625 280. Preço: 500€&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Camisaria Pitta.&lt;/strong&gt; "Somos a camisaria mais antiga da Península Ibérica, com 123 anos de existência." Quem o diz é o Sr. Vasco, responsável pela loja desde 1977 e defensor da ideia de que "um bom fato é como um quadro", sendo o alfaiate o artista por excelência. Excelência é, aliás, o fio condutor da imagem da casa. A oficina tem um leque completo de serviços: tiradas as medidas, resta escolher a fazenda disponível no catálogo da loja e, se for o caso, levar uma camisa que faça pendant. Depois é esperar um mês e meio para conhecer o resultado. E como a história da moda é feita de regressos à origem, nesta alfaiataria o "clássico" é transversal a todas as épocas: "Os fatos que se vendem nas lojas saem de moda rapidamente. Aqui não. Confeccionamos os fatos de sempre e para sempre."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rua Augusta, 193 2.º, Lisboa;&lt;br /&gt;Tel: 213 427 526; Preço: 2000€&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Américo Gonçalves&lt;/strong&gt;. Américo, o pai, abriu o ateliê em 1973. Hoje são os filhos a dar continuidade ao negócio. Víctor, 52 anos, é um dos mais novos mestres portugueses na arte da costura. Lembra com orgulho uma das páginas do livro de honra da Casa Gonçalves, na qual um rapaz de 19 anos descreveu o seu primeiro fato por medida como uma "experiência fabulosa". Apesar de não impor o seu gosto pessoal aos clientes, admite que prefere que a roupa fique com um aspecto "fofo", fugindo à traça quase exclusivamente clássica da concorrência. Ao contrário de outros colegas de profissão, a procura é de tal forma heterogénea que não lhe permite definir um cliente-tipo. "É que os alfaiates são como os barbeiros. Se servirem bem, é para vida."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rua Galeria de Paris, 36-1.º Esq. Porto;&lt;br /&gt;Tel: 222 059 695. Preço: 800€&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lourenço &amp;amp; Santos, Lda.&lt;/strong&gt; Em Outubro, a loja celebra o primeiro centenário. A gerência mudou há uns anos, mas o nome ficou para sempre. Agora, sob a alçada do grupo&lt;strong&gt; Diniz &amp;amp; Cruz&lt;/strong&gt;, é Paula Cruz a dar a cara pela marca. Situada no coração da Baixa lisboeta, pela porta entram diariamente "executivos, bancários e até jogadores de futebol" da nossa praça. O método tradicional (de confecção artesanal) continua a dar cartas nas vendas, mas o semitradicional (com algumas entretelas coladas) é o mais indicado para os clientes apressados. É a diferença entre esperar uma semana e um mês pela execução de um fato por medida. Por enquanto o target é masculino, mas Paula admite "vir a alargar o leque de vendas à roupa feminina por medida". Mas não há pressa. É que a Diniz &amp;amp; Cruz já está no mercado de pronto-a-vestir para mulheres, representada pela marca Dalmata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Praça dos Restauradores, 47-A e B, Lisboa;&lt;br /&gt;Tel: 213 462 570. Preço: 500€&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fernando Martins Almeida&lt;/strong&gt;. Aprendeu a ser alfaiate durante a escola primária, mas só depois do serviço militar é que se especializou na confecção industrial para outras marcas. Hoje, aos 60 anos, trabalha em parceria com a mulher, Maria de Lurdes. "Tiro as medidas, faço as provas, o corte e os acertos. Depois a minha mulher fica responsável pela confecção." Homem de dois ofícios, relata com entusiasmo a viagem, há dois anos, a Basileia "para tirar medidas à selecção suíça de hipismo". Trabalha com tecidos importados de Inglaterra e Itália e até tem em stock alguns catálogos "da marca que fornece os tecidos à Casa Branca".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rua Dias Cainarim, 15, Esgueira, Aveiro;&lt;br /&gt;Tel: 234 311 528 Preço: 700€&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nelma Viana&lt;br /&gt;in Jornal i&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-8388255030766070212?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/8388255030766070212/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=8388255030766070212&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/8388255030766070212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/8388255030766070212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2010/09/o-alfaiate-e-como-o-barbeiro-se-servir.html' title='&quot;O alfaiate é como o barbeiro. Se servir bem, é para a vida&quot;'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/TJcnPtAHfYI/AAAAAAAAAak/uTJecl654Xs/s72-c/0000208451.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-1536325752469926519</id><published>2010-07-04T17:37:00.005+01:00</published><updated>2010-10-02T00:15:10.730+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='casacas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='touradas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tradição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>O Alfaiate do Biscainho</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/tpSv5zTZqI4&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/tpSv5zTZqI4&amp;amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt; &lt;/center&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-1536325752469926519?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/1536325752469926519/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=1536325752469926519&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/1536325752469926519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/1536325752469926519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2010/07/blog-post.html' title='O Alfaiate do Biscainho'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-3854738010725016791</id><published>2010-06-05T11:48:00.005+01:00</published><updated>2010-09-24T23:18:08.745+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='encontro nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'>XXI Encontro Nacional dos Mestres Alfaiates</title><content type='html'>&lt;span class="antetitulo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;                          A mestria dos alfaiates&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Carrazeda de Ansiães ­recebeu o XXI encontro que reuniu cerca de 53 artesãos oriundos de diversos pontos do País&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte de fazer trajes por medida tem perdido força, mas os mestres que dão vida a esta profissão continuam mostrar a perfeição e o bom gosto dos fatos que são confeccionados nas típicas alfaiatarias portugueses.&lt;br /&gt;No distrito de Bragança, esta arte tem os dias contados, visto que não há jovens a aprender esta profissão, que foi passando de geração em geração.&lt;br /&gt;Para conviverem e trocarem experiências sobre o negócio, alfaiates de todo o País reúnem-se, anualmente, numa cidade portuguesa. Anteontem, Carrazeda de Ansiães foi o palco do XXI Encontro Nacional dos Mestres Alfaiates, onde estiveram reunidos mais de meia centena de artesãos, oriundos de diferentes ponto do País.&lt;br /&gt;“Já somos uma família. Quem vem uma vez, faz questão de participar sempre”, realça Luís Moutinho, um alfaiate de Carrazeda de Ansiães, que participou na organização do evento.&lt;br /&gt;Aprendeu a arte aos 14 anos e desde então tem-se mantido fiel ao corte e costura à moda artesanal. As técnicas são antigas, mas a evolução dos tempos obrigaram os alfaiates a moldarem-se aos pedidos e, nos dias que correm, tanto costuram para homem, como para mulher. “Antes, o trabalho dos alfaiates era mais para homens, mas, actualmente, tanto faço fatos para homens como para senhoras. Temos que fazer o que aparece”, confessa o artesão.&lt;br /&gt;Também Durbal Carvalho, de 72 anos, afirma, com orgulho, que é ele que veste a mulher, mas lamenta a quebra no volume de encomendas. “Hoje a maioria das pessoas já compra a roupa feita. Nas lojas compra-se um fato por 100 ou 125 euros, eu tenho que levar 150 ou 200 euros, porque faço tudo de forma artesanal e por medida”, realça o alfaiate.&lt;br /&gt;Alfaiates são cada vez mais solicitados para fazer os ajustes à roupa comprada no pronto-a-vestir&lt;br /&gt;A quebra no negócio ronda os 50 por cento, pelo que estes mestres do corte e costura viram-se obrigados a recorrer aos arranjos da roupa que as pessoas já compram feita. “As pessoas já compram a roupa feita, mas cá está o alfaiate para dar o acerto final. Fazer as bainhas, apertar ou alargar”, salienta Luís Moutinho.&lt;br /&gt;Mesmo assim, há clientes fiéis à alfaiataria, que perduram no tempo. “Tenho pessoas que solicitam os meus serviços desde o tempo do meu falecido patrão, ou seja, há mais de 39 anos”, recorda o alfaiate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por:     &lt;a href="http://www.jornalnordeste.com/author/author.asp?IdPeople=123"&gt;Teresa Batista&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;    &lt;br /&gt;&lt;div class="logo"&gt;&lt;a href="http://www.jornalnordeste.com/"&gt;&lt;img alt="Jornal Nordeste" border="0" src="http://www.jornalnordeste.com/images/logo.gif" style="height: 37px; width: 172px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jornalnordeste.com/author/author.asp?IdPeople=123"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-3854738010725016791?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/3854738010725016791/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=3854738010725016791&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/3854738010725016791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/3854738010725016791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2010/06/xxi-encontro-nacional-dos-mestres.html' title='XXI Encontro Nacional dos Mestres Alfaiates'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-5359709866695931781</id><published>2010-05-31T22:46:00.003+01:00</published><updated>2010-05-31T22:56:45.585+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homenagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Ao Arsénio Alfaiate</title><content type='html'>Com tanto pronto-a-vestir&lt;br /&gt;Há quem teime em resistir&lt;br /&gt;No limiar do milénio&lt;br /&gt;Numa quase extinta arte&lt;br /&gt;O Arsénio Alfaiate&lt;br /&gt;Bem pode chamar-se um génio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto à praça das palmeiras&lt;br /&gt;Homem de finas maneiras&lt;br /&gt;Até botões prega à mão&lt;br /&gt;Calça, colete, casaco&lt;br /&gt;As componentes dum fato&lt;br /&gt;Cuja marca é distinção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fita, tesoura, dedal&lt;br /&gt;Linhas, máquinas a pedal&lt;br /&gt;Quanto basta ao artesão&lt;br /&gt;O resto é competência&lt;br /&gt;Dedicação, experiência&lt;br /&gt;E o lema perfeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, fazer fato à mão&lt;br /&gt;É uma rara profissão&lt;br /&gt;Que enobrece quem a tem&lt;br /&gt;Quando acabar este génio&lt;br /&gt;A quem chamamos Arsénio&lt;br /&gt;Não ficará mais ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das profissões liberais&lt;br /&gt;É a que respeito mais&lt;br /&gt;Pois requer carinho e arte&lt;br /&gt;Condenada à extinção&lt;br /&gt;Tem no Arsénio um bastião&lt;br /&gt;Um exímio Alfaiate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António Tavares Chula&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.chuladeagueda.com/"&gt;www.chuladeagueda.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-5359709866695931781?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/5359709866695931781/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=5359709866695931781&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/5359709866695931781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/5359709866695931781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2010/05/ao-arsenio-alfaiate.html' title='Ao Arsénio Alfaiate'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-1048366215532272615</id><published>2010-05-18T22:41:00.003+01:00</published><updated>2010-05-18T23:06:40.552+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'>Sangue novo</title><content type='html'>&lt;object width="390" height="346" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-4c72e01bec96589b" 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Encontro Nacional dos Mestres Alfaiates'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/S-SCxF1qADI/AAAAAAAAAZ4/V7gLIPu3TMQ/s72-c/digitalizar0001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-1313948974355115236</id><published>2010-02-01T22:22:00.003Z</published><updated>2010-02-01T22:28:58.954Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Alfaiates: arquitectos da elegância (III)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/S2dUYATbVVI/AAAAAAAAAZw/JOX2tyjgDzE/s1600-h/alfaiate_cortando_giz.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/S2dUYATbVVI/AAAAAAAAAZw/JOX2tyjgDzE/s400/alfaiate_cortando_giz.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433404246820869458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contorno do molde é traçado diretamente sobre o tecido com um giz de alfaiate. Geralmente se corta cada parte do terno com uma pequena margem de folga. Isso permite que pequenos ajustes sejam feitos no futuro, caso o cliente venha adquirir peso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span class="post-author vcard"&gt; &lt;span class="fn"&gt;MARCEL BASTHOS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://stylus-etc.blogspot.com/2009_04_01_archive.html"&gt;STYLUS ET CAETERA&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-1313948974355115236?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/1313948974355115236/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=1313948974355115236&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/1313948974355115236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/1313948974355115236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2010/02/alfaiates-arquitectos-da-elegancia-iii.html' title='Alfaiates: arquitectos da elegância (III)'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/S2dUYATbVVI/AAAAAAAAAZw/JOX2tyjgDzE/s72-c/alfaiate_cortando_giz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-256936989829585749</id><published>2010-02-01T22:02:00.008Z</published><updated>2010-02-01T22:20:12.324Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Alfaiates: arquitectos da elegância (II)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/S2dQBGzXNUI/AAAAAAAAAZo/TEomRpGqAvA/s1600-h/alfaiate1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/S2dQBGzXNUI/AAAAAAAAAZo/TEomRpGqAvA/s400/alfaiate1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433399455381927234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que as medidas para o seu terno tenham sido tomadas, é preciso então escolher o material da construção: o tipo de tecido. As opções são diversas: linho, lã, algodão, mohair, vicuña, shantung... A essa altura deve estar claro que um gentleman jamais escolherá uma fibra sintética para a confecção seu terno sob medida. A palavra "polyester" simplesmente não faz parte do seu vocabulário. Afinal, quem gostaria de morar em uma casa feita de plástico... Ao escolher o tecido (muitos alfaiates preferem a expressão "fazenda"), é preciso também levar em consideração sua cor, padronagem e, evidentemente, seu peso, conforme se tenha em mente um terno mais para o verão, para o inverno, ou para o período entre estações. Outro factor que se deve levar também em consideração é se o terno será utilizado na cidade, em ocasiões mais formais, ou em regiões de veraneio ou a passeio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, você vai para casa, e seu alfaiate começará então a traçar a planta da construção: o molde. Como uma planta de arquitecto, o molde é desenhado em papel, e, com sorte, ficará ainda vários anos em poder de seu alfaiate. Com o tempo, às vezes são necessários pequenos ajustes no molde, mas ele será basicamente o mesmo a ser empregue na execução de seus próximos projetos sartoriais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span class="post-author vcard"&gt; &lt;span class="fn"&gt;MARCEL BASTHOS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://stylus-etc.blogspot.com/2009_04_01_archive.html"&gt;STYLUS ET CAETERA&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-256936989829585749?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/256936989829585749/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=256936989829585749&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/256936989829585749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/256936989829585749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2010/02/alfaiates-arquitectos-da-elegancia-ii.html' title='Alfaiates: arquitectos da elegância (II)'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/S2dQBGzXNUI/AAAAAAAAAZo/TEomRpGqAvA/s72-c/alfaiate1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-1258705874349364490</id><published>2009-09-24T23:29:00.005+01:00</published><updated>2009-09-24T23:41:43.891+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Alfaiates: arquitetos da elegância (I)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SrvzeGaMSJI/AAAAAAAAAZA/UoT1Q0cVPjs/s1600-h/alfaiate2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 282px; height: 282px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SrvzeGaMSJI/AAAAAAAAAZA/UoT1Q0cVPjs/s400/alfaiate2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385165477893654674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Com o desaparecimento gradual da cultura da elegância masculina, vão desaparecendo também profissionais de um nobre e antigo ofício: o do alfaiate. Adquirir um terno sob medida vai muito além da efêmera experiência de consumo oferecida por marcas e grifes. É como a diferença entre a aquisição de uma casa comprada pronta, e aquela que se discute desde os fundamentos com um arquiteto. E como uma casa, o terno vai se construindo aos poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, são anotadas as medidas, o que inclui tomadas diferentes para cada braço, cada ombro, e cada perna, pois assim como não se deve esperar de um terreno perfeita simetria, não se deve também esperar do próprio corpo que ele corresponda às proporções dos modelos cuidadosamente produzidos e estampados nas propagandas e revistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span class="post-author vcard"&gt; &lt;span class="fn"&gt;MARCEL BASTHOS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://stylus-etc.blogspot.com/2009_04_01_archive.html"&gt;STYLUS ET CAETERA&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-1258705874349364490?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/1258705874349364490/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=1258705874349364490&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/1258705874349364490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/1258705874349364490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2009/09/alfaiates-arquitetos-da-elegancia-i.html' title='Alfaiates: arquitetos da elegância (I)'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SrvzeGaMSJI/AAAAAAAAAZA/UoT1Q0cVPjs/s72-c/alfaiate2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-3847663509552144170</id><published>2009-09-15T22:46:00.009+01:00</published><updated>2009-09-15T23:22:10.056+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tradição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'>Alfaiates à moda antiga</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; text-align: left; font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:180%;color:#cb9800;"   &gt;Criar um guarda-roupa por medida        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Fita métrica, tesoura, agulha, linha e precisão no corte.&lt;br /&gt;Mesmo quem nunca frequentou o alfaiate, sabe reconhecer que uma peça desenhada à medida por este artesão do tecido é um verdadeiro luxo. No dia em que se comemora uma das profissões mais nobres e antigas do mundo, convidamo-lo a visitar uma alfaiataria perto de si. Conheça a história, os truques e a arte de um fato único feito à medida… à sua medida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tão antigo como Portugal&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SrALujzNOBI/AAAAAAAAAYI/3Kw3obMmSbY/s1600-h/9002_25.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 141px; height: 172px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SrALujzNOBI/AAAAAAAAAYI/3Kw3obMmSbY/s400/9002_25.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381814449219647506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordar as origens da alfaiataria em Portugal é quase contar oito séculos da História do nosso país. Por essa e muitas outras razões, no próximo dia 6 de Setembro reuna a família e recorde com os mais velhos como eram as idas ao alfaiate e explique aos mais novos a importância desta profissão na moda e no modo de vestir do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o auxiliar nesta verdadeira viagem no tempo, deixamos aqui algumas dicas curiosas. Ao contrário de grande parte das expressões europeias, em português a palavra alfaiate deriva da expressão árabe Al-Kaiat, sendo que o verbo khata significa coser. Do latim, apenas herdámos a expressão sarcir – que se refere à técnica de remendar um tecido roto com outro pedaço de tecido semelhante – e que advém do verbo sarcire, que significa coser.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SrAMmlNZukI/AAAAAAAAAYY/TRmaprEUeZ0/s1600-h/9002_28.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 152px; height: 197px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SrAMmlNZukI/AAAAAAAAAYY/TRmaprEUeZ0/s400/9002_28.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381815411670628930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A mais antiga referência a este ofício remonta ao século XII, altura em que a profissão proliferava no reino de Portugal e dos Algarves e especialmente entre o povo judeu. D. Afonso V confiava as suas vestes aos dons do alfaiate Latão e D. João II, ao Mestre Abraão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O peso e importância desta profissão na sociedade era tal, que o apelido Alfaiate baptizou muitas famílias, e a bela localidade de Alfaiates, na Beira Baixa, destacou-se no tempo e na História por ter desenvolvido durante a Idade Média uma forma de organização administrativa associada à profissão de talhar um bom fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;A prova dos nove&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À semelhança da ida das senhoras à costureira, os homens habituaram-se a frequentar o alfaiate sempre que o armário exigia uma nova peça de roupa, fosse ela um colete, umas calças, um sobretudo ou um paletó.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O ritual exigia a recolha minuciosa das medidas do cliente, a marcação rigorosa do tecido com giz, o corte assertivo dos moldes da peça e muitas horas de costura à mão. No entanto e ao fim de algumas provas, o resultado era sempre o mais exclusivo e personalizado possível. Uma peça única para um cliente exigente e naturalmente satisfeito.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SrAMJMSyHMI/AAAAAAAAAYQ/y6oSkW0p7nA/s1600-h/9002_26.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 113px; height: 153px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SrAMJMSyHMI/AAAAAAAAAYQ/y6oSkW0p7nA/s400/9002_26.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381814906766105794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Contudo, com a Revolução Industrial surgem também as máquinas de costurar e o famoso pronto-a-vestir. Com a concorrência do vestuário feito em série, surge a necessidade de se criarem as primeiras lojas servidas por alfaiates, como é a Casa Nunes Correia que ainda hoje existe na capital e que&lt;br /&gt;foi frequentada pela Rainha D. Amélia e seus príncipes,&lt;br /&gt;no final do século XIX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alfaiataria em Portugal conheceu ainda outros momentos de fama quando, o dramaturgo Gil Vicente, ele próprio iniciado na arte da alfaiataria, retratou nas suas farsas e autos, a personagem do alfaiate, como contam&lt;br /&gt; as trovas de Henrique da Mota (ou Farsa do Alfaiate, segundo Leite de Vasconcelos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SrAQ2jZYgyI/AAAAAAAAAY4/E1J77GqWFpc/s1600-h/9003_25.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 222px; height: 153px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SrAQ2jZYgyI/AAAAAAAAAY4/E1J77GqWFpc/s400/9003_25.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381820084108428066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É igualmente impossível esquecer a personagem do&lt;br /&gt; alfaiate Caetano, interpretado por António Silva, no memorável filme português dos anos 30, “A Canção de Lisboa”… Quem não se lembra da mais famosa prova dos nove?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 9pt; text-align: left;font-family:verdana;color:#006699;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os resistentes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os mais velhos que não se conseguem render aos tamanhos rígidos da roupa do pronto-a-vestir ou até mesmo para quem queira experimentar as delícias de um fato exclusivo, feito à medida, as notícias são optimistas. Resistem, ainda, nas grandes cidades, alfaiatarias onde é possível encontrar artesãos dispostos a cumprir todas as exigências de uma peça personalizada. É o caso da Alfaiataria Coutinho, na Rua da Glória, em Lisboa, que se orgulha de manter a tradição da família há largas dezenas de anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table id="vis_table" border="0" cellpadding="3" cellspacing="0" width="100%"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td colspan="2" style="text-align: right;" valign=""&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 9pt; text-align: left;font-family:verdana;color:#006699;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;O mesmo diz a Casa Bastão, na Rua dos Remédios, ou a Alfaiataria Figueiredo, em Algés. No norte, é obrigatório visitar a Alfaiataria Moreira, em Macedo de Cavaleiros, ou o mais recente atelier de alfaiataria, na Rua José Falcão, na baixa do Porto, totalmente remodelada por um francês apaixonado pelo ofício do alfaiate.                                                                       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SrAQM-MYOII/AAAAAAAAAYo/ZiU_PYiLLfk/s1600-h/9003_28.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 152px; height: 109px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SrAQM-MYOII/AAAAAAAAAYo/ZiU_PYiLLfk/s400/9003_28.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381819369747134594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Existem ainda lojas de qualidade superior que hoje não dispensam os serviços de um alfaiate. Foi o que aconteceu na Loja das Meias, quando decidiu criar no seu espaço um novo serviço de alfaiataria capaz de servir melhor os clientes que procuram exclusividade nas suas peças de roupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A nova era dos alfaiates&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 9pt; text-align: left;font-family:verdana;color:#006699;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Ao contrário do que muitos pensam, o ofício do alfaiate não está a morrer. Muito pelo contrário. Hoje em dia, o conceito de alfaiataria é associado a requinte, classe e diferenciação e por isso mesmo tem vindo a ganhar um novo fôlego no mercado. A palavra de ordem é, por isso, inovar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tem o bichinho da agulha dentro de si e gostaria de ver desfilar fatos exclusivos made in “eu próprio”, o primeiro passo pode estar em cursos especializados na área, como os leccionados no CIVEC – Centro de Formação Profissional da Indústria do Vestuário e da Confecção.         &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talhar, alinhavar, chulear, casear, coser botões,&lt;br /&gt;fazer ilhós, plissados, trabalhar com tafetás, &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SrAPwJBI0qI/AAAAAAAAAYg/59fJ5R4IoUU/s1600-h/9003_26.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 179px; height: 142px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SrAPwJBI0qI/AAAAAAAAAYg/59fJ5R4IoUU/s400/9003_26.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381818874436571810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;brocados, sarja ou burel são apenas algumas das actividades que caracterizam o ofício do alfaiate e que poderão transformar qualquer um num profissional de sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 9pt; text-align: left;font-family:verdana;color:#006699;"  &gt;&lt;/span&gt;Os mais cépticos que recuem até 1850, quando Levi Strauss contratou um alfaiate para transformar as suas lonas em macacões de ganga. Trocado por miúdos, significa que as primeiras calças de ganga nasceram das mãos de um alfaiate. Das mesmas mãos e com muita imaginação poderão nascer muitas outras peças e até, quem sabe, novas tendências de moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 9pt; text-align: left; font-weight: bold;font-family:verdana;color:#000000;"  &gt;Raquel Pereira &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;In  Lifecooler.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-3847663509552144170?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/3847663509552144170/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=3847663509552144170&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/3847663509552144170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/3847663509552144170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2009/09/alfaiates-moda-antiga.html' title='Alfaiates à moda antiga'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SrALujzNOBI/AAAAAAAAAYI/3Kw3obMmSbY/s72-c/9002_25.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-5192329198092291974</id><published>2009-09-05T23:18:00.002+01:00</published><updated>2009-09-05T23:27:31.076+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'>Alfaiates em vias de extinção</title><content type='html'>&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://tv1.rtp.pt/noticias/player.swf?image=http://img.rtp.pt/icm/images/articles/347742/alfaiates_12311_7_01_N.jpg&amp;amp;streamer=rtmp://video2.rtp.pt/flv/RTPFiles&amp;amp;file=/informacao/alfaiates_12311.flv" bgcolor="#ffffff" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" 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href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/5192329198092291974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2009/09/alfaiates-em-vias-de-extincao.html' title='Alfaiates em vias de extinção'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-5493254745468401128</id><published>2009-05-23T21:40:00.022+01:00</published><updated>2009-05-23T23:34:34.594+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='utensílios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='museu'/><title type='text'>Museu da Lourinhã</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Antigas profissões – O alfaiate&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/Shhqm24XcFI/AAAAAAAAAWg/4JOQiYOXe2o/s1600-h/1.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 235px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/Shhqm24XcFI/AAAAAAAAAWg/4JOQiYOXe2o/s400/1.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339134574047227986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O alfaiate é um profissional que confecciona roupas masculinas. O nome tem origem na palavra árabe alkhayyát. O verbo Kháta significa coser. A costureira diferencia-se do alfaiate por confeccionar as roupas femininas provindo o nome da palavra latina consustura.&lt;br /&gt;O termo latino para alfaiate é sartor que, em Português, deu origem ao verbo sarcir, o qual significa coser, e às palavras sarcir, que se refere à técnica de remendar um tecido roto&lt;br /&gt;com um pedaço de tecido do mesmo padrão, e de o coser de tal modo que não se perceba o remendo, e sarcideira, a mulher que usa essa técnica. Contrasta com fundilhar, ou seja, pôr&lt;br /&gt;fundilhos, que consiste em tapar o roto ou reforçar o tecido, normalmentede calças ou de casacos de trabalho, com pano igual ou diferente, geralmente mais forte que o original.&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Era uma arte importante que conferia um estatuto, diremos que confortável e bem remunerado, ao respectivo artesão. Tanto assim que os judeus, durante a&lt;br /&gt;Idade Média, fizeram dela a principal actividade: “foi a profissão de alfaiate a que mais professaram (os judeus) na nossa Idade Média, durante os séculos XIV e XV. (…)&lt;br /&gt;Esse ofício era, então, o que em Lisboa ocupava o maior número de Israelitas. (…) O alfaiate de D. Afonso V era um hebreu – mestre Latão –, e o de D. João II era outro – Mestre Abraão.”&lt;br /&gt;Os alfaiates eram artesãos altamente especializados sujeitos a rigorosos exames e anos de prática, para obterem a carteira profissional. Tinham que saber talhar, alinhavar, chulear, casear, coser e fazer todos os acabamentos necessários e exigidos pelo cliente na confecção de&lt;br /&gt;calças, casacos, coletes … E havia, ainda, aqueles ou aquelas que faziam ilhós, botões, plissados e, após o aparecimento das meias de vidro, apanhavam as malhas caídas.&lt;br /&gt;Sedas, brocados, veludos, tafetás, cetins, damasco, linhos, lãs, ou,   simplesm&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShhyozsPHzI/AAAAAAAAAXY/7vxVhKx1e40/s1600-h/4.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 375px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShhyozsPHzI/AAAAAAAAAXY/7vxVhKx1e40/s400/4.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339143403643805490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ente, cotim, sarja ou burel, foram utilizados, durante séculos, pelo alfaiate e tudo era cosido com agulha e linha de boa qualidade, com a ajuda do dedal que protegia o dedo médio que normalmente empurra a agulha.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShhrlvYcsFI/AAAAAAAAAWo/9HobqwLnh5w/s1600-h/2.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 267px; height: 274px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShhrlvYcsFI/AAAAAAAAAWo/9HobqwLnh5w/s400/2.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339135654366064722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A    fita métrica para tirar as medidas ao cliente, as diversas tesouras para cortar e  talhar os&lt;br /&gt;tecidos, o giz para desenhar os cortes, os chumaços, a entretela, os botões, o ferro para assentar costuras e engomar eram os principais utensílios do alfaiate.&lt;br /&gt;Até meados do século XIX todas as costuras eram feitas à mão.&lt;br /&gt;A máquina de costura foi comercializada apenas a partir da segunda metade do século XIX.&lt;br /&gt;No século XX, destacam-se, na Lourinhã, os alfaiates:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;                                                        Luís Veríssimo, com alfaiataria na R. João Luís de Moura onde ensinou a arte a Luís Santos. Este &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShhsuDVCkNI/AAAAAAAAAW4/Jt_mqFQsoyQ/s1600-h/3.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 326px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShhsuDVCkNI/AAAAAAAAAW4/Jt_mqFQsoyQ/s400/3.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339136896671060178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;doou os casacos em duas fases de elaboração, entretelados e alinhavados,  expostos no Museu da Lourinhã.&lt;br /&gt;José Dias, que vivia na R. Miguel Bombarda, (a mulher, D. Adelaide, após a morte do marido, ofereceu parte do espólio ao Museu da Lourinhã) .&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;  Os Mirandas (toda a família trabalhava na alfaiataria), também na rua João Luís de Moura,&lt;br /&gt;Pedro Marques de Carvalho (n. 28- 6-1879, f. 28-12-1952) que teve alfaiataria na rua da Misericórdia e, mais tarde, na Av. António José de Almeida. Foi mestre de alfaiates mais jovens, entre eles, o Miranda e o José Lourenço do Toxofal.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                         &lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShhzzCFgUDI/AAAAAAAAAXo/DQnzdwl867k/s1600-h/5.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 393px; height: 465px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShhzzCFgUDI/AAAAAAAAAXo/DQnzdwl867k/s400/5.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339144678818205746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Isabel Mateus e Simão Mateus&lt;br /&gt;Boletim 09   10/2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShhvlD_LkBI/AAAAAAAAAXQ/SM3lvG-3-VA/s1600-h/5.JPG"&gt;http://www.museulourinha.org&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-5493254745468401128?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/5493254745468401128/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=5493254745468401128&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/5493254745468401128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/5493254745468401128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2009/05/museu-da-lourinha_23.html' title='Museu da Lourinhã'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/Shhqm24XcFI/AAAAAAAAAWg/4JOQiYOXe2o/s72-c/1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-4164589519821470964</id><published>2009-05-22T20:23:00.003+01:00</published><updated>2009-05-22T22:28:36.489+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tradição'/><title type='text'>Vida dedicada às capas de burel</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShcY3EG7NEI/AAAAAAAAAWI/MU5QJ76l8lY/s1600-h/002.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 262px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShcY3EG7NEI/AAAAAAAAAWI/MU5QJ76l8lY/s400/002.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338763217545671746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aos 72 anos, Aureliano Ri­beiro é o último de uma geração de alfaiates que ao longo de algumas cen­tenas de anos confeccio­naram a "sui generis" capa de honras mirandesa, uma das mais nobres peças do traje popular português. Ao longo dos mais de 60 anos em que se senta em fren­te à sua velha máquina de costura "Singer", o artesão já perdeu a conta ao número de capas que costurou. Recorda que a arte foi herdada do seu pai e do seu avô, mantendo-se fiel ao "estilo" con­cebido ao longo de mais de três gerações,  "Agora já se fazem poucas ca­pas", lamenta. No entanto, "conti­nuam a ser muito apreciadas, não só por autóctones, mas também por quem vem de fora " refere Au­reliano Ribeiro. O artesão garan­te que a procura da capa de hon­ras mirandesa se deve "à riqueza e beleza desta peça única do traje português".&lt;br /&gt;A capa é uma peça de grande valor etnográfico feita de pura lã de ovelha (burel) e requer um trabalho minucioso por parte de quem a confecciona, devido à sua complexidade. Uma capa de honras pode demorar mais de duas semanas a cortar, decorar e costurar.&lt;br /&gt;Se no passado esta capa de ori­gem "medieval" serviu para pro­teger os pastores da região do Pla­nalto Mirandês da agressividade do clima, actualmente é uma peça apenas utilizada em cerimónias protocolares ou outros actos de importância relevante, sendo usual oferecer uma destas vestes a figuras distintas que visitam o município de Miranda do Douro.&lt;br /&gt;Apesar do valor desta peça de vestuário, o artesão não esconde a mágoa de não ter seguidores masculinos na arte, já que só algu­mas costureiras na região confec­cionam as capas de honras. "Ain­da tentei fazer alguns cursos de aprendizagem, mas não há quem queira saber desta arte", garante Aureliano. Seguro de si, o artesão afiança que a confecção de uma capa é dos serviços mais duros de um al­faiate, devido ao peso das peças de burel e à força empregue du­rante a sua concretização. "No passado as capas de honras eram feitas só por alfaiates. É um servi­ço pesado. Actualmente só faço capas por encomenda. Longe vão os tempos em que se faziam cer­ca de 50 por ano", lembra o arte­são.&lt;br /&gt;Na parede do seu pequeno e rústico ateliê é possível observar vários diplomas, sendo o mais importante o primeiro prémio do Concurso Nacional de Artesana­to, atribuído em 1992, a uma capa de honras desenhada e costura­da por este homem de Constantim, no concelho de Miranda do Douro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FRANCISCO PINTO&lt;br /&gt;braga @jn.pt&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In Jornal de Notícias&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-4164589519821470964?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/4164589519821470964/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=4164589519821470964&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/4164589519821470964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/4164589519821470964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2009/05/vida-dedicada-as-capas-de-burel.html' title='Vida dedicada às capas de burel'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShcY3EG7NEI/AAAAAAAAAWI/MU5QJ76l8lY/s72-c/002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-9157263793170800009</id><published>2009-05-19T20:48:00.030+01:00</published><updated>2009-05-21T00:08:45.816+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='museu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='máquinas de costura'/><title type='text'>Museu da Lourinhã</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A colecção de máquinas de costura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Até meados do século XIX todas as                                        peças de vestir e calçar eram cosidas à mão. Chapéus, sapatos, cintos, meias, vestidos, calças e calções eram feitos manualmente. Nada de máquina de&lt;br /&gt;costura para ajudar o alfaiate, a costureira, o correeiro, o peliqueiro, o sapateiro, o chapeleiro.&lt;br /&gt;A invenção da máquina de costura foi feita em diversas etapas e por diversas pessoas.&lt;br /&gt;A lançadeira, a agulha, os movimentos dos fios e da lançadeira foram etapas de descoberta e aplicação feitos ao longo dos anos. Na verdade, a nenhuma pessoa isolada se poderá dar&lt;br /&gt;o crédito da sua invenção mas o nome de Isaac Merrit Singer distingue-se entre todos.&lt;br /&gt;No fundo, Isaac Singer aproveitou as descobertas de outros e sugeriu modificações que a tornaram prática e eficiente.&lt;br /&gt;A primeira patente da Singer data de 1858 e foi rapidamente comercializada, de tal modo que a maior parte de nós conheceu uma máquina Singer em casa dos pais ou avós.&lt;br /&gt;Havia vários fabricantes de máquinas de costura. A Pfaff foi a primeira fábrica alemã a produzir e comercializar uma máquina de costura (1862). A Frister &amp;amp; Rossmann foi uma firma fundada em 1864 e que, a partir de 1892, começou também a comercializar máquinas de escrever.&lt;br /&gt;Durante o século XIX foram, na Alemanha, os principais produtores de máquinas de costura mas,&lt;br /&gt;após a Grande Guerra de 14-18, a firma entrou em falência e, em 1925, foi comprada pela Gritzner &amp;amp; Kayser. Em 1906, encontra-se a publicação de um anúncio n’ “O Imparcial”, que diz:&lt;br /&gt;“Alberto Marques de Carvalho / Rua Grande – Lourinhan / Estabelecimento de mercador, fanqueiro, modas, mercearias, louça, quinquilharias, ferragens, tabacos, móveis de ferro, calçado, sola, cabedaes, vinhos finos e muitos outros artigos. / Máquinas de costura Kayser.”&lt;br /&gt;Em 1925 a Oliva iniciou actividade em Portugal, como fundição, e a produção de máquinas de costura em 1948, actividade que manteve até 1972. Ainda se encontra um representante da Oliva na Lourinhã, bem perto do Museu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sala das profissões, o Museu da Lourinhã tem representações do alfaiate, da dona de casa que era também a costureira da família, do correeiro e do sapateiro.&lt;br /&gt;No alfaiate, as peças foram oferecidas pela viúva de José Dias e por Luís Santos mas as máquinas de costura, SINGER, uma que esteve exposta até 2006 e a que está exposta actualmente,&lt;br /&gt;foram oferecidas, respectivamente, porJosé Filipe e Hélder Marques, de Mafra, e por Álvaro de Matos, de Vale Covo.&lt;br /&gt;Na representação da dona de casa, a máquina exposta, do século XIX, é uma FRISTER &amp;amp; ROSSMANN.&lt;br /&gt;Entre as peças doadas pelos familiares dos últimos correeiros, lá está uma máquina SINGER, de 1914, pronta a coser correias, cabedais e peles para arrear cavalos, éguas, machos.&lt;br /&gt;No quarto da casinha regional encontramos mais uma máquina, desta vez uma KAISER pronta a fazer as pequenas costuras que toda a mulher sabia fazer: cuecas, combinações, saiotes ou&lt;br /&gt;saias, vestidos, blusas e aventais.&lt;br /&gt;Na representação do sapateiro não temos a máquina de costura. No entanto, na Lourinhã pode observar-se uma SINGER de 1910 nos sapateiros Rui e Pedro Gonçalves, da firma LouriGon.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;GEAL 238 Etn.: Máquina de costura SINGER 45K1                                                                                                    &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShR5OOqQhVI/AAAAAAAAAUo/J6PXcN7GbmA/s1600-h/1.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 216px; height: 197px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShR5OOqQhVI/AAAAAAAAAUo/J6PXcN7GbmA/s400/1.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338024743701349714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Manufactura: “Singer Manufacturing Co.”, Elisabeth, New&lt;br /&gt;Jersey, USA.&lt;br /&gt;Ano de fabrico: 1914&lt;br /&gt;Concebida para coser tecidos duros como peles ou cabedal.&lt;br /&gt;Muito pesada, é de ferro, com tampo de madeira. Tem um&lt;br /&gt;braço com rebobinador curto, um pino para carreto de linha,&lt;br /&gt;porta-agulhas, guia de linha, esticador de linha, barra de&lt;br /&gt;suporte de sapatilha, sapatilha e alavanca de sapatilha.&lt;br /&gt;A manivela-volante com correia de transmissão que envolve o&lt;br /&gt;volante, é accionado pelo pé através de um pedal e roda&lt;br /&gt;transmissora.&lt;br /&gt;Pertenceu ao correeiro Ambrósio Andrade e foi oferecida ao&lt;br /&gt;Museu pelos netos Hermínia, José e Álvaro Andrade de&lt;br /&gt;Carvalho&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShQaVd4avjI/AAAAAAAAAUg/XGtErxElQ0o/s1600-h/1.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 221px; height: 251px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShQaVd4avjI/AAAAAAAAAUg/XGtErxElQ0o/s400/1.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337920414441717298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;GEAL 382 Etn.:  Máquina de costura SINGER  F261467&lt;br /&gt;Manufactura: “The Singer Manufacturing Co.”,  Clydebank,&lt;br /&gt;Escócia&lt;br /&gt;Ano de fabrico: 1909&lt;br /&gt;Mesa com tampo de madeira e gaveta, roda pedaleira, pedal, e&lt;br /&gt;correia de transmissão de cabedal. A cabeça tem manivela volante&lt;br /&gt;em que o volante é envolvido pela correia de                    &lt;br /&gt;transmissão, 1 pino de carretel, e suporte frontal para encher&lt;br /&gt;canelas. A lançadeira é de barquinha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Está pintada de preto com desenhos a ouro. O topo do braço é&lt;br /&gt;em prata com gravura de um ramo de videira com 2 cachos de&lt;br /&gt;uva, 10 parras, 13 gavinhas e moldura de laços. A tampa da&lt;br /&gt;zona de lubrificação dos diversos elementos do braço é,&lt;br /&gt;também, em prata e com os mesmos motivos cinzelados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Oferta de Hélder Marques e José Filipe, de Mafra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;GEAL 553 Etn.: Máquina de costura FRISTER &amp;amp; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ROSSMANN em ferro e madeira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Manufactura: Berlim, Alemanha&lt;br /&gt;Idade: Anterior a 1914, provavelmente, Século XIX&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShR6QQ43ssI/AAAAAAAAAUw/fYwkeoOpJ4I/s1600-h/3.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 230px; height: 210px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShR6QQ43ssI/AAAAAAAAAUw/fYwkeoOpJ4I/s400/3.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338025878170874562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tem braço com 2 pinos de carretel, barra de suporte de agulha,&lt;br /&gt;guia de linha, porta-agulhas, barra de suporte de sapatilha,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sapatilha e alavanca de sapatilha. Não apresenta esticador de            &lt;br /&gt;fio. A manivela-volante é de mão com maceta em madeira. O&lt;br /&gt;rebobinador é grande e frontal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não tem desenhos decorativos mas apenas duas chapas, uma&lt;br /&gt;do vendedor que diz “Máquinas de costura de todos os&lt;br /&gt;sistemas. Reparações. Antiga Casa Peixoto (1891) José da&lt;br /&gt;Mata Pereira. Torres Vedras” e outra do construtor&lt;br /&gt;“NAEHMASCHINEN FABRIK VORM FRISTER &amp;amp; ROSSMANN.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;FABRIK MARVE ACTIEN-GESELISCHAFT. BERLIN RF”.&lt;br /&gt;Não tem pedal, roda transmissora, correia de transmissão nem&lt;br /&gt;mesa de suporte. É totalmente manual.&lt;br /&gt;Oferta de Rosa Conceição Gomes, Seixal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Comercializada por José da Mata Pereira, Torres Vedras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GEAL 936 Etn.: Máquina de costura KAISER 415165                                           &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShR7U5PvINI/AAAAAAAAAU4/6rf1Qk8b2Y8/s1600-h/4.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 241px; height: 308px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShR7U5PvINI/AAAAAAAAAU4/6rf1Qk8b2Y8/s400/4.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338027057235304658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Manufactura: Kaiserslautern, Alemanha&lt;br /&gt;Idade: Século XIX. O número de série indica datação anterior a 1890.&lt;br /&gt;Em ferro, apoiada em mesa com tampo de madeira e pés&lt;br /&gt;de ferro. Accionada por pedal&lt;br /&gt;ligado à manivela-volante através de correia decabedal.&lt;br /&gt;Tem uma chapa que diz “PFÄLZISCHE / A H MASCHINEN &amp;amp;&lt;br /&gt;FAHRRÄDERFABRIK / VORM / GEBRÜDERKAYSER / KAISERSLAUTERN”,&lt;br /&gt;com dois ramos de loureiro, duas coroas ligadas por uma fita&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; e uma águia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShR8YwtfxhI/AAAAAAAAAVA/GGvfpjVmOag/s1600-h/9.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShR8u4h2G6I/AAAAAAAAAVI/bIAgB52KiE0/s1600-h/9.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 157px; height: 124px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShR8u4h2G6I/AAAAAAAAAVI/bIAgB52KiE0/s400/9.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338028603231050658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShR9VViqp8I/AAAAAAAAAVQ/HFhP70OhLLQ/s1600-h/5.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 245px; height: 165px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShR9VViqp8I/AAAAAAAAAVQ/HFhP70OhLLQ/s400/5.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338029263854151618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;GEAL 569 Etn.                                                                                                                    &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Idade: Século XX, década de 40.                                                 &lt;br /&gt;Máquina de costura. Brinquedo em lata.&lt;br /&gt;Tamanho: 12x15x5 cm.&lt;br /&gt;Oferta de Maria de Lourdes Alves.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;GEAL 1429 Etn.: Máquina de costura SINGER C93                      &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShR-75kyibI/AAAAAAAAAVY/URvUrHA99eg/s1600-h/6.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 245px; height: 211px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShR-75kyibI/AAAAAAAAAVY/URvUrHA99eg/s400/6.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338031025873390002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Manufactura: “Singer Manufacturing Co.”, Wittenberg, Prússia&lt;br /&gt;(Alemanha)&lt;br /&gt;Ano de fabrico: 1905&lt;br /&gt;É uma máquina, em ferro, com manivela-volante e braço com&lt;br /&gt;bobinador frontal, 1 pino de carretel, esticador e guia de linha,&lt;br /&gt;porta-agulha, pé, agulha, lançadeira de barquinha e canela.&lt;br /&gt;Tem mesa de apoio com tampo e gaveta de madeira, roda&lt;br /&gt;pedaleira, pedal e correia de transmissão. A cabeça da máquina&lt;br /&gt;é pintada a preto com desenhos em amarelo, ouro e prata, com&lt;br /&gt;desenho de uma esfinge.&lt;br /&gt;Comercializada por “Santos e Beirão &amp;amp; Cª. Lisboa”.&lt;br /&gt;Oferta de Álvaro Matos, de Vale Covo&lt;/span&gt;                          .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShR_eZOXcLI/AAAAAAAAAVg/3oC7P2lr0Dk/s1600-h/7.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 246px; height: 279px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShR_eZOXcLI/AAAAAAAAAVg/3oC7P2lr0Dk/s400/7.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338031618484826290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;SINGER  29K1,  F4351375                                                                                                                                                                                            &lt;br /&gt;Manufactura: Clydebank, Escócia                                            &lt;br /&gt;Ano de fabrico: 1910&lt;br /&gt;Máquina de sapateiro&lt;br /&gt;pertença da firma LouriGon. É&lt;br /&gt;em ferro, com pintura a ouro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShSApUWYKgI/AAAAAAAAAVo/i1mhlBfcmDU/s1600-h/10.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 139px; height: 136px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShSApUWYKgI/AAAAAAAAAVo/i1mhlBfcmDU/s400/10.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338032905666439682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShSBu72QT5I/AAAAAAAAAVw/f2lzjolSEy8/s1600-h/8.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 254px; height: 197px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShSBu72QT5I/AAAAAAAAAVw/f2lzjolSEy8/s400/8.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338034101680099218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GEAL 566  Etn.                                                                                                                                                   &lt;br /&gt;Idade: Século XX, década de 40.                                                   &lt;br /&gt;Máquina de costura. Brinquedo em lata.&lt;br /&gt;Tamanho: 12x11x7cm.&lt;br /&gt;Oferta de Maria de Lourdes Alves.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Isabel Mateus e Horácio Mateus&lt;br /&gt;Boletim 10  11/2008&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.museulourinha.org/"&gt;www.museulourinha.org&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-9157263793170800009?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/9157263793170800009/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=9157263793170800009&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/9157263793170800009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/9157263793170800009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2009/05/museu-da-lourinha.html' title='Museu da Lourinhã'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/ShR5OOqQhVI/AAAAAAAAAUo/J6PXcN7GbmA/s72-c/1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-537927556824604919</id><published>2009-04-25T22:22:00.006+01:00</published><updated>2009-04-26T00:14:38.125+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='encontro nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'>XX ENCONTRO NACIONAL</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SfOAw7uagLI/AAAAAAAAATY/Mpct8xBxk3g/s1600-h/img001.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 243px; height: 484px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SfOAw7uagLI/AAAAAAAAATY/Mpct8xBxk3g/s400/img001.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328744362263871666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;        &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SfOXPLqeH7I/AAAAAAAAATg/uxqzI1XFcAY/s1600-h/img003.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 242px; height: 482px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SfOXPLqeH7I/AAAAAAAAATg/uxqzI1XFcAY/s400/img003.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328769071194185650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-537927556824604919?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/537927556824604919/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=537927556824604919&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/537927556824604919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/537927556824604919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2009/04/blog-post.html' title='XX ENCONTRO NACIONAL'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SfOAw7uagLI/AAAAAAAAATY/Mpct8xBxk3g/s72-c/img001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-5048481318251717432</id><published>2009-01-19T11:40:00.007Z</published><updated>2009-01-19T12:12:39.529Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lojas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'>Estabelecimento (fora) de moda com odor a museu</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_spanSinopse" style=""&gt;A Casa Girão, estabelecimento de moda, em plena Baixa setubalense, continua a resistir, 51 anos após a fundação, ao pronto-a-vestir, sendo hoje, reconhece um dos proprietários, “mais museu do que loja”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXRpNxHUghI/AAAAAAAAAPg/dyWZf0RRKFg/s1600-h/1711.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 100px; height: 112px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXRpNxHUghI/AAAAAAAAAPg/dyWZf0RRKFg/s400/1711.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292971147310432786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No tempo do pronto-a-vestir, em que modistas e alfaiates caíram em desuso, há um estabelecimento de moda em Setúbal que insiste, há mais de meio século, em vender tecidos a metro, medidos em cima de balcões de madeira, cujos tampos escondem pequenas gavetas que já guardaram artigos de retrosaria.&lt;br /&gt;O odor a passado não se fica por aí. Estende-se pela forma como os manequins são vestidos, com panos soltos, que mãos habilidosas transformam, aparentemente, em peças de vestuário. Também pelas prateleiras recheadas de maços de fazendas, algumas das quais da época da fundação da casa, entre elas a que os comerciantes, antes do 25 de Abril, eram obrigados, por lei, a ter à venda. Não admira, pois, que forasteiros ao passarem em frente à “Girão” - é a ela que nos referimos - parem, com olhar de espanto, e peçam para entrar... e ver de olhos arregalados.&lt;br /&gt;Por tudo isto, um dos fundadores desta raridade - fotógrafo nas horas vagas - não hesita em afirmar que este local de comércio é mais museu do que loja e que somente com subsídios sobreviveria.&lt;br /&gt;Único estabelecimento em Setúbal, cujos manequins são vestidos com a “arte antiga”, que o pronto-a-vestir atirou para fora de moda, a Casa Girão – que em 1 de Outubro de 2003 comemorou as bodas de ouro – vai definhando, é o termo, impotente à força dos ventos da modernidade, onde tudo é comprado já feito, a dispensar tempo perdido em provas e a folhear figurinos.&lt;br /&gt;José de Oliveira Pinho – 79 anos, nascido nas Fontainhas – um dos dois fundadores do estabelecimento, o único vivo, não tem dúvidas, quando afirma, voz embargada, olhos espelhados de lágrimas reprimidas para não rolarem pelo rosto sereno, que a “salvação da casa passava por subsídios”.&lt;br /&gt;Mas, logo, ciente da realidade, adianta uma pergunta, em forma de quem sabe a resposta: “Mas onde é que eles estão?!”&lt;br /&gt;Ao falar em subsídios, Oliveira Pinho não o faz porque está na moda, nem por defender o que quase se tornou instituição nacional. É o dia-a-dia, que os olhos lhe mostram, a porem-lhe as palavras na boca, ao ver, principalmente, em época de férias, os forasteiros pararem “boquiabertos em frente do estabelecimento”, pedirem para entrar e “admirarem as prateleiras recheadas de maços de tecidos, alguns do tempo da fundação da casa”.&lt;br /&gt;De fora, aos menos atentos, a loja pode parecer mais um estabelecimento, igual a tantos outros de venda de artigos de vestuário, mas basta transpor a porta e olhar em redor, com olhos de ver, para perceber que quando o proprietário fala em museu não exagera.&lt;br /&gt;Ele próprio (se) questiona “quantos jovens e crianças sabem que há alguns anos não havia fatos, calças e vestidos prontos a serem comprados e usados quase de imediato, que a roupa era quase toda mandada fazer em alfaiates e modistas”.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXRpqiqtQwI/AAAAAAAAAPo/vBfNJQcOgVA/s1600-h/171.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 100px; height: 100px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXRpqiqtQwI/AAAAAAAAAPo/vBfNJQcOgVA/s400/171.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292971641648530178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O estabelecimento, que antes de ser loja de fazendas, foi talho – visível nos mármores que ainda ostenta - e serviu de comércio a conhecida marca de máquinas de costura, 'cheira', efectivamente, a museu, não apenas pelas prateleiras repletas de tecidos – alguns que já nem se fabricam - vendidos à necessidade de quem compra e medidos com metro de madeira, mas pelos próprios balcões - com gavetinhas, por baixo do tampo, que já guardaram artigos de retrosaria - e pela forma própria de vestir os manequins com tecidos soltos, que mãos engenhosas transformam, aparentemente, em peças de vestuário.&lt;br /&gt;Mas o estabelecimento não é apenas a loja minúscula que está à vista. Por trás, com separação de porta, há um pequeno armazém, também ele com aroma de saudade. Em mais prateleiras, há mais peças, muitas, de tecidos e caixas e caixas de botões, que não foram vendidos quando ainda eram comprados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tentativas falhadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Casa Girão, a exemplo de outras do género, algumas das quais acabaram, entretanto, por fechar, começou a sentir, de forma mais acentuada, a crise entrar pela porta, quando as grandes superfícies comerciais apareceram em Setúbal, com argumentos maiores, até então desconhecidos na cidade, a fazer concorrência ao pequeno comércio.&lt;br /&gt;Mas, afirma Oliveira Pinho, “já antes, há coisa de 30 anos”, o esboço do retrato actual ganhava os primeiros traços.&lt;br /&gt;Nessa altura, a 'Girão' procurou adaptar-se às circunstâncias e, nunca abdicando da venda de tecidos a metro, optou, em paralelo, pela comercialização de outros artigos, como camisas de homem e fatos de banho de senhora, mas o “espaço exíguo da loja, sem sítio para provas”, pontapeou as esperanças para a rua da desistência.&lt;br /&gt;Mesmo assim, até porque as “outras lojas que vendiam a metro acabaram ou transformaram-se”, a 'Girão' não atirou a toalha ao chão, continuando de portas abertas, apesar de haver “dias sem um único cliente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bailes de finalistas e casamentos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso mesmo, porque os clientes escasseiam - ao ponto de em Julho o proprietário não ter levado “um tostão para casa” - é preciso aproveitar todos os dias, “procurar ganhar para as despesas que não encurtam”, a 'Girão', este ano, contrariamente ao que sempre aconteceu, não encerrou para férias de 15 de Agosto a 15 de Setembro.&lt;br /&gt;A estratégia, que, salienta Oliveira Pinho, contou com a “compreensão do empregado, na casa há quase 40 anos”, não resultou.&lt;br /&gt;Perante este cenário, construído pelo acumular de desilusões, reflectidas na fita da caixa registadora que não vê forma de ficar gasta, a Casa Girão pode deixar de o ser, num epílogo de sonho que chegou a ser verdade.&lt;br /&gt;Até lá, a esperança vai sendo renovada, diariamente, por patrão e empregado, com o caminhar constante, de passos curtos, entre o balcão e a porta, na ânsia de ver aparecer um cliente, antes das festas de finalistas!&lt;br /&gt;Nessas alturas, a “faixa etária dos clientes, maioritariamente senhoras, desce” e, à loja, “vem gente jovem que quer aparecer no baile vestida de forma original”.&lt;br /&gt;No resto do ano, pelos mesmos motivos, “sucede, de maneira espaçada, o mesmo com os convidados dos casamentos”.&lt;br /&gt;A pensar, essencialmente, nestes casos especiais, a 'Girão' dispõe, sempre, de figurinos actualizados, tendo já comprado os da época Outono/Inverno. É que, “muitas vezes”, explica Oliveira Pinho, as “pessoas quando entram no estabelecimento não sabem bem o que querem e vendo modelos actuais têm a vida facilitada”.&lt;br /&gt;Naturalmente, os tecidos também foram adquiridos. O risco, afinal, sempre foi uma constante do negócio e se “mesmo acompanhando a moda é o que é”, o que seria se tal não acontecesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E depois do adeus?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oliveira Pinho, por mais voltas que dê à cabeça, não encontra forma de a loja não vir a encerrar as portas. O trespasse e a venda são soluções que, atendendo ao local e ao espaço –além da loja, os dois andares de cima também são da 'Girão' – pequeno para o ramo a que se dedica, mas, provavelmente, a servir para outra actividade, não devem ser difíceis de encontrar.&lt;br /&gt;Ao falar do assunto, porém, Oliveira Pinho deixa, outra vez, a emoção transparecer, na voz presa na garganta e nos olhos húmidos, pelo fim do projecto sonhado há mais de meio século, é verdade, mas, também, pela incerteza quanto ao futuro do empregado.&lt;br /&gt;O empregado, afiança, “tem de receber o mesmo” do que ele e do que a sócia – viúva do homem que, com ele, fez da 'Girão' a “casa de referência que sempre foi” –  “por uma questão de justiça e de moral”.&lt;br /&gt;Quanto ao recheio, não tem dúvidas, “não vale nada”, que, “agora, nem os ciganos compram os restos de tecidos para os negociar, já vendem pronto-a-vestir”.&lt;br /&gt;Depois, pergunta e responde, em voz sumida, como se falasse consigo próprio, “quem é que compra, por exemplo, tecido para mandar fazer um fato, quando por menos dinheiro, e sem  perdas  de tempo com provas, pode ter um logo feito? Nem eu”.&lt;br /&gt;A propósito, lembra que, há tempos, lhe ofereceram um corte de fazenda para um e que “só no alfaiate ficaram 25 contos, dinheiro para poder, então, comprar quase dois, prontos a vestir”.&lt;br /&gt;Por tudo isto, não o “surpreende que as fábricas de têxteis estejam a encerrar e que as lojas tenham amontoados de tecidos, alguns, os mais antigos, vendidos apenas, de longe em longe, a retalho, aos ranchos folclóricos”.&lt;br /&gt;Com a certeza de que os tempos que já foram melhores não voltam, Oliveira Pinho, enquanto espera pelos bailes de finalistas, espreita a porta, na esperança de ver entrar uma senhora que queira ir a um casamento com a certeza de que o vestido que leva é único, de que um rancho folclórico precise de um retalho ou que forasteiros lhe peçam para visitar um estabelecimento de moda... fora de moda, quase museu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O nascer do sonho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Casa Girão, inaugurada em 1 de Outubro de 1953, começou a ser sonhada por  José de Oliveira Pinho e por Cipriano Martins, já falecido, quando ambos trabalhavam numa loja, no Largo da Ribeira Velha.&lt;br /&gt;                   &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXRqRTHr3CI/AAAAAAAAAPw/LKiwpbYp1Sc/s1600-h/Girao200.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 100px; height: 113px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXRqRTHr3CI/AAAAAAAAAPw/LKiwpbYp1Sc/s400/Girao200.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292972307490004002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Oliveira Pinho, que entrou para o estabelecimento – conhecido como a 'loja das bolas' - do padrinho, aos 11 anos, por “especial favor, sem ordenado, para aprender”, deixou a casa, que, também, “vivia fase menos boa”, passados 17, a ganhar 600 escudos mensais.&lt;br /&gt;Mesmo tendo em conta que na altura a importância valia incomparavelmente mais do que hoje, não dava para juntar grande coisa. Por isso, ele e o futuro sócio tiveram de pedir, emprestados, 50 contos cada um.&lt;br /&gt;Pelo trespasse do estabelecimento de venda de máquinas de costura, na Antão Girão, onde instalaram  a loja, que ganhou o nome à rua, pagaram 30 contos e, volvidos cinco anos, embora, de início, os “apuros fossem pequenos”, compraram, por 90, os três andares do prédio.&lt;br /&gt;Ainda estavam para vir, sem se vislumbrarem, os tempos de se olhar para a Casa Girão como olhos – e respeito - de quem observa um museu.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Artigos obrigatórios&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos tecidos em prateleira, na 'Girão' – alguns já nem se fabricam, do tempo da fundação da casa – há os que, antes do 25 de Abril, os estabelecimentos comerciais eram obrigados, por lei, a ter.&lt;br /&gt;Eram os chamados 'artigos tabelados' - chitas, riscados, pano cru –, referenciados com um rótulo vermelho e verde e loja que o não tivesse, lembra Oliveira Pinho, era multada, sendo que a “fiscalização  era feita por agentes da PSP, prepotentes, sem qualquer preparação”.&lt;br /&gt;A Casa Girão, também nisso, é um museu.&lt;br /&gt;Tal patrão, tal empregado&lt;br /&gt;A exemplo de Oliveira Pinho, o empregado – António Duarte Alves, de 49 anos – começou a trabalhar aos 11, mantendo-se, desde então, na 'Girão'.&lt;br /&gt;Tal como o patrão, continua a atender os clientes de gravata, como era hábito no tempo em que a loja começou a “ser casa de referência”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um fotógrafo entre tecidos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das grandes paixões de Oliveira Pinho, além dos tecidos, é a fotografia, com participação em cerca de uma vintena de salões, publicado um livro -'Rio Sado/ Ouro Azul' – e tendo outro na forja.&lt;br /&gt;'Rio Sado- Ouro Azul', editado em 1996, é composto por 93 fotografias, a cores, todas legendadas.&lt;br /&gt;O próximo 'álbum', com fotos obtidas nos anos 60 e 70, anteriores às inseridas no primeiro livro, todas a preto e branco, também ligadas ao Sado e às suas gentes, “mostram a escravidão em que viviam os que, no tempo da ditadura, dependiam do rio”.&lt;br /&gt;Sem querer levantar muito a 'ponta do véu', o artista revela que o livro “deve sair, se tudo correr normalmente, este ano, editado pela Universidade Popular Bento de Jesus Caraça”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In "www.mun-setubal.pt"&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-5048481318251717432?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/5048481318251717432/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=5048481318251717432&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/5048481318251717432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/5048481318251717432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2009/01/estabelecimento-fora-de-moda-com-odor.html' title='Estabelecimento (fora) de moda com odor a museu'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXRpNxHUghI/AAAAAAAAAPg/dyWZf0RRKFg/s72-c/1711.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-5510729327082374722</id><published>2009-01-19T11:33:00.005Z</published><updated>2009-03-04T22:38:02.224Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'>Alfaiate, uma profissão que vai desaparecendo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXRmDNBEFLI/AAAAAAAAAPQ/w6CnZi16nns/s1600-h/1820.GIF"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXRmDNBEFLI/AAAAAAAAAPQ/w6CnZi16nns/s400/1820.GIF" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292967667286938802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A liberalização dos têxteis e a alteração na forma de vestir são razões apontadas pelo decréscimo na procura dos alfaiates. Actualmente, os mestres alfaiates que existem são poucos e,&lt;br /&gt;não existem jovens a entrar na profissão.&lt;br /&gt;Não fosse dedicar-se, em parceria com a esposa, também à confecção já Francisco Vidal não sobrevivia da alfaiataria. “Desde 2007 se não tivesse a parte da confecção era muito difícil. Ganhava para as despesas e pouco mais”, adianta o alfaiate joanense.&lt;br /&gt;Francisco Vidal considera que vai haver sempre alguma coisa para fazer mas “nunca mais vai ser um actividade rentável”. De resto, o organizador do 19º Encontro Nacional de Mestres Alfaiates, Carlos Godinho dá 20 anos à arte da alfaiataria para desaparecer.&lt;br /&gt;Aliás, actualmente, os alfaiates não proliferam como outrora. Francisco Vidal tem apenas 49 anos e, será um dos mais novos do concelho. Pois, os “mestres” que se dedicam a esta actividade são usualmente mais velhos.&lt;br /&gt;Godinho aventou que deverão existir “20 ou 30” alfaiates na faixa etária dos 40 anos.&lt;br /&gt;Vidal diz que nos últimos cinco anos a actividade começou a “abrandar” devido à liberalização dos têxteis e, que nos últimos dois anos diminuiu cerca de 80%.&lt;br /&gt;“Acho que este decréscimo da procura dos alfaiates tem a ver com a moda e, hoje em dia é propício ir ao pronto a vestir”, aponta Francisco Vidal apontando que as pessoas já não optam tanto pelo clássico e, preferem por exemplo as gangas.&lt;br /&gt;O mesmo disse Carlos Godinho, avançando que há uns anos toda a gente tinha o seu fato.&lt;br /&gt;Este alfaiate considera que a indústria do vestuário está muito desenvolvida podendo ser muito perfeita. Mas, “não é roupa feita à medida”. “Há pessoas que gostam de pequenos pormenores e, só recorrendo a nós conseguem”, adianta, acrescentando que os seus clientes são “exigentes a esse nível”.&lt;br /&gt;Actualmente, um alfaiate é procurado por jovens que pretendam um fato para cerimónias, executivos e, pessoas que normalmente usam fato para trabalhar. “Um fato dura muito tempo”, diz.&lt;br /&gt;Numa outra perspectiva e, na tentativa de encontrar as razões do decréscimo da procura dos alfaiates , Francisco Vidal nota que só depois de confeccionada é que o cliente pode ver o resultado final. “As pessoas estão agora mais habituadas a ir à loja, ver, experimentar e compram se lhes agrada”, afirma, sublinhando que há dez anos atrás nas épocas festivas toda a gente queria roupa nova o que agora não acontece.&lt;br /&gt;Por outro lado, Vidal refere que foi tentando aliar o tradicional ao moderno de modo a facilitar as tarefas.&lt;br /&gt;Godinho lamentou que nunca se tenha criado um estatuto, por exemplo de artesão, para o alfaiate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A concepção de um fato&lt;br /&gt;Fazer um fato implica uma série de tarefas prévias. Primeiro tiram-se as medidas ao cliente. Depois pegam-se nos moldes e, desenha-se no tecido, seguindo-se o corte das entretelas e dos forros. Há quem coza tudo à mão mas Francisco Vidal diz que cose quase tudo à máquina havendo apenas alguns pormenores que cose à mão. Este hábito foi uma das atitudes que tomou em busca “de um caminho que era a modernidade, de modo a haver mais eficácia”.&lt;br /&gt;A prova do fato vem a seguir e, finalmente os acabamentos. Por isso, fazer um fato poderá levar 20 a 24 horas. “Mas como não é uma coisa standarizada pode demorar mais mas também pode demorar menos tempo”, salvaguarda Vidal, explicando que muitas vezes, um pequeno pormenor pode levar a que se demore muito tempo.&lt;br /&gt;Alfaiate há 34 anos, Francisco Vidal começou a trabalhar no ramo em par-time já que a sua ocupação principal era a indústria têxtil. “Com 15 anos já trabalhava por minha conta”, narra, acrescentando que sempre fez part-times já que trabalhava das 6 às 14 horas.&lt;br /&gt;Inicialmente, começou por fazer apenas calças mas decidiu aprender a fazer casacos. Assim começou a fazer fatos e, faz vestuário quer seja para homem quer seja para senhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por:     Alexandra Lopes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-5510729327082374722?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/5510729327082374722/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=5510729327082374722&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/5510729327082374722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/5510729327082374722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2009/01/alfaiate-uma-profisso-que-vai.html' title='Alfaiate, uma profissão que vai desaparecendo'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXRmDNBEFLI/AAAAAAAAAPQ/w6CnZi16nns/s72-c/1820.GIF' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-7702845244363924575</id><published>2009-01-15T22:10:00.021Z</published><updated>2009-01-19T22:26:24.365Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='casacas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='touradas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'>O alfaiate dos toureiros</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXRjIi3IJ9I/AAAAAAAAAPA/cgHugP15v0k/s1600-h/clip_image002.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 215px; height: 148px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXRjIi3IJ9I/AAAAAAAAAPA/cgHugP15v0k/s320/clip_image002.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292964460515305426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Manuel Marques faz casacas para cavaleiros tauromáquicos há quase meio século.  Ele é um exemplo vivo de uma tradição que teima em manter-se&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0.95pt 0cm 0.0001pt 18pt; background: white none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(37, 37, 37); letter-spacing: -0.45pt;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Com uma infinidade de reflexos ao sabor da luz, as casacas de cetim bordadas a fios de ouro e prata evocam os cavalos correndo de melenas ao vento pela lezíria. Biscainho não é o centro do mundo, sequer do Ribatejo, mas esta aldeia per­to de Coruche acolhe, numa das suas ruas, um pequeno atelier que abriga um tesouro de sapiên­cia. Uma alfaiataria que há 40 anos é conhecida até nos continentes mais longínquos. Ali se ves­tem os cavaleiros da corrida à portuguesa. Além do ritual de vestir, entre provas, supersti­ções e preparação, há o momento em que o ca­valeiro exige elegância e agilidade para facilitar o espectáculo que se quer perfeito. Esta arte de vestir toureiros teme, no entanto, o fim, pois os 75 anos já pesam a Manuel Marques, que ainda garante continuar a costura "até o corpo deixar". Depois dele não se sabe. Não tem aprendiz nem quem queira aprender.&lt;br /&gt;Neste quase meio século, pela sua casa passaram quase todos os cavaleiros portugueses. Só um não entrou lá: Paulo Caetano, "porque ele tinha um cunhado que era estilista e lhe fazia as casacas". Manuel Marques tem grande admiração pelos cavaleiros, fez bons amigos nos muitos anos de relacionamento profissional, conhece as suas vidas e sofrimentos, sabe que muitas delas se escreveram com sangue, suor e lágrimas. Diz que, "ao contrário do que muita gente ima­gina", o meio dos cavaleiros é pobre. "Gastam aquilo que não deviam, os cavalos, o vestuário, é tudo caro", portanto, é preciso fazer magia, à semelhança da história do touro azul: "É comer e beber e trazer o lanche todo para casa." Apesar disso, a vida dos homens que se dedicam à cria­ção de gado não é um rol de choros e lamenta­ções porque a simplicidade e a esperança são partes marcantes do seu carácter.&lt;br /&gt;Se um dia as touradas acabarem? "Pode acon­tecer. Não pelo gosto mas pelo fim das ganada­rias. Aquele animal de arena existe em condi­ções únicas. Não se pode sequer classificá-lo como carne. É bravio." As castas foram-se aper­feiçoando até se alcançar o touro de lide. "Aca­bando as ganadarias, acabam-se as touradas. Sem um animal com um instinto de vida ou de morte não há corrida." Foi para a festa brava que Manuel Marques trabalhou 40 anos entre cetins, tesouras e bor­dados. Homem simples e bastante comunicativo, o alfaiate já foi várias vezes alvo de prémios e condecorações. Na parede do atelier tem emol­durado o Prémio Nacional de Artesanato Tradi­cional, referente a uma menção honrosa por um casaco de cavaleiro tauromáquico. "Foi em Julho de 1993. Daquela vez não ganhei o primeiro prémio por não ter lá o traje com­pleto", explica.&lt;br /&gt;Nasceu no Biscainho, em 1933. Filho de agri­cultores, quando chegou a uma idade em que a grande maioria dos meninos começava uma vida dura no campo, Manuel Marques, com 12 anos, sentiu a vocação de acordeonista. Chegou aos 17 não profissionalizado mas a fa­zer profissão da música. Quis o destino cruzar «o seu caminho um mestre do acordeão que também era alfaiate. "Pelas dificuldades, talvez a luta ou por ser uma profissão muito picuinhas, achei muita graça", afirma com um certo brilho nos olhos. E nesse tempo, sem frequentar colégio nem universi­dade, viu na costura "uma maneira de sobres­sair e subir um bocadinho na vida". Foi aprender para alfaiate com as dificuldades inerentes à profissão "porque não havia quem quisesse ensinar. Hoje é diferente: quer-se en­sinar e não querem aprender". O professor era muito pouco sabido, mas foi dessa forma que Manuel percebeu a fadiga de uma profissão aparente­mente fácil, vista por quem está de fora. Isso não o esmo­receu. Partiu para Lisboa rumo à Academia Maguidal, só para alfaiates, na rua da Palma. "Eram 250 alfaiates... isto nos anos 40", recorda. Estabeleceu-se na terra natal mas não calou o acordeão. O trabalho como alfaiate começou por desenvolver-se no trivial - nos trajes tradi­cionais usados no Ribatejo - sempre com ten­dências e com vontade de aprender. Quando viu que tinha muitos lavores, fez uma escolha para que os ensaios musicais não o roubassem ao corte e costura.&lt;br /&gt;Sem esperar, o alfaiate que na época vestia os toureiros, Alberto Armindo - há 50 anos na Rua Augusta, em Lisboa -, atingiu uma idade muito avançada e abandonou a arte. Vivendo perto da Herdade da Torrinha, "os Ribeiro Telles começa­ram a influenciar-me para aprender e aproveitei a deixa", conta. A curiosidade nasceu e Manuel Marques deixou a vontade falar mais alto. Voltou à Academia para procurar a ciência do corte da casaca. Com a característica garra das gentes ribatejanas, entregou-se de corpo e alma à função e pouco tempo depois a sua determi­nação dava frutos. "Arranjei as bordadeiras em Coruche e iniciei a primeira casaca para o João Telles", vermelha, estreada numa corrida em Algés. "Os nervos eram mais que muitos e a experiência nula, desconhecia os produtos e cal­hei desastradamente a fazer uma mancha na casaca, pensei que era o fim da minha vida." A solução que encontrou naquela ocasião passou por "molhá-la e ficou toda igual... mas nessa noite não dormi, era uma pressão desgraçada". O desaire não manchou a sorte e a casaca "foi um sucesso", numa vida que os juntou e uma amizade que os uniu. Ficou "com tudo na mão"; como alfaiate dos cavaleiros da corrida à portuguesa. Essa primeira casaca custou 25 contos. Hoje um trabalho daqueles custa mais de 1500 euros, e se for bordada a canotiIho - bordado feito em fino arame dourado - pode chegar aos três mil euros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SW_IX7XbidI/AAAAAAAAAMA/AMfEhBLwg3U/s1600-h/clip_image002.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 139px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SW_IX7XbidI/AAAAAAAAAMA/AMfEhBLwg3U/s200/clip_image002.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291668400582134226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Antes dos 30, Manuel Marques conhece o amor, nos olhos de Margarida. Costureira no atelier, o alfaiate fala para a mulher sempre em tom de chalaça. "Hoje só faz o que ela quer", graceja. Sem deixar de referir toda a ajuda e dedica­ção que Margarida lhe tem dado ao longo da sua vida profissional. "Prepara o meu trabalho e tam­bém tenho um alfaiate que me ajuda quando estou atrapalhado nos arreios de cortesia." Cos­turam tudo o que se relaciona com o cavaleiro. Sempre bem-disposto, explica que faz "a casaca, a camisa, o colete, o calção, o tricórnio e os arreios de cortesia. Só não faço as botas e o cava­lo", apesar de também o vestir. A montaria traja os arreios de cortesia: a cobertura, as abas, a rabadilha, a capa de cela e o charel. "É uma obra que demora cem horas, que tem trabalho de correei­ro e leva tanto tecido como uma casaca e mais bordado." Ainda assim, os apetrechos do cavalo custam sempre menos 5OO euros que a casaca. Habitualmente, os cavaleiros ao encomendarem uma casaca pedem também os arreios para que o traje combine na perfeição.&lt;br /&gt;A primeira das tarefas do alfaiate é afiar o giz. Com regra, traça os cetins especiais, normalmen­te estrangeiros e muito caros. Após tirar as medi­das, corta o modelo escolhido pelo cliente, alin­hava a casaca no manequim, manda bordar e entretelar; já montadas as peças, são depois ana­lisadas juntamente com o tricórnio e os arreios, revistas as casas de botão adornadas em soutax prata (um cordão espalmado), faz uma última prova e um mês depois a obra está pronta. Os bordados são à mão ou à máquina, em linhas de várias cores, a ouro ou prata. A memó­ria dos desenhos para bordados está arquivada em cartões antigos, guardados numa estante, tesouros mudos, até serem chamados a desem­penhar uma tarefa. A empreitada hoje já não esta a cargo das mulheres. A comandar as "bordadeiras" na realização de um motivo estão as máquinas e os computado­res. Cada desenho, ou mo­delo, pode ser realizado em três ou quatro jogos de cores diferentes, de forma mais perfeita e mais barata. Nu­ma mistura bizarra entre o arcaico e a alta tecnologia, o atelier está em condições de satisfazer qualquer enco­menda especial, quer em termos de colorido quer de motivo, em lante­joulas, missangas ou a canotilho. "Com as bordadeiras era tudo manual. Hoje temos os com­putadores que fazem os trabalhos com um software que permite novidades", explica Manuel. No tempo em que a mão-de-obra era barata, eram bordados até em Espanha pelas freiras, mas tudo isso acabou. "Agora para bordar a canotilho são pessoas com muita idade e nem paga o trabalho", garante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXT9tpkojqI/AAAAAAAAARA/3iTv7hd-090/s1600-h/clip_image2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 252px; height: 351px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXT9tpkojqI/AAAAAAAAARA/3iTv7hd-090/s400/clip_image2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293134422762622626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A costura já não é tão exigente como antiga­mente, as novas tecnologias facilitam o tempo e as mãos, que manejam menos horas a agulha em riste. Mesmo assim, a vida de alfaiate não é para qualquer um, é preciso ter vocação, por isso, Manuel está certo que "daqui a 20 anos não há um alfaiate em Portugal". Acredita, contudo, que os processos modernos não deixam nada ficar para trás, diz que outras técnicas virão e por certo será encontrada uma alternativa... Talvez a carência seja motivo de atracção para os cos­tureiros no futuro. No entanto, parece que tal não tem vindo a acontecer.&lt;br /&gt;Nem sempre as casacas de uma corrida à por­tuguesa tiveram a actual configuração. Na pri­meira geração, os cavaleiros toureavam com uma casaca solta, um traje Luís XV, que desde então sofreu modificações. Actualmente tem dois machos atrás, é uma obra de silhueta com borda­dos imaginados pelo ante­cessor de Alberto Armindo, o alfaiate Rosado e Pires. Am­bos antecessores de Manuel Marques, conceberam dese­nhos que se enquadravam na personalidade portuguesa mais tradicional. Pelo contrá­rio, "os bordados espanhóis não possuem uma sequência tão completa". O colete - que também é bordado - possui o mesmo desenho da casaca ou variado. A mo­dernidade trouxe mais liberdade à expressão artística e já nada é tão formal. Contudo, a tradi­ção das rendas nos punhos da camisa e no bolso direito do colete permanece. Atrás, a casaca tem um laço preto que vem do tempo do marquês de Marialva, que impôs algumas regras no século XVIII, proibindo a morte das reses na arena. Dizia-se que o laço negro na casaca do cavaleiro era em sinal de luto pela atitude do marquês, mas Manuel Marques garante que não. "Acabou o laço que prendia o cabelo do cavaleiro e veio com Rosado e Pires para a casaca. O cabelo já não se usava empolado mas sim com o tricórnio." Pa­ra o enfeitar aplica-se os brasilhões em canotilho, doutrina do senhor Azevedo, que tinha uma chapelaria na Baixa de Lisboa, e as penas de aves­truz transformadas em belas plumas brancas. E é ao ritmo sabiamente cadenciado da tesoura no cetim que o alfaiate, sentado em frente ao teflon mágico, que não mancha os tecidos, vigia a sua obra, à caça do mínimo defeito, até atingir a perfeição desejada. Tal grau de exigência limi­ta a produção a não mais de uma a duas casacas por mês. Mas a busca da perfeição começa bem antes, quando o cavaleiro escolhe a cor do teci­do, porventura uma cor que lhe tenha dado sorte noutras corridas. Na verdade, as casacas têm cores tradicionais, as mais acentuadas: o verde, o azul, o vermelho e o bordeaux. Só que a modernidade chegou também à paleta das cores e a variedade já inclui tons pastel. Na arte de bem vestir na arena está ainda a camisa. Essa peça tem um plastron - tipo de gravata com umas presilhas - inspirado nas usadas pelas famílias burguesas. Por ser pouco confortável, os alfaiates modificaram a camisa  optando por um colarinho forrado a piqué com a dita gravata com o mesmo ponto, mais fun­cional. Basta-lhe pregar um alfinete dourado e está pronta para a lide.&lt;br /&gt;Manuel Marques usa um segredo nas suas casa­cas que não revela - diz apenas que aprendeu com um amigo em Saragoça. "É alfaiate do ape­ado que conhece o segredo das chaquetillas e das luces. Aplico-o nas casacas e nas jaquetas." Mais não faz, os toureiros a pé portugueses são por isso obrigados a ir comprar os fatos a Espanha. Por cá, cavaleiros como António Ribeiro Telles, Rui Salvador, Ana Batista, Sônia Matias ou Luís Rouxinol preferiram, e ainda preferem, a expe­riência e elegância que Manuel Marques passa para as suas obras.&lt;br /&gt;"No campo da alfaiataria, o trivial está morto." Entre uma parafernália de cores e tecidos, fora da época das touradas, Manuel aplica-se nas jaquetas e nos fatos à portuguesa usados nos festivais e na feira da Golegã. Às vezes aparecem trabalhos diferentes. "Há tempos costurei as capas para a Confraria do Torricado de Samora Correia." Um hábito que pegou. •&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;PAULA MOURATO&lt;br /&gt;GONÇALO BORGES DIAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In "Notícias de Sábado&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 2.4pt 0.7pt 0.0001pt; background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; line-height: 12pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 4.3pt 0cm 0.0001pt 0.95pt; background: white none repeat scroll 0% 50%; line-height: 12pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.35pt;font-size:8;color:black;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style=";font-size:9;color:black;"  &gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.15pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-top: 0.25pt; text-align: justify; line-height: 12pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:9;color:black;"  &gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.2pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-7702845244363924575?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/7702845244363924575/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=7702845244363924575&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/7702845244363924575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/7702845244363924575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2009/01/o-alfaiate-dos-toureiros.html' title='O alfaiate dos toureiros'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXRjIi3IJ9I/AAAAAAAAAPA/cgHugP15v0k/s72-c/clip_image002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-5239661175981211634</id><published>2009-01-09T20:46:00.019Z</published><updated>2009-01-19T22:44:32.152Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lojas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'>Trabalho minucioso à sua medida</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXT-WlWMvWI/AAAAAAAAARI/XwmyeJEp7jo/s1600-h/clip_image0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 246px; height: 199px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXT-WlWMvWI/AAAAAAAAARI/XwmyeJEp7jo/s400/clip_image0.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293135126002974050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;arlos Sousa dedicou toda a sua vida a uma arte que poucos conhecem. Desde que se lembra que queria ser alfaiate e começou a concretizar este sonho aos 14 anos. Hoje é um dos melhores a nível nacional e internacional, estando neste momento a trabalhar para outros países. Para além disso, tem uma boutique onde encontra todos os acessórios necessários para se vestir bem, com a qualidade de uma reconhecida marca italiana&lt;/span&gt; &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se se deslocar até ao Porto, vai encontrar um local diferente, que não está habituado a ver regular­mente. Falamos do Carlos Sousa Alfaiate, onde a arte da alfaiataria continua em prática, aliada ainda a uma boutique de alta gama, onde encontrará peças de uma marca ita­liana. Carlos Sousa começou a trabalhar como alfaiate ainda antes de completar l4 anos de idade em Vila Meã, terra onde nasceu. Costuma­va passar pela casa do seu primo, que praticava esta profissão, enquanto ainda era estudante, e costumava dizer-lhe que era esta arte que que­ria fazer no futuro. "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vim depois para o Porto e trabalhei com vári­os alfaiates, com quem aprendi bastante. O primeiro lugar foi em Sá da Bandeira e depois fui per­correndo outros espaços&lt;/span&gt;", começa por contar o entrevistado. Depois de cumprir o serviço militar obrigató­rio, voltou ao Porto onde ficou res­ponsável por um outro espaço, "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;estava responsável pelo corte, pelas provas e pelo atendimento ao cli­ente e, passada um ano, tornei-me sócio de uma empresa ligada à área&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;No entanto, foi há quatro anos que Carlos Sousa decidiu que esta­va na altura de ter um espaço só seu, que se divide em duas áreas distin­tas: alfaiataria e boutique. Nesta se­gunda área, o cliente pode encon­trar todas as peças necessárias para sair vestido "dos pés à cabeça". A marca, essa, é italiana, uma vez que a qualidade é um dos parâmetros es­senciais para o sucesso. Já o calçado provém de um espaço localizado perto da loja, existindo uma parce­ria entre este alfaiate e a proprietária da loja de calçado. "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Aqui estamos direccionados para uma classe média alta. Verificamos que cá existem bastantes casas que têm oferta para as outras classes sociais e, por isso, era importante para mim po­der disponibilizar algo acima da média. Para além disso, não existem muitos locais com o apoio de um alfaiate&lt;/span&gt;", afirma o entrevistado. Segundo Carlos Sousa, acaba por não existir concorrência neste sector, uma vez que poucos são aqueles que ainda aprendem este oficio, Aliás este alfaiate faz parte de uma geração que começou a aprender muito cedo esta arte, já que na maior parte dos casos, depois de se completar o quarto ano de escolaridade, homens e mulheres começavam a trabalhar, o que faz com que o interlocutor conte já com mais de 30 anos de experiência. "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Esta não é uma arte fácil de aprender, é extre­mamente minuciosa, exige empe­nho e vontade de aprender. Tem que se gostar muito disto para en­veredar por este ramo de activida­de e são cada vez menos os alfaia­tes em todo o país. Os jovens de hoje não se interessam por esta pro­fissão porque querem algo que possam aprender mais rapidamen­te&lt;/span&gt;", sublinha o entrevistado. Desta forma, concorrência não é um vocábulo que faça parte dos dicionários dos alfaiates que existem no nosso país, uma vez que já são muito poucos aqueles que sabem trabalhar nesta área, que poderá es­tar em vias de extinção daqui a al­guns anos. "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;No entanto, ainda exis­tem mesmo muitas pessoas que gostam de mandar fazer um fato por medida, notei muito isso quando abri este espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXT_e_zXW4I/AAAAAAAAARQ/DplGRvUckEM/s1600-h/clip_image1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 400px; height: 238px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXT_e_zXW4I/AAAAAAAAARQ/DplGRvUckEM/s400/clip_image1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293136370055207810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Apesar de ter fatos por medida, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;também execu­tados manualmente e de uma gran­de marca italiana, a verdade é que muitos são aqueles que preferem mandar fazer de raiz e acabam por acompanhar todo o processo com as&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;provas. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Aliás, por vezes tenho que pedir auxilio a alguns colegas alfaiates, porque as encomendas são cada vez maiores&lt;/span&gt;", refere. E se não se puder deslocar até este espaço, não se acanhe, até por­que o profissionalismo é, tal como as peças, da mais alta gama. Como tal, Carlos Sousa desloca-se, sem­pre que necessário, até junto do cliente, seja em Portugal ou no estrangeiro. "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Neste momento estou tam­bém a trabalhar para alguns mi­nistros estrangeiros com bastante regularidade, recebo também bas­tantes encomendas,. Para além dis­so, há a possibilidade de me expan­dir para outros países em breve&lt;/span&gt;", conclui este alfaiate que recebe cada cliente com a sua simpatia e a sua arte, à qual dedicou toda uma vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In "O Primeiro de Janeiro"&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; line-height: 12.5pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.05pt;font-size:8;color:black;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" height="23" hspace="0" vspace="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="padding: 2.9pt 1.9pt;" align="left" height="23" valign="top"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-5239661175981211634?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/5239661175981211634/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=5239661175981211634&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/5239661175981211634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/5239661175981211634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2009/01/trabalho-minucioso-sua-medida.html' title='Trabalho minucioso à sua medida'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXT-WlWMvWI/AAAAAAAAARI/XwmyeJEp7jo/s72-c/clip_image0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-2758737528976017218</id><published>2009-01-08T21:34:00.007Z</published><updated>2009-01-16T15:35:38.799Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'>A alta qualidade aliada ao respeito pela tradição</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SWZxntYKOpI/AAAAAAAAAKw/fsyCtDTdDfk/s1600-h/clip_image002.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 187px; height: 215px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SWZxntYKOpI/AAAAAAAAAKw/fsyCtDTdDfk/s320/clip_image002.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289039739402992274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; line-height: 16.8pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Há quem diga que os alfaiates são coisa do passado, mas ainda há quem tenha muito trabalho para satisfazer os seus clientes como é o caso da Alfaiataria A. Gonçalves.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; line-height: 16.8pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.1pt; font-weight: normal;font-size:14;color:black;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; line-height: 16.8pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.1pt; font-weight: normal;font-size:14;color:black;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; line-height: 16.8pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.1pt; font-weight: normal;font-size:14;color:black;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;­­­­­­A. Gonçalves é uma alfaiataria de tradição familiar situada no centro do Porto desde 1973. Uma empresa de sucesso num tempo em que esta arte se desmorona a cada dia que passa. A. Gonçalves marca pela diferença ao nível da qualidade e de implementação de novas tecnologias  de futuro. Em entrevista ao nosso jornal Victor Gonçalves fala-nos sobre  a empresa e o  início da sua actividade como alfaiate: "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a loja é do meu pai. Estou aqui há alguns anos, o meu irmão também de vez em quando está cá e tentamos dar continuidade ao negócio de família&lt;/span&gt;". &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Victor&lt;/span&gt; Gonçalves seguiu os passos do pai desde miúdo, "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O meu pai é alfaiate, e como eu era um menino &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;rebel&lt;/span&gt;­de, para ter controlo sobre mim obrigava-me a estar sempre a seu lado. Comecei a ver o que ele fazia e a ganhar gosto pela arte&lt;/span&gt;­". Alfaiataria A. Gonçalves &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;sen&lt;/span&gt;­do uma empresa muito conceitua­da no Grande Porto oferece servi­&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;ços&lt;/span&gt; de alta qualidade pautada pela constante evolução. As principais actividades desenvolvidas pela em­presa são a confecção de roupa exterior, principalmente para homem, e a manutenção da roupa que produzem. Ao contrário do que se pensa, muitos clientes de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Víctor&lt;/span&gt; Gonçalves são jovens oriundos das classes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;mé&lt;/span&gt;­dias altas. A qualidade é a palavra de ordem desta empresa "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nesta loja temos um nível de qualidade  muito bom. No que diz respeito a tecidos, nada de misturas com ­fibras artificiais. Isto é um nível muito elevado em relação a qual­quer pronto-a-vestir com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;qualida&lt;/span&gt;­de. Quando se faz um fato na alfaiataria geralmente dura &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;bastan&lt;/span&gt;­te tempo, apesar das lavandarias estragarem muito a roupa. Não é só o tecido em si, mas o que está dentro dele que permite resistir ao tempo e às lavagens&lt;/span&gt;". Devido à quase extinção &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;des&lt;/span&gt;­te sector de actividade no nosso país a concorrência é quase nula, "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;­não há concorrência. Somos tão poucos que não nos podemos comparar. Não há concorrência, antes houvesse, assim a gente evoluía. No entanto não pode­mos parar, temos que evoluir, e nos últimos dois anos temos evoluído bastante&lt;/span&gt;­". Nesta empresa existe a necessidade da evolução constante nos métodos de fabrico e adaptação a novas tecnologias. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Victor&lt;/span&gt; Gonçalves criou um site na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;internet&lt;/span&gt; e um blog, promovendo assim a empresa de que faz parte c implementando uma interactividade com outros profissionais da área. "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;­Estamos sempre a par das últimas tendências. Na matéria-prima há muita coisa actual, há muita coisa que evolui. A nível de tecidos são de fábricas tradicionais e conceituadas: &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Dormeuil&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Ermenegildo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Zegna&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Holland&lt;/span&gt; &amp;amp; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Sherry&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Scabal&lt;/span&gt;­ entre outras. São empresas de alta qualidade, muito antigas e   que evoluíram bastante­ &lt;/span&gt;".   Interrogado acerca do   crescente desaparecimento de   "seguidores" &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Victor&lt;/span&gt; Gonçalves não tem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;dúvi&lt;/span&gt;­das: "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;­­­Vai acabar. Poderá &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;continu&lt;/span&gt;­ar com pessoas que tenham jeito para esta actividade mas sem serem profissionais na área. Por outro lado, poderia aumentar se, eventualmente, a cultura de vestir mudasse, seja por razões económicas, ou por razões culturais. Se as pessoas se mentalizarem ou começarem a aprender, seja por influencia dos pais ou família, se começarem a ter cultura de vestir, se souberem escolher, ver as coisas com outros olhos que não seja por um certo exibicionismo, talvez aí esta profissão ganhe outro fôlego&lt;/span&gt;". Actualmente as pessoas ligam mais à imagem do que à qualidade dos produtos, mostrando-se por vezes mais do que são. Curiosamente neste sector de actividade não existe formação profissional, sendo que a prática e os sítios onde trabalhou é que faz do alfaiate o que é hoje. Se­&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;gundo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Victor&lt;/span&gt; Gonçalves, "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;qual­quer alfaiate vai tentar, acima de tudo, ser perfeito naquilo que faz; independentemente do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;tra&lt;/span&gt;­&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;balho&lt;/span&gt; que possa ter, vai tentar ser perfeito&lt;/span&gt;". Numa mensagem aos nossos leitores e tendo em conta o futuro desta empresa, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Victor&lt;/span&gt; Gonçalves termina esta entrevista apelando ao bom gosto das pessoas: "T&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;ra&lt;/span&gt;­&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;balhar&lt;/span&gt;, fazer o melhor que puder­mos e soubermos e esperar que as pessoas tenham bom gosto e que aprendam a ver as diferenças de qualidade. Se as pessoas ganha­&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;rem&lt;/span&gt; algum conhecimento e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;algu&lt;/span&gt;­ma cultura talvez esta actividade, de forte tradição, ganhe forças e volte a ser o que era&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;In&lt;/span&gt; "O Primeiro de Janeiro"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=""&gt;        &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-2758737528976017218?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/2758737528976017218/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=2758737528976017218&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/2758737528976017218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/2758737528976017218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2009/01/h-quem-diga-que-os-alfaiates-s-o-coisa.html' title='A alta qualidade aliada ao respeito pela tradição'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SWZxntYKOpI/AAAAAAAAAKw/fsyCtDTdDfk/s72-c/clip_image002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-1001093537081392733</id><published>2009-01-04T19:07:00.011Z</published><updated>2009-01-16T15:36:35.398Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lojas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'>A Casa do Fato</title><content type='html'>&lt;a style="font-weight: bold;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SWEKv7dtyaI/AAAAAAAAAKQ/wL38kWfhryU/s1600-h/clip_image002.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 162px; height: 229px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SWEKv7dtyaI/AAAAAAAAAKQ/wL38kWfhryU/s320/clip_image002.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287519256042129826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;últimos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;alfaiates &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;lisboe­&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;grandes &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tradições. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;É aqui &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;que o noivo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pro­&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;cura &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o fato &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;para &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;usar naquele &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dia &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;e os clientes &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fiéis &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;encontram &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mesma elegância &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;de sempre, feita &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;à &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;medida de cada &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;um. Uma reserva &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;de bom-gosto, na &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Nunes Corrêa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os reis e o artesanato  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esta casa no início até fazia as fardas para os reis irem casar. Mas, hoje em dia, estas casas tão específicas de alfaiataria estão em via de extinção, está tudo virado para o pronto-a--vestir e nós fazemos quase «artesanato».&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; line-height: 10.55pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.45pt;color:black;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. Ir à Baixa fazer o fato&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Abriu ao fundo da Rua Augusta em 1856 com Jacinto Nunes Corrêa, depois passou para es­te número 250 e, em 1958, o meu patrão ficou com a casa: era o Sr. Leão, o meu patrão desde 1959, uma pessoa fora de série. Ele criou aqui uma famí­lia entre nós, conhecia muito bem as pessoas e as situações. Dizia-nos: «Nós temos sempre de dar razão ao cliente mas o cliente pode não ter sempre ra­zão,  é uma pessoa como nós,  é nossa obrigação compreendê-lo e saber dar-lhe a volta!". De­pois trabalhei com o filho e agora com o neto! E a família tem sido muito unida no senti­do de conservar esta casa, ape­sar de as coisas estarem difíceis para este negócio de tradição.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;3.Provadores e elevadores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A elegância comprova-se nos provadores do primeiro andar, simplicidade na decoração. E ainda assim a D. Isaura suspi­ra pelos tectos "lindíssimos, com pinturas feitas à mão», agora tapados pela sóbria ma­deira. Mas para visitar o atelier onde o alfaiate guarda a sua ar­te, o melhor é usar o elevador ao lado dos provadores para su­bir três andares. É um antigo elevador também bonito e em madeira, onde, certamente há muitas décadas, os clientes que sobem para as medidas e ava-­&lt;br /&gt;liação do alfaiate ficam ainda mais seguros da qualidade da casa com o diploma exposto:&lt;br /&gt;«Estados Unidos do Brasil - Ex­posição Nacional de 1908 - Rio de Janeiro - O júri superior con­feriu o Grande Prémio a Nunes Corrêa &amp;amp; Cia, Lisboa»...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SWERhBrvVlI/AAAAAAAAAKY/6U6VvsvjAuM/s1600-h/clip_image003.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 160px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SWERhBrvVlI/AAAAAAAAAKY/6U6VvsvjAuM/s200/clip_image003.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287526696594921042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4/5. o fato de casamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É isso que o jovem procura aqui, uma coisa especial para esse dia. Hoje há uma oferta muito grande, com os centros comerciais e tudo, quem vem para a Baixa às compras são aquelas pessoas que gostam mesmo de cá vir. É unia clien­tela tradicional, vinha o avô, veio o filho e agora vem o neto, mas o neto às vezes acha tudo muito clássico e prefere o pronto-a-vestir. Também temos, claro. E temos também aqui os sapatos da Leão &amp;amp; Leão, sapa­tos clássicos e de qualidade, o mais vendido aqui na casa.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;6. Vestir o noivo &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Podemos vestir o noivo de cima a baixo: da camisa à casaca, da gravata (ou plastron, largo e preso com alfinete) ao cinto, do colete aos sapatos - o sapato tem de ser preto, sempre, pois o fato só pode ser cinza, antra­cite ou azul-escuro, e,  claro, a meia também tem de ser preta. Aqui só ainda não temos a roupa interior, mas também vai chegar em breve, garante D. Isaura. O Bernardo, que já cá está há vinte anos, é que sabe melhor, ele é que veste os noi­vos.«Ah, mas o noivo veste-se como quer! O que nós aqui ves­timos ao noivo é o fraque ou o fato tradicional, que a maioria prefere, sempre preferiu. E tam­bém temos o pronto-a-vestir, claro, tivemos de nos adaptar ao mercado, mas não tem nada a ver com o fato feito à medida. E todas as adaptações, os ajus­tes, são sempre feitos pelo al­faiate!»&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;7. Provar e vestir  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;«O cliente só tem de dizer como quer, depois faz as provas e só vê o fato quando lho entregamos já pronto».  O artista,  o contrames­tre,  é o Sr. Gomes,  que sabe o que fica bem a cada corpo e per­cebe de cortes e medidas - e há meia dúzia de anos actualizou novos moldes pela melhor al­faiataria italiana. Mas os porme­nores - como assentar um fato na perfeição mesmo se o clien­te tem o ombro descaído - não se aprendem nos moldes: só a experiência faz um cliente ele­gante. E o Sr. Gomes tem a dis­crição necessária para dizer e fa­zer o que convém a cada um.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;8.Quem vai à Baixa? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quem nos manda fazer os fa­tos são clientes quase todos já de meia idade. Mas por esta ca­sa passaram todos os homens de negócios, todos os políticos, desde o Mário Soares ao Sá Car­neiro, conheci essa gente toda. E tínhamos aqui um ambiente como uma família, todos os empregados e os patrões. E eu era a mais novinha deles todos quando entrei, faça as contas, já tenho 63 anos... estou aqui há 45! Se Deus quiser para o ano reformo-me. E aqui até conheci o meu marido, aqui ti­ve o meu filho, já nasceu o meu neto... Mesmo sem querer, is­to faz parte de mim. Hoje é di­ferente, já não se trabalha as­sim, mudam os tempos, os clientes...&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SWESchCKkcI/AAAAAAAAAKg/hPfDM4AL_ZQ/s1600-h/clip_image005.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 145px; height: 187px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SWESchCKkcI/AAAAAAAAAKg/hPfDM4AL_ZQ/s200/clip_image005.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287527718622761410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;9. Alfaiate,espécie em extinção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Sr. Gomes trabalha há 48 anos neste ofício, começou a aprender ainda na província aos 15 anos, «tive de pagar pa­ra aprender e só depois come­cei a ganhar dez tostões por dia». Veio para Lisboa, em 1959, trabalhar para uma das muitas alfaiatarias que exis­tiam na época, quando cada qual gostava do fato feito à sua forma e medida (curiosamen­te esse é também o ano em que a D. Isaura começou a trabalhar nesta casa). Esteve em vários sítios e aprendeu com vários contramestres, grandes mestres da arte da alfaiataria. Há três anos, este «maravilho­so alfaiate, um dos últimos desta arte em extinção», como é descrito nas palavras de D. Isaura, veio para a Nunes Corrêa. Porte distinto e reser­vado, o mestre apenas se queixa de não haver ninguém inte­ressado em aprender a arte. «é moroso, leva muito tempo a aprender, nesta profissão não se ganha dinheiro fácil», mas não se importa de nos ajudar a preparar fatos e manequins para a fotografia. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10.Mãos de fada &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A palavra costureira, costureirinha,  faz lembrar velhas co­médias a preto e branco com Beatriz Costa. Mas não são tão antigas as costureiras da Nu­nes Corrêa: faz este mês 17 anos que a D. Lurdes trabalha neste quarto andar da Baixa pombalina. Alinhava, costura e dá assistência ao trabalho do alfaiate juntamente com as co­legas, a D. Luísa - que apesar de trabalhar em costura há quarenta anos só no ano pas­sado veio para aqui - e a se­gunda pessoa mais antiga na casa, a D. Céu -«sou a mãe de­las todas, trabalho aqui há 37 anos».&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SWETFFgxwoI/AAAAAAAAAKo/Wojnuc3oVLg/s1600-h/clip_image006.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 384px; height: 185px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SWETFFgxwoI/AAAAAAAAAKo/Wojnuc3oVLg/s320/clip_image006.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287528415609602690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;11. As máquinas e as pessoas &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mas são quase desse tempo a preto e branco as máquinas e os ferros com que nesta casa se mantém a tradição. Mas o difí­cil seria substituir estas máqui­nas por novas que trabalhas­sem tão bem... E o que dizer das pessoas!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In "Notícias Magazine"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto: Sandra Oliveira&lt;br /&gt;Fotos: Neni Glock&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; line-height: 10.55pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.05pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-1001093537081392733?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/1001093537081392733/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=1001093537081392733&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/1001093537081392733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/1001093537081392733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2009/01/casa-do-fato.html' title='A Casa do Fato'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SWEKv7dtyaI/AAAAAAAAAKQ/wL38kWfhryU/s72-c/clip_image002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-6330322480670186053</id><published>2008-10-30T17:09:00.000Z</published><updated>2008-10-30T17:10:39.729Z</updated><title type='text'>CARINHOS PARA A SUA CAMISA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na década de 1950, as camisas eram engomadas para permitir que se usassem mais tempo. Desde o aparecimento da máquina de lavar, as camisas podiam ser lavadas diariamente e não havia necessidade de as engomar. Era frequentemente aconselhado que se pusesse a camisa numa capa de almofada ou se virasse do avesso antes de ser lavada, para que se protegesse o tecido, mas nem esse ritual é agora necessário. Uma camisa de qualidade pode – sem tratamento especial – ser lavada semanalmente por cinco ou sei anos antes que as primeiras marcas de uso sejam visíveis. No entanto, é sempre importante respeitar as instruções de lavagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preferível remover a camisa do estendal ainda húmida para que se consiga passar a ferro mais facilmente. Porém, se estiver muito seca, deve humedecê-la com um spray e deixá-la num saco plástico durante 30 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comece por passar a ferro as mangas, é sempre melhor fazê-lo numa mesa própria para mangas. Passe desde o centro da manga, termine nos punhos. Depois, ponha as costas da camisa na mesa de passar, com o interior virado para cima e passe, tenha atenção às dobras. Repita no outro lado. Passe para o colarinho, começando pelas pontas em direcção ao meio para evitar rugas. Vire o colarinho ao contrário e passe de novo, inserindo depois as clavículas. Último passo – passar os dois painéis frontais, cuidado com os botões. Camisas passadas a ferro ficam melhor penduradas em cabides.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-6330322480670186053?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/6330322480670186053/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=6330322480670186053&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/6330322480670186053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/6330322480670186053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2008/10/carinhos-para-sua-camisa.html' title='CARINHOS PARA A SUA CAMISA'/><author><name>João Eduardo Vaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02586750192344914975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-4833770980695792587</id><published>2008-08-25T20:47:00.008+01:00</published><updated>2009-01-16T15:57:07.790Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='confraria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tradição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'>Exemplo de uma antiga agremiação dos mestres</title><content type='html'>No Porto, os tanoeiros tinham Santo António como padroeiro; Santa Ana presidia à confraria dos botoeiros; os pedreiros reuniam-se sob a protecção de Santa Luzia; S. José e S. Brás eram os patronos dos carpintei­ros. Os alfaiates tinham a sede da sua agremiação na capela de Nossa Senhora de Agosto, que até aos idos de quarenta esteve em frente à entrada prin­cipal da Sé, onde funcionava sob a protecção daquela imagem e de São Bom Homem. A capela, por albergar a sede da referida corporação, era popularmente conhecida por Capela dos Alfaiates. As corporações profissionais constituíam-se em confrarias sempre sob o patrocí­nio de um santo e com sede numa capela. A Confraria dos Alfaiates foi das mais importan­tes e influentes na cidade. No curto espaço de uma crónica não é possível abordar toda a sua rica e longa história. Convi­dam-se, no entanto, os leitores interessados por estas minudências a consultar os estatutos da corporação existentes, por exemplo, na nossa Biblioteca Pública Municipal. A leitura desse documento permite a quem o consultar ficar a saber mais sobre a origem da confra­ria, sua organização e fins, elementos directivos e adminis­trativos, suas funções, encargos e obrigações para com os aprendizes e benefícios para os membros da Confraria que caíam doentes ou ficavam impossibilitados de trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SLMOWO6R7gI/AAAAAAAAAH8/njnzh4HJy14/s1600-h/im.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 598px; height: 467px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SLMOWO6R7gI/AAAAAAAAAH8/njnzh4HJy14/s400/im.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238546566684470786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-top: 8.65pt; line-height: 10.55pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;In "À Descoberta do Porto"&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-top: 8.65pt; line-height: 10.55pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;Germano Silva&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-top: 8.65pt; line-height: 10.55pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;JN  24-08-2008&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-top: 8.65pt; line-height: 10.55pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-4833770980695792587?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/4833770980695792587/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=4833770980695792587&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/4833770980695792587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/4833770980695792587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2008/08/exemplo-de-uma-antiga-agremiao-dos.html' title='Exemplo de uma antiga agremiação dos mestres'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SLMOWO6R7gI/AAAAAAAAAH8/njnzh4HJy14/s72-c/im.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-8605020973052180090</id><published>2008-08-01T22:49:00.004+01:00</published><updated>2009-01-16T15:38:55.694Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><title type='text'>Opinião</title><content type='html'>&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/SJOF4A7LfoI/AAAAAAAAAH0/PkagariysO0/s1600-h/JoseAndrade.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/SJOF4A7LfoI/AAAAAAAAAH0/PkagariysO0/s400/JoseAndrade.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229670789674663554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" class="titulo" &gt;                            ALFAIATES&lt;/span&gt;           &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;                                                                                             Por &lt;strong&gt;José Andrade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;             &lt;p&gt; &lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" class="titulo" &gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;                                                       &lt;/strong&gt;&lt;img src="file:///H:/DOCUME%7E1/Victor/DEFINI%7E1/Temp/moz-screenshot.jpg" alt="" /&gt;Não vou aqui falar numa freguesia do concelho do Sabugal nem de uma graciosa ave migradora com um bico esquisito, tipo sovela de sapateiro, mas sim de uma profissão que, segundo li há pouco tempo num jornal, se extinguirá dentro de vinte anos, o que eu acho optimismo exagerado. Com efeito, a arte de alfaiate, muito popular em Condeixa há meio século, está praticamente extinta. Haveria para aí, dentro da vila, cerca de uma vintena de indivíduos exercendo essa arte, já com a categoria de mestre. Aprendizes, semioficiais e oficiais - era esta a hierarquia dentro da profissão – talvez houvesse para aí o dobro dos que já se tinham alcandorado ao topo da arte. Era mestre quem sabia tomar medidas e talhar.&lt;br /&gt;Hoje, o único sobrevivente de uma arte que aqui foi muito florescente, está com oitenta anos mas ainda mantém intacta a sua oficina . Embora já não se aventurando a manufacturar obra de responsabilidade ainda constitui um “pronto-socorro” para quem precise de apertar ou alargar um casaco ou umas calças, subir ou descer bainhas ou mangas e se for “bem conversado” ainda confecciona um bom par de calças para ambos os sexos. É o Joaquim Barrico, toda a vida mais conhecido pelo Quim Manoco que desde muito novo foi um alfaiate de sucesso. Desejo a este Amigo mais uns anitos com boa qualidade de vida.&lt;br /&gt;Até aos anos cinquenta, era rara a peça de vestuário que não fosse feita por medida. Quando um fato era adquirido nalguma loja de pronto a vestir, o que acontecia quase somente nas cidades, qualquer alfaiate comentava desdenhosamente que se tratava de “obra de fancaria” isto é vendida por fanqueiros (estou a lembrar-me de uma rua da nossa capital, com este nome).&lt;br /&gt;O freguês entregava o tecido na alfaiataria, submetendo-se desde logo a tomada de medidas pelo mestre alfaiate cuja fita métrica estava ordinariamente suspensa sobre o seu pescoço A fazenda era molhada para posteriormente não encolher. A obra iniciava-se com o esboço do fato feito com giz próprio, seguindo-se o corte e depois todas as operações de confecção que incluía uma ou duas provas. Um terno (casaco, colete e calças) exigia trabalho mais aprimorado e era feito geralmente de tecido de qualidade que só os mais abastados tinham possibilidades de adquirir. Para os de menos posses havia o cotim, a ganga e a saragoça que não exigiam confecção muito apurada, dispensava forros e por isso era menos onerosa.&lt;br /&gt;Recordo-me da intensa azáfama que reinava nas alfaiatarias de Condeixa nas semanas que precediam as épocas festivas, designadamente a Páscoa o Natal e também o dia da procissão do Senhor dos Passos.&lt;br /&gt;O Domingo de Páscoa e o 25 de Dezembro eram, principalmente, os dias em que muitos desejavam estrear fatiota nova e então, o trabalho nas oficinas de alfaiate desenrolava-se com frenesim fora do comum nas vésperas de tão importantes celebrações. Não havia horários e os serões prolongavam-se até às tantas. Também não havia folgas e era apertado o tempo dispensado às refeições e ao descanso. Cortar, (talhar) alinhavar, coser à máquina e à mão, provar, casear, pregar botões e passar a ferro eram operações que se sucediam com celeridade mas quase sempre sem prejuízo do apuramento da obra pois também estava em jogo o prestígio dos artífices, não estando também excluída uma natural rivalidade entre essa classe de artesãos . Os janotas queriam exibir-se, e os alfaiates, na mira de proventos que os compensassem de épocas mais brandas, davam o máximo.&lt;br /&gt;Alguns alfaiates da minha terra tinham a sua freguesia disseminada nos meios ferroviários mais próximos – Granja do Ulmeiro, Santo Varão, Formoselha e Pereira do Campo. Nas suas oficinas predominava o tecido de cor castanha , tonalidade usada para os fardamentos dos funcionários da CP, designadamente factores e revisores. Ao Domingo, lá iam eles montados nas suas bicicletas com a trouxa dos fatos muito bem acondicionada na “bagageira” do velocípede, afrontando por vezes resignada e estoicamente a chuva impertinente ou a impiedosa canícula. Antes de terem bicicleta, alguns aproveitavam a boleia de moleiros que faziam o seu carreto para aquelas bandas. Regressavam já de noite, depois de terem percorrido mais de três dezenas de quilómetros muitas vezes com os bolsos sem a quentura do dinheirinho por que tanto almejavam e que só era mais certo nos dias de pagamento dos servidores daquela empresa ferroviária. Partilhei intensamente, até à altura de ir para Coimbra tirar o meu modesto curso comercial, esta atribulada vida de alfaiate. Meu Pai era um deles e levou sempre, como tantos outros, uma vida de sacrifício pois nesta terra, tirando um ou dois alfaiates bem afreguesados, todos os demais estavam longe de viver desafogadamente.&lt;br /&gt;Os alfaiates estão pois, em vias de extinção irreversível. As lojas de “pronto a vestir”, ultimamente com forte concorrência dos ciganos nas feiras, foi gradualmente acabando com eles. Nas grandes cidades ainda vão subsistindo os melhores, que são procurados por executivos ou gente da alta que embora pagando caro, ainda preferem um fato que se molde bem ao seu corpo ou então que, pela sua corpulência ou defeito físico, não encontrem naqueles estabelecimentos coisa que lhes assente bem. Mas a verdade é que a confecção de obra personalizada está a passar à história.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;26.06.08&lt;/p&gt; &lt;p&gt;CW: Zilda Monteiro&lt;/p&gt;&lt;p&gt;In "O Despertar"&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-8605020973052180090?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/8605020973052180090/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=8605020973052180090&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/8605020973052180090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/8605020973052180090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2008/08/opinio.html' title='Opinião'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/SJOF4A7LfoI/AAAAAAAAAH0/PkagariysO0/s72-c/JoseAndrade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-6381882733170560150</id><published>2008-07-30T22:15:00.005+01:00</published><updated>2010-02-01T21:49:01.990Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'>Alfaiates são vestígios de um Porto que teima em existir</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="363" height="301" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-edd0e5220753bad6" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v3.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dedd0e5220753bad6%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330340200%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D768C033908719AA7BAB45F9BA2A83BD587E5D165.121273DE6F9D0BC904B89D2B97EDBB2A84DF4AAD%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dedd0e5220753bad6%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DZBLp4VIUVj1Yea4WQ6WPb1Qn2Bo&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="363" height="301" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v3.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dedd0e5220753bad6%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330340200%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D768C033908719AA7BAB45F9BA2A83BD587E5D165.121273DE6F9D0BC904B89D2B97EDBB2A84DF4AAD%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dedd0e5220753bad6%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DZBLp4VIUVj1Yea4WQ6WPb1Qn2Bo&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Porto ainda mantém vários sinais de um passado em que fatos eram coisa só de alfaiate. Com a chegada dos prontos-a-vestir, o número de encomendas começou a decrescer. José Oliveira, 1º secretário da Confraria dos Alfaiates, acredita que o ofício está perto da extinção, mas há quem não tenha mãos a medir para satisfazer os clientes, hoje em dia quase todos oriundos das classes mais altas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amanda Ribeiro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="author"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem: Duarte Ferreira&lt;br /&gt;In JPN&lt;br /&gt;http://&lt;a href="http://jpn.icicom.up.pt/"&gt;jpn.icicom.up.pt/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-6381882733170560150?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=edd0e5220753bad6&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/6381882733170560150/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=6381882733170560150&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/6381882733170560150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/6381882733170560150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2008/07/alfaiates-so-vestgios-de-um-porto-que.html' title='Alfaiates são vestígios de um Porto que teima em existir'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-8068551287474232397</id><published>2008-06-24T23:17:00.009+01:00</published><updated>2009-01-24T17:59:57.578Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='condecoração'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'>Cavaco Silva  distingue melhor alfaiate</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;                                                                                                                                      &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gualdino Pimenta alfaiate&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXtWZXSXwdI/AAAAAAAAAR4/gTUxFkG0Ntk/s1600-h/clip_image002.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 186px; height: 243px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXtWZXSXwdI/AAAAAAAAAR4/gTUxFkG0Ntk/s400/clip_image002.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294920780651938258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Albergaria-a-Velha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-weight: bold; text-align: left;"&gt; O Presidente da República, Ca­vaco Silva vai condecorar ama­nhã Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, Gualdino Pimenta, alfaiate há mais de 50 anos que apresenta uma defi­ciência motora com grau de in­capacidade de 80 por cento, com a Medalha da Ordem de Mérito. Com 61 anos de idade, Gualdino Pimenta foi considerado em 2004 o melhor alfaiate do mun­do, tendo recebido em Paris (França) o prémio de Ouro pela Qualidade. No ano passado foi galardoado em Frankfurt (Ale­manha) com outro prémio.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In JN&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-top: 10.1pt; text-align: justify; line-height: 10.55pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-8068551287474232397?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/8068551287474232397/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=8068551287474232397&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/8068551287474232397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/8068551287474232397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2008/06/cavaco-silva-distingue-melhor-alfaiate.html' title='Cavaco Silva  distingue melhor alfaiate'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXtWZXSXwdI/AAAAAAAAAR4/gTUxFkG0Ntk/s72-c/clip_image002.jpg' height='72' 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src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-8530079832469519470</id><published>2008-05-24T23:24:00.002+01:00</published><updated>2009-01-16T15:42:29.301Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='encontro nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'>Alfaiates ameaçados de extinção</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/SDs8ROi9hFI/AAAAAAAAAGo/_sruNxA7-fE/s1600-h/clip_image002.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 376px; height: 254px;" src="http://bp2.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/SDs8ROi9hFI/AAAAAAAAAGo/_sruNxA7-fE/s400/clip_image002.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204820061016917074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(50, 50, 50); letter-spacing: -0.15pt;font-family:Arial;font-size:9;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Arte&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; pode desaparecer em Portugal dentro de duas décadas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;span style="color: rgb(50, 50, 50); letter-spacing: -0.15pt;font-family:Arial;font-size:9;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 21.35pt 105.25pt 0.0001pt 0.25pt; background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; line-height: 10.55pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(50, 50, 50); letter-spacing: -0.4pt;font-size:10;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; Amanhã, realiza-se, em Belmonte, o 19.° Encontro Na­cional de Mestres Alfaiates. A ini­ciativa leva vida longa, mas pode não dobrar o número de edições: dentro de 20 anos, a arte pode de­saparecer.&lt;br /&gt;O organizador, Carlos Godinho, autorizado por 46 anos de viagens pelo país no seu comércio de teci­dos, estima abaixo dos dois mil o número de profissionais e nulo o de aprendizes. "Os alfaiates mais novos devem ter uns 40 anos de idade e se houver 20 ou 30 nessa faixa é muito. Por isso, eu digo: daqui a uns 20 anos já não há al­faiates em Portugal".&lt;br /&gt;Pode restar uma   minoria, pois "talvez 40% consigam fazer algu­ma coisa para clientes   abastados", obra com preços a partir dos 750 euros. Mas o   resto "tem pouco que fazer", explicou, citado pela agên­cia Lusa.   "Trabalha para a classe média, que não já tem dinheiro para ir ao   alfaiate, nem para fazer um dos fatos mais baratos" - a par­tir de 120   euros.&lt;br /&gt;Lá vai o tempo   em que "toda a gente tinha o seu fatinho". O mer­cado ditou a   extinção dos mestres alfaiates, é certo, mas o Estado não ajuda,   critica. "Nunca se cria­ram   escolas para ensinar a arte, nunca se   criou um estatuto para o          alfaiate, deixaram os alfaiates so­brecarregados de impostos e sem incentivos à profissão", enuncia, propondo a eliminação do IVA so­bre a mão-de-obra e incentivos ao emprego de aprendizes, cujos primeiros três ou quatro anos de aprendizagem "nada rendem".&lt;br /&gt;"Daqui a uns anos, temos que fazer o mesmo que os Estados Unidos, que levaram italianos, gregos e portugueses para lá, por­que ficaram sem alfaiates. Co­nheci alguns, da Guarda, que não hesitarem, porque tinham viagem e casa pagas", conta.  "Se me perguntarem se ainda há razões para haver alfaiates, eu pergunto se ainda há razões para um homem querer andar elegan­te, bem vestido, com um fato a cair bem", observa. Ou então quem não encontra tamanho que lhe sirva no pronto-a-vestir. "Os al­faiates transformam um corpo mal feito numa obra de arte", ga­rante.&lt;br /&gt;O Encontro Nacional de Mes­tres Alfaiates realiza-se no últi­mo domingo de Maio, dia do pa­droeiro, "o Santo Homem Bom, de Itália, uma tradição que foi trazi­da para Portugal". A edição deste ano tem 60 inscritos - poucos "porque o negócio está fraco e os combustíveis subiram muito" -mas promete animar Belmonte com visitas ao património local e um almoço-convívio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nuno Alegria&lt;br /&gt;In JN&lt;br /&gt;23/05/2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-8530079832469519470?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/8530079832469519470/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=8530079832469519470&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/8530079832469519470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/8530079832469519470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2008/05/alfaiates-ameaados-de-extino.html' title='Alfaiates ameaçados de extinção'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/SDs8ROi9hFI/AAAAAAAAAGo/_sruNxA7-fE/s72-c/clip_image002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-3888591950364037189</id><published>2008-05-23T21:34:00.003+01:00</published><updated>2009-01-16T15:43:26.226Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'>Humor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-family:Arial;" &gt; DOR DE CABEÇA...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Um tipo que sofria de uma dor de cabeça crônica infernal foi ao médico que,&lt;br /&gt; depois dos exames da praxe, lhe disse:&lt;br /&gt; - 'Meu caro, tenho uma boa e outra má notícia. A boa, é que posso&lt;br /&gt;curá-lo dessa dor de cabeça para sempre. A má notícia é que para fazer isso eu&lt;br /&gt;preciso castrá-lo! Os seus testículos estão pressionando a espinha, e&lt;br /&gt;essa pressão provoca uma dor de cabeça infernal.&lt;br /&gt;Para aliviar o sofrimento, preciso removê-los'.&lt;br /&gt;O tipo levou um choque, e caiu em depressão. Passou dias meditando.&lt;br /&gt;Indagava se havia alguma coisa pela qual valesse a pena viver.&lt;br /&gt;Não teve outra escolha a não ser submeter-se à vontade do bisturi. Quando&lt;br /&gt;deixou o hospital, pela primeira vez, depois de 20 anos, não sentia dor de&lt;br /&gt;cabeça. No entanto, percebeu que uma parte importante de seu corpo estava faltando.&lt;br /&gt;Enquanto caminhava pelas ruas notou que era um homem diferente,&lt;br /&gt;e que poderia ter um novo começo. Avistou uma loja de roupas masculinas de classe e ...&lt;br /&gt;- 'É disto que eu preciso', disse para si mesmo.&lt;br /&gt;- 'Quero um fato novo', pediu ao vendedor. O vendedor, alfaiate de idade avançada,&lt;br /&gt;deu uma olhadela, e falou: - 'Vejamos... é um 44  longo'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tipo riu: - 'É isso mesmo, como é que o senhor soube?'&lt;br /&gt;- 'Estou no ramo há mais de 60 anos', respondeu o alfaiate.&lt;br /&gt;Experimentou o fato, que lhe caiu muito bem.&lt;br /&gt;Enquanto se admirava no espelho, o alfaiate perguntou: - 'Que tal uma camisa nova?'&lt;br /&gt;Ele pensou por alguns  instantes:   -'Claro'.&lt;br /&gt; O alfaiate olhou e disse: - '34 de manga, e 16 de pescoço' .&lt;br /&gt; E ele pasmado: - 'Mas, é isso mesmo, como pôde adivinhar?'&lt;br /&gt; -'Estou no ramo há mais de sessenta anos', disse. Experimentou a&lt;br /&gt; camisa e ficou satisfeito.&lt;br /&gt; Enquanto andava pela loja, o alfaiate sugeriu-lhe: - 'Que tal uma cueca nova?'&lt;br /&gt; - 'Claro'.&lt;br /&gt;O alfaiate olhou seus quadris, e disse: - 'Vejamos... Acho que é 36'.&lt;br /&gt;O gajo soltou uma gargalhada.&lt;br /&gt; - 'Desta vez, enganou-se. Uso o tamanho 34 desde os 18 anos de idade'.&lt;br /&gt; O alfaiate sacudiu a cabeça:  - 'Você não deve usar 34.&lt;br /&gt;O tamanho 34 pressiona-lhe os testículos contra a espinha, e essa pressão vai&lt;br /&gt; provocar-lhe uma dor de cabeça infernal.'  &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-family:Arial;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-3888591950364037189?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/3888591950364037189/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=3888591950364037189&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/3888591950364037189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/3888591950364037189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2008/05/humor.html' title='Humor'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-6778977346811825334</id><published>2008-05-21T23:17:00.011+01:00</published><updated>2009-01-16T15:55:36.579Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='extinção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'>Alfaiataria centenária em Guimarães vai fechar portas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-left: 23.15pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; text-align: center;"&gt;                              Fernando Fernandes não tem quem queira dar continuidade ao negócio&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/SDSgCFpv2JI/AAAAAAAAAGg/9pxF7BhUGGs/s1600-h/clip_image002.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/SDSgCFpv2JI/AAAAAAAAAGg/9pxF7BhUGGs/s400/clip_image002.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202959427257227410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Arquivo JN&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 4.55pt 216.5pt 0.0001pt 0cm; background: white none repeat scroll 0% 50%; line-height: 10.7pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: -0.35pt;font-size:8;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;Ao fim de 68 anos, uma vida, Fer­nando Fernandes está resignado: a alfaiataria que o pai fundou, há 100 anos, vai mesmo ter de fechar por­tas. Não há quem queira dar continuidade ao negócio. Os filhos enve­redaram por outros ofícios, que isto de seguir as pisadas dos pais já foi chão que deu uvas; e aprendi­zes….não existem. "A arte está a morrer. É a ordem natural das coi­sas. Tal como desapareceram os cocheiros, os merceeiros, os alfaia­tes à moda antiga são cada vez me­nos", diz o mestre da tesoura. Fer­nando Fernandes começou aos 12 anos, a "coser trapos" aos pés do pai, numa altura em que pela alfaiataria passavam dezenas de apren­dizes e a palavra pronto-a-vestir estava longe do léxico. "A arte não tem valores novos. Está a desapare­cer". A casa que o pai fundou, nos idos de 1908, na Rua da Rainha, vai fechar, pois claro, que já muito aguentou o mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;In&lt;/span&gt; JN&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;  20/05/2008    &lt;/span&gt;             &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-6778977346811825334?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/6778977346811825334/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=6778977346811825334&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/6778977346811825334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/6778977346811825334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2008/05/alfaiataria-centenria-em-guimares-vai.html' title='Alfaiataria centenária em Guimarães vai fechar portas'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/SDSgCFpv2JI/AAAAAAAAAGg/9pxF7BhUGGs/s72-c/clip_image002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-5524088703707800327</id><published>2008-05-20T23:27:00.006+01:00</published><updated>2009-01-16T15:44:26.180Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='encontro nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);font-size:180%;" &gt;XIX Encontro Nacional&lt;br /&gt;dos Mestres Alfaiates&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/SDNRs1pv2II/AAAAAAAAAGY/UjqpQJmzB4Y/s1600-h/clip_image002.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 271px;" src="http://bp3.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/SDNRs1pv2II/AAAAAAAAAGY/UjqpQJmzB4Y/s400/clip_image002.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202591825301330050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; line-height: 22.1pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); letter-spacing: -0.35pt; font-weight: normal;font-size:17;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Belmonte                                                               &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;25 de Maio de 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); letter-spacing: 0.45pt;font-size:14;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-5524088703707800327?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/5524088703707800327/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=5524088703707800327&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/5524088703707800327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/5524088703707800327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2008/05/ixx-encontro-nacional-dos-mestres.html' title=''/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/SDNRs1pv2II/AAAAAAAAAGY/UjqpQJmzB4Y/s72-c/clip_image002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-7202211057528453215</id><published>2008-02-24T18:07:00.009Z</published><updated>2009-01-16T15:44:48.236Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'>Corte à medida</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/R8G6L2UrnqI/AAAAAAAAAGI/gzkyVWdueV8/s1600-h/clip_image004.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/R8G6L2UrnqI/AAAAAAAAAGI/gzkyVWdueV8/s400/clip_image004.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170618559921626786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;Manuel Queirogas, artista do corte e da costura é um dos poucos alfaiates da cidade do Porto, que vai sobrevivendo ao crescimento desenfreado das confecções e dos fatos  prontos na hora.&lt;br /&gt;Começou cedo a aprender a arte da alfaiataria. Aos 12 anos já trabalhava com a agulha e a fita métrica e dava os primeiros passos na con­fecção por medida, pelas mãos de alguns mestres. Ainda adolescente veio para a cidade do Porto trabaIhar e há 10 anos começava a trabalhar por conta própria e a ganhar a confiança dos seus clientes. "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mui­tos deles senhores ilustres da cida­de, que ao longo dos anos foram sendo vestidos pelas minhas mãos. Cada um com os seus gostos e com as suas medidas&lt;/span&gt;", explica.&lt;br /&gt;Em tempos feudais eram alia­dos de extrema importância de gran­des senhores e de grandes famílias. Elementos indispensáveis na con­fecção das indumentárias, os alfaiates eram tidos em grande conside­ração pela sociedade. A grande ha­bilidade que lhes era exigida fazia deles mestres rigorosos e profissio­nais de alto gabarito. Nos últimos anos os alfaiates foram, no entanto, perdendo força, apesar de mante­rem a qualidade dos seus serviços intacta.&lt;br /&gt;Manuel Queirogas lamenta o enfraquecimento do sector, o desa­parecimento de muitos dos seus co­legas de profissão e a multiplicação das lojas pronto-a-vestir, que con­tribuíram para esse enfraquecimen­to. As encomendas vão surgindo, agora, a conta gotas diz, "com o nú­mero a aumentar apenas em alguns meses. Os meses de Outubro, No­vembro e Dezembro são, sem dú­vida, os mais fortes", explica Ma­nuel Queirogas, "no resto do ano as encomendas vão surgindo aos poucos. Aumentam apenas nas mudanças de estações", explica.&lt;br /&gt;"Há 20 anos quem queria um bom fato tinha que procurar o al­faiate", lembra o artista, "hoje a rea­lidade é diferente. As grandes con­fecções tomaram conta do merca­do. É a elas que a maioria dos ho­mens recorre para adquirir um fato. Uma solução que embora se apresente facilitada pode não ser a melhor", alerta.&lt;br /&gt;No Queirogas Alfaiate encon­trará tecidos e cortes das melhores marcas, às mais acessíveis, "com a garantia de que sairá com um fato feito à medida das necessidades de cada um. Aqui ao contrário das lo­jas o cliente não paga a marca". Pa­gam o trabalho de um artista, que faz da tesoura o seu aliado.&lt;br /&gt;Manuel Queirogas lamenta que os aprendizes tenham desapare­cido e que a profissão corra o risco de desaparecer, por falta de sucessores. Os mais velhos vão tentando manter viva a arte e vestindo aqueles que se mantêm fiéis ao corte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In Primeiro de Janeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="0" height="0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://media.imeem.com/m/dT-rivagM_"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://media.imeem.com/m/dT-rivagM_" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="0" height="0"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 5.75pt 108.35pt 0.0001pt 125.15pt; background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; line-height: 12.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: -0.2pt;font-size:8;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-left: 0.25pt; text-align: justify; text-indent: 17.4pt; line-height: 12.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(76, 76, 76); letter-spacing: -0.25pt;font-size:8;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-7202211057528453215?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/7202211057528453215/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=7202211057528453215&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/7202211057528453215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/7202211057528453215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2008/02/corte-medida.html' title='Corte à medida'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/R8G6L2UrnqI/AAAAAAAAAGI/gzkyVWdueV8/s72-c/clip_image004.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-8630857866062382312</id><published>2008-02-24T16:58:00.007Z</published><updated>2009-01-16T15:45:24.239Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'>A arte de bem vestir</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/R8GxEWUrnpI/AAAAAAAAAGA/ft536jxZirs/s1600-h/clip_image003.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/R8GxEWUrnpI/AAAAAAAAAGA/ft536jxZirs/s400/clip_image003.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170608535467957906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 13.9pt 0cm 0.0001pt 0.7pt; background: white none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fernando Gonçalves Alfaiate, a experiência na hora do corte&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 13.9pt 0cm 0.0001pt 0.7pt; background: white none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div style=""&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;Senhores   do corte e da cos­tura foram durante muitos anos o auxílio   indispensável na arte de bem vestir as pessoas, que sem eles não podiam   passar.&lt;br /&gt;No entanto, com o desen­volvimento desenfreado do pronto-a-vestir, em todo o mundo, nos últimos anos o papel do alfaiate foi perdendo força progressivamente e o número de enco­mendas foi diminuindo. Hoje há, no entanto, quem lamente o de­saparecimento progressivo desta tão bela arte. Os «artistas anti­gos» vão trabalhando a conta gotas, com a certeza de que já não encontram aprendizes a quem ensinar o ofício. Enquanto exis­tirem, no entanto, os alfaiates vão tentando manter viva esta arte antiga e procurando estar no mercado através da diferença e da qualidade.&lt;br /&gt;Com dez anos apenas, Fernando Gonçalves começava a to­mar gosto pela arte do corte e da costura, acompanhava a mãe, costureira, "de mão cheia", diz, quando ia para o trabalho e não mais deixou de querer aprender a arte. Trabalhou em outras acti­vidades, mas cedo percebeu que o seu futuro passava pela alfaiataria.&lt;br /&gt;Em 1971 tirou o Diploma de Contra Mestre, na Academia de Corte para Alfaiate, "por cor­respondência", lembra com sau­dade. Estabeleceu-se, bem no centro da cidade do Porto, onde permanece até hoje.&lt;br /&gt;Com muitos anos de expe­riência no sector vai mantendo a sua actividade viva, resistindo ao sabor dos tempos e ao desapare­cimento dos colegas de profissão e de clientes antigos e fies. Co­nhece como ninguém a arte do corte por medida. Vestiu ao longo da vida, "muitos senhores. Alguns de extrema elegância, que procuravam sempre bons fatos, alguns para cerimónias es­peciais", lembra. "Há 30 anos quem queria um fato tinha mes­mo que recorrer ao alfaiate e o conceito de bem vestir era ou­tro". Hoje a realidade é diferente. Os mercados abriram-se e fo­ram «invadidos» pela prolifera­ção das confecções, que contribuíram de forma significativa para retirar mercado aos artistas do corte. As encomendas foram diminuindo e o hábito de recor­rer ao alfaiate foi desaparecendo com o surgimento de novos há­bitos de vestuário e de novas ge­rações. Fernando Gonçalves diz que para isso também contribuiu "o desaparecimento do fato dos guarda-roupas dos portugueses. A juventude já não dá valor ao fato bem confeccionado", la­menta, "o dinheiro nos bolsos também vai escasseando e o fato pronto acaba por se revelar a so­lução mais acessível".&lt;br /&gt;De uma marca boa ou má, Fernando Gonçalves consegue, no entanto, distinguir na perfei­ção e só de olhar, o fato que sai do pronto-a-vestir, e o que é con­feccionado pelas mãos de um ar­tista. "Os acabamentos e os cor­tes são completamente diferen­tes", diz. Uma manga mais comprida, um repuxe nas ombreiras, uma costura mal feita são porme­nores que não escapam aos olhos deste especialista e "que fazem a diferença na arte de bem vestir um fato", realça. "Um fato à medida é sempre um fato à me­dida. Feito para o nosso corpo e adaptado às nossas característi­cas físicas".    Apesar das dificuldades do negócio e da diminuição das en­comendas, Fernando Gonçalves vai trabalhando, .todos os dias, com a mesma força e a mesma destreza de outros tempos. Im­prime o mesmo rigor e a mesma qualidade no momento do corte e da costura. Acompanha de per­to as tendências da moda inter­nacional e tem para oferecer aos seus clientes os melhores tecidos, das melhores marcas. Inglesas, italianas e algumas portuguesas, com uma variedade de oferta alargada, na procura de satisfa­zer sempre todo o tipo de clien­te. Do mais modesto ao mais exi­gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In Primeiro de Janeiro&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-right: 0.1pt; text-align: justify; text-indent: 17.3pt; line-height: 12.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(101, 101, 101); letter-spacing: -0.15pt;font-size:9;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="color: rgb(35, 35, 35); letter-spacing: -0.25pt;font-size:9;" &gt;&lt;/span&gt;  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;  &lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 9.6pt 0.1pt 0.0001pt 0cm; background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 17.05pt; line-height: 12.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;        &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-8630857866062382312?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/8630857866062382312/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=8630857866062382312&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/8630857866062382312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/8630857866062382312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2008/02/arte-de-bem-vestir.html' title='A arte de bem vestir'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/R8GxEWUrnpI/AAAAAAAAAGA/ft536jxZirs/s72-c/clip_image003.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-8056959952572459825</id><published>2008-02-24T15:49:00.010Z</published><updated>2009-04-15T10:57:13.170+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'>Mãos de Ouro</title><content type='html'>&lt;div face="times new roman" style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/R8GeeGUrnoI/AAAAAAAAAF4/HF9E1NnEc40/s1600-h/clip_image002.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 276px; height: 271px;" src="http://bp2.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/R8GeeGUrnoI/AAAAAAAAAF4/HF9E1NnEc40/s400/clip_image002.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170588087128661634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Alexandre Oliveira Ferreira é mestre na arte de bem coser e um dos melhores e mais antigos alfaiates do Porto, e, quem sabe, de Portugal. Detentor de uma sabedoria incalculável numa arte que, infelizmente, hoje, se encontra em extinção. Este é um exemplo de 50 anos de sucesso e amor a um ofício de longa data.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O alfaiate é responsável pela  confecção da indumentária, é mestre  especializado e tido em grande consideração. Possuidor de grande habilidade em talhar, cortar e exe­cutar qualquer peça que lhe seja re­quisitada, é-lhe ainda exigido saber a quantidade de pano necessário para a confecção de cada peça.  Pelas mãos do nosso entrevis­tado já passaram um número sem conta de clientes. Em entrevista ao jornal «O Primeiro de Janeiro», Alexandre Oliveira Ferreira conta a história dos anos de actividade no seu oficio. "Comecei a trabalhar como alfaiate aos 13 anos de ida­de, na mesma alfaiataria de que sou proprietário, mas, como emprega­do. Nessa altura era meu patrão Américo Pacheco, que infelizmen­te morreu tinha eu 23 anos. Foi então que tomei a iniciativa de fi­car com o estabelecimento e conti­nuar o ofício", explica o nosso en­trevistado.  O «Alexandre alfaiate», já exis­te há 50 anos, sendo essa uma das razões de hoje ser uma casa com nome na cidade do Porto. O nosso interlocutor, durante os anos de actividade, vestiu pessoas de grande importância na Invic­ta. Os alfaiates de renome eram fre­quentados pela classe média alta da sociedade portuense, talvez tam­bém, devido ao facto dos preços pra­ticados para um fato, que impossibi­litavam o acesso a uma classe mais baixa. "A qualidade é algo que não tem preço. Basta o facto de o fato ser feito especificamente para essa pessoa, que lhe vai "cair" de uma forma perfeita, podendo, até, atra­vés das mãos do alfaiate disfarçar alguma incorrecção na postura do cliente", declara Alexandre Olivei­ra Ferreira.&lt;br /&gt;Hoje o estabelecimento já não é tão procurado como há dois anos atrás, esta é uma prática que está cada vez mais a cair em desuso, ou seja, ir ao alfaiate mandar fazer um fato. As razões são duas: uma por­que as pessoas não têm tempo e pre­ferem ir a um pronto-a-vestir, onde podem experimentar e levar logo para casa, a segunda razão pode ser   atribuída aos preços, porque a soci­edade portuguesa está a ser afectada por uma crise económica, cor­tando naquilo que atribuem ser mais supérfluo. Como nota de curiosida­de, refira-se, também, que a faixa etária mais jovem nunca foi grande adepta desta arte, preferiram, sem­pre, as práticas calças de ganga "Não digo que perdi os meus clientes, isso não é verdade, apenas noto uma redução no número de fatos que me encomendam por ano, e, noto também que nos dias que cor­rem sou mais requisitado por cli­entes que têm dificuldades em en­contrar no pronto-a-vestir, fatos com os seus números, ou então, também sou procurado por pesso­as que procuram algo de diferen­te, que precisam de uma pessoa como eu para lhes fazer um fato", explica o nosso entrevistado.&lt;br /&gt;O estabelecimento do nosso entrevistado é composto pelo atelier e por uma boutique no rés-do-chão, onde expõe as suas obras de arte e, onde também expõe todo o tipo de acessórios, que possam acompanhar um fato e, ainda as fazendas com que são confeccionados os fatos.  O cliente que entre na loja de Alexandre Oliveira Ferreira, encon­tra à sua disposição um catálogo onde pode escolher o feitio que pre­tende e, no mesmo sítio escolher as fazendas que são todas de grande qualidade, pois esse é um requisito imprescindível para a confecção de um bom fato. É, também, impor­tante referir que todos os fatos aqui confeccionados são exclusivos, nun­ca são feitos dois fatos iguais, por outro lado, é de referir que não se consegue, no comércio do pronto a vestir, encontrar fazendas iguais às que o Alexandre... utiliza. "Na mi­nha loja só utilizo fazendas da me­lhor qualidade, só trabalho com fa­zendas inglesas e italianas", comen­ta Alexandre Oliveira Ferreira.  Agora com 70 anos, o nosso entrevistado enfrenta as consequên­cias da industrialização, que lhe fez descer as vendas, porque a popula­ção portuguesa prefere ir para o shopping fazer as suas compras, esquecendo-se do comércio tradicional. Esta é também a sua principal concorrente, pelas razões já referi­das atrás.  Esta é uma profissão em ex­tinção, porque ninguém a quis se­guir, "para se ser um bom alfaiate são necessários mais anos do aque­les necessários para tirar um curso superior numa faculdade, por essa razão eu lhe atribuo o nome de cur­so superior.Pois para se conseguir executar uma fato na perfeição são necessários seis anos de muito trei­no e dedicação. Esta é uma profis­são como os antigos sapateiros que faziam sapatos por medida e que hoje estão em extinção, como nós", lamenta o nosso entrevistado.&lt;br /&gt;Alexandre Oliveira Ferreira la­menta o facto de não ter consegui­do incutir aos seus filhos o gosto por esta profissão, nem ter conseguido ensinar nenhuma pessoa, que agora podia continuar e preservar a sua arte e os seus segredos.&lt;br /&gt;Para concluir o nosso interlo­cutor deixa uma mensagem aos seus clientes e futuros clientes, "queria desejar a todos os meus clientes um Feliz Natal e boas en­tradas para o ano novo e que tudo lhes corra pelo melhor. São estes os meus votos, e claro, que não deixem de aparecer na minha loja".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In Primeiro de Janeiro&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-left: 0.6pt; text-align: justify; text-indent: 17.15pt; line-height: 12.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: -0.35pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-left: 0.7pt; text-align: justify; text-indent: 17.15pt; line-height: 12.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: -0.35pt;font-size:8;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-8056959952572459825?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/8056959952572459825/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=8056959952572459825&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/8056959952572459825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/8056959952572459825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2008/02/alexandre-alfaiate.html' title='Mãos de Ouro'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/R8GeeGUrnoI/AAAAAAAAAF4/HF9E1NnEc40/s72-c/clip_image002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-3468867605207594154</id><published>2008-02-24T15:04:00.007Z</published><updated>2009-01-16T15:46:37.588Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tecidos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'>O Grupo  Scabal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/R8GJvWUrnnI/AAAAAAAAAFw/9hv_qOTJtY8/s1600-h/image002.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 299px; height: 148px;" src="http://bp3.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/R8GJvWUrnnI/AAAAAAAAAFw/9hv_qOTJtY8/s400/image002.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170565293737221746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;A Scabal &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt; geralmente vista como l&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;í&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;der mundial no que respeita a tecidos de prest&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;í&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;gio para homem e est&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt; representada em 65 pa&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;í&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;ses. Al&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;m de fornecer os seus ercelentes tecidos aos &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;principais alfaiates e estilistas mundiais, a Scabal tamb&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;m prop&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;õ&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;e uma colec&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;çã&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;o de acess&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;ó&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;rios e &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.3pt;"&gt;pronto-a-vestir.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;Fundada em 1938 na cidade de Bruxelas, B&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;lgica, a Scabal est&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt; envolvida no &lt;i&gt;design, &lt;/i&gt;fabrica&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;çã&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;o &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;e venda de tecidos, pronto-a-vestir &lt;i&gt;(Ready-to-Wear) &lt;/i&gt;e roupa por medida &lt;i&gt;(Made-to-Measure), &lt;/i&gt;permitindo aos seus clientes aperfei&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;ç&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;oar a sua pr&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;ó&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;pria arte de express&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;o, atrav&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;s da forma de &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;vestir. Todos os tecidos s&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;o produzidos exclusivamente no Reino Unido ou It&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;lia e mencionam o &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;nome Scabal na ourela como prova de autenticidade e qualidade. A capacidade de produ&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;çã&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;o Scabal est&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt; dividida entre uma f&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;brica de tecidos em Yorkshire, Reino Unido, e uma confec&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;çã&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;o &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.3pt;"&gt;de vestu&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.3pt;"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.3pt;"&gt;rio em Saarbr&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.3pt;"&gt;ú&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.3pt;"&gt;cken, Alemanha.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;&lt;br /&gt;Os tecidos Scabal, sin&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;ó&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;nimo de prest&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;í&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;gio e requinte, s&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;o utilizados pelos melhores alfaiates e &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.1pt;"&gt;estilistas mundiais, e usados por personalidades distintas e famosas incluindo pol&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.1pt;"&gt;í&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.1pt;"&gt;ticos, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;empres&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;rios, reis, desportistas e actores como Robert De Niro, Jack Nicholson, Tom Cruise, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.05pt;"&gt;Michael Jordan,....&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;&lt;br /&gt;Nos Estados Unidos, uma grande parte das vendas s&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;o direccionadas para os est&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;ú&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;dios de filmagens em Hollywood, os tecidos Scabal t&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;ê&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;m sido usados em muitos filmes da actualidade &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.05pt;"&gt;incluindo "O Alfaiate do Panam&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.05pt;"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.05pt;"&gt;" &lt;i&gt;(The Tailor of Panam&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.05pt;"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.05pt;"&gt;), &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.05pt;"&gt;Titanic", "Casino", "007 - &lt;i&gt;Golden &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;Eye", &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;"MIB - Homens de Negro" &lt;i&gt;(Man In Black), &lt;/i&gt;"Os Intoc&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;veis" (77?e &lt;i&gt;Intouchables), &lt;/i&gt;"Apoio 13", &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;"Batman Forevef &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;e &lt;i&gt;"Batman Returns", &lt;/i&gt;"Dracula", "A Fam&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;í&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;lia Adams" &lt;i&gt;(The Adams Family), &lt;/i&gt;"A &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;Firma" &lt;i&gt;(The Firm). &lt;/i&gt;A Scabal tamb&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;m forneceu tecido para os filmes &lt;i&gt;"Wall Streef, &lt;/i&gt;"A M&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;fia" &lt;i&gt;(The &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.3pt;"&gt;Mob) &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.3pt;"&gt;e toda a saga de "O Padrinho" &lt;i&gt;(Godfather).&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;&lt;br /&gt;O &lt;i&gt;Ready-to-Wear &lt;/i&gt;Scabal est&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt; dispon&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;í&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;vel por toda a Europa e &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt; complementado pelo sistema &lt;i&gt;Made-to-Measure. &lt;/i&gt;Este sistema permite que um fato seja personalizado de acordo com as &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;especifica&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;çõ&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;es e desejos do cliente, dando-lhe a oportunidade de escolher o seu tecido Scabal &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;perante uma vasta colec&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;çã&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;o, nunca inferior a 5000 artigos diferentes (desde o Super 100'S ao &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;Super 250'S, l&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;, caxemira, seda, etc.), bem como o modelo que melhor lhe assente. Todos os &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.3pt;"&gt;fatos &lt;i&gt;Made-to-Measure &lt;/i&gt;s&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.3pt;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.3pt;"&gt;o disponibilizados em apenas 3 semanas. Se desejado, at&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.3pt;"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.3pt;"&gt; o nome do &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;cliente pode ser bordado no interior do fato.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;&lt;br /&gt;A Scabal foi pioneira no desenvolvimento do conceito &lt;i&gt;Made-to-Measure &lt;/i&gt;h&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt; 25 anos atr&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;s e &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;é &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;ainda uma das empresas lideres no que respeita a fatos por medida personalizados.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;&lt;br /&gt;A Scabal, com sede em Bruxelas, em pleno cora&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;çã&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;o da Europa, emprega 600 pessoas. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;É&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt; uma empresa privada com presen&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;ç&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;a na maioria dos pa&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;í&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;ses europeus bem como noutros grandes centros em todo o mundo. Existem lojas Scabal em Bruxelas, Londres, Mil&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;o, Paris, Atenas, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;Amesterd&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;o, Genebra, Dusseldorf, Istambul, Estados Unidos, Jap&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;o, Hong Kong...&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;&lt;br /&gt;Em1996, a Scabal lan&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;ç&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;ou uma linha de acess&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;ó&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;rios, uma exclusiva colec&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;çã&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;o de produtos que &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.3pt;"&gt;inclui camisas, gravatas, malhas e cintos, para que os clientes Scabal se possam vestir como um &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;Gentleman &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;da cabe&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;ç&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;a aos p&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;s. Os acess&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;ó&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;rios s&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;o fabricados em It&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;lia pelos melhores art&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;í&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;fices &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;e, tal como os tecidos, s&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;o produzidos com recurso a materiais de elevada qualidade. A Scabal tornou-se uma marca reconhecida internacionalmente, por representar o melhor vestu&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;rio para homem, seja pelo tecido para um fato por medida, pelo &lt;i&gt;Ready-to-Wear &lt;/i&gt;ou pelos acess&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;ó&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;rios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Vaz&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-3468867605207594154?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/3468867605207594154/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=3468867605207594154&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/3468867605207594154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/3468867605207594154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2008/02/o-grupo-scabal.html' title='O Grupo  Scabal'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/R8GJvWUrnnI/AAAAAAAAAFw/9hv_qOTJtY8/s72-c/image002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-8306472299549227634</id><published>2008-02-15T21:35:00.009Z</published><updated>2009-01-16T16:43:10.260Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tecidos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'>Scabal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXC306SFgaI/AAAAAAAAAOY/-pRQEi9iA9I/s1600-h/S.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 287px; height: 173px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXC306SFgaI/AAAAAAAAAOY/-pRQEi9iA9I/s200/S.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291931681786528162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No Tortosendo, Covilhã, uma empresa importadora de tecidos para alfaiataria apostou nas mais luxuosas fibras e na qualidade dos seus profissionais para se lançar no mercado. O resultado é o sucesso num mercado nacional onde há o interesse por produtos de qualida­de e de personalização.  Com uma filosofia centrada na qualidade, inovação e criati­vidade e um serviço personaliza­do, a J. Vaz &amp;amp; Irmão, Lda tem se destacado no mercado português.&lt;br /&gt;Esta empresa localizada em Tortosendo, Covilhã, representa a marca internacional Scabal, funda­da em Bruxelas, em 1938. Inicial­mente a Scabal era uma empresa que fabricava vestuário destinado aos operários;  porém, ao longo dos tempos, esta pequena empresa transformou-se na "empresa-mãe" de várias fábricas de alta qualida­de, com os desenhadores mais prestigiados e com um negócio têx­til alargado a todo o Mundo. De início a empresa tinha seis trabalhadores. Neste momento, a Scabal emprega 600 funcionários em todo o Mundo. A evolução da multinacional passou pela introdução do prêt-a-porter, permitindo que os clientes expressassem a sua personalidade através do que vestiam. Esta cria­ção do vestuário feito à medida há 25 anos atrás, ainda hoje se reper­cute no sucesso da empresa nesta área. Constantemente empenhada na procura das mais luxuosas fi­bras, a Scabal através dos seus re  presentantes, procura prestar o mesmo nível de qualidade de aten­dimento. A J. Vaz &amp;amp; Irmão, Lda é a presença deste requinte em Por­tugal, representante do tecido da multinacional e responsável pela distribuição deste tecido no País.&lt;br /&gt;Corria o ano de 1992, quan­do foi realizada a fundação da em­presa J. Vaz &amp;amp; Irmão, Lda. Esta ocorreu após o primeiro contacto do representante da multinacional Scabal com Jorge Vaz. A empresa iniciou a distribuição de tecidos a metro para alfaiates. Pouco a pou­co a empresa foi crescendo e alar­gando o seu público-alvo. Neste momento, as zonas do Grande Porto, Lisboa e Coimbra represen­tam os pontos de venda mais im­portantes desta empresa. Quanto aos seus principais clientes, estes são alfaiates, lojas de pronto-a-vestir e particulares. Os tecidos que são apresentados pela J. Vaz &amp;amp; Ir­mão, Lda são constituídos por caxemira e também por cem cento lã. Jorge Vaz mostra optimismo quanto ao mercado, porque "mui­tas pessoas procuram tecidos de boa qualidade". Contudo, há tam­bém uma perspectiva pessimista da parte de Jorge Vaz, visto que ao número de clientes tende cada vez mais a diminuir, o que nos obriga a inovar e procurar alternativas*.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXC41OWiHEI/AAAAAAAAAOg/UQZJbscORIM/s1600-h/scabal.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 165px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXC41OWiHEI/AAAAAAAAAOg/UQZJbscORIM/s200/scabal.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291932786685516866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;In  "O Primeiro de Janeiro"&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/R7YG5mUrniI/AAAAAAAAAFI/a3dAoK5ISeE/s1600-h/clip_image004.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-top: 0.25pt; text-align: justify; text-indent: 16.3pt; line-height: 12.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-top: 7.55pt; text-align: justify; line-height: 12.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:8;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-8306472299549227634?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/8306472299549227634/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=8306472299549227634&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/8306472299549227634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/8306472299549227634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2008/02/scabal.html' title='Scabal'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXC306SFgaI/AAAAAAAAAOY/-pRQEi9iA9I/s72-c/S.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-478562578002088491</id><published>2008-02-06T22:09:00.003Z</published><updated>2009-01-16T17:05:37.632Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lojas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'>Mãos de Tesoura</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;OS HOMENS "DE BERÇO" CONTINUAM A ENCOMENDAR OS SEUS  FATOS POR MEDIDA. DAS GRANDES FAMÍLIAS TRADICIONAIS, A   POLÍTICOS E EMPRESÁRIOS, A TRADIÇÃO É A PALAVRA DE ORDEM.   EM NOME DA ELEGÂNCIA. UMA VIAGEM PELOS "ATELIERS" DE   LISBOA E PORTO QUE INSISTEM EM DESENHAR OS CORPOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXC9yaM6MOI/AAAAAAAAAO4/RMRtlMcmPaQ/s1600-h/sal.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 352px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXC9yaM6MOI/AAAAAAAAAO4/RMRtlMcmPaQ/s400/sal.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291938235884908770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(122, 20, 19); letter-spacing: 0.25pt;"&gt;O pudor aristocr&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(122, 20, 19); letter-spacing: 0.25pt;"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(122, 20, 19); letter-spacing: 0.25pt;"&gt;tico &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.25pt;color:black;" &gt;de Augusto Saldanha&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.05pt;color:black;" &gt; impede-o de falar de dinheiro.&lt;br /&gt;"  Os &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.05pt;color:black;" &gt;bot&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.05pt;color:black;" &gt;õ&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.05pt;color:black;" &gt;es de um bom fato &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.1pt;color:black;" &gt;por medida podem ser mais caros do que um mau fato"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(39, 39, 39); letter-spacing: 0.15pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:courier new;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;"O gabinete de provas é um confessionário&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(39, 39, 39); letter-spacing: 0.15pt;"&gt;." &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(39, 39, 39); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;Augusto Saldanha, o autor da frase, é alfaiate esta­&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(39, 39, 39);"&gt;belecido no Porto, na Rua de Trindade Coelho, &lt;span style="letter-spacing: -0.15pt;"&gt;perto da Estação de S. Bento. "As pessoas contam-&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.05pt;"&gt;-me muitos problemas da vida, aqui." Augusto &lt;/span&gt;Saldanha, nascido em Freixo de Espada à Cinta, &lt;span style="letter-spacing: 0.2pt;"&gt;54 anos, alfaiate desde os 12, é um homem das&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(39, 39, 39); letter-spacing: 0.2pt;"&gt; Arábias. Pequeno, agitado, repete vezes sem &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(39, 39, 39); letter-spacing: 0.1pt;"&gt;conta: "Orgulho-me do meu trabalho." Sente &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(39, 39, 39);"&gt;orgulho dos fatos feitos por medida, em que as &lt;span style="letter-spacing: 0.25pt;"&gt;golas dos casacos não dependem de cortes--padrão, os botões das mangas têm casas reais &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.55pt;"&gt;e não fingidas, os pespontos evitam aquele &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.05pt;"&gt;ar industrial do pronto-a-vestir, as riscas ou os &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.05pt;"&gt;quadrados da fazenda acertam nos ombros e nos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(39, 39, 39); letter-spacing: -0.1pt;"&gt; bolsos. Orgulha-se também de ver os clientes pas­&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(39, 39, 39); letter-spacing: -0.05pt;"&gt;sarem na rua bem vestidos. Orgulha-se ainda dos &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(39, 39, 39); letter-spacing: 0.3pt;"&gt;nomes sonantes para quem corta os fatos: &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(39, 39, 39); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;Pessanhas, Pinheiros Torres, famílias consideradas &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(39, 39, 39);"&gt;do Porto: "Encomendam pouco, mas bom. São gente de berço e tratam-me bem." Há três anos conquistou um novo cliente, o ex-&lt;span style="letter-spacing: 0.1pt;"&gt;-ministro da Defesa e ex-presidente do CDS-PP&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.2pt;"&gt;:  Paulo Portas. Nem precisa de afirmar o orgulho &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.35pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;que sente nesta aquisição; uma fotografia do &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.1pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;político e do alfaiate, ambos sorridentes, tirada no &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.15pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Forte de S. Julião da Barra, reina numa estante da sala de provas, imagem que ele não deixou repro­duzir. "Trabalho com ele e com pessoas amigas &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.25pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;dele." O que mudou na imagem de Portas nestes &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.2pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;últimos três anos ele recusa dizê-lo, com humil­&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.3pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;dade formal: "Isso são vocês, jornalistas, que &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.15pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;devem notar." Mas adianta que nunca mais se viu &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.2pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;o antigo ministro com casacos de três botões &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.15pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;(limitam-se a dois) ou de ombros largos. Em &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.45pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;contrapartida, cada manga passou a andar com &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.55pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;a última casa desabotoada para transmitir um &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.05pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ar casual. E os forros podem ir do azul-psicadélico &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.25pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ao vermelho-comunista: "Chamei-lhe a atenção, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.6pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;mas o dr. Portas respondeu-me que o sangue &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.25pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;de Cristo também era vermelho..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="Section1"  style="font-family:courier new;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.15pt;font-size:28;color:black;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(48, 48, 48); letter-spacing: -0.05pt;font-size:28;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(48, 48, 48); letter-spacing: -0.05pt;font-size:28;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/R69SMWUrndI/AAAAAAAAAEI/jUtW0jZxxCU/s1600-h/sem+nome1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/R69SMWUrndI/AAAAAAAAAEI/jUtW0jZxxCU/s320/sem+nome1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165437669721480658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-top: 0.25pt; text-align: justify; line-height: 12pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(48, 48, 48); letter-spacing: 0.1pt;font-family:Arial;font-size:45;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;O ambiente do Rosa &amp;amp; Teixeira é altamente  fotogénico, misturando o requinte da faia, da brecha da Arrábida, com o luxo dos tecidos naturais&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(48, 48, 48); letter-spacing: -0.05pt;font-family:Arial;font-size:28;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="Section1"  style="font-family:georgia;"&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; line-height: 12pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.2pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A empresa&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.2pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;de alfaiataria Rosa &amp;amp; Teixeira trans­formou-se num ícone nacional. As instalações &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.3pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;principais estão hoje na Avenida da Liberdade, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.2pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;em Lisboa, e há também uma loja no Porto. Para &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.15pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;roupa por medida, os clientes devem deslocar-se, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.1pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;porém, à capital. A história desta casa é já cen­&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.2pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;tenária. No século XIX, Manuel Amieiro aper­&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.1pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;feiçoa a sua arte na parisiense Rue Royale - então &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.45pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;centro mundial da moda - e regressa a Lisboa. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.15pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;O rei D. Carlos e os infantes foram seus clientes, tal como o conde de Paris, pretendente à coroa de &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.05pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;França. O seu discípulo Francisco Rosa associa-se &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.45pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ao genro António Teixeira. Estava encontrado &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.15pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;o nome da firma. Agora, a empresa - com loja de &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.3pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;porta aberta para a rua onde se vende também &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.45pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;pronto-a-vestir de luxo - pertence a José João &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.4pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;de Castro, antigo gerente do Pestana &amp;amp; Brito, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(49, 49, 49); letter-spacing: 0.35pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;que ficou dono absoluto depois da saída volun&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(48, 48, 48); letter-spacing: 0.7pt;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;tária da família do sócio Miguel Ribeiro. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(48, 48, 48); letter-spacing: -0.05pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;De remodelação em remodelação - 1981, 1985, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(48, 48, 48);font-size:100%;" &gt;1996 -, a casa foi afinando o seu cenário de alta &lt;span style="letter-spacing: -0.1pt;"&gt;costura: tornou as instalações mais clássicas onde &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.15pt;"&gt;era necessário e preservou o que estava bem, &lt;/span&gt;como o fantástico gabinete de provas. O 'atelier', composto por 15 costureiras, 20 ofi­&lt;span style="letter-spacing: 0.25pt;"&gt;ciais e um mestre, é chefiado por Eugênio &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.3pt;"&gt;Fernandes Gomes, 61 anos, homem simpático&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(48, 48, 48); letter-spacing: -0.1pt;font-size:100%;" &gt; e tímido. Nascido na freguesia de Ribeira Dio, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(48, 48, 48); letter-spacing: -0.05pt;font-size:100%;" &gt;concelho de Oliveira de Frades, foi chamado para &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(48, 48, 48); letter-spacing: -0.1pt;font-size:100%;" &gt;a profissão por um tio que vivia no Seixal. Nunca &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(48, 48, 48); letter-spacing: 0.1pt;font-size:100%;" &gt;mais parou. Dono de oficina própria, levou para &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(48, 48, 48); letter-spacing: -0.2pt;font-size:100%;" &gt;o Rosa &amp;amp; Teixeira as suas empregadas. Entende-se: &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(48, 48, 48); letter-spacing: 0.35pt;font-size:100%;" &gt;Gomes é sensível e fica transtornado quando &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(48, 48, 48);font-size:100%;" &gt;se lhe pergunta porque deixou a sua oficina para &lt;span style="letter-spacing: -0.05pt;"&gt;trabalhar por conta de outrem: "Ainda nem perce­&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.25pt;"&gt;bi bem. Não gosto de falar disso'  Comove-se.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(43, 43, 43); letter-spacing: 0.05pt;"&gt; Rosa &amp;amp; Teixeira dispõe ainda de outra oficina, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(43, 43, 43); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;com sete pessoas, para acertos em fatos de pronto-&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(43, 43, 43); letter-spacing: -0.1pt;"&gt;-a-vestir. O ambiente é altamente fotogénico, mis­&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(43, 43, 43); letter-spacing: -0.05pt;"&gt;turando o requinte da faia, da brecha da Arrábida, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(43, 43, 43); letter-spacing: 0.05pt;"&gt;do latão, com o luxo dos tecidos naturais: seda &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(43, 43, 43);"&gt;pura lã, linho. Na retaguarda, estruturas do ar condicionado que combatem o calor do pesadís­&lt;span style="letter-spacing: 0.2pt;"&gt;simo ferro-de-engomar; condutas que libertam &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.55pt;"&gt;o ar do pó das fazendas; rolinhos contendo &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.3pt;"&gt;os moldes e as medidas de cada freguês, com &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.1pt;"&gt;os nomes destes colados dão ao canto de uma sala &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.05pt;"&gt;um vago ar japonês. "Quando engordam ou ema­&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.1pt;"&gt;grecem, chamamo-los cá para rectificar medidas", explica Eugênio Gomes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(43, 43, 43); letter-spacing: -0.05pt;"&gt; Nem toda a gente se permite um fato por medida no Rosa &amp;amp; Teixeira. Os preços, pendurados nos &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(43, 43, 43); letter-spacing: 0.05pt;"&gt;cortes de fazenda e nas peças de pronto-a-vestir da loja, são vertiginosos. "Os melhores clientes &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(43, 43, 43); letter-spacing: 0.3pt;"&gt;têm bom gosto e podem usufruir desse bom &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(43, 43, 43); letter-spacing: 0.6pt;"&gt;gosto. Trazem os filhos quando eles fazem &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(43, 43, 43); letter-spacing: 0.1pt;"&gt;o primeiro fato. Promovem a cultura de bem-&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(43, 43, 43); letter-spacing: 0.15pt;"&gt;-vestir", comenta Maria do Carmo, relações &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(43, 43, 43); letter-spacing: -0.05pt;"&gt;públicas e há 23 anos na casa. No Porto, Augusto &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(43, 43, 43); letter-spacing: 0.05pt;"&gt;Saldanha navega nas mesmas águas: "Um bom &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(43, 43, 43); letter-spacing: 0.15pt;"&gt;fato por medida pode ficar mais barato do que &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(43, 43, 43); letter-spacing: 0.05pt;"&gt;um bom fato de confecção industrial. Os botões &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(43, 43, 43); letter-spacing: 0.3pt;"&gt;de um bom fato por medida podem ser mais &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(43, 43, 43); letter-spacing: 0.1pt;"&gt;caros do que um mau fato de confecção inteiro/' &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(43, 43, 43); letter-spacing: 0.45pt;"&gt;Uma espécie de pudor aristocrático impede &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(43, 43, 43); letter-spacing: 0.1pt;"&gt;que se fale de dinheiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; line-height: 12pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; line-height: 12pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/R69UHmUrneI/AAAAAAAAAEQ/jcYMMZ5Y-0U/s1600-h/sem+nome2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/R69UHmUrneI/AAAAAAAAAEQ/jcYMMZ5Y-0U/s320/sem+nome2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165439787140357602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="font-family: arial;" class="Section1"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Labrador tem um clientela selecta  de administradores de bancos, advogados, economistas e políticos. "Também jornalistas", acrescenta José Pinheiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Durante anos, o pronto-a-vestir roeu o mercado aos alfaiates tradicionais. Muitos abandonaram, reformando-se, ou foram contratados por 'ateliers' industriais. Mas os que resistiram parecem afogados em trabalho. Saldanha - com uma operária fixa e duas colaboradoras em casa - afirma que está melhor: trabalha para o teatro; corta togas para advogados e becas para juizes; responde a encomendas de estilistas; desenha casacas para os bailes de debutantes do Porto. No Rosa &amp;amp; Teixeira, ufanam-se de grande clientela, tanto nacional como de estrangeiros que vivem em Portugal. Mas toda a gente lamenta a crise do sector, provocada sobretudo pela falta de profissionais. Não há pessoal, queixava-se já no século XIX o conde de Gouvarinho, personagem do romance 'Os Maias', Eça de Queirós. No entender dos mestres que restam, faltam aprendizes e não há porque as escolas são escassas e as que existem preparam profissionais para a indústria e não para o artesanato. "O único estabelecimento de ensino que nos pediu para trazer alunos a visitar as oficinas foi a Casa Pia", conta Maria do Carmo. A Labrador - empresa de pronto-a-vestir de quali­dade, com duas lojas em Lisboa, uma no Porto e outra em Madrid - tem oficinas para fazer acertos personalizados na roupa vendida: cortar calças, des-     manchar ombros e ilhargas de casacos, refazer os pontos, abrir casas falsas de botões. José Joaquim Pinheiro é o mestre do principal 'atelier', com cinco funcionários, situado num quintal sempre florido nas traseiras da loja, na Rua Braancamp, em Lisboa. Nascido há 66 anos, em Pinhel, começou aos sete como aprendiz. Chegou à Labrador em 1997 e tem saudades de "trabalhar na medida, de levar a obra do princípio ao fim". Casa dirigida às classes médias e altas, não oferece essas alterações (gratuitas) a todos os clientes. "Só a alguns, os mais impor­tantes", sorri José Pinheiro, que propagandeia uma clientela selecta de administradores de bancos, advogados, economistas, como o professor António Borges, e políticos como Correia de Campos, ministro da Saúde. "Também jornalistas", sorri de novo: "Mário Bettencourt Resendes, Luís Delgado."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);"&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/R69ZGmUrnfI/AAAAAAAAAEY/S2NYLcfVllI/s1600-h/sem+nome3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/R69ZGmUrnfI/AAAAAAAAAEY/S2NYLcfVllI/s320/sem+nome3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165445267518627314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; line-height: 12pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.05pt;font-size:11;color:black;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.15pt;font-size:10;color:black;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Herança -  Os mestres devem estar atentos a todos os pormenores. O perfeccionismo é a sua arma. Carlos Mendes, uma espécie de sindicalista da classe, gostava que a arte perdurasse com os filhos. «Talvez seja utópico»&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.35pt;font-size:10;color:black;"  &gt;&lt;/span&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-right: 0.25pt; text-align: justify; line-height: 12pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: 0.1pt;"&gt;Regresso&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;ao&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;a&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: 0.1pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;rtesanato&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: 0.1pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: 0.1pt;font-size:100%;" &gt;C&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: 0.1pt;font-size:100%;" &gt;ar&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: 0.1pt;font-size:100%;" &gt;l&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: 0.1pt;font-size:12;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;os Mendes,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.1pt;"&gt; 56 anos, natural de Pampilhosa da Serra, é uma &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: 0.1pt;"&gt;espécie de sindicalista dos mestres alfaiates. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.05pt;"&gt;Lamenta a inexistência de escolas, o autodidac&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.3pt;"&gt;tismo da classe, a loucura dos impostos: "Esta firma, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.05pt;"&gt;que é minha e da minha mulher, paga impostos &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.1pt;"&gt;como se fosse uma indústria." Segundo Carlos &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;Mendes, a alfaiataria deveria ser taxada como arte­&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: 0.5pt;"&gt;sanato. Com uma loja na Praça da Alegria, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;em Lisboa, onde emprega duas costureiras, chegou &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;a Lisboa como aprendiz, em 1965. Oriundo de uma &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.3pt;"&gt;família de alfaiates - pai e irmão mais velho -, o des­&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;tino estava traçado: "Acabada a instrução primária, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;não havia outro futuro." Estabeleceu-se por conta própria em 1971. Lembra-se de quando aprendizes &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;e oficiais eram muitíssimo mal remunerados, o que &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;afastou gente da profissão, por isso os impostos &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;deveriam baixar para que ele lhes pudesse pagar &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);"&gt;melhor. "Talvez seja utópico." Utopia que o leva &lt;span style="letter-spacing: -0.2pt;"&gt;a participar como presidente da assembleia geral da &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Comissão de Melhoramentos da sua aldeia natal, &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.3pt;"&gt;Lomba do Barco, junto ao Zêzere: "Sou regionalista. &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.15pt;"&gt;O interior do País está a ficar deserto." &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.2pt;"&gt;Como deserta está a profissão. Todos estes mestres &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.25pt;"&gt;alfaiates - nascidos na província, em famílias pobres &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.2pt;"&gt;- têm filhos. Nenhum quis seguir a arte dos pais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-right: 0.25pt; text-align: justify; line-height: 12pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);"&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.2pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-variant: small-caps;"&gt;ns&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0.1pt 0cm 0.0001pt 0.25pt; background: white none repeat scroll 0% 50%; line-height: 12pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.05pt;color:black;" &gt;Texto -Torcato Sepúlveda&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.05pt;color:black;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; Fotos - Dora Nogueira&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-478562578002088491?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/478562578002088491/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=478562578002088491&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/478562578002088491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/478562578002088491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2008/02/mos-de-tesoura.html' title='Mãos de Tesoura'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SXC9yaM6MOI/AAAAAAAAAO4/RMRtlMcmPaQ/s72-c/sal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-444430744375121628</id><published>2008-01-27T16:26:00.001Z</published><updated>2009-01-16T15:48:08.515Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'>Homenagem</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/R5zIk9joM8I/AAAAAAAAADY/fxDgBUxR0Q0/s1600-h/clip_image002.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 322px; height: 233px;" src="http://bp1.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/R5zIk9joM8I/AAAAAAAAADY/fxDgBUxR0Q0/s200/clip_image002.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160219810384589762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: center; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.3pt; font-style: normal;font-size:130%;" &gt;Alfaiate à moda antiga resiste no Porto&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin: 0.35pt 0.25pt 0.0001pt 0.85pt; background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; line-height: 10.45pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: -0.3pt;"&gt;Vitorino Sampaio Lei­&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;te, alfaiate de profis­&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: 0.15pt;"&gt;são, enternece-nos &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: -0.1pt;"&gt;quando fala da seu pequeno &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: -0.05pt;"&gt;atelier, como se fosse uma &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;casa de bonecas onde perma­&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: -0.35pt;"&gt;necesse desde a adolescência, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;por gosto de confeccionar as &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;vestes dos senhores do seu &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;imaginário. Também disfarça &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;um já pouco comum amor à arte, preferindo perder a ga­nhar se o cliente questiona o &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: -0.2pt;"&gt;seu trabalho, que por vezes &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;habilmente molda a um cor­&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: -0.25pt;"&gt;po já sem medidas ou sem modelos fabricados nas redes &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: -0.4pt;"&gt;comerciais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="margin: 1.9pt 0.1pt 0.0001pt 0.6pt; background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 14.5pt; line-height: 10.45pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: 0.05pt;"&gt;Entregue ao mister des­&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: 0.4pt;"&gt;de 1958, e há 33 anos &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: 0.1pt;"&gt;instalado na Avenida Bra­&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: 0.55pt;"&gt;sil, à Foz do Douro, o &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: -0.05pt;"&gt;artífice é simplesmente des­&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: 0.05pt;"&gt;conhecido de parte das ge­&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47);"&gt;rações mais recentes, que &lt;span style="letter-spacing: 0.15pt;"&gt;ignoram haver ainda fatos &lt;/span&gt;de homem que se fazem por &lt;span style="letter-spacing: 0.55pt;"&gt;medida, que se provam &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.05pt;"&gt;duas e três vezes para as­&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.1pt;"&gt;sentar bem as costuras ou &lt;/span&gt;para combater a teimosia de &lt;span style="letter-spacing: 0.1pt;"&gt;uma ruga persistente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 5.5pt 0cm 0.0001pt 0.35pt; background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; line-height: 10.45pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: 0.6pt;"&gt;«Gosto da profissão &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47);"&gt;mas poucas vezes me agra­&lt;span style="letter-spacing: 0.05pt;"&gt;da o que faço», exterioriza, &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.2pt;"&gt;deixando a impressão da &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.1pt;"&gt;exigência com que constrói as suas peças, desde as indumentárias normais até à chamada «obra de cinta» (smoking ou casaca), acolitado por dois ou três colaboradores que resistiram  a um trabalho praticamente em extinção. Apesar de tudo, obra não lhe falta, embora a procura venha apenas do pequeno estrato que fez frente ao pronto-a-vestir ou que não se imagina com outro traje senão um clássico «blaser» ou um paletó confeccionado em puro algodão do Egipto. O custo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.05pt;"&gt;não é exagerado se avaliar­&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: -0.05pt;"&gt;mos o preço que hoje atinge &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.55pt;"&gt;qualquer insignificância &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.1pt;"&gt;«hand made», ou os fatos &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.5pt;"&gt;italianos «prêt-à-porter» &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.05pt;"&gt;que proliferam nas lojas da &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: -0.1pt;"&gt;especialidade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Já não haverá muita&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;s &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;alfaiatarias do género no Porto a quem o cliente possa confiar um bom corte de fato. As roupas de marca &lt;span style="letter-spacing: 0.25pt;"&gt;quase que lançaram este &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.05pt;"&gt;pequeno grupo de artífices &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.05pt;"&gt;num beco sem saída, apesar &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.1pt;"&gt;de o rigor e qualidade que &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.25pt;"&gt;teimam oferecer permita &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.1pt;"&gt;manter ainda um lote de &lt;/span&gt;perduráveis apreciadores.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 11.3pt 0cm 0.0001pt 0.25pt; background: white none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33);"&gt;«Os clientes &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.05pt;"&gt;é que fazem a casa»&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.05pt;font-size:12;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 5.9pt 0cm 0.0001pt 0.35pt; background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; line-height: 10.45pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: -0.1pt;"&gt;«Os clientes é que fazem &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.25pt;"&gt;a casa, embora as mãos &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.1pt;"&gt;também tenham o seu va­&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.05pt;"&gt;lor», constata Vitorino Lei­&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.45pt;"&gt;te, segurando no braço &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.15pt;"&gt;direito um casaco alinha­&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.1pt;"&gt;vado sem mangas. O traba­&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.05pt;"&gt;lho, como é fácil perceber, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.1pt;"&gt;tem muito que se lhe diga, sendo sujeito a vários tes­tes: na primeira prova, fa­&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.15pt;"&gt;zenda e forros são molda­&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.25pt;"&gt;dos ao corpo do cliente, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.05pt;"&gt;sendo posteriormente testa­&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.1pt;"&gt;dos de novo, mas já com as &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.35pt;"&gt;frentes elaboradas. Nor­&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.1pt;"&gt;malmente recorre-se a uma &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.2pt;"&gt;terceira prova, com manga &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.1pt;"&gt;e gola alinhavada, antes de &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.25pt;"&gt;se concluir a peça, que &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.65pt;"&gt;finalmente é rematada e engomada. Antes a fazenda é sujeita ao chamado «ressoo», sendo só depois cortada e preparada para as provas. Uma tarefa delicada, mas que é acompanhada de um saudável convívio com  clientes, que o artista aproveita para pôr a con&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.1pt;"&gt;versa em dia e contar as &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33);"&gt;últimas novidades.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-left: 0.1pt; text-align: justify; text-indent: 14.5pt; line-height: 10.45pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33);"&gt;O alfaiate tem três cola­&lt;span style="letter-spacing: 0.3pt;"&gt;boradores - profissionais &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.15pt;"&gt;que o acompanham há dé­&lt;/span&gt;cadas, sempre fiéis, «uma equipa maravilhosa», como o próprio a define, reconhe­cendo que dificilmente en­&lt;span style="letter-spacing: 0.1pt;"&gt;contraria gente nova para &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.3pt;"&gt;trabalhar à sua maneira. &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.05pt;"&gt;«São profissionais excelen­&lt;/span&gt;tes, e merecem tudo porque &lt;span style="letter-spacing: 0.05pt;"&gt;me acompanham há muitos &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.1pt;"&gt;anos».&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-right: 0.25pt; text-align: justify; text-indent: 14.3pt; line-height: 10.45pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33);"&gt;Vitorino Leite não pare­&lt;span style="letter-spacing: -0.1pt;"&gt;ce ser daqueles profissionais &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.05pt;"&gt;que leva os problemas para &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.2pt;"&gt;casa, que dorme com eles &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.05pt;"&gt;em cima do travesseiro, mas &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.1pt;"&gt;preocupa-o atrasar a obra e &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.05pt;"&gt;o cliente apressado que lhe &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.1pt;"&gt;deixa à porta a mensagem &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.05pt;"&gt;que todos bem conhecemos: &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.25pt;"&gt;«Preciso deste fato para &lt;/span&gt;sexta-feira, sem falta».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-right: 0.25pt; text-align: justify; text-indent: 14.4pt; line-height: 10.45pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33);"&gt;Da sua clientela diz ser &lt;span style="letter-spacing: 0.15pt;"&gt;«gente de princípios que &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.3pt;"&gt;gosta de vestir bem» (o &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.1pt;"&gt;artista aprecia enaltecer as &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.3pt;"&gt;pessoas que o procuram, &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.15pt;"&gt;que considera «a razão de &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.35pt;"&gt;ser da sua alfaiataria»), &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.2pt;"&gt;possuindo também um rol de «amigos da casa» que &lt;/span&gt;com ele se aconselharam e &lt;span style="letter-spacing: 0.05pt;"&gt;depois acabaram por gostar &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.1pt;"&gt;do seu trabalho. O alfaiate &lt;/span&gt;orgulha-se de ter em cartei­&lt;span style="letter-spacing: -0.05pt;"&gt;ra «gente de grande exigên­&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.05pt;"&gt;cia», constando do seu fi­&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.15pt;"&gt;cheiro desde comandantes &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.1pt;"&gt;de navio até conceituados ídolos da canção, como o &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.15pt;"&gt;saudoso Tony de Matos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0.5pt 0.1pt 0.0001pt; background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 14.4pt; line-height: 10.45pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: 0.3pt;"&gt;Especialista em corte &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: -0.15pt;"&gt;clássico, Vitorino Leite mol­&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: 0.1pt;"&gt;da-se ao gosto de qualquer &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47);"&gt;pessoa, mostrando-se capaz de executar desde o modelo mais ligeiro até aos fatos de &lt;span style="letter-spacing: -0.05pt;"&gt;linha italiana exclusivos das &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.15pt;"&gt;afamadas catedrais da mo­&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.1pt;"&gt;da. «Executo qualquer tra­&lt;/span&gt;balho, clássico ou moderno, &lt;span style="letter-spacing: -0.05pt;"&gt;só que o cliente tem que me &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.25pt;"&gt;dizer bem o que quer», &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.2pt;"&gt;explica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 10.45pt 0.1pt 0.0001pt 0cm; background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 14.4pt; line-height: 10.45pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: 0.1pt;font-size:11;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Alfaiataria ocupa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47);font-size:11;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;a casa o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;nde morreu &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.1pt;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;António Nobre&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: 0.2pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 10.45pt 0.1pt 0.0001pt 0cm; background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 14.4pt; line-height: 10.45pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: 0.2pt;"&gt;&lt;/span&gt;A alfaiataria funciona como qualquer casa vulgar do ramo. Aliás, o cliente pode comprar ali os forros, tecido e até botões, tudo das melhores origens. Em maté­ria de fazendas o artista prefere não arriscar, pos­suindo padrões para todos os gostos, desde as peças nacionais até aos consagra­dos fios italianos e ingleses.&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: -0.05pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 2.75pt 0cm 0.0001pt 0.35pt; background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; line-height: 10.45pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: 0.4pt;"&gt;No Inverno, como é natural, o trabalho aperta &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: -0.05pt;"&gt;e o tempo escasseia à medi­&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47);"&gt;da que o Natal se aproxima. &lt;span style="letter-spacing: 0.2pt;"&gt;A alfaiataria confecciona &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.15pt;"&gt;entre dois a três fatos de &lt;/span&gt;homem por semana, poden­do até satisfazer mais clien­&lt;span style="letter-spacing: 0.15pt;"&gt;tes que lhe encomendam &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.05pt;"&gt;peças soltas. «Os alfaiates têm fama de demorar muito &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.05pt;"&gt;graceja, embora nos garan­&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.2pt;"&gt;ta que nunca deixou ficar um cliente desprevenido. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33);"&gt;«Fui sempre pontualíssimo, &lt;span style="letter-spacing: 0.3pt;"&gt;sempre muito direitinho. &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.15pt;"&gt;Nesse aspecto não tenho histórias para contar».&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;div class="Section1"&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-right: 0.25pt; text-align: justify; text-indent: 14.65pt; line-height: 10.45pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33);"&gt;De resto, Vitorino Leite parece nada ter a recear. E é &lt;span style="letter-spacing: 0.4pt;"&gt;vê-lo, pouco depois do &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.25pt;"&gt;meio-dia, conversador, a &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.05pt;"&gt;pisar sossegadamente o pas­seio da Avenida Brasil, em &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.05pt;"&gt;direcção a casa. A alfaiata­&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.1pt;"&gt;ria ocupa o rés-do-chão do &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.05pt;"&gt;edifício onde morreu Antó­nio Nobre, uma antiga casa de praia de que Vitorino se &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.1pt;"&gt;orgulha e que parece não &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.15pt;"&gt;querer abandonar por nada &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.25pt;"&gt;deste mundo, apesar das &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.05pt;"&gt;propostas que já lhe chega­&lt;/span&gt;ram às mãos. No entanto, já &lt;span style="letter-spacing: 0.05pt;"&gt;com mais de sessenta anos &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.25pt;"&gt;de idade, o alfaiate não deixará continuadores no &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.2pt;"&gt;ofício.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-right: 0.5pt; text-align: justify; text-indent: 14.5pt; line-height: 10.45pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33); letter-spacing: 0.2pt;"&gt;Mas o artista, para já, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33);"&gt;não pensa nisso, preferindo &lt;span style="letter-spacing: 0.05pt;"&gt;recordar os tempos em que &lt;/span&gt;se decidiu pela profissão, ensaiando os primeiros gol­pes de agulha e os precoces &lt;span style="letter-spacing: 0.1pt;"&gt;alinhavos, e lembrando o &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.25pt;"&gt;rigor que sempre dedicou &lt;/span&gt;ao seu mister: «No começo &lt;span style="letter-spacing: 0.1pt;"&gt;nunca me agradou o meu &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.2pt;"&gt;trabalho, queria aprender &lt;/span&gt;sem deslizes; quando corria &lt;span style="letter-spacing: 0.05pt;"&gt;mal, sem dar a entender a &lt;/span&gt;alguém, afastava-me e cho­&lt;span style="letter-spacing: -0.1pt;"&gt;rava».&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 10.2pt 0cm 0.0001pt 9.85pt; background: white none repeat scroll 0% 50%; text-indent: -8.4pt; line-height: 12pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33);"&gt;Manuel Morato (texto)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 10.2pt 0cm 0.0001pt 9.85pt; background: white none repeat scroll 0% 50%; text-indent: -8.4pt; line-height: 12pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: rgb(33, 33, 33);"&gt; &lt;span style="letter-spacing: -0.05pt;"&gt;Angela Velhote (foto)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.05pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="margin: 1.9pt 0cm 0.0001pt 0.6pt; background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 14.3pt; line-height: 10.45pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(47, 47, 47); letter-spacing: 0.05pt;font-size:10;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-444430744375121628?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/feeds/444430744375121628/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9073015625133915208&amp;postID=444430744375121628&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/444430744375121628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/444430744375121628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2008/01/homenagem.html' title='Homenagem'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/R5zIk9joM8I/AAAAAAAAADY/fxDgBUxR0Q0/s72-c/clip_image002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-441430502945533235</id><published>2008-01-14T22:28:00.002Z</published><updated>2011-10-13T17:20:29.006+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'>Alfaiates de Lisboa com pouco pano a medir</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="-moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; background: white none repeat scroll 0% 50%; font-weight: bold; margin: 3.5pt 0cm 0.0001pt 0.85pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;"Daqui a dez anos, a cidade contará pelos dedos" os últimos profissionais.  São poucos, e ainda menos os bons, mas ainda se po­dem encontrar em Lisboa. Dedicados a uma clientela cada vez mais seleccionada, os alfaiates que restam na capital debatem-se com a falta de profissionais capa­zes, a quem gostariam de passar o testemunho, mas não acreditam nos estilistas. Ao pronto-a-vestir resisti­rão os melhores.  lr ao alfaiate não é hoje tão vulgar como era há 30 anos. A indústria têxtil cresceu e pôs no mercado um sem-número de artigos e, por outro lado, os alfaiates estão a desaparecer a olhos vistos. E a cidade nem dá por isso. Reformam-se, morrem, desistem e deixam uma herança que ninguém quer, um trabalho que ninguém continua.  Existem hoje na Grande Lisboa, segundo números da Associação Portuguesa dos In­dustriais de Vestuário (APIV) — aproximados, porque não há dados recentes e nem todos os elementos deste ofício estão ins­critos —, entre três e quatro centenas de alfaiates. Na lista telefónica encontram-se refe­rências à actividade, mas muitas não são mais que um nome e um número na lista, havendo "alfaiatarias" que não contam nos seus quadros com um único alfaiate.Para se perceber como se chegou a esta situação e preciso recuar no tempo. Segundo o Mi­nistério do Emprego, na década de 50, um por cento da popula­ção jovem activa estava entregue aos afazeres da alfaiataria, o que significava que cerca de 5700 portugueses, entre os 10 e os 19 anos estava, na época, a aprender a medir, cortar, pas­sar, coser, como viam fazer o pai, o tio ou qualquer outro membro ou amigo da família.  O sr. Baptista foi um dos que, por volta dos 12 anos, co­meçou a aprender o ofício. Co­mo a grande maioria dos alfaia­tes de Lisboa, só mais tarde veio para a capital, onde estavam os melhores da profissão. Os primeiros passos, deu-os em Viana do Castelo. Considera que os al­faiates que iniciavam a aprendi­zagem na província ficavam mais bem preparados, pois do­minavam todas as fases da cria­ção de um fato—cortar, passar, pontear, coser, tudo passava pe­las suas mãos. Em Lisboa, foi para um pri­meiro andar da Rua da Prata. Era uma das quase duas deze­nas de pessoas que lá trabalha­vam. "Nesse tempo havia traba­lho para todos. Quando ouvia a campainha da porta, o patrão dizia logo 'oxalá não seja mais um freguês para escolher um modelo'. Hoje, dizemos exacta­mente o contrário..." O patrão morreu e o sr. Baptista conti­nuou o trabalho, até hoje, mas por apenas mais dois anos. Tra­balha com uma costureira e não tem ninguém a quem passar testemunho. Desde há muito que não sabe o que é ter um aprendiz.Um outro alfaiate, também estabelecido num velho edifício da Rua da Prata, prepara-se pa­ra o adeus aos clientes, no fim do ano. Completaria 53 anos de profissão no início de 1992, mas não vai lá chegar. O problema é também não ter quem continue o trabalho. "Os jovens de hoje  não estão para isto. Hoje só que­rem tirar um cursinho e arran­jar um emprego, mas não um trabalho", diz. Mas reconhece que é preciso "muita arte, muito saber, muita paciência, para es­tar todo o dia num terceiro an­dar a trabalhar a sério".&lt;br /&gt;Hábitos mudaram em 74&lt;br /&gt;Os alfaiates apontam geral­mente o ano de 1974 como o iní­cio do declínio da profissão, o que explicam pela "mudança nos hábitos da população, que passou a vestir roupa mais prá­tica, acompanhada pela dimi­nuição do pessoal das alfaiata­rias".  E. Gomes dá o exemplo da casa onde trabalha, que, tendo já contado com mais de 60 pes­soas, emprega hoje 12. Na opinião do vice-presidente da APIV, Armindo Bártolo, ele próprio alfaiate, "assiste-se a um processo de selecção, e só os melhores vão aguentar o embate com o pronto-a-vestir". Habituados a um modo de vida e de trabalho muito virado para si próprios, os alfaiates tendem a valorizar a aprendizagem tra­dicional, extensiva, apologista do "faz como eu faço", em detrimento de escolas e cursos, que ainda olham com muitas sus­peitas. O primeiro passo para uma nova vaga de alfaiates, capazes de produzir mais e melhor, foi dado pelo Centro de Formação Profissional dos Industriais de Vestuário e Confecção, que chegou a promover, não há muito tempo, um curso. No en­tanto, um pormenor deitou por terra todos os planos : a inexis­tência de candidatos... Em paí­ses como a Áustria ou a Holanda, porém, tem sido possível atrair os jovens para a alfaiata­ria, com cursos cuja qualidade é unanimemente reconhecida em Portugal. "Por este andar", afirma o sr. Baptista, "daqui a dez anos, Lisboa contará pelos dedos os seus alfaiates." Para amostra, vão ficar al­guns, ou porque são muito bons (e muito caros) ou porque estão bem organizados, nomeada­mente em estabelecimentos de pronto-a-vestir e que não deixa­rão escapar o elemento de dis­tinção que é ter uma secção de alfaiataria. Daqui resultará que esta actividade se torne cada vez mais elitista, com um mer­cado concentrado em três gran­des grupos: os que, pelas suas características físicas, não en­contram roupa no pronto-a-ves­tir; aqueles a quem a posição so­cial exija um grande cuidado na apresentação, e os que simples­mente não se "revêem" na rou­pa industrial, mas apenas na­quela feita à sua medida, perso­nalizada. Este é, de resto, um mundo todo ele personalizado. São-no os artigos vendidos, como as re­lações entre artesão e cliente. O alfaiate tem, normalmente, amigos para quem trabalha, o que é diferente de trabalhar pa­ra "simples fregueses". Uma amizade cimentada em muitos anos, muitos fatos, muitas con­fidências. O cliente da casa, nor­malmente, volta sempre, pelo que é difícil voltar-lhe as costas e  fechar o negócio...  Os novos estilistas portu­gueses não são considerados co­mo fazendo parte do mesmo mundo. "Só sabem desenhar", considera E. Gomes. "Não têm qualquer relação com a alfaiata­ria. Dedicam-se à moda feminina, ao contrário, por exemplo, dos estilistas espanhóis, que também se dedicam à roupa masculina", afirma um vende­dor de uma das antigas alfaiata­rias da Baixa, hoje ligada ao pronto-a-vestir. •&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filipe Costa&lt;span style="font-family: arial; font-size: 100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #281d20; letter-spacing: -0.25pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9073015625133915208-441430502945533235?l=blog-dos-alfaiates.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/441430502945533235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9073015625133915208/posts/default/441430502945533235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-dos-alfaiates.blogspot.com/2008/01/alfaiates-de-lisboa-com-pouco-pano.html' title='Alfaiates de Lisboa com pouco pano a medir'/><author><name>Alfaias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11798942106420143952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9073015625133915208.post-5498392931500972860</id><published>2007-12-30T14:57:00.005Z</published><updated>2011-10-13T17:22:05.904+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestuário por medida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfaiates'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SeWsWMYTM4I/AAAAAAAAATI/491TKXQNjic/s1600-h/clip_image002.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324851631715726210" src="http://3.bp.blogspot.com/_RQbTbvLH-Ek/SeWsWMYTM4I/AAAAAAAAATI/491TKXQNjic/s320/clip_image002.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 284px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 415px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_RQbTbvLH-Ek/R3eyHW-7o8I/AAAAAAAAAC4/__44neycSO0/s1600-h/clip_image002.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #945a27; letter-spacing: -0.2pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ser alfaiate é hoje uma profissão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #945a27; font-size: 100%; font-weight: bold; letter-spacing: -0.2pt;"&gt; em vias de extinção. Se pegar&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #945a27; font-size: 100%; font-weight: bold; letter-spacing: -0.25pt;"&gt; numa lista telefónica vai constatar,&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #945a27; font-size: 100%; font-weight: bold; letter-spacing: -0.2pt;"&gt; com facilidade, que na cidade do&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #945a27; font-size: 100%; font-weight: bold; letter-spacing: -0.25pt;"&gt; Porto existem apenas meia dúzia,&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #945a27; font-size: 100%; font-weight: bold; letter-spa
