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quinta-feira, 2 de maio de 2019
sábado, 5 de maio de 2018
O alfaiate que vestiu as estrelas de “Dallas”
José Carlos Ganhão trabalhou durante anos para os actores da série televisiva norte-americana que fez furor nos anos 80. Reformado e à distância de quase quarenta anos, na sua casa em Salvaterra de Magos, conta-nos algumas histórias desses tempos.
Durante anos José Carlos Ganhão conviveu com duas das principais estrelas da série norte-americana “Dallas”, que prendeu várias gerações de portugueses ao pequeno ecrã nos anos 80. Hoje, o alfaiate ribatejano já não cria o vestuário das personagens J.R. (Larry Hagman) e Bobby (Patrick Duffy) e é do sofá da sua casa em Salvaterra de Magos, na companhia da esposa, Maria Luísa Almeida, que vai seguindo as novas andanças da saga da família Ewing, entretanto relançada.
Passados 20 anos de ter regressado dos Estados Unidos da América onde esteve emigrado durante 40 anos, já com um rosto marcado pelo tempo e alguns cabelos brancos pelo meio, o alfaiate natural de Salvaterra de Magos ainda se recorda bem de alguns momentos hilariantes passados com os actores.
Uma vez Larry Hagman, que fazia de vilão, apareceu embriagado na sala de prova de roupas. “Vesti-lhe um casaco e comecei a fazer a prova. Só que, como ele estava todo torto para um dos lados, tive de lhe dizer para ir beber mais uns copos ao bar para se endireitar. E não é que ele foi? Depois, regressou e vesti-lhe outra vez o casaco. Foi quando ele arrancou uma das mangas que lhe disse para voltar noutro dia. Não podia ser de outra maneira”, conta.
Extrovertido e desenrascado, o alfaiate de 82 anos arranjou amizade facilmente com os actores da série americana. “Não estávamos autorizados pela empresa onde trabalhava, a Neuman Marcus, a dar confiança aos famosos, mas como português que sou sempre gostei de conversar”, conta José Carlos Ganhão, dizendo que foi assim que ficou amigo de Larry Hagman. O actor apareceu para provar umas roupas e o alfaiate, apesar de só “arranhar” o inglês, começou a falar com ele. Foi quando se apercebeu que ele falava português. “Os pais dele tinham comprado um rancho no Brasil e foi aí que aprendeu a falar a língua de Camões”, diz.
O sonho americano
Apaixonado por grandes cidades (viveu em Nova Iorque, Dallas e Washington), o alfaiate reformado conta que os primeiros tempos em terras do Tio Sam não foram fáceis. As saudades da família, a língua e as temperaturas extremas foram as maiores dificuldades que sentiu mas que rapidamente ultrapassou. “Estava com o amor da minha vida, a concretizar o meu sonho e num país de sonho. Não podia pedir mais nada”, admite José Carlos Ganhão mostrando a única peça de que ainda não se desfez: a tesoura que sempre usou para cortar os tecidos nos Estados Unidos da América.
Hoje, arrependido de não ter filhos, confessa que ele e a sua esposa souberam gozar os 40 anos que estiveram emigrados, mas também houve oportunidade para pouparem. Pé-de-meia providencial para José Carlos Ganhão combater o cancro da próstata. “Foi durante um exame numa consulta de medicina de trabalho que descobriram. Depois fiz uma cirurgia, vendi tudo e regressei à minha terra”, conta com lágrimas no rosto. “Para morrer, mais valia ser na minha terra”, diz.
Uma vez Larry Hagman, que fazia de vilão, apareceu embriagado na sala de prova de roupas. “Vesti-lhe um casaco e comecei a fazer a prova. Só que, como ele estava todo torto para um dos lados, tive de lhe dizer para ir beber mais uns copos ao bar para se endireitar. E não é que ele foi? Depois, regressou e vesti-lhe outra vez o casaco. Foi quando ele arrancou uma das mangas que lhe disse para voltar noutro dia. Não podia ser de outra maneira”, conta.
Extrovertido e desenrascado, o alfaiate de 82 anos arranjou amizade facilmente com os actores da série americana. “Não estávamos autorizados pela empresa onde trabalhava, a Neuman Marcus, a dar confiança aos famosos, mas como português que sou sempre gostei de conversar”, conta José Carlos Ganhão, dizendo que foi assim que ficou amigo de Larry Hagman. O actor apareceu para provar umas roupas e o alfaiate, apesar de só “arranhar” o inglês, começou a falar com ele. Foi quando se apercebeu que ele falava português. “Os pais dele tinham comprado um rancho no Brasil e foi aí que aprendeu a falar a língua de Camões”, diz.
O sonho americano
Apaixonado por grandes cidades (viveu em Nova Iorque, Dallas e Washington), o alfaiate reformado conta que os primeiros tempos em terras do Tio Sam não foram fáceis. As saudades da família, a língua e as temperaturas extremas foram as maiores dificuldades que sentiu mas que rapidamente ultrapassou. “Estava com o amor da minha vida, a concretizar o meu sonho e num país de sonho. Não podia pedir mais nada”, admite José Carlos Ganhão mostrando a única peça de que ainda não se desfez: a tesoura que sempre usou para cortar os tecidos nos Estados Unidos da América.
Hoje, arrependido de não ter filhos, confessa que ele e a sua esposa souberam gozar os 40 anos que estiveram emigrados, mas também houve oportunidade para pouparem. Pé-de-meia providencial para José Carlos Ganhão combater o cancro da próstata. “Foi durante um exame numa consulta de medicina de trabalho que descobriram. Depois fiz uma cirurgia, vendi tudo e regressei à minha terra”, conta com lágrimas no rosto. “Para morrer, mais valia ser na minha terra”, diz.
Os fatos para Américo Tomás
José Carlos Ganhão sempre quis ser jornalista, mas as dificuldades económicas da sua família fez com que abraçasse a arte da alfaiataria. “A minha mãe trabalhava no campo e o meu pai fazia charretes e carroças. Éramos uma família pobre e tive de me fazer muito cedo à vida”, explica ao mesmo tempo que olha para uma fotografia da sua mocidade.
Aos 13 anos decidiu ser alfaiate porque o seu pai não queria que ele trabalhasse no campo. “Fui para Lisboa aprender o ofício na alfaiataria Lourenço e Santos, no centro da capital portuguesa”, conta, dizendo que foi aí que conheceu Maria Luísa Almeida, a costureira com quem viria a casar.
Ainda esteve nessa loja durante dois anos até que o amigo José Luís Rosa convidou-o para ir trabalhar com ele e aceitou. Ainda lá esteve um ano até que o convidaram para trabalhar numa alfaiataria de Coruche. Aí, adianta, fez as fardas do corpo diplomático quando a Rainha de Inglaterra, Isabel II, veio a Portugal e os fatos do ex-Presidente da República, Américo Tomás, na sua visita a Angola.
José Carlos Ganhão ainda se manteve alguns anos em Coruche até que, aos 20 anos, a Embaixada Americana convidou-o para ir para trabalhar para os Estados Unidos. “É que, na altura, tinham uma carência muito grande de alfaiates”, explica. Ainda trabalhou numa lavandaria, junto à fronteira com o Canadá, mas foi em Nova Iorque, na empresa francesa Guy Laroche, e mais tarde na empresa Neinam Marcus, em Dallas e em Washington, que a sua carreira ganhou asas. Regressou passados 40 anos.
Aos 13 anos decidiu ser alfaiate porque o seu pai não queria que ele trabalhasse no campo. “Fui para Lisboa aprender o ofício na alfaiataria Lourenço e Santos, no centro da capital portuguesa”, conta, dizendo que foi aí que conheceu Maria Luísa Almeida, a costureira com quem viria a casar.
Ainda esteve nessa loja durante dois anos até que o amigo José Luís Rosa convidou-o para ir trabalhar com ele e aceitou. Ainda lá esteve um ano até que o convidaram para trabalhar numa alfaiataria de Coruche. Aí, adianta, fez as fardas do corpo diplomático quando a Rainha de Inglaterra, Isabel II, veio a Portugal e os fatos do ex-Presidente da República, Américo Tomás, na sua visita a Angola.
José Carlos Ganhão ainda se manteve alguns anos em Coruche até que, aos 20 anos, a Embaixada Americana convidou-o para ir para trabalhar para os Estados Unidos. “É que, na altura, tinham uma carência muito grande de alfaiates”, explica. Ainda trabalhou numa lavandaria, junto à fronteira com o Canadá, mas foi em Nova Iorque, na empresa francesa Guy Laroche, e mais tarde na empresa Neinam Marcus, em Dallas e em Washington, que a sua carreira ganhou asas. Regressou passados 40 anos.
Modelos nuas quanto baste
Uma das partes que mais detestava do seu ofício na empresa americana Neuman Marcus era a passagem de modelos. “Aquilo era tudo uma paneleirice”, revela o alfaiate de Salvaterra de Magos enquanto olha para uma das suas últimas fotos que guarda religiosamente com o actor Larry Hagman. Ainda assim, diz, “valia por ver as modelos nuas enquanto ia dando os últimos ajustes às roupas”.
Manicure diária
Homem que é homem não faz manicure, mas José Carlos Ganhão passou a ser obrigado a fazê-lo todos os dias logo de manhã quando entrou na empresa Neuman Marcus. “Era uma mariquice, mas se não tratasse das unhas era logo chamado a atenção”, conta. E se com as unhas havia sempre muito rigor, também na roupa havia exigências. Diariamente o alfaiate tinha de vestir um fato diferente e andar sempre aprumado. “E se não respeitasse estava o caldo entornado”, garante.
Natal era para viajar
Natal é sinónimo de família, mas, para o alfaiate, durante os 40 anos que esteve emigrado, foi de solidão. Longe do seu país e de outros familiares, José Carlos Ganhão e a sua esposa nunca celebravam essa festividade. Preferiam antes viajar e conhecer novos locais. É que assim, explica, “não nos doía tanto”.
O Mirante
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terça-feira, 2 de maio de 2017
terça-feira, 19 de julho de 2016
Casa de Repouso dos Alfaiates de Portugal
Idosos em risco de ir para a rua.
Novos donos de lar pedem 1400 euros por mês aos utentes.
Mais de 60 utentes do antigo lar Casa dos Alfaiates, em Albarraque (Sintra), agora Casa de Repouso Santa Margarida, estão em risco de ir para a rua. Há também 40 trabalhadoras afetas ao lar, que cumprem o horário de trabalho à porta da instituição, enquanto esperam a intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT). A empresa Santarida adquiriu o lar em hasta pública e pediu licenciamento para assegurar "a permanência dos idosos", mas "não tem acordo com a Segurança Social nem vínculo com as trabalhadoras", explicou ao CM José Melo e Castro, proprietário da empresa. "Estão a pedir 1400 euros por mês aos idosos", contou ao CM o familiar de um utente. O empresário não confirmou valores, mas garantiu estar a "resolver a situação com as famílias". Ao CM, a Segurança Social disse estar "disponível para apoiar as famílias dos utentes na procura de soluções alternativas". Quanto à situação das funcionárias, José Melo e Castro não confirmou a denúncia de Alzira Vicente: "Propuseram-nos contrato de seis meses", contou a trabalhadora, no lar há 30 anos.
Teresa Oliveira
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sábado, 11 de junho de 2016
Simpósio de Jovens Alfaiates
“Young Tailors Symposium: EXAMINING THE FUTURE OF BESPOKE” a ser realizado na feira PITTI Oumo - Florença próximo 15 de junho às 18:30.
Evento organizado pela "Permanet Style", "Stefano Bermer" e "Holand & Sherry"
Com a presença de figuras importantes no mundo da alfaiataria e design para discutir o futuro da alfaiataria, as várias abordagens etc ...
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sábado, 4 de junho de 2016
O último alfaiate
O último alfaiate em atividade no concelho de Vila Nova de Paiva continua a fazer fatos à medida. Eduardo Fernandes conta com setenta anos de idade e na sua alfaiataria, em Vila Cova à Coelheira, vai fazendo o corte e costura dos fatos por encomenda. “Uma atividade que já teve melhores dias” mas que, segundo este alfaiate da terceira geração, pode continuar ainda que em moldes diferentes. Para que um jovem possa abraçar esta profissão teria que investir bastante em maquinaria adequada à arte.
Eduardo Fernandes exerce a profissão em Vila Cova à Coelheira
“Hoje em dia a atividade desenvolve-se com a ajuda de máquinas muito caras neste segmento” o que, segundo Eduardo Fernandes, constitui a maior dificuldade para os iniciantes. A arte começou com o avô no Brasil que chegou a fazer fatos para figuras conhecidas da cena política carioca. Segundo consta, o primeiro alfaiate da geração “tirou mesmo as medidas ao Presidente do Brasil Getúlio Vargas”.
Em Portugal foi com o tio que Eduardo Fernandes aprendeu a profissão que desenvolve em Vila Cova à Coelheira. Membros de bandas filarmónicas, ranchos folclóricos e GNR são clientes habituais na alfaiataria onde “entra toda a gente e de muito lado, do doutor ao lavrador”, sublinha. Em atividade desde os quinze anos, Eduardo Fernandes já vestiu muita gente.
Hoje ainda consegue fazer dois fatos por dia, “mas houve tempos em que na diária se penduravam quatro a cinco fatos no cabide por encomenda”. Foi a época em que mais pessoas trabalhavam na loja. Atualmente, conta apenas com a ajuda do seu filho Carlos Alberto, que para além da alfaiataria, acumula ainda outra atividade. No entanto, adianta Eduardo Fernandes, “espera ver continuar a pro fissão na quarta geração”. Em média um fato pode custar oitenta euros, consoante a fazenda. Este alfaiate vilacovense vai continuar na arte de vestir “os gordos e baixos, os altos e magros que são na maioria quem procura o corte à medida”.
XXVII Encontro Nacional de Alfaiates
Este fim de semana os alfaiates de Portugal reúnem-se em Vila Cova à Coelheira, para desfrutar de experiências e conviver entre modas e feitios. Trata-se do 27º Encontro Nacional de Mestres Alfaiates. “Esperam- se mais de oitenta pessoas para o encontro nacional”, onde a organização, a cargo do anfitrião Eduardo Fernandes e do seu filho Carlos Alberto, espera ser de convívio e degustação. Os mestres alfaiates vão conviver e provar as famosas bôlas de carne feitas em forno de lenha, numa degustação de corte e prova de boca, num momento de animação e convívio que os organizadores esperam de bom feitio.
quinta-feira, 5 de maio de 2016
XXVll Encontro Nacional de Mestres Alfaiates
Organização:
Carlos Saraiva 933427743/ Eduardo Fernandes 932361104Cidaliamorais2014@hotmail.com
Rua dos Emigrantes, 135
3650-120 VILA COVA À COELHEIRA
quinta-feira, 8 de maio de 2014
XXV CONGRESSO NACIONAL DE MESTRES ALFAIATES
Caros colegas,
É com a maior satisfação que organizo o XXV encontro nacional de profissionais da nossa arte.
Tomei a decisão de reunir os meus ilustres colegas na mui nobre, sempre leal e invicta cidade do Porto já no próximo dia 1 de Junho de 2014. É do meu conhecimento que, por norma, o encontro se realiza no último Domingo do mês de Maio, mas devido ao facto de este ano o último Domingo coincidir com as eleições europeias, tomei a liberdade de alterar para o fim de semana seguinte. Espero que esta decisão não cause algum transtorno aos meus estimados colegas.
O ponto de encontro será às 9h15 na Igreja de S. Nicolau, que se situa na rua do Infante D. Henrique. ( Junto á Ribeira ).
Programação do evento:
9h15 – Missa – Igreja de S. Nicolau
10h15 – Surpresa
12h00 – Surpresa
13h00 – Almoço e convívio no restaurante Pênsil (junto ao tabuleiro inferior da ponte Luiz I na margem do Porto).
Alerto aos interessados o favor de confirmarem a sua presença e efectuarem a transferência até ao dia 26 do corrente mês. (não esquecer mencionar nome da pessoa no acto da transacção).
Convencido que todo o meu esforço será do vosso agrado,
Um abraço.
Para mais informações, dúvidas ou esclarecimentos não hesite em contactar-me através do 914 471 671.
Ayres Bespoke Tailor
E, então foi assim:
Local de reunião
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sábado, 18 de maio de 2013
Encontro em Aveiro homenageia alfaiates e debate a profissão
A iniciativa é do Instituto Português de Administração e Marketing (IPAM) que, na ocasião, apresenta um estudo científico denominado “Alfaiataria: Um estilo de vida? Experiências e serviço nas alfaiatarias portuguesas”, que envolveu o contacto com 18 alfaiates do Porto, de Aveiro e de Lisboa.
Representativo de várias gerações de alfaiates e de vários níveis de preço e serviço, o painel objeto de estudo permitiu analisar a clientela, elaborar um descritivo do perfil dos clientes, quer nacionais quer internacionais, e detetar as várias semelhanças e peculiaridades que lhes são comuns.
“A homenagem ao distinto mundo da alfaiataria surge na sequência de uma investigação científica que a escola de marketing desenvolveu nos últimos nove meses, com o objetivo de aprofundar conhecimentos sobre o serviço, que se assume quase como um culto”, explica uma nota do IPAM.
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