Imagens do nosso dia
sábado, 9 de maio de 2015
sábado, 14 de fevereiro de 2015
Quem veste juízes e advogados
Teresa Gonçalves aprendeu corte e costura com o avô
Os juízes portugueses usam beca há mais de 400 anos. Rareiam os alfaiates que ainda vestem magistrados e advogados.
A vida de Amal Alamuddin mudou muito desde que se casou com um tal de George Clooney. Tanto que a advogada de Direitos Humanos passou a ser confrontada com as mais bizarras perguntas. Ao entrar num julgamento em Estrasburgo, um jornalista inglês perguntou-lhe o que ia vestir na audiência. Amal revelou: "Estou a usar Ede & Ravenscroft." A advogada britânica de origem libanesa referia-se à mais antiga alfaiataria de Londres, que desde 1689 se dedica à confeção de fatos cerimoniais, eclesiásticos e judiciais.
As vestes judiciárias têm variações de país para país, mas na Europa Ocidental há muitos pontos em comum entre os vários países. Explica António Nunes, especialista em história da justiça portuguesa, que "as becas dos juízes portugueses têm uma origem comum à que usam os juízes de Espanha, Itália, França, Reino Unido e outros países". Não há certezas absolutas, mas António Nunes acredita que "a origem da beca será uma cidade italiana, mais concretamente Roma, Florença ou Veneza". Mais certa é a data da introdução da beca em Portugal. "Haverá usos anteriores, mas o documento mais antigo que temos é do reinado de D. Felipe I, em que se ordenou que todos os juízes dos tribunais da relação usassem a mesma veste." A imposição do rei que governou toda a Península Ibérica a partir de 1581 ficou até aos dias de hoje. "A beca dos juízes teve modificações ao longo do tempo, mas o modelo é ainda muito próximo do que se usava no século XVI", conta António Nunes.
Quanto à toga dos advogados, em Portugal a sua origem é bem mais recente. "Surge já no século XIX, após as revoluções liberais, quando a profissão ganha independência", explica António Nunes. E se o traje dos juízes tem muito de comum com as vestes eclesiásticas católicas ou com os trajes dos professores nas universidades, a toga dos advogados vai buscar inspiração ao vestir dos pastores luteranos e protestantes. Foi também após as revoluções liberais que o uso da beca se estendeu aos magistrados do Ministério Público.
O método Maguidal
Em Portugal não existe uma casa com idade que se aproxime dos alfaiates ingleses que vestem Amal Clooney, mas ainda se encontram alfaiatarias que sobrevivem por várias gerações.
Teresa Gonçalves está hoje à frente da Academia de Corte Maguidal, na rua da Palma, em Lisboa. A casa foi fundada pelo seu avô, Manuel Guilherme de Almeida, em 1934. Distinguiu-se não só pelos trajes que fazia para padres, professores e magistrados, mas também por ali se ter fundado uma escola que fez nome no meio. "O método de corte que o meu avô criou permitia que facilmente qualquer alfaiate, mesmo os que tinham menos instrução, conseguissem calcular o tecido necessário a partir das medidas da altura e perímetro do peito. Mudou a forma como cortavam o tecido", conta Teresa Gonçalves, de 48 anos. O sistema foi batizado com as iniciais do criador: Maguidal. Referência para gerações de mestres e aprendizes.
Então como agora, a alfaiataria (hoje já não funciona como escola) especializou-se em trajes cerimoniais e profissionais. Juízes e advogados encontram ali vestes feitas à medida. Mas Teresa Gonçalves, que aprendeu corte e costura com o avô e trabalhou depois com o pai, Fernando Louro de Almeida, diz que os tempos estão bem diferentes. "Fazemos cada vez menos becas e togas. As pessoas já não querem trajes feitos à medida, encontram-nos no pronto-a-vestir a preços baixos, apesar da qualidade ser muito menor." No segundo andar da Rua da Palma, um advogado vem buscar a sua nova toga. Mostra-se satisfeito. "A esposa é magistrada e comprou aqui a beca. Funciona muito esta recomendação de pessoa a pessoa", conta Teresa Gonçalves. Na Maguidal, uma beca pode custar entre 400 euros, para uma veste feita em trevira – tecido de algodão e poliéster –, e pode chegar aos 1200 se se usar tecidos mais finos.
Arte em extinção
A muitos quilómetros de Lisboa, um antigo aluno da academia tem porta aberta na freguesia de Nine, Vila Nova de Famalicão. Manuel Campos estudou o método Maguidal em 1976, muito depois de se ter iniciado na atividade, aos 11 anos. As togas e becas são parte importante do negócio, que também já viu melhores dias. "O pessoal anda todo sem dinheiro, já poucos fazem caso de ter uma toga ou uma beca feita à medida", conta o alfaiate de 67 anos. À sua casa vão chegando clientes de todo o Norte do País, mas longe vão os tempos em que fabricava dezenas de ‘fardas’ para os magistrados e advogados. Até porque a qualidade das peças vira-se contra quem as fabrica. "Uma peça destas dura uma vida. Há mesmo uma superstição de nunca trocar de beca ou de toga."
Em Coimbra, a cidade dos doutores, também o pronto--a-vestir ganha terreno. Ricarte Silva, de 74 anos, ainda se dedica, com a mulher, a vestir os magistrados da cidade e de várias partes do País. "Os clientes são cada vez mais raros. Há lojas mais baratas, uma delas até veio à minha montra copiar um dos modelos. Mas não se consegue copiar a qualidade de uma beca ou de uma toga feita à mão, isso é impossível." Uma beca custa a partir de 500 euros, a toga de advogado cerca de metade. As mulheres exigem outros cuidados. Preferem as vestes mais justas, para que se perceba a silhueta, conta Ricarte, que apesar de reformado mantém a porta aberta. "Quando já não puder trabalhar, saio de Coimbra e volto para a aldeia."

Por José Carlos Marques
Foto Mariline Alves
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Casa de Repouso dos Alfaiates
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domingo, 21 de setembro de 2014
Alfaiataria e Costura - Arte por Medida
O giz de sabão desliza pelo pano deixando atrás de si a marca que orientará a mão que guia a tesoura. Desenhos dignos de arquitectura têxtil medidos a preceito numa fazenda nua aberta sobre a mesa dão início a um processo que terminará numa peça de roupa que vestirá um corpo á sua medida, ao seu feitio, ao seu gosto.
Desde criança que Fernando Andrade foi inserido no mundo da alfaiataria. Mesmo quando frequentava a escola primária, aprendia em casa a arte que o seu pai já tinha aprendido com o seu avô e este com o seu bisavô. Ser alfaiate estava escrito no seu destino, mas mais do que ser o seu legado familiar, era a sua vontade, a sua vocação.
Aos vinte e poucos anos de idade surge a paixão. Fernando conhece Maria dos Anjos Santos que morava no concelho vizinho. Além de todas as outras fórmulas e raízes quadradas em que o amor se soma, no cálculo desta relação havia ainda um algoritmo coincidente, a jovem que conhecera tinha ela também uma apetência para a aritmética da costura. Nunca as parcelas tinham acertado tanto num quociente.
O namoro... O casamento... Os filhos...
Mais de trinta anos juntos e três filhos depois, este casal de artesãos do têxtil partilham o seu espaço de trabalho num atelier de costura em sua casa. Mais de trinta anos ao serviço de uma arte em vias de extinção e que nesta família termina nesta geração.
Ao entrarmos no atelier damos de caras com a velhinha máquina de costura Oliva que continua afinada como nunca. Para quê motor eléctrico quando o pedal permite um melhor controlo sobre a peça de roupa em confecção? Na parede à esquerda prateleiras sustentam fazendas dos mais variados padrões e tons. A parede em frente ostenta dois varões na horizontal onde estão pendurados calças, casacos e outras peças de roupa acabadas ou por acabar, como podemos reparar nos casacos sem mangas alinhavados geometricamente. Há mais máquinas por ali. Há ainda três mesas de madeira, uma das quais cinquentenária, onde começa todo o processo de confecção de uma peça de vestuário e se desenrolam muitas fases até ao seu acabamento. Cores, texturas e padrões não faltam naquele local onde flanela, terylene e bombazine harmonizam com cones de linhas, tesouras, agulhas, dedais e fitas métricas. Ferros de engomar lançam nuvens de vapor inexistentes quando Fernando e Maria dos Anjos ainda jovens tinham de vincar e engomar as peças de roupa com os antigos ferros aquecidos a brasas que ainda guardam com carinho. Aqui as bainhas ainda são feitas à mão, as casas para os botões ainda são feitas à mão. Há um todo um processo contínuo na busca da perfeição que nenhuma máquina é capaz de proporcionar.
A partir do momento em que uma fazenda é aberta sobre a mesa, nela é personificada o seu destinatário. Um nome, medidas e formas fazem da moda por medida uma arte que anda de mãos dadas com as pessoas, que é feita para as pessoas em todas as suas dimensões, que tem a sua assinatura. Uma peça de vestuário personalizada e única no mundo inteiro. A prova da roupa é disso mais um exemplo. Nada pode falhar e nesta fase intermédia ajusta-se a peça ao seu proprietário. Mais riscos de giz, medidas e alfinetes permitem obter um projecto final. Quando a confecção está terminada tira-se a prova dos nove. O corpo recebe a sua nova peça de vestuário.
A arte de alfaiate teima em terminar tal qual a conhecemos hoje em dia, mais ainda que a arte de costureira. São pessoas como Fernando e Maria dos Anjos que mantêm e manterão estes ofícios vivos enquanto não lhes faltar forças. A preservação da cultura portuguesa depende dos seus cidadãos e quando eles mais que ninguém fazem por isso, então podem erguer a cabeça e dizer: eu compri a minha missão.



Desde criança que Fernando Andrade foi inserido no mundo da alfaiataria. Mesmo quando frequentava a escola primária, aprendia em casa a arte que o seu pai já tinha aprendido com o seu avô e este com o seu bisavô. Ser alfaiate estava escrito no seu destino, mas mais do que ser o seu legado familiar, era a sua vontade, a sua vocação.
Aos vinte e poucos anos de idade surge a paixão. Fernando conhece Maria dos Anjos Santos que morava no concelho vizinho. Além de todas as outras fórmulas e raízes quadradas em que o amor se soma, no cálculo desta relação havia ainda um algoritmo coincidente, a jovem que conhecera tinha ela também uma apetência para a aritmética da costura. Nunca as parcelas tinham acertado tanto num quociente.
O namoro... O casamento... Os filhos...
Mais de trinta anos juntos e três filhos depois, este casal de artesãos do têxtil partilham o seu espaço de trabalho num atelier de costura em sua casa. Mais de trinta anos ao serviço de uma arte em vias de extinção e que nesta família termina nesta geração.
Ao entrarmos no atelier damos de caras com a velhinha máquina de costura Oliva que continua afinada como nunca. Para quê motor eléctrico quando o pedal permite um melhor controlo sobre a peça de roupa em confecção? Na parede à esquerda prateleiras sustentam fazendas dos mais variados padrões e tons. A parede em frente ostenta dois varões na horizontal onde estão pendurados calças, casacos e outras peças de roupa acabadas ou por acabar, como podemos reparar nos casacos sem mangas alinhavados geometricamente. Há mais máquinas por ali. Há ainda três mesas de madeira, uma das quais cinquentenária, onde começa todo o processo de confecção de uma peça de vestuário e se desenrolam muitas fases até ao seu acabamento. Cores, texturas e padrões não faltam naquele local onde flanela, terylene e bombazine harmonizam com cones de linhas, tesouras, agulhas, dedais e fitas métricas. Ferros de engomar lançam nuvens de vapor inexistentes quando Fernando e Maria dos Anjos ainda jovens tinham de vincar e engomar as peças de roupa com os antigos ferros aquecidos a brasas que ainda guardam com carinho. Aqui as bainhas ainda são feitas à mão, as casas para os botões ainda são feitas à mão. Há um todo um processo contínuo na busca da perfeição que nenhuma máquina é capaz de proporcionar.
A partir do momento em que uma fazenda é aberta sobre a mesa, nela é personificada o seu destinatário. Um nome, medidas e formas fazem da moda por medida uma arte que anda de mãos dadas com as pessoas, que é feita para as pessoas em todas as suas dimensões, que tem a sua assinatura. Uma peça de vestuário personalizada e única no mundo inteiro. A prova da roupa é disso mais um exemplo. Nada pode falhar e nesta fase intermédia ajusta-se a peça ao seu proprietário. Mais riscos de giz, medidas e alfinetes permitem obter um projecto final. Quando a confecção está terminada tira-se a prova dos nove. O corpo recebe a sua nova peça de vestuário.
A arte de alfaiate teima em terminar tal qual a conhecemos hoje em dia, mais ainda que a arte de costureira. São pessoas como Fernando e Maria dos Anjos que mantêm e manterão estes ofícios vivos enquanto não lhes faltar forças. A preservação da cultura portuguesa depende dos seus cidadãos e quando eles mais que ninguém fazem por isso, então podem erguer a cabeça e dizer: eu compri a minha missão.
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sábado, 20 de setembro de 2014
Como se Tornar um(a) Alfaiate
O alfaiate é o profissional especializado que exerce o ofício da alfaiataria, uma arte que consiste na criação e reparação de roupas, na forma artesanal e sob medida, ou seja, exclusivamente de acordo com as medidas e preferências de cada pessoa, sem o uso padronizado de numeração preexistente. Outras funções atribuídas ao alfaiate são: a de estilista, ou seja, o feitio de roupas femininas e de talhe masculino (como fantasias, paletós, terninhos, tailleurs, etc.) e a de figurinista, na criação e organização de figurinos. Para se tornar um(a) alfaiate, portanto, você deverá saber como costurar, juntar, reforçar e dar acabamento em suas criações (roupas). Os pré-requisitos para tornar-se um(a) alfaiate não são muito exigentes, muito embora demandem habilidade caso você queira atingir uma carreira de sucesso neste campo. Continue lendo abaixo para obter mais informações.
Método 1 de 3: Aprendizagem Técnica e Criativa
1 Tenha um diploma do ensino médio. Não há requisitos educacionais oficiais/formais para se tornar um(a) alfaiate. Como regra geral, porém, você deve ter pelo menos um diploma de colegial, especialmente se você pretende exercer o ofício em uma grande empresa de moda.
Verifique se seu atual curso de graduação oferece disciplinas que possam revelar-se relevantes para o campo da alfaiataria. No mínimo, você deve tentar fazer um curso de economia doméstica. Algumas escolas podem até ter cursos de costura, e podem lhe ensinar sobre design de moda, costura à mão, e até mesmo costura industrial.
Tome aulas eletivas de arte para ajudá-lo (a) a desenvolver um melhor gosto estético, de modo que você esteja mais preparado(a) para trabalhar com cor, estilo e criatividade.
Certifique-se que as aulas também ajudem a desenvolver habilidades matemáticas básicas para que você não tenha nenhum problema em trabalhar com medições.
Aulas sobre gestão empresarial também podem ajudar se você estiver pensando em se tornar um (a) alfaiate autônomo(a).
Cursos e workshops também podem ser benéficos, uma vez que os instrutores podem se tornar - além de amigos - possíveis contatos no mundo da moda.

2 Faça cursos de nível universitário. Mesmo que você não precise ter um diploma universitário, pode-se tirar proveito de algumas das aulas de moda e design oferecidas na faculdade.
Além de ser benéfico para o seu próprio aperfeiçoamento, ter um curso universitário ou um diploma universitário pode fazer com que seu empregador seja mais propenso a considerar aquela promoção, sabe? Você pode também, caso queira, até mesmo trabalhar em sua carreira para estar a cargo de outros alfaiates, como um supervisor.
Verifique em faculdades comunitárias ou escolas técnicas, a possibilidade de cursar costura, design ou moda. Aulas avulsas em um colégio comunitário ou escola técnica também podem ser mais baratos.
Procure escolas que oferecem uma variedade de cursos (não só para profissionais com experiência) como também voltados para o iniciante e o leigo.
Estude assuntos relacionados à construção de vestuário, padrões geométricos, indústria têxtil, acabamentos e detalhamento.
O ideal é que as disciplinas forneçam informações sobre livros didáticos interessantes e exercícios práticos de costura.
3 Considere tomar aulas gestão empresarial e negócios. Muitos alfaiates acabam por trabalhar por conta própria. Embora não seja estritamente necessário, você pode achar benéfico tomar algumas aulas de gestão empresarial e negócios, bem como cursos de finanças (de nível superior) com o objetivo de se preparar para as responsabilidades e deveres envolvidos na execução de seu próprio estúdio.
Procure por aulas desta temática em colégios comunitários em sua região. Preste muita atenção às aulas de finanças para negócios. Busque lições e casos práticos de empreendedorismo, aulas de marketing e qualquer outra disciplina que possa tratar a temática das pequenas empresas.
4 Refine suas habilidades por conta própria. A formação profissional pode ajudar, mas se você quer se tornar um (a) excelente alfaiate, nada lhe impedirá de praticar em casa, no seu tempo livre. Se você estiver pensando em ser independente, a auto formação pode até ser suficiente para você começar seu próprio negócio.
Você pode buscar boas leituras em uma loja de livros e de manuais que possam ensinar novas técnicas de costura, ou mesmo obter mais informações sobre diferentes tipos de tecido, design de moda, e outros temas relacionados.
Você também pode olhar demonstrações em vídeo, na internet, para aprender sobre as diferentes técnicas de costura, muitas vezes ensinadas passo-a-passo e bastante acessíveis.
Método 2 de 3: Experiência
1 Trabalhe como aprendiz. Uma das melhores coisas que você pode fazer - ao se formar como alfaiate profissional - é tirar proveito de um aprendizado com um alfaiate que já esteja estabelecido no negócio há muito mais tempo que você. Tal aprendizado irá treiná-lo(a) nas habilidades primordiais do negócio, além da experiência que vai figurar em seu currículo.
Você pode ser capaz de encontrar um programa de estágio em alfaiataria em sua região, portanto, faça sua pesquisa. Escolha um programa de horas condizente com suas condições de tempo e interesse.
O(a) alfaiate aprendiz lidará com tarefas simples relacionadas à costura, emenda e alteração de roupas. Tudo isto sempre supervisionado (a) pelo seu mentor ou mentora, claro. Caso você demonstre mais habilidade e compreensão do ofício, podem lhe ser direcionadas tarefas mais complexas.
2 Opte por uma formação informal, se necessário for. Algumas vezes estágios específicos podem ser difíceis de encontrar. Por isso, você também pode obter um pouco de treinamento e experiência simplesmente trabalhando informalmente ou eventualmente com um alfaiate, ou em uma loja de concertos de roupas, fazendo tarefas que não estejam diretamente relacionadas com o trabalho de alfaiataria.
Mesmo que você não trabalhe com habilidades estritamente relacionadas com o ofício do alfaiate, você pode tomar dicas e informações de seu mentor ou interessado. Atender telefones, marcar compromissos, dentre outras tarefas operacionais, vão com toda certeza fazer com que você ganhe algum conhecimento acerca de qual é a atmosfera deste campo de negócio.
3 Pratique trabalhando em lojas de varejo. Trabalhe com o público, praticando a arte de vender e atender clientes. Isto será benéfico para você em longo prazo. Além disso, ter experiência de trabalho em varejo realmente pode ficar bem em seu currículo, se você decidir se candidatar a um emprego como um alfaiate profissional ou mesmo em uma grande empresa de moda.
Você precisa desenvolver habilidades de comunicação e conhecimentos interpessoais para que os clientes se sintam confortáveis com você, ao tomar medidas e discutir as melhores maneiras de se melhorar suas vestes.
Saiba que um emprego no varejo vai lhe dar alguma experiência em trabalhar com o público, mas alguns postos de trabalho podem se demonstrar melhores do que outros. Afinal de contas seu interesse é pela alfaiataria, não é mesmo? Procure então por postos correlatos. Postos de trabalho em tempo parcial em lojas de departamento, lojas de roupas, lojas de calçados e lojas especializadas em acessórios são preferíveis a um estágio numa franquia de fast food ou restaurante de shopping. Você deve se acostumar, portanto, com o ambiente de varejo do universo da moda ao invés de qualquer outro ambiente de varejo genérico. Empregos em pet shops, lojas de conveniência e supermercados, portanto, também não são boas ideias.
5 Domine as ferramentas do ofício. Não importa como você optou por receber sua formação e experiência de trabalho: antes de iniciar sua carreira como um (a) alfaiate, você deve se certificar de que possui bastante experiência com as ferramentas atuais utilizadas nesse tipo de trabalho.
Você deve ser proficiente no uso de uma fita métrica de pano, bem como no emprego de outros instrumentos de medição. A fita métrica é normalmente utilizada para tomar as medidas do corpo, para o espaçamento de botões e demais medidas de comprimento. Réguas e a “curva francesa” podem ajudar a trabalhar com linhas de costura em diversos ângulos.
Você também precisa trabalhar com máquinas de costura em nível profissional e overloques. Aprender a operar os diferentes tipos de máquinas, diferentes tipos de agulhas, e diferentes tipos de linhas também.
Use toda variedade de ferramentas de corte à disposição, incluindo a tesoura de costura e lâminas rotativas. Saiba quando usar cada uma e para que finalidade.
Método 3 de 3: Encontrando Trabalho
1 Decida se você pretende trabalhar para si mesmo ou para outra pessoa (ou empresa). Há prós e contras em ambas as opções, é claro, assim, você deve revê-los antes de tomar sua decisão. Prepare-se para ambos os caminhos e dê à sua carreira mais versatilidade. Se quiser, concentre seus esforços no caminho que você deseja.
Trabalhar para alguém limita a quantidade de responsabilidade e preocupação que você precisa ter sobre a gestão ou marketing da empresa. A desvantagem, no entanto, é que você terá menos liberdade sobre o trabalho desempenhado e não vai colher todos os ganhos de seu trabalho (pois seu chefe ou sua chefe precisará pagar os custos do empreendimento).
Por outra via, se você trabalhar por conta própria você terá que gastar tempo em marketing e tarefas administrativas: muito porém, você terá o próprio horário e demais condições, além de também poder manter todo o lucro da empresa.
Estima-se que 44 por cento dos alfaiates são autônomos, enquanto 26 por cento são empregados no pequeno comércio. Os 30 por cento restantes trabalham para outros serviços e grandes indústrias.
2 Encontre trabalho com um alfaiate profissional. Alfaiates profissionais são muitas vezes contratados por lojas de departamento, boutiques de noivas e fabricantes que precisam de alguém para fazer alterações nas peças.
Se você pretende trabalhar para alguém, procure por vagas de emprego na indústria têxtil e de confecções, lojas de departamento e tinturarias. Qualquer loja ou fabricante que trabalhe na indústria da moda e indumentária pode ser uma possibilidade. Você também pode verificar com alfaiatarias existentes para ver se eles precisam de alguma ajuda adicional.
3 Comece o seu próprio negócio. Iniciar seu próprio negócio como um (a) alfaiate pode ser uma tarefa difícil, mas isso pode dar-lhe mais controle sobre o trabalho. Ademais, tendo tudo que é preciso você pode começar imediatamente, sem a necessidade de ser avaliado (a) ou entrevistado (a) por potenciais empregadores.
Veja os requisitos legais e financeiros para iniciar o seu próprio negócio. Certifique-se de que a sua empresa seja registrada e que ela pague devidamente seus impostos.
4 Desenvolva um portfolio. Seu portfólio - ou álbum de trabalhos - deve incluir fotografias e amostras relacionados ao seu ofício na alfaiataria - o trabalho que você tem feito, incluindo suas concepções em alterações de peças e design. Um bom portfólio pode ser um recurso valioso quando você se candidatar a algum emprego ou encontrar potenciais clientes.
Você deve incluir fotografias de roupas que você alterou, bom como peças projetadas por você. Inclua também quaisquer esboços de projeto que você tenha.
Tente incluir amostras de uma variedade de estilos, do casual ao formal, para homens e para mulheres. Isto demonstrará a beleza e a versatilidade de seu trabalho.
5 Junte-se a uma organização profissional. As organizações profissionais, normalmente vinculadas aos sindicatos, podem lhe proporcionar apoio e recursos educacionais adicionais. Isso pode beneficiar você, não importando qual carreira você tomar, mas é especialmente útil se você decidir entrar no negócio por si mesmo, autonomamente.
Pesquise na internet algumas organizações profissionais que valem a pena conferir em sua região.
As organizações profissionais podem ser um meio mais fácil para os indivíduos ingressarem em cursos de educação continuada. Elas também podem fornecer aos alfaiates oportunidades de participarem em redes de contatos e de empregos.
Criado por Ppaiva
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Método 1 de 3: Aprendizagem Técnica e Criativa
1 Tenha um diploma do ensino médio. Não há requisitos educacionais oficiais/formais para se tornar um(a) alfaiate. Como regra geral, porém, você deve ter pelo menos um diploma de colegial, especialmente se você pretende exercer o ofício em uma grande empresa de moda.
Verifique se seu atual curso de graduação oferece disciplinas que possam revelar-se relevantes para o campo da alfaiataria. No mínimo, você deve tentar fazer um curso de economia doméstica. Algumas escolas podem até ter cursos de costura, e podem lhe ensinar sobre design de moda, costura à mão, e até mesmo costura industrial.
Tome aulas eletivas de arte para ajudá-lo (a) a desenvolver um melhor gosto estético, de modo que você esteja mais preparado(a) para trabalhar com cor, estilo e criatividade.
Certifique-se que as aulas também ajudem a desenvolver habilidades matemáticas básicas para que você não tenha nenhum problema em trabalhar com medições.
Aulas sobre gestão empresarial também podem ajudar se você estiver pensando em se tornar um (a) alfaiate autônomo(a).
Cursos e workshops também podem ser benéficos, uma vez que os instrutores podem se tornar - além de amigos - possíveis contatos no mundo da moda.
2 Faça cursos de nível universitário. Mesmo que você não precise ter um diploma universitário, pode-se tirar proveito de algumas das aulas de moda e design oferecidas na faculdade.
Além de ser benéfico para o seu próprio aperfeiçoamento, ter um curso universitário ou um diploma universitário pode fazer com que seu empregador seja mais propenso a considerar aquela promoção, sabe? Você pode também, caso queira, até mesmo trabalhar em sua carreira para estar a cargo de outros alfaiates, como um supervisor.
Verifique em faculdades comunitárias ou escolas técnicas, a possibilidade de cursar costura, design ou moda. Aulas avulsas em um colégio comunitário ou escola técnica também podem ser mais baratos.
Procure escolas que oferecem uma variedade de cursos (não só para profissionais com experiência) como também voltados para o iniciante e o leigo.
Estude assuntos relacionados à construção de vestuário, padrões geométricos, indústria têxtil, acabamentos e detalhamento.
O ideal é que as disciplinas forneçam informações sobre livros didáticos interessantes e exercícios práticos de costura.
3 Considere tomar aulas gestão empresarial e negócios. Muitos alfaiates acabam por trabalhar por conta própria. Embora não seja estritamente necessário, você pode achar benéfico tomar algumas aulas de gestão empresarial e negócios, bem como cursos de finanças (de nível superior) com o objetivo de se preparar para as responsabilidades e deveres envolvidos na execução de seu próprio estúdio.
Procure por aulas desta temática em colégios comunitários em sua região. Preste muita atenção às aulas de finanças para negócios. Busque lições e casos práticos de empreendedorismo, aulas de marketing e qualquer outra disciplina que possa tratar a temática das pequenas empresas.
4 Refine suas habilidades por conta própria. A formação profissional pode ajudar, mas se você quer se tornar um (a) excelente alfaiate, nada lhe impedirá de praticar em casa, no seu tempo livre. Se você estiver pensando em ser independente, a auto formação pode até ser suficiente para você começar seu próprio negócio.
Você pode buscar boas leituras em uma loja de livros e de manuais que possam ensinar novas técnicas de costura, ou mesmo obter mais informações sobre diferentes tipos de tecido, design de moda, e outros temas relacionados.
Você também pode olhar demonstrações em vídeo, na internet, para aprender sobre as diferentes técnicas de costura, muitas vezes ensinadas passo-a-passo e bastante acessíveis.
Método 2 de 3: Experiência
1 Trabalhe como aprendiz. Uma das melhores coisas que você pode fazer - ao se formar como alfaiate profissional - é tirar proveito de um aprendizado com um alfaiate que já esteja estabelecido no negócio há muito mais tempo que você. Tal aprendizado irá treiná-lo(a) nas habilidades primordiais do negócio, além da experiência que vai figurar em seu currículo.
Você pode ser capaz de encontrar um programa de estágio em alfaiataria em sua região, portanto, faça sua pesquisa. Escolha um programa de horas condizente com suas condições de tempo e interesse.
O(a) alfaiate aprendiz lidará com tarefas simples relacionadas à costura, emenda e alteração de roupas. Tudo isto sempre supervisionado (a) pelo seu mentor ou mentora, claro. Caso você demonstre mais habilidade e compreensão do ofício, podem lhe ser direcionadas tarefas mais complexas.
2 Opte por uma formação informal, se necessário for. Algumas vezes estágios específicos podem ser difíceis de encontrar. Por isso, você também pode obter um pouco de treinamento e experiência simplesmente trabalhando informalmente ou eventualmente com um alfaiate, ou em uma loja de concertos de roupas, fazendo tarefas que não estejam diretamente relacionadas com o trabalho de alfaiataria.
Mesmo que você não trabalhe com habilidades estritamente relacionadas com o ofício do alfaiate, você pode tomar dicas e informações de seu mentor ou interessado. Atender telefones, marcar compromissos, dentre outras tarefas operacionais, vão com toda certeza fazer com que você ganhe algum conhecimento acerca de qual é a atmosfera deste campo de negócio.
3 Pratique trabalhando em lojas de varejo. Trabalhe com o público, praticando a arte de vender e atender clientes. Isto será benéfico para você em longo prazo. Além disso, ter experiência de trabalho em varejo realmente pode ficar bem em seu currículo, se você decidir se candidatar a um emprego como um alfaiate profissional ou mesmo em uma grande empresa de moda.
Você precisa desenvolver habilidades de comunicação e conhecimentos interpessoais para que os clientes se sintam confortáveis com você, ao tomar medidas e discutir as melhores maneiras de se melhorar suas vestes.
Saiba que um emprego no varejo vai lhe dar alguma experiência em trabalhar com o público, mas alguns postos de trabalho podem se demonstrar melhores do que outros. Afinal de contas seu interesse é pela alfaiataria, não é mesmo? Procure então por postos correlatos. Postos de trabalho em tempo parcial em lojas de departamento, lojas de roupas, lojas de calçados e lojas especializadas em acessórios são preferíveis a um estágio numa franquia de fast food ou restaurante de shopping. Você deve se acostumar, portanto, com o ambiente de varejo do universo da moda ao invés de qualquer outro ambiente de varejo genérico. Empregos em pet shops, lojas de conveniência e supermercados, portanto, também não são boas ideias.
5 Domine as ferramentas do ofício. Não importa como você optou por receber sua formação e experiência de trabalho: antes de iniciar sua carreira como um (a) alfaiate, você deve se certificar de que possui bastante experiência com as ferramentas atuais utilizadas nesse tipo de trabalho.
Você deve ser proficiente no uso de uma fita métrica de pano, bem como no emprego de outros instrumentos de medição. A fita métrica é normalmente utilizada para tomar as medidas do corpo, para o espaçamento de botões e demais medidas de comprimento. Réguas e a “curva francesa” podem ajudar a trabalhar com linhas de costura em diversos ângulos.
Você também precisa trabalhar com máquinas de costura em nível profissional e overloques. Aprender a operar os diferentes tipos de máquinas, diferentes tipos de agulhas, e diferentes tipos de linhas também.
Use toda variedade de ferramentas de corte à disposição, incluindo a tesoura de costura e lâminas rotativas. Saiba quando usar cada uma e para que finalidade.
Método 3 de 3: Encontrando Trabalho
1 Decida se você pretende trabalhar para si mesmo ou para outra pessoa (ou empresa). Há prós e contras em ambas as opções, é claro, assim, você deve revê-los antes de tomar sua decisão. Prepare-se para ambos os caminhos e dê à sua carreira mais versatilidade. Se quiser, concentre seus esforços no caminho que você deseja.
Trabalhar para alguém limita a quantidade de responsabilidade e preocupação que você precisa ter sobre a gestão ou marketing da empresa. A desvantagem, no entanto, é que você terá menos liberdade sobre o trabalho desempenhado e não vai colher todos os ganhos de seu trabalho (pois seu chefe ou sua chefe precisará pagar os custos do empreendimento).
Por outra via, se você trabalhar por conta própria você terá que gastar tempo em marketing e tarefas administrativas: muito porém, você terá o próprio horário e demais condições, além de também poder manter todo o lucro da empresa.
Estima-se que 44 por cento dos alfaiates são autônomos, enquanto 26 por cento são empregados no pequeno comércio. Os 30 por cento restantes trabalham para outros serviços e grandes indústrias.
2 Encontre trabalho com um alfaiate profissional. Alfaiates profissionais são muitas vezes contratados por lojas de departamento, boutiques de noivas e fabricantes que precisam de alguém para fazer alterações nas peças.
Se você pretende trabalhar para alguém, procure por vagas de emprego na indústria têxtil e de confecções, lojas de departamento e tinturarias. Qualquer loja ou fabricante que trabalhe na indústria da moda e indumentária pode ser uma possibilidade. Você também pode verificar com alfaiatarias existentes para ver se eles precisam de alguma ajuda adicional.
3 Comece o seu próprio negócio. Iniciar seu próprio negócio como um (a) alfaiate pode ser uma tarefa difícil, mas isso pode dar-lhe mais controle sobre o trabalho. Ademais, tendo tudo que é preciso você pode começar imediatamente, sem a necessidade de ser avaliado (a) ou entrevistado (a) por potenciais empregadores.
Veja os requisitos legais e financeiros para iniciar o seu próprio negócio. Certifique-se de que a sua empresa seja registrada e que ela pague devidamente seus impostos.
4 Desenvolva um portfolio. Seu portfólio - ou álbum de trabalhos - deve incluir fotografias e amostras relacionados ao seu ofício na alfaiataria - o trabalho que você tem feito, incluindo suas concepções em alterações de peças e design. Um bom portfólio pode ser um recurso valioso quando você se candidatar a algum emprego ou encontrar potenciais clientes.
Você deve incluir fotografias de roupas que você alterou, bom como peças projetadas por você. Inclua também quaisquer esboços de projeto que você tenha.
Tente incluir amostras de uma variedade de estilos, do casual ao formal, para homens e para mulheres. Isto demonstrará a beleza e a versatilidade de seu trabalho.
5 Junte-se a uma organização profissional. As organizações profissionais, normalmente vinculadas aos sindicatos, podem lhe proporcionar apoio e recursos educacionais adicionais. Isso pode beneficiar você, não importando qual carreira você tomar, mas é especialmente útil se você decidir entrar no negócio por si mesmo, autonomamente.
Pesquise na internet algumas organizações profissionais que valem a pena conferir em sua região.
As organizações profissionais podem ser um meio mais fácil para os indivíduos ingressarem em cursos de educação continuada. Elas também podem fornecer aos alfaiates oportunidades de participarem em redes de contatos e de empregos.
6 Atraia clientes. A menos que você trabalhe para uma loja de departamentos que só permita que você faça trabalho para os clientes dela, saber como atrair seus próprios consumidores é uma parte importante do processo de deslanchar na carreira.
Faça uso de anúncios de jornal e anúncios digitais, como contas de mídia social e sites de negócios. Além disso, você nunca deve subestimar o poder do "boca a boca" e das propagandas.
7 Saiba pelo que esperar. Se você tem paixão e talento necessários para este trabalho, ele pode ser muito gratificante, mas, no entanto, saiba que este campo tem relativamente baixo crescimento de emprego. Você não deve esperar se tornar muito rico (a) fazendo isso.
Um alfaiate pode receber menos do que a média de salário de profissionais de formação superior.
Em 2010, os EUA coletaram uma estimativa de cerca de 57.500 postos de trabalho de alfaiataria.
As mesmas pesquisas antecipam apenas o crescimento de 1 por cento em oportunidades de emprego para alfaiates de 2010 a 2020.
Aspectos que afetam a falta de demanda por alfaiates incluem o fato de que a maioria das roupas é agora produzida a baixo custo em outros países (e em grande escala). Ademais, a demanda por roupas personalizadas continua a diminuir.
Faça uso de anúncios de jornal e anúncios digitais, como contas de mídia social e sites de negócios. Além disso, você nunca deve subestimar o poder do "boca a boca" e das propagandas.
7 Saiba pelo que esperar. Se você tem paixão e talento necessários para este trabalho, ele pode ser muito gratificante, mas, no entanto, saiba que este campo tem relativamente baixo crescimento de emprego. Você não deve esperar se tornar muito rico (a) fazendo isso.
Um alfaiate pode receber menos do que a média de salário de profissionais de formação superior.
Em 2010, os EUA coletaram uma estimativa de cerca de 57.500 postos de trabalho de alfaiataria.
As mesmas pesquisas antecipam apenas o crescimento de 1 por cento em oportunidades de emprego para alfaiates de 2010 a 2020.
Aspectos que afetam a falta de demanda por alfaiates incluem o fato de que a maioria das roupas é agora produzida a baixo custo em outros países (e em grande escala). Ademais, a demanda por roupas personalizadas continua a diminuir.
Revisões wikiHow
sábado, 13 de setembro de 2014
"O Alfaiate Através dos Tempos"
Casa da Baía
Mostra de algumas das 18 telas de coleção de pintura de Vítor Gaspar que retrata uma arte milenar que acompanha a história do Homem.
sexta-feira, 11 de julho de 2014
SR. NÉU

O manequim de fita ao pescoço espreita pela janela anunciando, de forma orgulhosa, a alfaiataria de Manuel Armada Barbosa, mais conhecido por Néu. A sala de entrada transpira anos de estudo, em livros gastos de tantas vezes folheados: técnicas de corte, traçados para a mais variada indumentária, tudo com uma lógica matemática, transformando-se quase numa ciência exacta! Nesta casa faz-se tudo à medida e nenhum pormenor pode ser deixado ao acaso. Com 60 anos de idade, há muito que as agulhas, a tesoura, o ferro e o giz fazem parte da vida do Sr. Néu que prontamente nos elucida que não se considera um profissional de alfaiataria mas antes um artista de alfaiataria. Aqui faz-se de tudo um pouco e não apenas umas calças e um fato, “nem que seja umas cuecas”, afirma!



A naturalidade com que fala connosco enquanto manuseia os tecidos com uma destreza incrível, em movimentos bem definidos e suaves, realça os anos de experiência deste alfaiate de quarta geração que, com apenas 10 anos, vinha da escola para aprender o ofício com o avô, a quem seguiu as pegadas. Mais tarde estudou na Academia de Corte Maguidal, na Rua da Palma em Lisboa, onde aprofundou a arte e aprendeu as mais recentes técnicas de corte. O entusiasmo com que nos recebe e as histórias que nos conta envolvem-nos num universo com muito mais para descobrir do que aparentaria à primeira vista. À semelhança das suas mãos, também as suas histórias fluem freneticamente umas atrás das outras. Explica-nos com orgulho que naquele mesmo lugar nasceram os congressos nacionais de alfaiataria, apesar das dificuldades muitas vezes sentidas em reunir os alfaiates do país.




A sua casa emana um orgulho sentido e um respeito inegável pela arte. Não se trata apenas de um tecido mas antes de um símbolo, de um protocolo, de uma ética. “Já me recusei a fazer um fato! (…) Pagava-me o fato mas não a má propaganda!” acrescentando, logo de seguida, “e já mandei ir buscar um fato a casa”, (para que pudesse ser corrigido): “o cliente estava satisfeito mas eu não!”. No final diz-nos, com uma sinceridade espelhada nos olhos, “Gosto de vir à janela, logo de manhã, de fita ao pescoço. Que feliz eu sou em ser alfaiate!”.

Alfaiataria Moderna - Largo da Misericórdia - Ponte da Barca
P. Ponte - Texto
Sónia Silva - Fotos
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