É talvez este um dos melhores locais para manifestar indignação por se ter deixado falir e fechar a bela instituição «Casas De Repouso dos Alfaiates de Portugal», que vinha a funcionar desde meados da década de 1940. Uma obra meritória e exemplar.
Tantos e tantos lutaram para que esta Casa existisse, para dar apoio aos que já não podem exercer a sua Arte. Entre estes contam-se Francisco Augusto Rosa (fundador da prestigiada Rosa & Teixeira) e Manuel Guilherme de Almeida, meu pai,(1898-1992).
E agora, falida, vendida em hasta pública e tomada por quem não quer saber da Alfaiataria para nada, segue-se a expulsão dos velhotes que lá estavam, pois o enormíssimo aumento das mensalidades torna-a inacessível para todos. E estes pagaram quotas ao longo de décadas e pensavam poder viver os seus últimos dias ali, como estava estipulado.É lamentável que isto tenha acontecido. Uma vergonha.
Guilherme de Almeida
terça-feira, 19 de julho de 2016
Casa de Repouso dos Alfaiates de Portugal
Idosos em risco de ir para a rua.
Novos donos de lar pedem 1400 euros por mês aos utentes.
Mais de 60 utentes do antigo lar Casa dos Alfaiates, em Albarraque (Sintra), agora Casa de Repouso Santa Margarida, estão em risco de ir para a rua. Há também 40 trabalhadoras afetas ao lar, que cumprem o horário de trabalho à porta da instituição, enquanto esperam a intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT). A empresa Santarida adquiriu o lar em hasta pública e pediu licenciamento para assegurar "a permanência dos idosos", mas "não tem acordo com a Segurança Social nem vínculo com as trabalhadoras", explicou ao CM José Melo e Castro, proprietário da empresa. "Estão a pedir 1400 euros por mês aos idosos", contou ao CM o familiar de um utente. O empresário não confirmou valores, mas garantiu estar a "resolver a situação com as famílias". Ao CM, a Segurança Social disse estar "disponível para apoiar as famílias dos utentes na procura de soluções alternativas". Quanto à situação das funcionárias, José Melo e Castro não confirmou a denúncia de Alzira Vicente: "Propuseram-nos contrato de seis meses", contou a trabalhadora, no lar há 30 anos.
Teresa Oliveira
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sábado, 11 de junho de 2016
Imagens do XXVII Encontro Nacional de Mestres Alfaiates
Ponto de encontro
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Simpósio de Jovens Alfaiates
“Young Tailors Symposium: EXAMINING THE FUTURE OF BESPOKE” a ser realizado na feira PITTI Oumo - Florença próximo 15 de junho às 18:30.
Evento organizado pela "Permanet Style", "Stefano Bermer" e "Holand & Sherry"
Com a presença de figuras importantes no mundo da alfaiataria e design para discutir o futuro da alfaiataria, as várias abordagens etc ...
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sábado, 4 de junho de 2016
O último alfaiate
O último alfaiate em atividade no concelho de Vila Nova de Paiva continua a fazer fatos à medida. Eduardo Fernandes conta com setenta anos de idade e na sua alfaiataria, em Vila Cova à Coelheira, vai fazendo o corte e costura dos fatos por encomenda. “Uma atividade que já teve melhores dias” mas que, segundo este alfaiate da terceira geração, pode continuar ainda que em moldes diferentes. Para que um jovem possa abraçar esta profissão teria que investir bastante em maquinaria adequada à arte.
Eduardo Fernandes exerce a profissão em Vila Cova à Coelheira
“Hoje em dia a atividade desenvolve-se com a ajuda de máquinas muito caras neste segmento” o que, segundo Eduardo Fernandes, constitui a maior dificuldade para os iniciantes. A arte começou com o avô no Brasil que chegou a fazer fatos para figuras conhecidas da cena política carioca. Segundo consta, o primeiro alfaiate da geração “tirou mesmo as medidas ao Presidente do Brasil Getúlio Vargas”.
Em Portugal foi com o tio que Eduardo Fernandes aprendeu a profissão que desenvolve em Vila Cova à Coelheira. Membros de bandas filarmónicas, ranchos folclóricos e GNR são clientes habituais na alfaiataria onde “entra toda a gente e de muito lado, do doutor ao lavrador”, sublinha. Em atividade desde os quinze anos, Eduardo Fernandes já vestiu muita gente.
Hoje ainda consegue fazer dois fatos por dia, “mas houve tempos em que na diária se penduravam quatro a cinco fatos no cabide por encomenda”. Foi a época em que mais pessoas trabalhavam na loja. Atualmente, conta apenas com a ajuda do seu filho Carlos Alberto, que para além da alfaiataria, acumula ainda outra atividade. No entanto, adianta Eduardo Fernandes, “espera ver continuar a pro fissão na quarta geração”. Em média um fato pode custar oitenta euros, consoante a fazenda. Este alfaiate vilacovense vai continuar na arte de vestir “os gordos e baixos, os altos e magros que são na maioria quem procura o corte à medida”.
XXVII Encontro Nacional de Alfaiates
Este fim de semana os alfaiates de Portugal reúnem-se em Vila Cova à Coelheira, para desfrutar de experiências e conviver entre modas e feitios. Trata-se do 27º Encontro Nacional de Mestres Alfaiates. “Esperam- se mais de oitenta pessoas para o encontro nacional”, onde a organização, a cargo do anfitrião Eduardo Fernandes e do seu filho Carlos Alberto, espera ser de convívio e degustação. Os mestres alfaiates vão conviver e provar as famosas bôlas de carne feitas em forno de lenha, numa degustação de corte e prova de boca, num momento de animação e convívio que os organizadores esperam de bom feitio.
quinta-feira, 26 de maio de 2016
quinta-feira, 5 de maio de 2016
XXVll Encontro Nacional de Mestres Alfaiates
Organização:
Carlos Saraiva 933427743/ Eduardo Fernandes 932361104Cidaliamorais2014@hotmail.com
Rua dos Emigrantes, 135
3650-120 VILA COVA À COELHEIRA
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