quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

Alfaiates: arquitetos da elegância (I)


Com o desaparecimento gradual da cultura da elegância masculina, vão desaparecendo também profissionais de um nobre e antigo ofício: o do alfaiate. Adquirir um terno sob medida vai muito além da efêmera experiência de consumo oferecida por marcas e grifes. É como a diferença entre a aquisição de uma casa comprada pronta, e aquela que se discute desde os fundamentos com um arquiteto. E como uma casa, o terno vai se construindo aos poucos.

Inicialmente, são anotadas as medidas, o que inclui tomadas diferentes para cada braço, cada ombro, e cada perna, pois assim como não se deve esperar de um terreno perfeita simetria, não se deve também esperar do próprio corpo que ele corresponda às proporções dos modelos cuidadosamente produzidos e estampados nas propagandas e revistas.


STYLUS ET CAETERA

terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Alfaiates à moda antiga

Criar um guarda-roupa por medida


Fita métrica, tesoura, agulha, linha e precisão no corte.
Mesmo quem nunca frequentou o alfaiate, sabe reconhecer que uma peça desenhada à medida por este artesão do tecido é um verdadeiro luxo. No dia em que se comemora uma das profissões mais nobres e antigas do mundo, convidamo-lo a visitar uma alfaiataria perto de si. Conheça a história, os truques e a arte de um fato único feito à medida… à sua medida.


Tão antigo como Portugal

Recordar as origens da alfaiataria em Portugal é quase contar oito séculos da História do nosso país. Por essa e muitas outras razões, no próximo dia 6 de Setembro reuna a família e recorde com os mais velhos como eram as idas ao alfaiate e explique aos mais novos a importância desta profissão na moda e no modo de vestir do homem.

Para o auxiliar nesta verdadeira viagem no tempo, deixamos aqui algumas dicas curiosas. Ao contrário de grande parte das expressões europeias, em português a palavra alfaiate deriva da expressão árabe Al-Kaiat, sendo que o verbo khata significa coser. Do latim, apenas herdámos a expressão sarcir – que se refere à técnica de remendar um tecido roto com outro pedaço de tecido semelhante – e que advém do verbo sarcire, que significa coser.

A mais antiga referência a este ofício remonta ao século XII, altura em que a profissão proliferava no reino de Portugal e dos Algarves e especialmente entre o povo judeu. D. Afonso V confiava as suas vestes aos dons do alfaiate Latão e D. João II, ao Mestre Abraão.

O peso e importância desta profissão na sociedade era tal, que o apelido Alfaiate baptizou muitas famílias, e a bela localidade de Alfaiates, na Beira Baixa, destacou-se no tempo e na História por ter desenvolvido durante a Idade Média uma forma de organização administrativa associada à profissão de talhar um bom fato.


A prova dos nove


À semelhança da ida das senhoras à costureira, os homens habituaram-se a frequentar o alfaiate sempre que o armário exigia uma nova peça de roupa, fosse ela um colete, umas calças, um sobretudo ou um paletó.

O ritual exigia a recolha minuciosa das medidas do cliente, a marcação rigorosa do tecido com giz, o corte assertivo dos moldes da peça e muitas horas de costura à mão. No entanto e ao fim de algumas provas, o resultado era sempre o mais exclusivo e personalizado possível. Uma peça única para um cliente exigente e naturalmente satisfeito.

Contudo, com a Revolução Industrial surgem também as máquinas de costurar e o famoso pronto-a-vestir. Com a concorrência do vestuário feito em série, surge a necessidade de se criarem as primeiras lojas servidas por alfaiates, como é a Casa Nunes Correia que ainda hoje existe na capital e que
foi frequentada pela Rainha D. Amélia e seus príncipes,
no final do século XIX.

A alfaiataria em Portugal conheceu ainda outros momentos de fama quando, o dramaturgo Gil Vicente, ele próprio iniciado na arte da alfaiataria, retratou nas suas farsas e autos, a personagem do alfaiate, como contam
as trovas de Henrique da Mota (ou Farsa do Alfaiate, segundo Leite de Vasconcelos)


É igualmente impossível esquecer a personagem do
alfaiate Caetano, interpretado por António Silva, no memorável filme português dos anos 30, “A Canção de Lisboa”… Quem não se lembra da mais famosa prova dos nove?

Os resistentes

Para os mais velhos que não se conseguem render aos tamanhos rígidos da roupa do pronto-a-vestir ou até mesmo para quem queira experimentar as delícias de um fato exclusivo, feito à medida, as notícias são optimistas. Resistem, ainda, nas grandes cidades, alfaiatarias onde é possível encontrar artesãos dispostos a cumprir todas as exigências de uma peça personalizada. É o caso da Alfaiataria Coutinho, na Rua da Glória, em Lisboa, que se orgulha de manter a tradição da família há largas dezenas de anos.

O mesmo diz a Casa Bastão, na Rua dos Remédios, ou a Alfaiataria Figueiredo, em Algés. No norte, é obrigatório visitar a Alfaiataria Moreira, em Macedo de Cavaleiros, ou o mais recente atelier de alfaiataria, na Rua José Falcão, na baixa do Porto, totalmente remodelada por um francês apaixonado pelo ofício do alfaiate.


Existem ainda lojas de qualidade superior que hoje não dispensam os serviços de um alfaiate. Foi o que aconteceu na Loja das Meias, quando decidiu criar no seu espaço um novo serviço de alfaiataria capaz de servir melhor os clientes que procuram exclusividade nas suas peças de roupa.



A nova era dos alfaiates

Ao contrário do que muitos pensam, o ofício do alfaiate não está a morrer. Muito pelo contrário. Hoje em dia, o conceito de alfaiataria é associado a requinte, classe e diferenciação e por isso mesmo tem vindo a ganhar um novo fôlego no mercado. A palavra de ordem é, por isso, inovar.

Quem tem o bichinho da agulha dentro de si e gostaria de ver desfilar fatos exclusivos made in “eu próprio”, o primeiro passo pode estar em cursos especializados na área, como os leccionados no CIVEC – Centro de Formação Profissional da Indústria do Vestuário e da Confecção.

Talhar, alinhavar, chulear, casear, coser botões,
fazer ilhós, plissados, trabalhar com tafetás, brocados, sarja ou burel são apenas algumas das actividades que caracterizam o ofício do alfaiate e que poderão transformar qualquer um num profissional de sucesso.

Os mais cépticos que recuem até 1850, quando Levi Strauss contratou um alfaiate para transformar as suas lonas em macacões de ganga. Trocado por miúdos, significa que as primeiras calças de ganga nasceram das mãos de um alfaiate. Das mesmas mãos e com muita imaginação poderão nascer muitas outras peças e até, quem sabe, novas tendências de moda.

Raquel Pereira

In Lifecooler.com

sábado, 5 de Setembro de 2009

Alfaiates em vias de extinção



sábado, 23 de Maio de 2009

Museu da Lourinhã

Antigas profissões – O alfaiate

O alfaiate é um profissional que confecciona roupas masculinas. O nome tem origem na palavra árabe alkhayyát. O verbo Kháta significa coser. A costureira diferencia-se do alfaiate por confeccionar as roupas femininas provindo o nome da palavra latina consustura.
O termo latino para alfaiate é sartor que, em Português, deu origem ao verbo sarcir, o qual significa coser, e às palavras sarcir, que se refere à técnica de remendar um tecido roto
com um pedaço de tecido do mesmo padrão, e de o coser de tal modo que não se perceba o remendo, e sarcideira, a mulher que usa essa técnica. Contrasta com fundilhar, ou seja, pôr
fundilhos, que consiste em tapar o roto ou reforçar o tecido, normalmentede calças ou de casacos de trabalho, com pano igual ou diferente, geralmente mais forte que o original.
Era uma arte importante que conferia um estatuto, diremos que confortável e bem remunerado, ao respectivo artesão. Tanto assim que os judeus, durante a
Idade Média, fizeram dela a principal actividade: “foi a profissão de alfaiate a que mais professaram (os judeus) na nossa Idade Média, durante os séculos XIV e XV. (…)
Esse ofício era, então, o que em Lisboa ocupava o maior número de Israelitas. (…) O alfaiate de D. Afonso V era um hebreu – mestre Latão –, e o de D. João II era outro – Mestre Abraão.”
Os alfaiates eram artesãos altamente especializados sujeitos a rigorosos exames e anos de prática, para obterem a carteira profissional. Tinham que saber talhar, alinhavar, chulear, casear, coser e fazer todos os acabamentos necessários e exigidos pelo cliente na confecção de
calças, casacos, coletes … E havia, ainda, aqueles ou aquelas que faziam ilhós, botões, plissados e, após o aparecimento das meias de vidro, apanhavam as malhas caídas.
Sedas, brocados, veludos, tafetás, cetins, damasco, linhos, lãs, ou, simplesmente, cotim, sarja ou burel, foram utilizados, durante séculos, pelo alfaiate e tudo era cosido com agulha e linha de boa qualidade, com a ajuda do dedal que protegia o dedo médio que normalmente empurra a agulha.

A fita métrica para tirar as medidas ao cliente, as diversas tesouras para cortar e talhar os
tecidos, o giz para desenhar os cortes, os chumaços, a entretela, os botões, o ferro para assentar costuras e engomar eram os principais utensílios do alfaiate.
Até meados do século XIX todas as costuras eram feitas à mão.
A máquina de costura foi comercializada apenas a partir da segunda metade do século XIX.
No século XX, destacam-se, na Lourinhã, os alfaiates:
Luís Veríssimo, com alfaiataria na R. João Luís de Moura onde ensinou a arte a Luís Santos. Este doou os casacos em duas fases de elaboração, entretelados e alinhavados, expostos no Museu da Lourinhã.
José Dias, que vivia na R. Miguel Bombarda, (a mulher, D. Adelaide, após a morte do marido, ofereceu parte do espólio ao Museu da Lourinhã) .
Os Mirandas (toda a família trabalhava na alfaiataria), também na rua João Luís de Moura,
Pedro Marques de Carvalho (n. 28- 6-1879, f. 28-12-1952) que teve alfaiataria na rua da Misericórdia e, mais tarde, na Av. António José de Almeida. Foi mestre de alfaiates mais jovens, entre eles, o Miranda e o José Lourenço do Toxofal.



Isabel Mateus e Simão Mateus
Boletim 09 10/2008

http://www.museulourinha.org

sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Vida dedicada às capas de burel


Aos 72 anos, Aureliano Ri­beiro é o último de uma geração de alfaiates que ao longo de algumas cen­tenas de anos confeccio­naram a "sui generis" capa de honras mirandesa, uma das mais nobres peças do traje popular português. Ao longo dos mais de 60 anos em que se senta em fren­te à sua velha máquina de costura "Singer", o artesão já perdeu a conta ao número de capas que costurou. Recorda que a arte foi herdada do seu pai e do seu avô, mantendo-se fiel ao "estilo" con­cebido ao longo de mais de três gerações, "Agora já se fazem poucas ca­pas", lamenta. No entanto, "conti­nuam a ser muito apreciadas, não só por autóctones, mas também por quem vem de fora " refere Au­reliano Ribeiro. O artesão garan­te que a procura da capa de hon­ras mirandesa se deve "à riqueza e beleza desta peça única do traje português".
A capa é uma peça de grande valor etnográfico feita de pura lã de ovelha (burel) e requer um trabalho minucioso por parte de quem a confecciona, devido à sua complexidade. Uma capa de honras pode demorar mais de duas semanas a cortar, decorar e costurar.
Se no passado esta capa de ori­gem "medieval" serviu para pro­teger os pastores da região do Pla­nalto Mirandês da agressividade do clima, actualmente é uma peça apenas utilizada em cerimónias protocolares ou outros actos de importância relevante, sendo usual oferecer uma destas vestes a figuras distintas que visitam o município de Miranda do Douro.
Apesar do valor desta peça de vestuário, o artesão não esconde a mágoa de não ter seguidores masculinos na arte, já que só algu­mas costureiras na região confec­cionam as capas de honras. "Ain­da tentei fazer alguns cursos de aprendizagem, mas não há quem queira saber desta arte", garante Aureliano. Seguro de si, o artesão afiança que a confecção de uma capa é dos serviços mais duros de um al­faiate, devido ao peso das peças de burel e à força empregue du­rante a sua concretização. "No passado as capas de honras eram feitas só por alfaiates. É um servi­ço pesado. Actualmente só faço capas por encomenda. Longe vão os tempos em que se faziam cer­ca de 50 por ano", lembra o arte­são.
Na parede do seu pequeno e rústico ateliê é possível observar vários diplomas, sendo o mais importante o primeiro prémio do Concurso Nacional de Artesana­to, atribuído em 1992, a uma capa de honras desenhada e costura­da por este homem de Constantim, no concelho de Miranda do Douro.


FRANCISCO PINTO
braga @jn.pt

In Jornal de Notícias

terça-feira, 19 de Maio de 2009

Museu da Lourinhã

A colecção de máquinas de costura

Até meados do século XIX todas as peças de vestir e calçar eram cosidas à mão. Chapéus, sapatos, cintos, meias, vestidos, calças e calções eram feitos manualmente. Nada de máquina de
costura para ajudar o alfaiate, a costureira, o correeiro, o peliqueiro, o sapateiro, o chapeleiro.
A invenção da máquina de costura foi feita em diversas etapas e por diversas pessoas.
A lançadeira, a agulha, os movimentos dos fios e da lançadeira foram etapas de descoberta e aplicação feitos ao longo dos anos. Na verdade, a nenhuma pessoa isolada se poderá dar
o crédito da sua invenção mas o nome de Isaac Merrit Singer distingue-se entre todos.
No fundo, Isaac Singer aproveitou as descobertas de outros e sugeriu modificações que a tornaram prática e eficiente.
A primeira patente da Singer data de 1858 e foi rapidamente comercializada, de tal modo que a maior parte de nós conheceu uma máquina Singer em casa dos pais ou avós.
Havia vários fabricantes de máquinas de costura. A Pfaff foi a primeira fábrica alemã a produzir e comercializar uma máquina de costura (1862). A Frister & Rossmann foi uma firma fundada em 1864 e que, a partir de 1892, começou também a comercializar máquinas de escrever.
Durante o século XIX foram, na Alemanha, os principais produtores de máquinas de costura mas,
após a Grande Guerra de 14-18, a firma entrou em falência e, em 1925, foi comprada pela Gritzner & Kayser. Em 1906, encontra-se a publicação de um anúncio n’ “O Imparcial”, que diz:
“Alberto Marques de Carvalho / Rua Grande – Lourinhan / Estabelecimento de mercador, fanqueiro, modas, mercearias, louça, quinquilharias, ferragens, tabacos, móveis de ferro, calçado, sola, cabedaes, vinhos finos e muitos outros artigos. / Máquinas de costura Kayser.”
Em 1925 a Oliva iniciou actividade em Portugal, como fundição, e a produção de máquinas de costura em 1948, actividade que manteve até 1972. Ainda se encontra um representante da Oliva na Lourinhã, bem perto do Museu.

Na sala das profissões, o Museu da Lourinhã tem representações do alfaiate, da dona de casa que era também a costureira da família, do correeiro e do sapateiro.
No alfaiate, as peças foram oferecidas pela viúva de José Dias e por Luís Santos mas as máquinas de costura, SINGER, uma que esteve exposta até 2006 e a que está exposta actualmente,
foram oferecidas, respectivamente, porJosé Filipe e Hélder Marques, de Mafra, e por Álvaro de Matos, de Vale Covo.
Na representação da dona de casa, a máquina exposta, do século XIX, é uma FRISTER & ROSSMANN.
Entre as peças doadas pelos familiares dos últimos correeiros, lá está uma máquina SINGER, de 1914, pronta a coser correias, cabedais e peles para arrear cavalos, éguas, machos.
No quarto da casinha regional encontramos mais uma máquina, desta vez uma KAISER pronta a fazer as pequenas costuras que toda a mulher sabia fazer: cuecas, combinações, saiotes ou
saias, vestidos, blusas e aventais.
Na representação do sapateiro não temos a máquina de costura. No entanto, na Lourinhã pode observar-se uma SINGER de 1910 nos sapateiros Rui e Pedro Gonçalves, da firma LouriGon.

GEAL 238 Etn.: Máquina de costura SINGER 45K1

Manufactura: “Singer Manufacturing Co.”, Elisabeth, New
Jersey, USA.
Ano de fabrico: 1914
Concebida para coser tecidos duros como peles ou cabedal.
Muito pesada, é de ferro, com tampo de madeira. Tem um
braço com rebobinador curto, um pino para carreto de linha,
porta-agulhas, guia de linha, esticador de linha, barra de
suporte de sapatilha, sapatilha e alavanca de sapatilha.
A manivela-volante com correia de transmissão que envolve o
volante, é accionado pelo pé através de um pedal e roda
transmissora.
Pertenceu ao correeiro Ambrósio Andrade e foi oferecida ao
Museu pelos netos Hermínia, José e Álvaro Andrade de
Carvalho


GEAL 382 Etn.: Máquina de costura SINGER F261467
Manufactura: “The Singer Manufacturing Co.”, Clydebank,
Escócia
Ano de fabrico: 1909
Mesa com tampo de madeira e gaveta, roda pedaleira, pedal, e
correia de transmissão de cabedal. A cabeça tem manivela volante
em que o volante é envolvido pela correia de
transmissão, 1 pino de carretel, e suporte frontal para encher
canelas. A lançadeira é de barquinha.

Está pintada de preto com desenhos a ouro. O topo do braço é
em prata com gravura de um ramo de videira com 2 cachos de
uva, 10 parras, 13 gavinhas e moldura de laços. A tampa da
zona de lubrificação dos diversos elementos do braço é,
também, em prata e com os mesmos motivos cinzelados.

Oferta de Hélder Marques e José Filipe, de Mafra.


GEAL 553 Etn.: Máquina de costura FRISTER &
ROSSMANN em ferro e madeira.
Manufactura: Berlim, Alemanha
Idade: Anterior a 1914, provavelmente, Século XIX

Tem braço com 2 pinos de carretel, barra de suporte de agulha,
guia de linha, porta-agulhas, barra de suporte de sapatilha,

sapatilha e alavanca de sapatilha. Não apresenta esticador de
fio. A manivela-volante é de mão com maceta em madeira. O
rebobinador é grande e frontal.

Não tem desenhos decorativos mas apenas duas chapas, uma
do vendedor que diz “Máquinas de costura de todos os
sistemas. Reparações. Antiga Casa Peixoto (1891) José da
Mata Pereira. Torres Vedras” e outra do construtor
“NAEHMASCHINEN FABRIK VORM FRISTER & ROSSMANN.

FABRIK MARVE ACTIEN-GESELISCHAFT. BERLIN RF”.
Não tem pedal, roda transmissora, correia de transmissão nem
mesa de suporte. É totalmente manual.
Oferta de Rosa Conceição Gomes, Seixal.

Comercializada por José da Mata Pereira, Torres Vedras.

GEAL 936 Etn.: Máquina de costura KAISER 415165
Manufactura: Kaiserslautern, Alemanha
Idade: Século XIX. O número de série indica datação anterior a 1890.
Em ferro, apoiada em mesa com tampo de madeira e pés
de ferro. Accionada por pedal
ligado à manivela-volante através de correia decabedal.
Tem uma chapa que diz “PFÄLZISCHE / A H MASCHINEN &
FAHRRÄDERFABRIK / VORM / GEBRÜDERKAYSER / KAISERSLAUTERN”,
com dois ramos de loureiro, duas coroas ligadas por uma fita
e uma águia.




GEAL 569 Etn.
Idade: Século XX, década de 40.
Máquina de costura. Brinquedo em lata.
Tamanho: 12x15x5 cm.
Oferta de Maria de Lourdes Alves.






GEAL 1429 Etn.: Máquina de costura SINGER C93
Manufactura: “Singer Manufacturing Co.”, Wittenberg, Prússia
(Alemanha)
Ano de fabrico: 1905
É uma máquina, em ferro, com manivela-volante e braço com
bobinador frontal, 1 pino de carretel, esticador e guia de linha,
porta-agulha, pé, agulha, lançadeira de barquinha e canela.
Tem mesa de apoio com tampo e gaveta de madeira, roda
pedaleira, pedal e correia de transmissão. A cabeça da máquina
é pintada a preto com desenhos em amarelo, ouro e prata, com
desenho de uma esfinge.
Comercializada por “Santos e Beirão & Cª. Lisboa”.
Oferta de Álvaro Matos, de Vale Covo
.


SINGER 29K1, F4351375
Manufactura: Clydebank, Escócia
Ano de fabrico: 1910
Máquina de sapateiro
pertença da firma LouriGon. É
em ferro, com pintura a ouro.







GEAL 566 Etn.
Idade: Século XX, década de 40.
Máquina de costura. Brinquedo em lata.
Tamanho: 12x11x7cm.
Oferta de Maria de Lourdes Alves.





Isabel Mateus e Horácio Mateus
Boletim 10 11/2008

www.museulourinha.org


sábado, 25 de Abril de 2009

XX ENCONTRO NACIONAL