segunda-feira, 27 de maio de 2013
sábado, 18 de maio de 2013
Encontro em Aveiro homenageia alfaiates e debate a profissão
A iniciativa é do Instituto Português de Administração e Marketing (IPAM) que, na ocasião, apresenta um estudo científico denominado “Alfaiataria: Um estilo de vida? Experiências e serviço nas alfaiatarias portuguesas”, que envolveu o contacto com 18 alfaiates do Porto, de Aveiro e de Lisboa.
Representativo de várias gerações de alfaiates e de vários níveis de preço e serviço, o painel objeto de estudo permitiu analisar a clientela, elaborar um descritivo do perfil dos clientes, quer nacionais quer internacionais, e detetar as várias semelhanças e peculiaridades que lhes são comuns.
“A homenagem ao distinto mundo da alfaiataria surge na sequência de uma investigação científica que a escola de marketing desenvolveu nos últimos nove meses, com o objetivo de aprofundar conhecimentos sobre o serviço, que se assume quase como um culto”, explica uma nota do IPAM.
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segunda-feira, 13 de maio de 2013
Special for You: Alfaiataria, Estilo e Luxo
“Special for You” é um evento que celebra o luxo como profissão e como experiência de consumo.
A decorrer no dia 23 de maio, no IPAM Aveiro, a partir das 17h30 até às 20h30, sensivelmente, o evento aproveitará para homenagear a alfaiataria (o XXIV Encontro Nacional de Mestres Alfaiates será no dia 26 de maio), apresentar os resultados do projeto de investigação sobre a profissão e clientes de alfaiates desenvolvido pela equipa do IPAM Lab, e ainda lançar o primeiro Anuário de Alfaiataria, trabalho único em Portugal. Contamos para este efeito com a presença dos alfaiates que participaram no projeto, do norte ao sul do país.
Traremos para o IPAM Aveiro, numa experiência única e inesquecível, alfaiates, estilistas, professores, autores de livros sobre luxo, para debater de forma aberta, num ambiente informal, a Alfaiataria, o Estilo e o Luxo.
O Roadbook do evento contempla outros momentos:
• visita à Exposição do Luxo (a criar no foyer e no espaço exterior do IPAM Aveiro), que reunirá marcas de luxo de joalharia, automóveis, peças de design exclusivo, entre outros;
• desfile de moda com peças criadas por alfaiates/estilistas
• degustação de delicias acompanhadas de espumante
Venha passar connosco um final da tarde muito especial, desenhado para si!
http://www.ipam.pt/pt/whats-up/special-for-you.aspx
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sábado, 4 de maio de 2013
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Alfaiates sobrevivem à crise, clientes pagam até 20 mil euros por fato
©José Coelho/Lusa
A crise baixou as encomendas aos alfaiates do Porto, mas os fatos costurados à mão e por medida continuam a ajustar-se aos corpos de médicos, políticos, empresários, advogados, cônsules e noivos que pagam até 20 mil euros pela indumentária.
“Os nossos fatos podem ir dos dois mil euros aos 15 ou 20 mil euros”, admitiu o alfaiate português Ayres Gonçalo, que aos 30 anos já tinha costurado fatiotas para o príncipe Carlos e Gordon Brown.
Com ateliê montado há um ano na Praça Dona Filipa de Lencastre, no centro do Porto, Ayres Gonçalo rema contra a maré da crise e da Troika e assegura que as medidas de austeridade lhe passam “ao lado”, porque 90% da sua produção voa para Luanda, (Angola), Bruxelas (Bélgica), Nova Iorque (EUA) e S. Paulo (Brasil).
Ayres é neto de um dos alfaiates mais antigos do Porto, que cortou os dianteiros, os traseiros, as mangas, e a gola para o último fato de Oliveira Salazar e que em apenas seis horas executou um fato para o empresário Belmiro de Azevedo.
O avô e o neto Ayres acreditam que a arte da alfaiataria veio para ficar e não está em vias de extinção porque há aprendizes.
A crença é partilhada também pelo costureiro Alexandre Ferreira, que aos 78 anos ainda corta e costura para o “ministro da Guerra”, referindo ao ministro Aguiar Branco.
“Faço fatos de 900 euros até 2.500. Tenho clientes ainda que fazem fatos para 2.500 euros”, confessa, sublinhando que um fato feito por medida ao corpo do cliente “fica outra coisa”.
Recordando com saudade a Rua de Santa Catarina, a artéria mais comercial da cidade do Porto, quando “era um viveiro de alfaiates”, Alexandre Alfaiate afirma que houve uma quebra “bastante grande”.
“Nos tempos áureos chegava a fazer 300 fatos por ano”, mas hoje, Alexandre já não consegue fazer média nenhuma de quantos fatos executa. “Talvez um por semana”, lança, incrédulo nas suas próprias previsões.
E se Alexandre Alfaiate defende que aquela arte só vai resistir para uma clientela muito reduzida”, o colega de profissão Augusto Saldanha, com atelier junto à Rua das Flores, acredita que a profissão de alfaiate não está em vias de extinção.
“Eu sou dos que ainda mantenho que o alfaiate nunca há de acabar. Já há menos e cada vez vai haver menos, mas acabar, acabar …, nunca chega a acabar”, acredita Augusto Saldanha, o alfaiate do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, e do eurodeputado Paulo Rangel.
O alfaiate conta que “trabalha para quem se sabe vestir” e “para quem quer vestir” e para “quem pode vestir”, mas não gosta de falar de preços. “Nem a minha mulher, que dorme comigo na cama, sabe o preço dos meus fatos”.
A obra fica mais barata do que a aquela que anda aí na boa confecção e “não é tão cara, como muita gente julga”, garante Augusto Saldanha, sublinhando que um fato seu é para o usar no dia-a-dia, não sendo um traje domingueiro ou para festas.
”Estas pessoas fazem pouco e estimam muito a roupa. Cada peça que eu lhes faço é uma jóia que compram. Não compram por comprar, nem compram e deitam fora. Ao contrário do que muita gente julga, estas pessoas estimam a roupa, não a deitam fora e recuperam-na muitas das vezes”, explica.
Os artistas do dedal, agulha, linha e tesoura vão continuar a ajustar-se aos desejos dos cliente da alta sociedade, que ainda são o melhor cartão-de-visita para não deixar morrer a profissão.
por Cecília Malheiro, da Agência Lusa
Lusa/SOL
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Esta bARCA é "um confessionário sem padre" onde cabe de tudo
O que é que uma cidade entrega de si mesma, quando o que está em causa é recuperar daqui a cem anos aquilo que ela hoje é? Para ter a resposta absoluta a esta pergunta há que esperar os tais cem anos, até 2112, e assistir à abertura da bARCA da Memória, aquela que faz parte do programa de animação sócio-cultural Manobras no Porto e que, até sábado, vai receber as recordações que cada um ali quiser deixar, para, no domingo, ser afundada no mar. Lá dentro vão cartas, muitas cartas. Mas também CD, fotografias, sameiras, porta-chaves, tesouras e as estatísticas criminais do Porto do ano passado.
O alfaiate Victor Gonçalves receia que daqui a cem anos a sua profissão seja apenas uma memória
O Comando Metropolitano do Porto da PSP e um alfaiate da Baixa da cidade quiseram associar-se ao projecto imaginado por José Carretas e que a associação cultural Panmixia está a pôr em prática. Das mãos do comandante metropolitano Pinto Vieira, a barca irá receber várias folhas de papel. "A estrutura orgânica do comando, uma lista nominal de todas as pessoas que trabalham na PSP do Porto e uma sinopse da estatística criminal do ano de 2011", explica Pinto Vieira ao PÚBLICO. A fechar a oferta está o brasão de armas da PSP e um desejo dito entre sorrisos: "Espero que, quando abrirem a barca, daqui a cem anos, possam dizer: "Já em 2012 o Porto era uma cidade tranquila.""
Se a cápsula "hermética, inviolável, inoxidável, impermeável e não poluente" que vai guardar a oferta da PSP conterá, sobretudo, papéis, a que couber ao alfaiate Victor Gonçalves terá um recheio bem mais diversificado. Lá dentro irão tesouras, linhas e dedais, uma fita métrica, duas escalas, agulhas de coser da extinta Checoslováquia, tecido, giz e um livro técnico. Tudo instrumentos do trabalho que ainda hoje desenvolve, num 1.º andar da Rua das Galerias de Paris.
O alfaiate, de 54 anos, soube do projecto "pelos jornais" e quis que parte da memória do Porto de 2012 fosse também a sua. "Achei a ideia muito interessante e quis participar, porque a minha profissão, daqui por alguns anos, vai ser mesmo uma memória."
Além dos instrumentos de trabalho, Victor Gonçalves vai oferecer uma medalha do encontro anual de alfaiates. E pensou em colocar num CD o conteúdo do blogue que criou e alimenta (blog-dos-alfaiates.blogspot.com), mas ficou-lhe a dúvida: "Daqui a cem anos o CD já deve estar obsoleto, sei lá se ainda há forma de o ler."
É uma boa questão, admite José Carretas, o criador da barca da memória portuense. E, para prevenir, é bom que a Panmixia ou a Câmara do Porto ponham já de lado um leitor de CD que funcione daqui a cem anos, porque dentro da barca, é garantido, vão vários discos compactos. Carretas confessa ao PÚBLICO que espera receber muito mais doações do que aquelas que até agora foram entregues nos seis pontos de recolha - miradouros da Sé e da Vitória, Passeio das Virtudes, Largo d"A Conquistadora (Miragaia) e estação de metro da Trindade, entre as 15h e as 19h -, mas acredita que, "à boa maneira portuguesa", os portuenses vão comparecer em massa até ao final da tarde de sábado. "Temos cerca de 400 objectos, mas a barca tem capacidade para cerca de dois mil", diz.
E o que lá está guardado? Ele desfia o que lhe vão transmitindo dos pontos de recolha. "Muitas cartas e poemas. Alguns CD com registos musicais. Um senhor levou a chave de casa. Outro, seis volumes encadernados por ele com a história da sua vida desde o casamento. Há coisas ali que quer que um neto leia, mas não a família actual. Temos postais, fotografias, dentes de leite, latas de cerveja e de coca-cola. Uma senhora disse que ia levar uma francesinha. Outra levou uma carta aos pais que já morreram. Uma estrangeira levou o Kamasutra. Entregaram-nos um paralelepípedo do Porto. Um senhor de idade levou uma fotomontagem feita por ele, alusiva ao ET, que mostra uma menina no céu, com uma bicicleta. Diz que é uma recordação da primeira vez que foi ao cinema com a neta. Deixaram-nos um euro, uma caderneta de cromos e um cachecol do FC Porto..." A lista continua. "Somos um confessionário sem padre", diz Carretas. Até às 19h de sábado, a barca vai estar aberta para muitas mais memórias.
Se a cápsula "hermética, inviolável, inoxidável, impermeável e não poluente" que vai guardar a oferta da PSP conterá, sobretudo, papéis, a que couber ao alfaiate Victor Gonçalves terá um recheio bem mais diversificado. Lá dentro irão tesouras, linhas e dedais, uma fita métrica, duas escalas, agulhas de coser da extinta Checoslováquia, tecido, giz e um livro técnico. Tudo instrumentos do trabalho que ainda hoje desenvolve, num 1.º andar da Rua das Galerias de Paris.
O alfaiate, de 54 anos, soube do projecto "pelos jornais" e quis que parte da memória do Porto de 2012 fosse também a sua. "Achei a ideia muito interessante e quis participar, porque a minha profissão, daqui por alguns anos, vai ser mesmo uma memória."
Além dos instrumentos de trabalho, Victor Gonçalves vai oferecer uma medalha do encontro anual de alfaiates. E pensou em colocar num CD o conteúdo do blogue que criou e alimenta (blog-dos-alfaiates.blogspot.com), mas ficou-lhe a dúvida: "Daqui a cem anos o CD já deve estar obsoleto, sei lá se ainda há forma de o ler."
É uma boa questão, admite José Carretas, o criador da barca da memória portuense. E, para prevenir, é bom que a Panmixia ou a Câmara do Porto ponham já de lado um leitor de CD que funcione daqui a cem anos, porque dentro da barca, é garantido, vão vários discos compactos. Carretas confessa ao PÚBLICO que espera receber muito mais doações do que aquelas que até agora foram entregues nos seis pontos de recolha - miradouros da Sé e da Vitória, Passeio das Virtudes, Largo d"A Conquistadora (Miragaia) e estação de metro da Trindade, entre as 15h e as 19h -, mas acredita que, "à boa maneira portuguesa", os portuenses vão comparecer em massa até ao final da tarde de sábado. "Temos cerca de 400 objectos, mas a barca tem capacidade para cerca de dois mil", diz.
E o que lá está guardado? Ele desfia o que lhe vão transmitindo dos pontos de recolha. "Muitas cartas e poemas. Alguns CD com registos musicais. Um senhor levou a chave de casa. Outro, seis volumes encadernados por ele com a história da sua vida desde o casamento. Há coisas ali que quer que um neto leia, mas não a família actual. Temos postais, fotografias, dentes de leite, latas de cerveja e de coca-cola. Uma senhora disse que ia levar uma francesinha. Outra levou uma carta aos pais que já morreram. Uma estrangeira levou o Kamasutra. Entregaram-nos um paralelepípedo do Porto. Um senhor de idade levou uma fotomontagem feita por ele, alusiva ao ET, que mostra uma menina no céu, com uma bicicleta. Diz que é uma recordação da primeira vez que foi ao cinema com a neta. Deixaram-nos um euro, uma caderneta de cromos e um cachecol do FC Porto..." A lista continua. "Somos um confessionário sem padre", diz Carretas. Até às 19h de sábado, a barca vai estar aberta para muitas mais memórias.
In Público
Patrícia Carvalho
Adelaide Carneiro
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quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Alfaiate dos toureiros homenageado com exposição em Coruche
Manuel Marques é conhecido como o alfaiate dos toureiros. Faz casacas há mais de 30 anos e agora vai ter direito a uma homenagem, através de uma exposição no Museu Municipal de Coruche.
RTP
Patrícia Pedrosa/ Jaime Guilherme/ Arthur Paiva
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